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Capítulo 70 de 87

Aquebrantar A Besta

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

Se longas foram as trevas, lucilantes se apresentaram as primeiras estrelas no firmamento da restauração. Wicliff, Huss, Lutero, Giordano Bruno e alguns outros, foram verdadeiros axiomas da Ordem Suprema, a movimentar os valores corolários representados por milhares de sinceros devotos da Verdade. Os vultos máximos foram vistos como grandes estrelas a fornecer luz e incitamentos vigorosos; a colmeia preposta, ao redor, apanhou os fachos e fendeu as trevas do paganismo romano, da burla que de há muito fazia o que bem entendia em nome da Verdade. Eram os anjos do Senhor, a travar luta contra a besta que tem sete cabeças e dez cornos, como assinala o Apocalipse, besta cujo único fim era pretender devorar a Revelação, liquidá-la de uma vez para sempre.

Cumpre repetir, uma vez mais, que o nome de ESPIRITISMO, dado por Kardec à Restauração, somente o foi por ser de fato a Restauração do Batismo de Espírito, trazido por Jesus Cristo, que é a Graça que tira a orfandade. Temos ainda a palavra de outros Apóstolos, dando testemunho de que a Doutrina deixada pelo Cristo é fundamentada na Revelação; temos João Evangelista mandando não aceitar a palavra de qualquer espírito antes de saber se ele é ou não de Deus ou de Verdade. Pedro manda cultivar com todo carinho o batismo do Espírito Santo deixado por Jesus Cristo, pelo fato de constituir o preço do Seu martírio, e inclusive de ser o Anunciador prometido pelo Cristo. Depois de tudo isto, irmãos, resta dizer que Roma, no quarto século, forjou o seu clero e tudo fez para fazer desaparecer a Graça deixada pelo Cristo, a começar do Pentecoste. E para o cúmulo do erro, para ainda mais avançar nos campos da blasfêmia, forjou a corrupção em nome de Deus, da Verdade, do Cristo e dos vultos do Cristianismo primitivo. No vasilhame da mentira colou o rótulo da Verdade, para melhor enganar e dominar os povos. O Apocalipse conta bem a história da Besta que devia vir, corrompendo raças, povos, reinos e nações... Tendo vindo aqui para falar de ESPIRITSMO, não podia deixar de buscar elementos na tradição profética, nos textos bíblicos, onde conto com três vidas, duas no Velho Testamento. Já disse várias vezes que conheço minhas vidas e função no mundo. E por isso passo, agora, para o restante da palestra, dizendo aquilo que tem acontecido nestes últimos cinco e meio séculos. Quero dizer que há coisas que são dos bastidores do trabalho restaurador, que são íntimas, que eu direi a quem quiser ou não. Eu tenho conhecimento, porque em parte são muito minhas. Delas falo se quero, não devo a ninguém a obrigação de dizê-las, senão que a Deus, a Jesus Cristo e à Mensageiria Espiritual do Bem (M.E.B.), devo a graça de ter parte muito saliente na Restauração da Excelsa Doutrina.

Primeiro digo, de passagem, que sobre a Europa, e principalmente sobre a França, deu-se o Grande Conclave determinado pelo Cristo, a fim de serem programados os trabalhos preliminares da Restauração. Isto se deu nos albores do século quatorze, tendo motivado a encarnação de Wiclliff, Huss, Joana D'Arc, Lutero e Giordano Bruno, todos cavando os alicerces da Codificação, a Síntese da Restauração. Meus livros de agora encerram os pormenores, porque a parte histórica-profética ficou para esta fase dos trabalhos. Em segundo lugar, digo que da França o Cristo mandou rumar com os trabalhos para o Brasil; para cá foi transplantada a chamada ÁRVORE DO EVANGELHO. Portanto, irmãos, no Brasil do século vinte a Máquina Informativa tem trabalhado muito bem e com imensos resultados. O Evangelho, conforme está escrito no primeiro capítulo do Livro dos Atos, lastreado pela Revelação, se estende sobre a Terra. Conheço muitos daqueles que trabalham, como encarnados, espargindo a Verdade. Apesar de algumas falhas, que as fraquezas humanas pretendem desculpar, o certo é que o trabalho continua, desdobrando aquelas chaves doutrinárias que a Codificação enfaixa. Nada mais temos feito do que desdobrar as lições dadas pelos espíritos. Poderia entrar em muitos pormenores, citando nomes de prol e trabalhos que se estão avolumando. Isto, porém, faria mais males do que bens, pois é sabido que excessos de personalismo já prejudicam bem a

muitos trabalhos. Aquele trabalho que devia ser de equipe, e por orgulhos e vaidades pessoais não o é, redunda em prejuízo da Causa e da Verdade. Todavia, para Deus tudo são linhas retas!

3- Alguns vultos, de dentro da igreja romana, pretenderam restaurar tudo, como melhor puderam conceber, porém foram massacrados como heréticos, até que Wicclif, João Huss e Lutero conseguiram alguma coisa, ou abrir uma brecha no seio da corrupção romana. Entretanto, tendo base em obra de clérigos, ou religiosos profissionais, o pouco conseguido já trazia as marcas da ignorância e da capciosidade. E tudo continuou em termos de clerezia, conversas, fingimentos, aparências, e o Batismo de Espírito ou Revelação continuou sendo chamado de coisa de Belzebu.

A RESTAURAÇÃO DO CRISTIANISMO começou pela grande reunião havida no mundo espiritual, tutelada pelo Cristo Planetário, que disse ser hora de serem iniciadas as preliminares da RESTAURAÇÃO. Por isso é que o mundo viu Wicliff, Huss, Joana D’Arc, Lutero, Giordano Bruno. Porque a RESTAURAÇÃO tem caráter de processo evolutivo e não de medida executada total e repentinamente. Era necessário vencer a CORRUPÇÃO aos poucos, e com muito custo, porque os corruptos tinham todos os trunfos mundanos em suas mãos, em nome de Deus, da Verdade e do Cristo. Todos sabem quanto foi custoso ir triunfando, ir conseguindo liberdade de culto, tradução da Escritura e divulgação pelo mundo; todos sabem quanto sangue custaram os trabalhos preliminares da RESTAURAÇÃO; (de “O Mensageiro de Kassapa”)

A Transição para a maturidade:

De João Huss Ao Meado do Século Vinte e Um É o tempo de transição, marcado por grandes ensinos e convulsões, para que a Humanidade entre na fase de maturidade espiritual. João Huss começou a Reforma, divulgou o Evangelho da letra e restaurou a Comunicabilidade dos Anjos, Espíritos ou Almas, para advertir, ilustrar e consolar a encarnados e desencarnados. Assim é que dele falarão, nos milênios porvindouros, aqueles que herdarem a Terra dos futuros ciclos... (“Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas”)

“Não foi por acaso, não foi pelo gosto de um Império despótico e sanguinário que a Excelsa Doutrina se viu constrangida e logo mais liquidada; tudo acontecera por força da lei de Causa e Efeito, ou em consequência dos martírios sofridos pelo Precursor, pelo Cristo e Seus seguidores. O crime gera crimes, os atos jamais esquecidos, bons ou ruins. Foi pura questão cármica a vinda de toda a corrupção, de tudo quanto surtiu da cidade dos sete montes. (...) E com o vencimento dos tempos, surge a hora da reposição das coisas no lugar, aparecem no mundo os trabalhadores da restauração. Depois do grande conclave do século quatorze, presidido pelo Cristo Planetário, vieram ao mundo aqueles reformadores que se chamaram Wicliff, João Huss, Lutero, Giordano Bruno; eles deviam abrir caminho por entre os dogmas, eles deviam enfrentar inquisição, eles dariam a vida para conseguir a liberdade de culto e a tradução dos Livros Sagrados, a fim de que, na hora precisa, a maior eclosão mediúnica se desse na história do Planeta.”

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.