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Capítulo 65 de 74
Maria
Os Grandes Iniciados – Volume Único (nao contém Zoroastro e Buda)
PRIMEIRO DESENVOLVIMENTO DE JESUS
Ieroshua, que chamamos Jesus, segundo seu nome helenizado Iesous, nasceu provavelmente em Nazaré.(1) Foi certamente nesse recanto perdido da Galiléia que decorreu sua infância, cumprindo-se ali o primeiro, o maior dos mistérios cristãos: a eclosão da alma de Cristo. Era filho de Myriam, que chamamos Maria, mulher do carpinteiro José, um galileu de estirpe nobre, filiada aos essênios. A lenda envolveu o nascimento de Jesus em uma teia de maravilhas. Se a lenda abriga muitas superstições, às vezes também encobre verdades psíquicas pouco conhecidas, porque estão acima da percepção comum. Um fato parece ressaltar da história legendária de Maria: que Jesus foi uma criança consagrada a uma missão profética pelo desejo da mãe, antes do nascimento. Fala-se a mesma coisa com referência a vários heróis e profetas do Antigo Testamento. Esses filhos consagrados a Deus por suas mães chamavam-se A nazarenos. propósito, é interessante relembrar as histórias de Sansão e Samuel. Um anjo anuncia à mãe de Sansão que ela vai ficar grávida e gerará um filho, e que a navalha não passará sobre sua cabeça “porque o menino será nazareno desde o seio de sua mãe; e será ele quem começará a livrar Israel das mãos dos filisteus.” (2). A mãe de Samuel pediu, ela mesma, um filho a Deus. “Ana, mulher de Elkana, era estéril. Fez um voto orando: Eterno dos exércitos celestes! se deres um filho varão à tua serva, eu o consagrarei ao Eterno por todos os dias de sua existência, e nenhuma navalha passará em sua cabeça. . . Então Elkana conheceu sua Algum tempo depois, Ana, tendo concebido, deu à luz um mulher. . . filho, a quem chamou Samuel, disse ela, porque, eu o pedi ao (3) Ora, segundo raízes semíticas primitivas, SAM-U-EL Eterno”. significa: A mãe, sentindo-se como que esplendor interior de Deus. iluminada por aquele que ela encarnava, considerava-o a essência etérea do Senhor.
Estas passagens são extremamente importantes, porque nos introduzem na tradição esotérica, constante e viva em Israel e, por ela, no sentido verdadeiro da lenda cristã. Elkana, o marido, é o pai terrestre de Samuel segundo a carne. Mas o Eterno é seu pai celeste segundo o Espírito. A linguagem figurada do monoteísmo judaico encobre aqui a doutrina da preexistência da alma. A mulher iniciada faz um apelo a uma alma superior, para recebê-la em seu seio e dar ao mundo um profeta. Esta doutrina muito velada entre os judeus, completamente ausente de seu culto oficial, fazia parte da tradição secreta dos iniciados. Manifesta-se nos profetas. Afirma-o Jeremias, nestes termos: “A palavra do Eterno foi-me dirigida e ele disse-me: Antes que eu te formasse no seio de tua antes que tivesses saído de seu seio, eu te santifiquei mãe, eu te conheci, e te instituí profeta para as nações (4). Jesus dirá o mesmo aos fariseus escandalizados: “Em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu o era” (5). De tudo isto, o que se deve atribuir a Maria, mãe de Jesus? Parece que, nas primeiras comunidades cristãs, Jesus foi considerado filho de Maria e José, visto que Mateus nos apresenta a árvore genealógica de José para provar que Jesus descende de Davi. Lá, sem dúvida, como em algumas seitas agnósticas, via-se em Jesus um filho dado pelo Eterno, no mesmo sentido que Samuel. Mais tarde, a lenda, preocupada em mostrar a origem sobrenatural de Cristo, teceu seu véu de ouro e azul: a história de José e de Maria, a Anunciação e mesmo a infância de Maria no templo. (6) Se tentarmos interpretar o sentido esotérico da tradição judaica e da lenda cristã, diremos: A ação da Providência, ou, para falar mais claramente, o influxo do mundo espiritual, que concorre para o nascimento de cada homem, seja este qual for, é mais poderoso e mais visível no nascimento de todos os homens de gênio, cujo aparecimento não se explica somente pela lei do atavismo físico. Esse influxo atinge sua maior intensidade quando se trata de um desses divinos profetas, destinados a mudarem a face do mundo. A alma eleita para uma missão divina vem de um mundo divino. Ela vem livremente, conscientemente.
Mas para que entre em cena na vida terrestre é necessário um invólucro, é necessário o apelo de uma mãe de elite, que, por seu estofo moral, pelo anseio de sua alma e a pureza de sua vida, pressinta, atraia, encarne em seu sangue e em sua carne a alma do redentor, destinado a tornar-se aos olhos dos homens um filho de Deus. Tal é a verdade profunda que encobre a antiga idéia da Virgem-Mãe. O gênio hindu. já a havia expresso na lenda de Krishna. Os Evangelhos de Mateus e Lucas apresentam-na com uma simplicidade e uma poesia mais admiráveis ainda. “Para a alma que vem do céu, o nascimento é uma morte”, havia dito Empédocles, quinhentos anos antes de Cristo. Por mais sublime que seja um espírito, uma vez absorvido na carne ele perde temporariamente a lembrança de todo o seu passado. Uma vez colhido pela engrenagem da vida corporal, o desenvolvimento de sua consciência terrestre submete-se às leis do mundo em que se encarna; tomba sob a força dos elementos. Quanto mais elevada foi sua origem, maior será o esforço para ocultar seus poderes adormecidos, seus inatos dons celestes e tomar consciência de sua missão. As almas profundas e ternas têm necessidade de silêncio e paz para desabrocharem. Jesus cresceu na calma da Galiléia. Suas primeiras impressões foram doces, austeras e serenas. O vale natal parecia um recanto do céu caído em uma dobra da montanha. O burgo de Nazaré não mudou nada no decurso dos séculos.(7) Suas casas assentadas ao pé da rocha assemelhavam-se, no dizer dos viajantes, a cubos brancos semeados em uma floresta de romãzeiras, figueiras e vinhas, e sulcada por longos vôos de pombas. Em torno desse ninho fresco e verde, circula o ar vivo das montanhas; vê-se nas alturas o horizonte livre e luminoso da Galiléia. Acrescentai a esse quadro grandioso o interior grave de uma família piedosa e patriarcal. A força da educação judaica esteve, em todos os tempos, na unidade da lei e da fé, assim como na poderosa organização da família, dominada pela idéia nacional e religiosa. A casa paterna era para o menino uma espécie de templo. Em lugar dos afrescos risonhos de faunos e ninfas que ornavam o átrio das casas
gregas, como se podiam ver em Séforis e Tiberíade, viam-se nas casas judaicas somente passagens da lei e dos profetas, cujas faixas rígidas estendiam-se por cima das portas e sobre as paredes, em caracteres caldaicos. Mas a união do pai e da mãe no amor dos filhos aquecia e iluminava a nudez desse interior impregnado de uma vida toda espiritual. Foi aí que Jesus recebeu seu primeiro ensinamento. Foi aí que, pela boca do pai e da mãe, ele primeiro aprendeu a conhecer as Escrituras. Desde seus primeiros anos o longo e estranho destino do povo de Deus desenrolou-se diante de seus olhos nas festas periódicas que se celebravam em família com leituras, cânticos e orações. Na festa dos Tabernáculos, erguia-se uma cabana de ramos de mirta e oliveira no pátio ou no telhado da casa, evocando o tempo imemorável dos patriarcas nômades. Acendia-se o candelabro de sete braços, depois abriam-se os rolos de papiro e liam-se as santas histórias. Para a alma infantil, o Eterno estava presente não somente no céu estrelado, mas também no candelabro que refletia sua glória, na palavra do pai e no amor silencioso da mãe. Assim os grandes dias de Israel embalaram a infância de Jesus; dias de alegria e tristeza, de triunfo e exílio, de aflições inúmeras e esperança eterna. Ante as perguntas ardentes, incisivas, do menino, o pai calava-se. Mas a mãe, erguendo seus grandes olhos de síria sonhadora e encontrando o olhar interrogador do filho, dizia-lhe: “A palavra de Deus vive só em seus profetas. Um dia os sábios essênios, os solitários do monte Carmelo e do Mar Morto te darão a resposta”. Imaginamos também o menino Jesus em meio a seus companheiros, exercendo sobre eles o singular prestígio que dá a inteligência precoce unida ao sentimento da justiça e à simpatia ativa. Acompanhemo-lo à sinagoga, onde ele ouve discutirem os escribas e os fariseus, onde ele próprio exerceria seu poder dialético. Vêmo-lo cedo desgostoso com a sequidão daqueles doutores da lei, que torturavam a palavra até tirar-lhe todo o espírito. Vêmo-lo ainda avizinhar-se da vida pagã, adivinhando-a e envolvendo-a com um olhar, ao visitar a opulenta Séforis, capital da Galiléia, residência de Antipas, dominada por sua acrópole e guardada pelos mercenários de Herodes, gauleses, trácios,
bárbaros de todas as regiões. Talvez mesmo, em uma daquelas viagens tão freqüentes entre as famílias judias, ele tenha chegado até uma das cidades fenícias, verdadeiros formigueiros humanos pululando à beiramar. Viu de longe templos baixos de colunas atarracadas, rodeados de bosques sombrios, de onde vinha, ao som das flautas chorosas, o cântico das sacerdotisas de Astarté. Seu grito de volúpia, agudo como a dor, deve ter despertado em seu coração espantado um longo estremecimento de angústia e piedade. Então o filho de Maria voltava para suas queridas montanhas com um sentimento de libertação. Subia para o rochedo de Nazaré e interrogava o vasto horizonte da Galiléia e da Samaria. Contemplava o Carmelo, o Gelboé, o Tabor, os montes Sichem, velhos testemunhos dos patriarcas e dos profetas. Os altos picos desdobravam-se em círculo; erguiam-se na imensidão do firmamento como altares audaciosos esperando o fogo e o incenso. Esperariam eles por alguém? Contudo, por mais poderosas que fossem as impressões mundanas na alma de Jesus, elas empalideciam diante da verdade soberana, inenarrável, de seu mundo interior. Esta verdade desabrochava no fundo de si mesmo como uma flor luminosa que emerge da água sombria. Parecia que uma claridade crescente se fazia nele, quando ficava só e recolhia-se em si mesmo. Então os homens e as coisas, próximos ou longínquos, eram-lhe transparentes em sua essência íntima. Ele lia os pensamentos, via as almas. Depois, via em sua lembrança, como através de um véu diáfano, seres divinamente belos e radiosos, inclinados diante dele ou reunidos em adoração a uma luz ofuscante. Visões maravilhosas freqüentavam seu sono ou interpunham-se entre ele e a realidade, por um verdadeiro desdobramento de sua consciência. No cume desses êxtases, que o arrastavam de região em região, como que na direção de outros céus, sentia-se às vezes atraído por uma lua fulgurante e depois imerso em um sol incandescente. Desses arrebatamentos guardava uma ternura inefável, uma força singular. Como então ele se sentia reconciliado com todos os seres, em harmonia com o Universo!
Que luz misteriosa seria esta, porém mais familiar e mais viva do que a outra, que brotava do fundo de si mesmo para transportá-lo aos mais longínquos espaços, cujos primeiros eflúvios tinham-no inundado através dos grandes olhos de sua mãe, e que agora unia-o a todas as almas por meio de secretas vibrações? Não seria a fonte das almas e dos mundos? Ele chamou-a “o Pai celeste”. (8) Esse sentimento originário de unidade com Deus na luz do Amor; eis a primitiva, a grande revelação de Jesus. Uma voz interior dizia-lhe para encerrá-la no mais profundo de si mesmo; mas ela devia iluminar toda a sua vida. Deu-lhe uma certeza invencível; tornou-o doce e indomável; fez de seu pensamento um escudo de diamante, e de seu verbo um gládio de luz. Essa vida mística, profundamente oculta, unia-se, no adolescente, a uma completa lucidez para as coisas da vida real. Lucas no-lo apresenta com a idade de doze anos, “crescendo em força, em graça e em sabedoria”. A consciência religiosa em Jesus foi inata, absolutamente independente do mundo exterior. Sua consciência profética e messiânica só pôde despertar ao choque do exterior, ao espetáculo de seu tempo; enfim, por uma iniciação especial e uma longa elaboração interior. Encontram-se traços disso nos Evangelhos e alhures. A primeira grande comoção veio-lhe da primeira viagem a Jerusalém com seus pais, à qual Lucas se referiu. Aquela cidade, orgulho de Israel, tornara-se o centro das aspirações judaicas. Suas desgraças só tinham conseguido exaltar os espíritos. Dir-se-ia que quanto mais túmulos ali se acumulavam, mais esperanças ela gerava. Sob o domínio dos selêucidas, dos macabeus, de Pompeu, finalmente de Herodes, Jerusalém sofreu cercos terríveis. O sangue correra em torrentes: as legiões romanas tinham feito carnificina do povo nas ruas; crucificações em massa tinham enlameado as colinas de cenas infernais. Após tantos horrores, após a humilhação da ocupação romana, após ter dizimado o Sinédrio e reduzido o pontífice a um escravo trêmulo, Herodes, como por ironia, reconstruíra o templo, mais magnificamente do que o de Salomão. Jerusalém nem por isso deixava de ser a cidade
santa. Isaías, cuja leitura Jesus preferia, não a chamara “a noiva diante da qual se prosternarão os povos”? Ele havia dito: “Chamarão tuas muralhas: Salvação. E tuas portas: Louvor! E as nações marcharão ao esplendor que se erguerá sobre ti!” (9) Ver Jerusalém e o templo de Jeová era o sonho de todos os judeus, sobretudo depois que a Judéia se tornara província romana. Vinham de todas as partes: da Peréia, da Galiléia. de Alexandria e de Babilônia. No caminho, pelo deserto, à sombra de palmeiras, junto dos poços, cantavam-se salmos, suspiravase pelos adros do templo do Eterno, procurava-se com os olhos a colina de Sião. Um estranho sentimento de opressão deve ter invadido a alma de Jesus quando avistou, em sua primeira peregrinação, a cidade com seus muros formidáveis, assentada sobre a montanha como uma sombria fortaleza; quando viu o anfiteatro romano de Herodes às suas portas; a torre Antonina dominando o templo; legionários romanos de lança em punho, vigiando-o do alto. Subiu os degraus do templo. Admirou o esplendor daqueles pórticos de mármore, onde perambulavam. os fariseus em suas vestimentas suntuosas. Atravessou o pátio dos gentios, o pátio das mulheres. Aproximou-se, com a multidão de israelitas, da porta Nicanor e da balaustrada de três côvados, atrás da qual viam-se sacerdotes em hábitos litúrgicos, de cor violeta e púrpura, reluzentes de ouro e de pedrarias, a oficiar diante do santuário, a imolar bodes e touros e a aspergir o povo com seu sangue, enquanto pronunciavam uma bênção. Isto não se parecia com o templo de seus sonhos, nem com o céu de seu coração. Depois desceu aos quarteirões populares da cidade baixa. Viu mendigos pálidos de fome, faces angustiadas que conservavam o reflexo das últimas guerras civis, dos suplícios, das crucificações. Saindo por uma das portas da cidade, pôs-se a vagar pelos vales pedregosos, pelos barrancos lúgubres onde estão as pedreiras, as piscinas, os túmulos dos reis, que formam um cinto sepulcral em torno de Jerusalém. Lá viu loucos saírem das cavernas e gritarem blasfêmias contra os vivos e os mortos. Depois, descendo por uma larga escadaria até a fonte de Siloé, profunda como uma cisterna, viu, à margem da
água amarelada, arrastarem-se leprosos, paralíticos, desgraçados cobertos de todas as espécies de úlceras. Uma necessidade irresistível forçava-o a olhar no fundo de seus olhos, a beber toda a sua dor. Alguns pediam-lhe socorro; outros eram apáticos e sem esperança; outros, bestificados, pareciam não mais sofrer. Mas quanto tempo fora necessário para que ficassem assim? Então Jesus disse a si mesmo: Por que este templo, estes sacerdotes, estes hinos, estes sacrifícios, se eles não podem remediar todas essas dores? E de repente, como uma torrente grossa de lágrimas sem fim, ele sentiu afluir para seu coração as dores daquelas almas, daquela cidade, daquele povo, de toda a humanidade. Compreendeu que era inútil uma felicidade que não podia comunicar aos outros. Aqueles olhares... aqueles olhares desesperados nunca mais sairiam de sua memória. Como uma noiva sombria, a Dor humana marchava a seu lado e dizia-lhe: “Não te abandonarei mais!” Ele se foi cheio de tristeza e de angústia. E, enquanto voltava para os cumes luminosos da Galiléia. este grito profundo saiu de seu coração: “Pai celeste!... Eu quero saber! Eu quero curar! Eu quero salvar!”
(1). Não seria absolutamente impossível que Jesus tenha nascido em Belém, por uma circunstância fortuita. Mas essa tradição parece fazer parte do cicio de lendas posteriores sobre a santa família e a infância de Cristo.
(2). Juízes, XIII, 3-5.
(3). Samuel, Liv. I, cap. 1, 11-20
(4). Jeremias, 1, 4.
(5). João, Ev. VIII, 58.
(6). Evangelho apócrifo de Maria e da infância do Salvador, publicado por Tischendorff.
(7). Todos recordam as descrições magistrais da Galiléia de M. Renan, Vida de Jesus, em sua e as não menos notáveis de M. E. Melchior de Vogüé, Voyage en Syrie et en Palestine.
(8). Os anais místicos de todos os tempos demonstram que verdades morais ou espirituais de ordem superior têm sido percebidas por certas almas de elite sem interferência do raciocínio, pela simples contemplação interna e sob forma de visão. Fenômeno psíquico ainda pouco conhecido da ciência moderna, mas fato incontestável. Catarina de Siena, filha de um pobre tintureiro, teve, desde a idade de quatro anos, visões extremamente notáveis. (Ver Sua Vida, de Albana Mignaty, Fischbacher). Swedenborg, homem de ciência, de espírito ponderado, observador e argumentador, começou com a idade de quarenta anos e em perfeita saúde, a ter visões sem qualquer relação (Vie de Swedenborg, com sua vida precedente de Mater, casa Perrin). Não pretendo colocar esses fenômenos exatamente na mesma linha daqueles que se passaram na consciência de Jesus, mas simplesmente estabelecer a universalidade de uma percepção interna, independente dos sentidos corporais.
(9). Isaías, LX, 3 e 18.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.