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Capítulo 55 de 87

João Batista, O Precursor

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

A LEI (Moisés) veio (como João Batista) apresentar o Modelo de Comportamento (Jesus). Mateus 11, 11: "Em Verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista". João 3, 27: “João respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já este meu gozo está cumprido. É necessário que ele cresça e que eu diminua”. Mateus 17, 10: “E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que

quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem. Então entenderam os discípulos que lhes falara de João, o Batista”.

João, o Batista, nasceu em Ain Karem, pouco ao sul de Jerusalém; foi filho de Isabel e Zacarias, virtuosos na conduta perante a Lei. Ambos eram idosos e ela era estéril, por isso não tinham filhos. Estando Zacarias em seus trabalhos de sacerdote, apareceu-lhe Gabriel, para anunciar-lhe que seria pai de um menino, a quem chamariam João... “e ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho, nem bebida forte, será cheio do Espírito Santo, já no ventre materno. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. E irá adiante dele no espírito e no poder de Elias, para converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado.” Como houve certa dúvida da parte de Zacarias, Gabriel avisa-lhe que ficará mudo até que tudo se cumpra. E Isabel concebeu e se manteve oculta por cinco meses, dizendo: “Assim me fez o Senhor nos dias em que suas vistas se volveram a fazer cessar a minha vergonha entre os homens". Compreende-se a oração de Isabel porque, entre os judeus, a esterilidade era considerada como um castigo. "Ora, o menino crescia, e se fortificava no espírito, e habitava nos desertos, até ao dia em que se manifestou a Israel” - Lucas, cap. 1. Primeiro, considerar os fatos mediúnicos que revestem os acontecimentos relatados no primeiro capítulo de todos os evangelistas. Segundo, que ninguém foi parar nos desertos, mas sim às margens do Mar Morto, e do Lago Morto, este nas fronteiras do Egito, onde existiam Cenáculos Essênios, a fazer os devidos preparatórios e também para aguardar o tempo de entrar em função, segundo ordens do Espaço. Quando diz a Escritura que alguém foi "cheio de Espírito Santo", diz que caiu em transe mediúnico, nada mais. (Novo Testamento dos Espíritas) E o menino cresceu. Logo seus pais desencarnaram, passando então a ser criado pela comunidade dos essênios próximo ao Lago Morto, nas fronteiras do Egito. De tempos em tempos, ele e Jesus se encontravam, em convívio familiar. Em termos de aparência exterior, João Batista era do ramo da família que tinha a pele morena, enquanto Jesus era do ramo de tez clara. João tinha a figura de asceta, vestia pele de camelo e um cinturão de couro; até no aspecto recordava a inflamada figura de Elias, uma encarnação anterior dele. Houve, durante este período, o preparo dos que acompanhariam tanto Jesus, quanto João Batista (em torno de 70 para cada um). Eram médiuns conscientes do momento divino vivido, conheciam os ensinamentos iniciáticos e auxiliavam no que era necessário para que a tarefa tivesse cumprimento. No seio desta comunidade, eles encontravam pousada ao longo de suas caminhadas, a comida necessária, o dinheiro para as pequenas compras; até mesmo o jumentinho que Jesus usou para que se cumprissem as escrituras foi por eles emprestado. Cumpre salientar que João e Jesus saíram a público com uma coroa de setenta e dois discípulos, fornecedores de elementos mediúnicos para os devidos e necessários fins. Repetimos, ainda, que com o triunfo de Jesus, os Cenáculos Essênios foram fechando suas portas, para se incorporarem ao Caminho do Senhor. É que, com o advento do Messias, a Escola de Profetas de Israel terminara sua função oculta, ficando na obrigação de trabalhar pela extensão do Consolador sobre a Terra. E se Roma não tivesse feito tamanha traição ao Batismo de Espírito, as graças da Revelação já teriam enchido a Terra e a humanidade estaria muito ilustrada em matéria de espiritualidade.(Novo Testamento dos Espíritas) "E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta e dois" - Lucas, cap 10. Se ninguém tivesse adulterado as letras, todos conheceriam que João Batista e Jesus saíram dos Cenáculos Essênios com setenta e dois discípulos cada um; que os discípulos de João se agregaram a Jesus, depois de sua morte; e que os Essênios, com o triunfo de Jesus, cerraram as portas e se incorporaram ao Caminho do Senhor. Uma vez tornada ostensiva a Revelação, pelo Batismo de Espírito, tudo estava terminado para as Escolas de Portas Fechadas. (Novo Testamento dos Espíritas) Cumprido o tempo, o Plano Diretor do Planeta mandou João Batista fazer a sua parte e apresentar o Divino Molde e Derramador da Revelação sobre toda a carne; João tinha vinte e nove anos quando saiu para fazer isso. (Evangelho Eterno, cap. VIII) Sendo ainda Herodes o tetrarca da Galileia, recebeu João a ordem divina para que iniciasse a pregação: sua palavra se espalharia entre todos, e seu trabalho de atrair gentes para o arrependimento de erros cometidos seria auxiliado pelo batismo com água.

"Os dois batismos" - Marcos, cap. 11. João Batista usou de uma formalidade para atrair as gentes e poder falar de Jesus, que era o seu dever. Jesus, no Pentecostes, batizou em Revelação, abriu as portas dos Cenáculos Iniciáticos. Nenhum dos batismos salva a quem quer que seja. Porque o de Jesus, que é de Revelação ou Palavra de Deus, apenas adverte, ilustra e consola. Quanto às obras, que cada um tome conta das suas. E quem for mais avisado, que melhor cumpra com os seus deveres. (Novo Testamento dos Espíritos)

"Mas que esperassem a promessa do Pai" - Atos, cap. 1. A promessa do derrame de Espírito ou Revelação, que seria sobre toda a carne, foi feita umas vinte vezes no Velho Testamento; João Batista veio na frente, como Elias reencarnado, e chamou de batismo de Espírito ao que se dizia derrame de Espírito; e todos podem ler, principalmente nos capítulos quatorze, quinze e dezesseis, de João, o que Jesus disse que deixaria, para tirar a orfandade. E as primeiras palavras de Jesus, ao ressurgir em espírito, foram para lembrar aos discípulos o cumprimento da promessa. (Novo Testamento dos Espíritos)

"Conhecendo somente o batismo de João" - Atos, cap. 18. Todo e qualquer conhecedor das verdades revelacionistas sabe que nenhum dos batismos, por si só, torna o espírito melhor perante si mesmo e perante Deus. O de João, um simples formalismo inventado pelos mestres essênios, para fazer João com isso atrair as gentes e concitar à penitência, preparando-se, portanto, para o batismo de Jesus, que seria a base da edificação doutrinária terrena. E o de Jesus, batismo de Revelação, comunicação de anjos, espíritos ou almas, constituindo fonte graciosa de consolações e advertências, mas apenas isso. Apenas isso, fica entendido, porque a evolução íntima é coisa que os Dez Mandamentos deverão fazer, pelo fato de vivê-la! Nenhum formalismo, nem o revelacionismo, jamais tornarão alguém PURO e SÁBIO. É o que importa saber, com ou sem Escrituras, porque a Verdade não morreu lá com os Apóstolos, não vai morrer nos livros presentes nem jamais morrerá em tempo algum. Para cada época a Revelação dirá a sua lição. (Novo Testamento dos Espíritos) Aos vinte e nove anos, também Jesus recebeu ordem para dar início ao seu trabalho missionário; foi à procura de João, porque um fato mediúnico de importância capital tinha de acontecer, na hora do batismo, como aconteceu; (Evangelho Eterno)

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