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Capítulo 44 de 74
Iii — parte 2 de 3
Os Grandes Iniciados – Volume Único (nao contém Zoroastro e Buda)
exata, sua imaginação mais viva, sua inteligência mais desperta. Enfim, este é o fato essencial, desenvolve-se um sentido novo, que não é mais um sentido corporal, mas da alma. Não somente os pensamentos do magnetizador se transmitem a ele como no simples fenômeno da sugestão, o qual já sai do plano físico, mas o clarividente lê no pensamento dos assistentes, vê através dos muros, penetra em interiores a centenas de léguas, onde jamais esteve, e também na vida íntima de pessoas que não conhece. Seus olhos estão fechados e nada podem ver, mas seu espírito vê mais longe e melhor do que se os olhos estivessem abertos, parece viajar livremente pelo espaço (4). Em sua palavra, se a clarividência é um estado anormal do ponto de vista do corpo, é um estado normal e superior do ponto de vista do espírito. Pois sua consciência tornou-se mais profunda, sua visão mais larga. O eu permanece o mesmo, mas ele passou a um plano superior, onde seu olhar, liberto dos órgãos grosseiros do corpo, abrange e penetra um horizonte mais vasto (5). Deve-se notar que alguns sonâmbulos, ao receberem os passes do magnetizador, sentem-se inundados por uma luz cada vez mais brilhante, e que o despertar lhes parece um penoso retomo às trevas. A sugestão, a leitura do pensamento e a visão à distância são fatos que já provam a existência independente da alma e nos transportam acima do plano físico do Universo, sem dele nos desligar completamente. Mas a clarividência tem variedades infinitas e uma escala de estados diversos, muito mais extensa do que a da vigília. À medida que nela se avança, os fenômenos se tornam mais raros e mais extraordinários. Citemos apenas as etapas principais. A retrospecção é uma visão dos acontecimentos passados conservados na luz astral e reavivados pela simpatia do vidente. A adivinhação propriamente dita é uma visão problemática das coisas do futuro, seja por uma introspecção do pensamento dos seres vivos, que contém em germe as ações futuras, seja pela influência oculta de espíritos superiores que mostram o futuro em imagens vivas diante da alma do clarividente. Os dois casos são projeções de pensamento na luz astral. Enfim, o êxtase se define como uma visão do mundo espiritual,
onde espíritos bons ou maus aparecem ao vidente sob forma humana e comunicam-se com ele. A alma parece realmente transportada para fora do corpo; parece que a vida quase o deixou e que se enrijece numa catalepsia vizinha da morte. Nada pode exprimir, segundo as narrativas dos grandes extáticos, a beleza e o esplendor dessas visões e nem o sentimento de inefável fusão com a essência divina, a que eles se referem como uma embriaguez de luz e de música. Pode-se duvidar da realidade destas visões, mas é preciso acrescentar que, se no estado médio da clarividência a alma tem uma percepção exata dos lugares distantes e dos ausentes, é lógico admitir-se que, em sua mais alta exaltação, ela possa ter a visão de uma realidade superior e imaterial. Esta será, segundo nosso pensamento, uma tarefa para o futuro: restituir às faculdades transcendentes da alma humana a sua dignidade e sua função social, reorganizando-as sob o controle da ciência e sobre as bases de uma religião verdadeiramente universal, aberta a todas as verdades. Então a ciência, regenerada pela verdadeira fé e pelo espírito de caridade, atingirá de olhos abertos as esferas onde a filosofia especulativa vagueia, tateando de olhos vendados. Sim, a ciência tornarse-á vidente e redentora, à medida que nela aumentar a consciência e o amor à humanidade. E talvez, pela “porta do sono e dos sonhos” – como dizia o velho Homero – a divina Psiquê, banida de nossa civilização e que chora em silêncio, sob seu véu, retomará a posse de seus altares. Seja como for, os fenômenos de clarividência, observados em todas as suas fases por sábios e médicos do século XIX, lançam nova luz sobre o papel da adivinhação da Antigüidade e sobre uma imensidade de fenômenos aparentemente sobrenaturais, de que estão repletos os anais de todos os povos. Certamente, é indispensável distinguir o que pertence à lenda e à História, à alucinação e à visão verdadeira. Mas a psicologia experimental de nossos dias nos ensina a não rejeitarmos sumariamente os fatos que estão na possibilidade da natureza humana, e a estudá-los do ponto de vista das leis constatadas. Se a clarividência é uma faculdade da alma, já não se pode atirar pura e simplesmente os profetas, os oráculos e as sibilas para o domínio da superstição. A adivinhação pôde ser conhecida e praticada pelos
templos antigos, com princípios fixos, para um fim social e religioso. O estudo comparado das religiões e das tradições esotéricas mostra que esses princípios foram os mesmos por toda a parte, ainda que sua aplicação tenha variado infinitamente. O que desacreditou a arte da adivinhação é que sua corrupção deu margem aos piores abusos, e suas belas manifestações só foram possíveis em seres de grandeza e pureza excepcionais. A adivinhação, tal como exercida em Delfos, estava fundada nos princípios que acabamos de expor, e a organização interior do templo também correspondia a eles. Como nos grandes templos do Egito, compunha-se de uma arte e de uma ciência. A arte consistia em penetrar o longínquo, o passado e o futuro, pela clarividência ou pelo êxtase profético; as ciências, em calcular o futuro segundo as leis da evolução universal. Arte e ciência controlavam-se reciprocamente. Nada diremos desta ciência, chamada genetliologia pelos antigos, e da qual a astrologia da Idade Média é apenas um fragmento mal compreendido, a não ser que ela supunha a enciclopédia esotérica aplicada ao futuro dos povos e dos indivíduos. Muito útil como orientação, sua aplicação permaneceu sempre bastante problemática. Só os espíritos de primeira grandeza souberam dela fazer uso. Pitágoras aprofundou-a no Egito. Na Grécia, era exercida com dados menos completos e menos precisos. Ao contrário, a clarividência e a profecia tinham avançado bastante. Sabe-se que esta se exercia em Delfos por intermédio de mulheres jovens e velhas, chamadas pítias ou pitonisas, que desempenhavam papel passivo, de sonâmbulas clarividentes. Os sacerdotes interpretavam, traduziam e ordenavam segundo uma interpretação pessoal esses oráculos, freqüentemente confusos. Os historiadores modernos viram na instituição de Delfos somente a exploração da superstição, por um charlatanismo inteligente. Mas, além da adesão de toda a Antigüidade filosófica à ciência divinatória de Delfos, vários oráculos referidos por Heródoto, como aqueles sobre Creso e sobre a batalha de Salamina, depõem a seu favor. Sem dúvida, esta arte teve seu começo, sua florescência e sua decadência. O charlatanismo e a
corrupção acabaram por se imiscuir. Testemunha disto foi o rei Cleômenes, que corrompeu a superiora das sacerdotisas de Delfos para despojar Demarates da realeza. Plutarco escreveu um tratado onde pesquisou as razões da extinção dos oráculos; e toda esta degenerescência foi sentida como uma infelicidade por toda a sociedade antiga. Na época precedente, a adivinhação fora cultivada com uma sinceridade religiosa e uma profundidade científica que a elevaram às alturas de um verdadeiro sacerdócio. No frontão do templo, lia-se a seguinte inscrição: “Conhece-te a ti mesmo”. E esta outra, acima da porta de entrada: “Que não se aproxime quem não tiver as mãos puras”. Estas palavras diziam ao visitante que as paixões, as mentiras, as hipocrisias terrestres não deviam ultrapassar os umbrais do santuário, e que no interior a verdade divina reinava com uma seriedade terrível. Pitágoras só foi a Delfos depois de ter passado por todos os templos da Grécia. Estivera com Epimênides, no santuário de Júpiter Idéon; assistira aos jogos olímpicos; presidira aos mistérios de Elêusis, onde o hierofante lhe cedera o lugar. Por toda a parte fora recebido como um mestre. Esperavam-no em Delfos. A arte divinatória definhava e Pitágoras queria devolver-lhe sua profundidade, força e prestígio. Vinha, portanto, menos para consultar Apolo do que para esclarecer seus intérpretes, reanimar seu entusiasmo e despertar sua energia. Agir sobre eles seria agir sobre a alma da Grécia e preparar seu futuro. Felizmente, ele encontrou no templo um instrumento maravilhoso, que um desígnio providencial parecia ter-lhe reservado. A jovem Teocléia pertencia ao colégio das sacerdotisas de Apolo. Originava-se de uma das famílias nas quais a dignidade sacerdotal é hereditária. A atmosfera do santuário, as cerimônias do culto, os peãs, as festas de Apolo pítio e hiperbóreo tinham alimentado sua infância. Era daquelas jovens que têm aversão inata e instintiva por tudo o que seduz as outras, e por isso não gostam de Ceres e temem Vênus. A pesada atmosfera terrestre as inquieta e o amor físico, vagamente entrevisto, parece-lhes uma violação da alma, uma quebra de seu ser intacto e virginal. Ao contrário, são estranhamente sensíveis a correntes
misteriosas, a influências astrais. Quando a Lua incidia sobre os sombrios bosques da fonte de Castália, Teocléia via deslizarem formas brancas. Em pleno dia, ouvia vozes. Quando se expunha aos raios do Sol levante, sua vibração mergulhava-a em uma espécie de êxtase, em que ouvia coros invisíveis. No entanto, era insensível às superstições e às idolatrias populares do culto. As estátuas deixavam-na indiferente e tinha horror aos sacrifícios animais. Não falava a ninguém das aparições que perturbavam seu sono. Sentia, com o instinto das clarividentes, que os sacerdotes de Apolo não possuíam a suprema luz de que ela necessitava. Estes, contudo, não descuidavam dela para convencê-la a tornar-se Pitonisa. Ela sentia-se atraída por um mundo superior, do qual não tinha a chave. Que deuses seriam aqueles que se apoderavam dela mediante sopros e calafrios? Gostaria de sabê-lo, antes de consagrar-se a eles. Pois as grandes almas têm necessidade de ver claramente, mesmo quando se abandonam às potências divinas. De que profunda comoção, de que pressentimento misterioso deverá ter-se agitado a alma de Teocléia, quando viu Pitágoras pela primeira vez e ouviu sua voz eloqüente repercutir entre as colunas do santuário apolíneo! Sentiu a presença do iniciador que esperava e reconheceu seu mestre. Ela queria saber. Ela saberia por ele; e este mundo interior, este mundo que ela carregava consigo ele iria revelá-lo! – Ele, por seu lado, com seu olhar seguro e penetrante, deve ter reconhecido nela a alma viva e vibrante que procurava para tornar-se intérprete de seu pensamento no templo e nele infundir um novo espírito. Desde o primeiro olhar, desde a primeira palavra, uma corrente invisível ligou o sábio de Samos à jovem sacerdotisa, que o escutava sem nada dizer, bebendo suas palavras, fitando-o com os grandes olhos atentos. Não sei quem disse que o poeta e a lira se reconhecem em uma vibração profunda, aproximando-se um do outro. Assim se reconheceram Pitágoras e Teocléia. Desde o nascer do sol, Pitágoras mantinha longas conversas com os sacerdotes de Apolo, chamados santos e profetas. Ele pediu que a jovem sacerdotisa ali fosse admitida, a fim de iniciá-la em seu ensinamento secreto e prepará-la para desempenhar sua missão. Ela
pôde então acompanhar as lições que o mestre dava todos os dias no santuário. Pitágoras estava no vigor da idade. Trazia a veste branca disposta à maneira egípcia; uma faixa púrpura cingia-lhe a larga fronte. Quando falava, seus olhos graves e lentos pousavam no interlocutor e o envolviam numa luz tépida. Em torno dele, a atmosfera parecia tornarse mais leve e inteiramente intelectual. As conversações do sábio de Samos com os mais altos representantes da religião grega foram da maior importância. Não se tratava somente de adivinhação e de inspiração, mas do futuro da Grécia e dos destinos do mundo inteiro. Os conhecimentos, os títulos e os poderes que ele adquirira nos templos de Mênfis e da Babilônia conferiam-lhe a maior autoridade. Tinha o direito de falar como superior e como guia aos inspiradores da Grécia. Fê-lo com a eloqüência de seu gênio, com o entusiasmo de sua missão. Para que melhor compreendessem, começou por narrar sua juventude, suas lutas, sua iniciação egípcia. Falou-lhes do Egito, mãe da Grécia, velho como o mundo, imutável como uma múmia coberta de hieróglifos, no fundo de suas pirâmides, que possuía em sua tumba o segredo dos povos, dos idiomas, das religiões. Desenrolou diante de seus olhos os mistérios da grande Ísis, terrestre e celeste, mãe dos Deuses e dos homens; e, fazendo-os passar por suas provas, mergulhou-os com ele na luz de Osíris. Depois foi a vez da Babilônia, dos magos caldeus, de suas ciências ocultas, de seus templos profundos e maciços, onde evocam o fogo vivo onde se movem os demônios e os Deuses. Ao escutar Pitágoras, Teocléia experimentava sensações surpreendentes. Tudo o que ele dizia ficava gravado com letras de fogo em seu espírito. Aquelas coisas pareciam-lhe ao mesmo tempo maravilhosas e conhecidas. Aprendendo-as, acreditava recordar. As palavras do mestre faziam-na folhear as páginas do Universo como em um livro. Ela não via mais os Deuses sob suas efígies humanas, mas em suas essências, que formam as coisas e os espíritos. Flutuava, subia, descia com eles nos espaços. Às vezes, tinha a ilusão de não mais sentir os limites de seu corpo e de se dissolver no infinito. Assim, sua imaginação entrava pouco a pouco no mundo invisível; e as marcas
antigas que encontrava em sua própria alma diziam-lhe que era esta a verdade, a única realidade. O resto era apenas aparência. Ela sentia que em breve seus olhos interiores abrir-se-iam para contemplá-la diretamente. Daquelas alturas o mestre a trouxe bruscamente de volta à terra, narrando as infelicidades do Egito. Depois de ter discorrido sobre a grandeza da ciência egípcia, ele mostrou-a sucumbindo sob a invasão persa. Narrou os horrores de Cambises, os templos saqueados, os livros sagrados jogados à fogueira, os sacerdotes de Osíris mortos ou dispersos, o monstro do despotismo persa concentrando sob sua mão de ferro toda a velha barbárie asiática; as raças errantes semi-selvagens do centro da Ásia e do fundo da Índia esperando somente uma ocasião para precipitar-se sobre a Europa. Sim, esse ciclone que aumentava devia um dia eclodir sobre a Grécia, tão seguramente quanto o raio deve sair de uma nuvem que se condensa no ar. A Grécia dividida estaria preparada para resistir a esse choque terrível? Ela nem sequer suspeitava disso. Os povos não evitam seus destinos, e, se não vigiarem incessantemente, os Deuses os precipitam. A sábia nação de Hermes, o Egito, não desmoronara após seis mil anos de prosperidade? E a Grécia, a bela Jônia, passaria mais depressa ainda! Chegará o tempo em que o Deus solar abandonará este templo, cujas pedras os bárbaros derrubarão, enquanto os pastores apascentarão seus rebanhos nas ruínas de Delfos... Ante estas sinistras profecias, a fisionomia de Teocléia transformou-se, exibindo uma expressão de pavor. Ela se deixou cair por terra e, abraçada a uma coluna, olhos fixos, abismada em seus pensamentos, parecia o gênio da Dor chorando sobre o túmulo da Grécia. “Mas estes, continuou Pitágoras, são segredos que devem ficar sepultados no fundo dos templos. O iniciado atrai a morte ou a repele à sua vontade. Formando a cadeia mágica das vontades, os iniciados prolongam também a vida dos povos. Cabe a vós retardar a hora fatal, cabe a vós fazer brilhar a Grécia, cabe a vós fazer resplandecer nela o verbo de Apolo. Os povos são o que deles fazem os seus Deuses. Mas os Deuses só se revelam àqueles que os invocam. O que é Apolo? O
Verbo do Deus único que se manifesta eternamente no mundo. A verdade é a alma de Deus, seu corpo é a luz. Os sábios, os videntes, os profetas são os únicos que a vêem. Os homens só vêem sua sombra. Os espíritos glorificados, que denominamos heróis e semideuses, habitam esta luz, em legiões, em esferas inumeráveis. Eis o verdadeiro corpo de Apolo, o sol dos iniciados, e sem seus raios nada de grande se faz sobre a Terra. Como o ímã atrai o ferro, com nossos pensamentos, com nossas preces, com nossas ações, atraímos a inspiração divina. A vós cabe transmitir à Grécia o verbo de Apolo; e a Grécia brilhará com uma luz imortal!” Foi com discursos semelhantes que Pitágoras conseguiu devolver aos sacerdotes de Delfos a consciência de sua missão. Teocléia absorvia-os com uma paixão silenciosa e concentrada. Transformava-se a olhos vistos, sob a influência do pensamento e da vontade do mestre, como sob um lento encantamento. De pé, em meio aos anciãos espantados, ela desfazia sua cabeleira negra e a afastava da testa, como se ali sentisse correr fogo. Já seus olhos, muito abertos e transfigurados, pareciam contemplar os gênios solares e planetários, em suas órbitas esplêndidas e intensa irradiação. Um dia ela caiu espontaneamente num sono profundo e lúcido. Os cinco profetas cercaram-na; ela permaneceu insensível à sua voz e ao seu toque. Pitágoras aproximou-se e disse: “Levanta-te e vai onde meu pensamento te enviar. Pois de agora em diante és Pitonisa!” À voz do mestre, um tremor percorreu-lhe todo o corpo e a soergueu numa longa vibração. Seus olhos estavam fechados; mas ela via interiormente. Pitágoras perguntou-lhe: – Onde estás? – Eu subo... subo cada vez mais. – E agora? – Nado na luz de Orfeu... – O que vês no futuro?
– Grandes guerras... homens de bronze... brancas vitórias... Apolo volta para habitar seu santuário e eu serei sua voz!... Mas, tu, seu mensageiro... Ai! Ai! tu vais deixar-me... e levarás sua luz para a Itália. A vidente, de olhos fechados, falou durante longo tempo com sua voz musical, ofegante, ritmada. Depois, com um soluço, caiu como morta. Assim Pitágoras, vertia os puros ensinamentos no seio de Teocléia e afinava-a como uma lira para o sopro dos Deuses. Uma vez exaltada a esta altura de inspiração, ela tornou-se uma chama, graças à qual ele pôde sondar seu próprio destino, desvendar o possível futuro, dirigindose às plagas sem margem do invisível. Esta contraprova palpitante das verdades que ele ensinava encheu os sacerdotes de admiração, despertou seu entusiasmo e reanimou sua fé. O templo tinha agora uma pitonisa inspirada, sacerdotes iniciados nas ciências e nas artes divinas. Delfos poderia transformar-se num centro de vida e de ação. Pitágoras permaneceu ali um ano inteiro. Foi só depois de ter instruído os sacerdotes em todos os segredos de sua doutrina e de ter formado Teocléia para o seu ministério que ele partiu para a Magna Grécia.
odylo. (1). Reichenbach chamou este fluido de Sua obra foi traduzida Researches on magnetism, electricity, heat, light, para o inglês por Gregory: cristallization and chemical attraction. – Londres, 1850.
(2). Ver o Boletim da Sociedade de psicologia fisiológica, presidida por M. Charcot, 1885. Ver, sobretudo, o belo livro de M. Ochorowicz, De la Suggestion Mentale, Paris, 1887.
(3). Sobre esta matéria existe uma literatura abundante, de valor bastante desigual, tanto na França quanto na Alemanha e na Inglaterra. Citaremos aqui duas obras em que essas questões são tratadas cientificamente por homens dignos de fé:
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.