Voltar ao livro Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

Capítulo 48 de 87

A Expansão Romana, Sua Influência

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

A história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola. De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica: gregos, etruscos e italiotas. Desenvolveram, na região, uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios (nobres proprietários de terras) e plebeus (comerciantes, artesãos e pequenos proprietários). O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia. Um destes reis foi o etrusco Numa Pompílio, uma das vidas de Jesus. Em sua época não houve nenhuma manifestação hostil, nada que perturbasse a ordem. A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Sob o governo de Numa passam a não mais fazerem sacrifícios animais. Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios, com um exército bem preparado e muitos recursos. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum. Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina. Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma, a Palestina estava entre elas e era dominada por eles quando Jesus nasceu. Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares. Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império. De perseguido, o cristianismo torna-se a religião oficial do Estado Romano, com o nome de Igreja Católica Apostólica Romana. O astuto imperador romano Constantino, no ano 313 d.C., numa tentativa de unificação do Império e outros motivos políticos, declara o Cristianismo como religião Oficial e abre as portas da igreja a pagãos. As perseguições tinham se intensificado em 303 e, então ele, em 313, pelo Édito de Milão, devolve as posses dos perseguidos que foram confiscadas. Antes disso ele forjara uma vidência de uma cruz flamejante com a inscrição "com este sinal vencerás"- IN HOC SIGNO VINCES- fato que aconteceu enquanto estava nos Alpes, em batalha, diante de 40 000 soldados. Tal sinal estará nas bandeiras que usará nas batalhas, (invenção esta que serviria para justificar as atitudes conquistadoras romanas, sob a aparência de religiosas) Mas a história não deixa enganos. Foi a pior de todas as "conquistas" da Igreja. Ela perdeu a sua identidade de agência do Reino. Todo o império se tornou "Cristão" de uma noite para o dia. Os inconversos também eram batizados e recebidos no rol da igreja, que ganhou muita glória humana, mas muita decadência espiritual. Todo tipo de paganismo, superstições, orgias, idolatrias e mundanismos foram entrando na igreja e encontrando seu espaço, sem restrições e/ou disciplinas. O paganismo supersticioso misturou-se ao "cristianismo oficial". No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla. Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média, época de domínio clerical no pensamento europeu. Chamada de Idade das Trevas, será vista mais de perto nesta apostila em momento oportuno.

Mas no plano dos homens levanta-se a fera, a besta adamita, os restos virulentos dormentes no seio dos degredados, e Roma atraiçoa a Divina Modelagem, forja a sua máquina clerical, massacra os discípulos do Cordeiro, liquida o Pentecoste e impõe sua macabra idolatria imperialista. Séculos transcorrem e o brutalismo invade a Humanidade, preparando-a para a voragem dos tormentos de variada ordem, engendrando o dilúvio de fogo, o último cataclismo de grande porte.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.