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Capítulo 49 de 74
Segundo Grau – Purificação (2)
Os Grandes Iniciados – Volume Único (nao contém Zoroastro e Buda)
Os Números. - A Teogonia.
Era um dia feliz, “um dia de ouro”, como diziam os antigos, aquele em que Pitágoras recebia o noviço em sua morada e o aceitava solenemente nas fileiras de seus discípulos. O noviço entrava primeiro em contatos seguidos e diretos com o mestre. Penetrava no pátio interno de sua habitação, reservado a seus fiéis. Daí o nome de (os de esotéricos dentro) oposto ao de exotéricos (os de fora). A verdadeira iniciação começava. Essa revelação consistia numa exposição completa e racional da doutrina oculta, desde seus princípios contidos na ciência misteriosa dos números até às últimas conseqüências da evolução universal, os destinos e os fins supremos da divina Psiquê, da alma humana. Esta ciência dos números era conhecida sob diversos nomes nos templos do Egito e da Ásia. Como ela fornecia a chave de toda a doutrina, escondiam-se cuidadosamente do vulgo. As cifras, as letras, as figuras geométricas ou as representações humanas que serviam de sinais àquela álgebra do mundo oculto só eram entendidas pelo iniciado. Este somente revelava o seu significado ao adepto depois do juramento do silêncio. Pitágoras formulou esta ciência em um livro escrito pessoalmente chamado hiéros logos, a palavra sagrada. Este livro não chegou até nós. Mas os escritos posteriores dos pitagóricos, Filolaus, Arquitas e
Hiérocles, os diálogos de Platão, os tratados de Aristóteles, de Porfírio e de Jamblico, dão-nos a conhecer seus princípios. Se eles permaneceram ocultos, para os filósofos modernos, é porque só se pode compreender seu significado e seu alcance pela comparação de todas as doutrinas esotéricas do Oriente. Pitágoras chamava seus discípulos de matemáticos, porque seu ensinamento superior começava pela doutrina dos números. Esta matemática sagrada, ou ciência dos princípios, era ao mesmo tempo mais transcendente e mais viva do que a matemática profana, a única conhecida por nossos sábios e filósofos. Nela, o número não era considerado uma quantidade abstrata, mas a virtude intrínseca e ativa do uno supremo, de Deus, fonte da harmonia universal. A ciência dos era a das forças vivas, das em ação nos números faculdades divinas mundos e no homem, no macrocosmo e no microcosmo... Penetrandoas, distinguindo-as e explicando seu jogo, Pitágoras elaborava nada menos do que uma teogonia ou urna teologia racional. Uma teologia verdadeira deveria fornecer os princípios de todas as ciências. Ela só será a ciência de Deus se mostrar a unidade e o encadeamento das ciências da natureza. Só merece este nome sob a condição de constituir o órgão e a síntese de todas as outras. Ora, era justamente esta a função que desempenhava nos templos egípcios a ciência do verbo sagrado, formulada e aperfeiçoada por Pitágoras, sob o nome de ciência dos números. Ela acreditava poder fornecer a chave do ser, da ciência e da vida. O adepto, guiado pelo mestre, devia começar por contemplar-lhe os princípios com sua própria inteligência, antes de seguir suas múltiplas aplicações na imensidade concêntrica das esferas da evolução. Um poeta moderno pressentiu esta verdade, quando fez Fausto descer até as Mães, para dar vida ao fantasma de Helena. Fausto toma a chave mágica, a Terra abre-se a seus pés, a vertigem dele se apodera, e ele mergulha na vida dos espaços. Finalmente, chega ao reino das Mães, que vigiam as formas originárias do grande Todo e fazem brotar os seres do molde dos arquétipos. Estas Mães são os Números de Pitágoras, as forças divinas do mundo. O poeta transmitiu-nos a
comoção de seu próprio pensamento diante deste mergulho nos abismos do Insondável. Para o iniciado antigo, em que a visão direta da inteligência despertava pouco a pouco como um novo sentido, esta revelação interior parecia antes uma ascensão ao grande sol incandescente da Verdade, de onde ele contemplava, na plenitude da Luz, os seres e as formas, projetados no turbilhão das vidas por uma irradiação vertiginosa. Não se chegava em um só dia a esta posse interna da verdade, em que o homem realiza a vida universal pela concentração de suas faculdades. Eram necessários anos de exercício, e a concordância tão difícil da inteligência e da vontade. Antes de manipular a palavra criadora – e quão poucos ali chegam! – é preciso soletrar o verbo sagrado, letra por letra, sílaba por sílaba Pitágoras tinha o hábito de ministrar estes ensinamentos no templo das Musas. Os magistrados de Crotona mandaram-no construir, atendendo a seu pedido expresso e conforme suas indicações, muito perto de sua morada, em um jardim fechado. Os discípulos do segundo grau ali penetravam sozinhos com o mestre. No interior do templo circular viam-se as nove Musas em mármore. De pé, no centro, velava Héstia, envolta num véu, solene e misteriosa. Com a mão esquerda ela protegia a chama de um lume, com a mão direita mostrava o céu. Para os gregos como para os romanos, Héstia ou Vesta é a guardiã do princípio divino presente em todas as coisas. Consciência do fogo sagrado, ela tem seu altar no templo de Delfos, no Pritaneu de Atenas, no lume menor. No santuário de Pitágoras, ela simbolizava a Ciência divina e central ou Teogonia. Ao redor dela, as Musas esotéricas traziam, além de seus nomes tradicionais e mitológicos, o nome das ciências ocultas e das artes sagradas, que elas guardavam. Urânia representava a astronomia e a astrologia; a ciência das almas da Polínia, outra vida e a arte da adivinhação; Melpômene, com sua máscara trágica, a ciência da vida e da morte, transformações e renascimentos. Estas três Musas superiores reunidas constituíam a cosmogonia ou física celeste. e presidiam à ciência do homem ou Calíope, Clio Euterpe psicologia, com as artes correspondentes: Medicina, Magia, Moral. O
último grupo, e , abrangia a física terrestre, a Terpsícore, Erato Tália ciência dos elementos, das pedras, das plantas e dos animais Assim, num primeiro estágio, o organismo das ciências, calcado sobre o organismo do Universo, aparecia ao discípulo no círculo vivo das Musas iluminadas pela chama divina. Depois de ter conduzido seus discípulos àquele pequeno santuário, Pitágoras abria o livro do Verbo e começava seu ensinamento esotérico. “As Musas, dizia ele, são apenas as efígies terrestres dos poderes divinos, cuja beleza imaterial e sublime ides agora contemplar em vós mesmos. Assim como elas vêem o Fogo de Héstia, do qual emanam e que lhes dá o movimento, o ritmo e a melodia, assim também deveis mergulhar no Fogo central do Universo, no Espírito divino, para expandir-vos com ele nas suas manifestações visíveis”. Então, com mão forte e audaciosa, Pitágoras arrancava seus discípulos ao mundo das formas e das realidades. Apagava o tempo e o espaço e os fazia descer com ele até , a essência do Ser incriado. a grande Mônada Pitágoras denominava o Uno primeiro, composto de harmonia, o Fogo masculino que atravessa tudo, o Espírito que se move por si, o Indivisível e o grande Não-Manifesto, cujos mundos efêmeros manifestam o pensamento criador, o único, o Eterno, o Imutável, oculto sob as coisas múltiplas que passam e que mudam. “A essência em si mesma escapa ao homem, diz o pitagórico Filolaus. Ele somente conhece as coisas deste mundo, onde o finito se combina com o infinito. E como pode conhecê-las? Porque há entre ele e as coisas uma harmonia, uma relação, um princípio comum. Esse princípio lhe é dado pelo Uno, o qual lhe dá, com sua essência, a medida e a inteligibilidade. Ele é a medida comum entre o objeto e o sujeito, a razão das coisas pela qual a alma participa da razão última do Uno (3)”. Mas, como se aproximar d’Ele, do Ser que não se pode apreender? Alguém já viu o mestre do tempo, a alma dos sóis, a fonte das inteligências? Não. E somente confundindo-se com ele é que se penetra em sua essência. Ele é semelhante a um fogo invisível colocado no centro do Universo, cuja chama ágil circula em todos os mundos e movimenta a circunferência. Acrescentava que a obra da iniciação consistia em aproximar-se do
grande Ser, assemelhando-se a ele, tornando-se tão perfeito quanto possível, dominando as coisas pela inteligência, chegando a ser ativo como ele e não passivo como elas. “Vosso próprio Ser, vossa alma, não é um microcosmo, um pequeno Universo? Mas ela está repleta de tempestades e discórdias. Pois bem, trata-se de realizar a unidade da harmonia. Então, somente então, Deus descerá em vossa consciência e participareis de seu poder, e fareis de vossa vontade a pedra do lar, o altar de Héstia, o trono de Júpiter!” Portanto, Deus, a substância indivisível, tem por número a Unidade que contém o Infinito, por nome o de Pai, de Criador ou de Eterno-Masculino, por sinal o Fogo vivo, símbolo do Espírito, essência do Todo. Eis o primeiro dos princípios. Mas as faculdades divinas são semelhantes ao lótus místico que o iniciado egípcio, deitado em seu sepulcro, vê surgir na negra noite. A princípio não passa de um ponto brilhante, depois abre-se como uma flor e o centro incandescente desabrocha como uma rosa de luz com mil pétalas. Pitágoras dizia que a grande Mônada age como Díada criadora. No momento em que se manifesta, Deus é duplo, essência indivisível e substância divisível; princípio masculino ativo, animador, e princípio feminino passivo ou matéria plástica animada. A Díada representava, pois, a união do Eterno-Masculino e do Eterno-Feminino em Deus, as duas faculdades divinas essenciais e correspondentes. Orfeu exprimira profeticamente essa idéia no seguinte verso:
Júpiter é o Esposo e a Esposa divina.
Intuitivamente, todos os politeísmos tiveram consciência desta idéia, representando a Divindade ora sob a forma masculina, ora sob a forma feminina. E esta Natureza viva, eterna, esta grande Esposa de Deus, não é somente a natureza terrestre, mas a natureza celeste invisível a nossos olhos carnais, a Alma do mundo, a Luz primordial, alternadamente Maia, Ísis. e Cibele, que, vibrando sob o impulso divino, encerra as
essências de todas as almas, os tipos espirituais de todos os seres. Em seguida é Deméter, a terra viva e todas as terras com os corpos que encerram, em que aquelas almas vêm se encarnar. É depois a Mulher, companheira do Homem. Na humanidade a Mulher representa a Natureza; e a imagem perfeita de Deus não é só o Homem, mas o Homem e a Mulher. Daí sua invencível, sedutora e fatal atração; daí a embriaguez e o Amor, onde se representa o sonho das criações infinitas e o obscuro pressentimento de que o Eterno-Masculino e o Eterno- Feminino gozam de uma união perfeita no seio de Deus. “Honra, portanto, à Mulher, sobre a terra e no céu”, dizia Pitágoras com todos os iniciados antigos; “ela nos faz compreender a grande Mulher, a Natureza. Que ela seja sua imagem santificada e que nos ajude a galgar os degraus que nos levam até a grande Alma do Mundo, que gera, conserva e renova, até a divina Cibele, que arrasta a multidão das almas em seu manto de luz.” A Mônada representa a essência de Deus; a Díada, sua faculdade geradora e reprodutora. Esta gera o mundo, manifestação visível de Deus no espaço e no tempo. Ora, o mundo real é tríplice. Porque, assim como o homem se compõe de três elementos distintos, mas fundidos um no outro: o corpo, a alma e o espírito, assim também o Universo é dividido em três esferas concêntricas: o mundo natural, o mundo humano e o mundo divino. A Tríada ou lei do ternário é, portanto, a lei constitutiva das coisas e a verdadeira chave da vida, pois ela se acha em todos os graus da escada da vida, desde a constituição da célula orgânica, através da constituição fisiológica do corpo animal, do funcionamento do sistema sangüíneo e do sistema cerebrospinal, até a constituição hiperfísica do homem, a do universo e de Deus. Assim, como por encanto ela abre ao espírito maravilhado a estrutura interna do Universo. Mostra as correspondências infinitas do macrocosmo e do microcosmo. Age como uma luz, que passaria nas coisas para torná-las transparentes, e faz reluzir os mundos pequenos e grandes como outras tantas lanternas mágicas. Expliquemos esta lei pela correspondência essencial do homem e do Universo.
Pitágoras admitia que o espírito do homem ou do intelecto conserva de Deus sua natureza imortal, invisível, absolutamente ativa: o espírito é aquilo que se move por si mesmo. Ele considera o corpo sua parte mortal, divisível e passiva. Pensava que aquilo que chamamos alma está estreitamente unido ao espírito, formado porém de um terceiro elemento intermediário que provém do A alma fluido cósmico. se assemelha, portanto, a um corpo etéreo que o espírito tece e constrói para si mesmo. Sem este corpo etéreo, o corpo material não poderia se manifestar e não passaria de uma massa inerte e sem vida (4). A alma tem uma forma semelhante à do corpo que ela vivifica, e a ele sobrevive após a dissolução ou morte. Ela se torna então, segundo expressão de Pitágoras, repetida por Platão, o que leva o espírito às esferas carro sutil divinas ou deixa-o cair nas regiões tenebrosas da matéria, conforme seja mais ou menos boa ou má. Ora, a constituição e a evolução do homem repetem-se em círculos crescentes em toda a escala dos seres e em todas as esferas. Assim como a humana Psiquê luta contra o espírito que a atrai e o corpo que a retém, também a humanidade evolui entre o mundo natural e animal, em que mergulha por meio de suas raízes terrestres, e o mundo divino dos puros espíritos, onde está sua fonte celeste e à qual ela aspira elevar-se. E o que se passa na humanidade ocorre em todas as terras e em todos os sistemas solares, em proporções sempre diversas, em modos sempre novos. Estendei o círculo até o infinito – e, se puderdes, abrangei com um só conceito os mundos sem limite. O que encontrareis ali? O pensamento criador, o fluido astral e dos mundos em evolução: o espírito, a alma e o corpo da divindade. Levantando véu por véu e sondando as faculdades da própria divindade, lá vereis a Tríada e a Díada envolvendo-se na sombria profundidade da Mônada como uma florescência de estrelas nos abismos da imensidade. Por esta rápida exposição, pode-se perceber a importância capital que Pitágoras atribuía à lei do ternário. Pode-se dizer que ela constitui a pedra angular da ciência esotérica. Todos os grandes iniciadores religiosos tiveram consciência disto, todos os teósofos o pressentiram. Um oráculo de Zoroastro diz:
O número três por toda a parte reina no Universo E a Mônada é seu princípio.
O mérito incomparável de Pitágoras é ter formulado esta lei com a clareza do gênio grego. Fez dela o centro de sua teogonia e o fundamento das ciências. Já velada nos escritos esotéricos de Platão e completamente incompreendida pelos filósofos posteriores, esta concepção somente foi compreendida, nos tempos modernos, por alguns raros iniciados das ciências ocultas (5). Vê-se desde então que base larga e sólida a lei do ternário universal oferecia à classificação das ciências, à edificação da cosmogonia e da psicologia. Assim como o ternário universal se concentra na unidade de Deus ou na Mônada, também o ternário humano se concentra na consciência do eu e na vontade, que reúne todas as faculdades do corpo, da alma e do espírito em sua viva unidade. O ternário humano e divino resumido na Mônada constitui a Tétrada sagrada. Mas o homem só realiza sua própria unidade de uma maneira relativa. Pois sua vontade, que age sobre todo o seu ser, não pode, entretanto, agir simultânea e plenamente em seus três órgãos, ou seja, no instinto, na alma e no intelecto. O universo e o próprio Deus apenas lhe aparecem alternada e sucessivamente refletidos por estes três espelhos:
1. Visto através do instinto e do caleidoscópio dos sentidos, Deus é múltiplo e infinito como suas manifestações. Daí o politeísmo, onde o número dos deuses não é limitado;
2. Visto através da alma racional, Deus é duplo, isto é, espírito e matéria. Daí o dualismo de Zoroastro, dos maniqueus e de várias outras religiões;
3. Visto através do intelecto puro, ele é triplo, ou seja, espírito, alma e corpo, em todas as manifestações do universo. Daí os cultos trinitários da Índia (Brahma, Visnu, Siva) e a própria trindade do cristianismo (Pai, Filho, Espírito Santo);
4. Concebido pela vontade que resume o todo, Deus é único; é o monoteísmo hermético de Moisés em todo o seu rigor. Aqui, nada de personificações, nada de encarnação. Saímos do universo visível e entramos no Absoluto. O Eterno reina só sobre o mundo reduzido a pó. A diversidade das religiões provém, portanto, do fato de que o homem só realiza a divindade através do seu próprio ser, que é relativo e finito, enquanto Deus realiza a todo instante a unidade dos três mundos da harmonia do Universo.
Esta última aplicação demonstraria, por si só, a virtude, de certa forma mágica, do na ordem das idéias. Não somente aí se Tetragrama encontravam os princípios das ciências, a lei dos seres e seu modo de evolução, mas ainda a razão das religiões diversas e de sua unidade superior. Era verdadeiramente a chave universal. Daí o entusiasmo com que Lísis dela fala no e compreende-se agora por que os Vers dorés; Pitagóricos juravam por este grande símbolo:
Juro por aquele que gravou em nossos corações A Tétrada sagrada, imenso e puro símbolo, Fonte da Natureza e modelo dos Deuses.
Pitágoras levava muito mais longe o ensino dos números. Em cada um deles definia um princípio, uma lei, uma força ativa do Universo. Mas afirmava que os princípios essenciais estão contidos nos quatro primeiros números, uma vez que adicionando-os ou multiplicando-os obtêm-se todos os outros. Do mesmo modo a infinita variedade dos seres que compõem o Universo é produzida pelas combinações das três forças primordiais: matéria, alma, espírito, sob o impulso criador da unidade divina que os mistura e os diferencia, concentra-os e ativa-os. Como os principais mestres da ciência esotérica, Pitágoras atribuía grande importância ao e ao número sete sendo composto de três e de quatro, significa a união número dez. Sete, do homem com divindade. É a cifra dos adeptos, dos grandes iniciados,
e, como exprime a realização completa em qualquer coisa por sete graus, ele representa a lei da evolução. O número dez, formado pela adição dos quatro primeiros e que contém o precedente, é o número perfeito por excelência, pois representa todos os princípios da divindade evoluídos e reunidos numa nova unidade. Terminando o ensino de sua teogonia, Pitágoras mostrava aos discípulos as nove Musas, personificando as ciências, agrupadas três a três, presidindo ao tríplice ternário evoluído em nove mundos, e formando, com Héstia, a Ciência divina, guardiã do Fogo primordial: a Década sagrada.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.