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Capítulo 38 de 87

Apolônio De Tiana

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

Não há, no material que existe disponível a nós, menção correta quanto à data de nascimento de Apolônio. O que aparece, isso sim, e várias vezes, é a menção de movimentos que aconteceram no sentido de despistarem os fatos acontecidos em sua passagem pela carne, a fim de que não fosse conhecido e seguido. Será colocada, então, a biografia, mas com essa ressalva, para que a vida e a obra sejam, pelo menos um pouquinho, conhecidas e, pela simples leitura, para que se possa verificar que, nas linhas básicas, a obra de deixar as Verdades Fundamentais teve, aqui, continuidade. Segundo Schuré: “São raros os adeptos, mais raros aqueles que atingem esse poder. A Grécia conheceu apenas três: Orfeu, na aurora do helenismo; Pitágoras, no seu apogeu; Apolônio de Tiana em seu declínio. Orfeu foi o grande inspirado, o grande iniciador da religião grega. Pitágoras organizou a ciência esotérica e a filosofia das escolas. Apolônio foi o moralizador estóico, o mágico popular da decadência. Nos três, brilha o raio divino, apesar das nuanças: o espírito apaixonado pela salvação das almas, a indomável energia revestida de mansidão e de serenidade. Não nos aproximemos muito dessas grandes frontes calmas. Elas ardem em silêncio. Sente-se uma vontade ardente, sempre contida, sob a fornalha”. Uma das missões de Apolônio foi a de ensinar aos seguidores de Jesus como manipular as leis da natureza. Alguns documentos dizem, e é verdade, que Apolônio fez milagres idênticos àqueles feitos por Jesus. O poder dele era tamanho que aonde ele chegava, as guerras eram interrompidas e os exércitos enterravam as suas armas. Também pregava, e para ouvi-lo vinham pessoas de lugares distantes. Apolônio, por sua vez, ensinou como usar as leis da natureza, explicou o como eram feitos os milagres dele e de Jesus, preparou os primeiros cristãos para disporem dos meios de curas e de todos os outros que Jesus utilizou. Mostrou o poder das cores, mostrou que tudo na natureza é vibração, fez ver que existe uma polaridade (já constante dos Princípios Herméticos) em tudo quanto há, que as coisas podem ser manipuladas pela luz, pelo som e coisas assim. Ensinou o valor das cores, portanto como usá-las nos templos para obtenção de estados especiais de consciência. Ensinou como usar a música, que tipo de música é adequado nas diferentes situações, e restabelecer os meios utilizados pelas ciências herméticas. Ensinou simbolismo, ensinou a linguagem simbólica por meio da qual uma pessoa pode entrar em sintonia com planos superiores, com mundos hiperfísicos. Ensinou como se processam as transmutações na natureza e como conseguir isso, como intervir no astral visando certos resultados. Deixou explicado como captar o poder inerente a cada coisa, a cada cor, a cada forma. Ensinou o poder dos cristais e dos aromas e como usá-los nos diferentes níveis. Assim estabeleceu formas de ampliação da consciência, permitindo que as pessoas pudessem ter acesso a níveis superiores de consciência, independentemente da interferência de forças espúrias. Trouxe ensinamentos de moral que atingiam em cheio a maioria dos governantes dos locais por onde ele passou. Tendo o poder da profecia, também profetizou alguns acontecimentos que logo ocorreram. Era clarividente, interpretava sonhos, dominava espíritos. Assegurava-se que o vento e chuva obedeciam-lhe, e que até os pássaros o escutavam. Aconteceram fatos dados como misteriosos, entre eles, no dia de seu

julgamento por desacato, à medida que o secretário escrevia sua acusação, as palavras misteriosamente se embaralhavam. Apolônio sofreu perseguições terríveis que culminaram com várias condenações, como numa vez em que ele foi preso, julgado, e então falou para Damis e Demétrio esperarem por ele em tal dia e tal hora na praia. Quando chegaram o dia e a hora marcados, ele simplesmente apareceu na praia, ao lado dos dois. Outra vez foi ameaçado de ser estraçalhado por uma matilha de cães ferozes. Quando ia ser atacado pelos cães, ele simplesmente sumiu diante da vista de toda uma multidão. Tamanho fenômeno contribuiu ainda mais para fazer crescer o mito sobre a pessoa de Apolônio. Depois da sua partida, foi escrito um livro com sua história e com grande parte dos seus ensinamentos, apresentado em forma de um evangelho com oito capítulos.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.