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Capítulo 9 de 87

"A Evolução Da Terra

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

(segundo os rosacruzes)

A Época Polar

Enquanto a matéria que forma a Terra ainda fazia parte do Sol, encontrava-se em estado ígneo, ardente. Como o fogo não queima o espírito, a evolução humana começou naquele tempo, confinada especialmente à região polar do Sol. Os primeiros a aparecer foram os mais desenvolvidos, os que deviam converter-se em humanos. As substâncias que agora compõem a Terra estavam em fusão e a atmosfera era gasosa. O homem recapitulou seu estado mineral. Dessa substância química, atenuada, do Sol, construiu o homem seu primeiro corpo mineral, auxiliado pelos Senhores da Forma. Alguém poderia objetar que o homem não pode construir nada inconscientemente.

A resposta estaria no exemplo da maternidade: a mãe é consciente da construção do corpo da criança em seu ventre? Entretanto, ninguém se atreveria a dizer que não intervém. Só há uma diferença: a mãe constrói o corpo para a criança, enquanto o homem construía inconscientemente para si mesmo. O primeiro corpo denso do homem não se parecia, nem remotamente, com o atual veículo, tão esplendidamente organizado. Tal perfeição foi conseguida ao cabo de miríades de anos. O primeiro corpo denso era um objeto enorme e pesado. Por uma abertura na parte superior saía ou projetava-se um órgão. Era uma espécie de órgão de orientação e direção. No transcurso do tempo, o corpo denso e o órgão uniram-se mais estreitamente e este se condensou um tanto. Quando o homem se aproximava de lugares onde não podia suportar o calor, o seu corpo se desintegrava. Com o tempo, o órgão se tornou sensitivo e assinalava o perigo. O corpo denso, automaticamente, movia-se para um lugar mais seguro. Este órgão degenerou-se, transformando-se no que agora conhecemos por glândula pineal. Algumas vezes é chamada o "terceiro olho", mas é uma denominação imprópria, porque nunca foi um olho, mas sim, o órgão em que se localizava a percepção do calor e do frio, faculdade atualmente distribuída por todo o corpo. Durante a Época Polar esse sentido estava localizado nesse órgão, assim como a visão está hoje localizada nos olhos e o sentido da audição nos ouvidos. A extensão da sensação do tato a todo corpo, desde aquele tempo até hoje, indica a maneira como todo o corpo denso se desenvolverá. Os sentidos especializados indicam limitação, mas tempo chegará em que qualquer parte do corpo poderá perceber todas as coisas. Os sentidos da vista e da audição se estenderão por todo o corpo, como acontece atualmente com o tato. O homem será "todo olhos e ouvidos". Todavia, a percepção sensorial de todo o corpo terá uma percepção relativa. Nos primeiros estágios de que estamos falando havia uma espécie de propagação. Aquelas imensas e saciformes criaturas dividiam-se pela metade, em forma muito semelhante à divisão das células por cissiparidade, porém as porções separadas não cresciam; cada metade permanecia no tamanho original.

A Época Hiperbórea

No transcurso do tempo, em diferentes pontos do globo incandescente, começaram a formar-se crostas ou ilhas, no meio do mar de fogo. Surgiram, então, os Senhores da Forma e os Anjos (a humanidade do Período Lunar), que envolveram a forma densa do homem num corpo vital. Os dilatados corpos cresceram ainda mais, incorporando por osmose, assim digamos, materiais do exterior. Quando se propagavam, já não se dividiam em duas metades, mas em duas partes desiguais. Ambas cresciam até adquirir o tamanho original do corpo progenitor. Como a Época Polar foi uma recapitulação do Período de Saturno, pode-se dizer que durante esse tempo o homem passou através do estado mineral: tinha o corpo denso e a consciência semelhante à do estado de transe. Por razões análogas, atravessou o estado vegetal na Época Hiperbórea, durante a qual dispunha de corpo denso, de corpo vital e de consciência semelhante à do sono sem sonhos. A evolução do homem na Terra começou depois de Marte ser arrojado da massa central. O que agora é a Terra ainda não se desprendera do Sol. Ao final da Época Hiperbórea, a incrustação tinha aumentado tanto que se converteu num verdadeiro obstáculo ao progresso de alguns dos mais elevados seres solares. Por outro lado, o estado incandescente era um obstáculo à evolução de algumas criaturas de grau inferior, tais como o homem. Nesse estado, precisavam de um mundo mais denso para seu futuro desenvolvimento. Por isso, a parte do Sol que agora é a Terra foi arrojada ao terminar a Época Hiperbórea e começou a girar em torno do corpo do progenitor, seguindo uma órbita um tanto diferente da atual. Pouco depois, por razões análogas, foram expulsos Vênus e Mercúrio. A cristalização sempre começa nos pólos do planeta onde o movimento é lento. A parte solidificada vai sendo arrastada aos poucos para o Equador. Se a força centrífuga da rotação planetária é mais forte que a tendência coesiva, a massa solidificada é arrojada ao espaço. Quando o globo terrestre foi separado da massa central, incluía o que atualmente é a nossa Lua. Neste grande globo estava evolucionando a onda de vida que, tendo começado a evolução no Período de Saturno,

agora anima o reino humano, assim como as ondas de vida que começaram sua evolução nos Períodos Solar, Lunar e Terrestre e atualmente estão evolucionando, através dos reinos animal, vegetal e mineral. Já fizemos referência a alguns seres, os atrasados dos vários períodos que, ao final dos mesmos, não podendo dar um passo mais na evolução, foram deixados cada vez mais para trás. Tendo chegado a ponto de converterem-se em pesado obstáculo e empecilho, foi necessário expulsá-los, para não retardar a evolução dos demais.

Quando um mundo se forma, também se formam as suas faixas. Assim, no começo do mundo terrícola, teve também começo o mundo astral, mas sem organização humana qualquer. A organização, nas zonas inferiores ou faixas próximas, tem começo no desenvolvimento da vida social da crosta, é sempre um desdobramento, uma extensão, em maior ou menor escala ou grau. Onde não há vida social de espécie alguma, na crosta, também não há nas faixas inferiores, nas zonas imediatas. Estas faixas representam planos de transição, degraus de uma escala, postos intermediários, compreende? Aqui, por exemplo, são recebidos aqueles que não merecem mais do que isto; aqui, também, são tratados aqueles que carecem de certas curas em seu corpo astral ou perispírito. E aqui também fazem o devido curso aqueles que arrastam pesados fardos, que em trabalhos duros devem conseguir dirimência, diminuir débitos, a fim de merecer melhores oportunidades em melhores lugares, ou reencarnação em condição menos pesarosa.(Mensageiro de Kassapa)

A Época Lemúrica

Nesta época apareceram os Arcanjos (a humanidade do Período Solar) e os Senhores da Mente (a humanidade do Período de Saturno). Os Senhores da Forma, que tinham a seu cargo o Período Terrestre, ajudaram aquelas Hierarquias. Os primeiros ajudaram o homem a construir o corpo de desejos, e os Senhores da Mente deram o germe mental à maior parte dos pioneiros, que formavam a classe 1 na classificação do diagrama 10 (apenas para dar uma ideia).

Os Senhores da Forma vivificaram o Espírito Humano em todos os atrasados do Período Lunar que tinham progredido o necessário nas três revoluções e meia, transcorridas desde o começo do Período Terrestre. Nesse tempo, os Senhores da Mente não puderam dar-lhes o germe mental. Desta forma, uma grande parte da humanidade nascente ficou sem esse laço de união entre o tríplice espírito e o tríplice corpo. Os Senhores da Mente tomaram a seu cargo as partes superiores do corpo de desejos e da mente germinal, impregnando-as do sentimento da personalidade separada, sem a qual não poderiam existir seres separados, tal como hoje conhecemos. Devemos aos Senhores da Mente a personalidade individual e todas as possibilidades de experiência e crescimento que ela pode proporcionar-nos. Este ponto marca o nascimento do Indivíduo.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.