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Capítulo 73 de 87

A Restauração

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

TRAZER DE VOLTA O ESPIRITISMO FUNDAMENTAL

V Tempo: “A Restauração!” (Desde Kardec até a Redenção da Humanidade) "Elias certamente há de vir, e restabelecerá todas as coisas” - Mateus, cap. 17. João Batista, a reencarnação de Elias, naquela vida ou personagem, morreu carnalmente um ano e meio antes de Jesus; e Jesus só finalizaria a Sua tarefa no Pentecostes, depois da crucificação. Elias, naquela vida, iria restabelecer o que Jesus ainda não tinha estabelecido? Entretanto, saiba quem quiser: a - No século quatorze Jesus ordenara a reposição das coisas no lugar; b - João Huss foi a primeira reencarnação de Elias, acompanhado de muita gente, para iniciar os serviços preliminares da restauração; c - Lutero fizera, a seguir, o grande serviço de conseguir liberdade de culto e tradução dos textos, para que mais tarde pudesse haver a grande eclosão mediúnica; d - Volta Elias na personalidade de Kardec, arrastando consigo grande eclosão mediúnica do século dezenove, tendo feito a Codificação à custa das manifestações espirituais. E assim estava de novo entre as gentes, a Excelsa Doutrina do Consolador Generalizado que Jesus deixara, a partir do Pentecostes. Como era a base da Doutrina, assim mesmo continua a ser; porque sem Moral, sem Amor, sem Revelação, sem Sabedoria e sem Virtude, nunca poderá haver o Caminho de Senhor! (A Bíblia dos Espíritas)

Simbolizado no cavalo branco do Apocalipse, surge o culto do Espírito Santo, que assim toma o nome de Espiritismo. E se a pré-ciência divina soubesse que o homem iria aceitá-lo de boa vontade, não teria dito que ele seria seguido de três pragas... Assim como o Faraó precisou de ser abalado profundamente, para deixar andar o povo preposto, assim também os escravos do dogmatismo apóstata terão que ser rudemente abalados, para deixarem o cavalo branco passar... Jesus disse que as coisas seriam repostas no lugar; quem poderá impedi-lo? Existem muitas coisas que ainda não podem ser ditas. Cuidado com os falsos profetas, que arranjam boas desculpas para apresentarem suas torpes baboseiras anticristãs!... Onde não estiver o culto do Espírito Santo, feito com amor e por amor, não há cristianismo. Cuidado com os espíritos, com as falsas informações. É sempre proveitoso repetir os conceitos de Paulo, quando manda não extinguir o Espírito e fazer a distinção entre o joio e o trigo; é sempre de bom aviso lembrar as observações de João, quando diz que nem todo o espírito é bem intencionado. É bom notar, também, que os bons espíritos erram igualmente, pois sabem o que sabem, mas nunca sabem tudo! De toda e qualquer forma, entretanto, o que não vem de Deus por terra cairá, desde o momento que o Poder Equilibrador se fizer manifesto. Eis o que quer dizer quinta fase: tempo de RESTAURAÇÃO...

Desde então, a influência jorrante do Pentecostes avançou em todos os rumos, atingiu os mais afastados rincões do planeta. Falando agora, cem anos depois, temos que considerar o quanto fez a bem da ordem e do equilíbrio, precisamente num tempo em que o materialismo atingia os píncaros do pensamento, nutrindo com seu traiçoeiro veneno as garras infernais que se propunham a enterrar na estrutura espiritualista da humanidade, obrigando-a a retroceder nas conquistas nobilitantes. Para saber o que fez a bem da humanidade o retorno do Pentecostes em larga escala, só mesmo avaliando o quanto seria terrível haver deixado livre o materialismo. Foi o Céu a socorrer a Terra, num dos seus mais críticos momentos.

RESTAURAÇÃO, Kardec e o Espiritismo (4ª vida) O Espiritismo

Este artigo é um resumo da Conferência do Sr. Osvaldo Polidoro, realizada no dia 31 de março de 1959. Foi extraido do Livro “Chama Divina” de Rodolpho dos Santos Ferreira e Silveira Leite, que apresenta a síntese das conferencias efetuadas durante a “Semana de Homenagens a Allan Kardec”, organizada pela Cruzada dos Militares Espíritas - Núcleo de Quitaúna e a União Distrital Espírita de Osasco, entre os dias 27 a 31 de março de 1959, sendo que a do Sr. Osvaldo Polidoro foi a que encerrou o evento, com o tema “O Espiritismo”.

Tudo em Deus é Eterno, Perfeito e Imutável. Se a Terra não existisse, com o seu Cristo e a sua demografia, se o sistema planetário não existisse, ou a nossa galáxia interior, e tudo quanto ela contém, a Obra Divina seria Eterna, Perfeita e Imutável. A presunção humana faz o homem pensar que está realizando a Verdade para Deus, enquanto que, realmente, muito lentamente vai ele em si realizando a sintonia com Deus e suas manifestações. Quanto custa para se convencer que é um pontinho infinitesimal da Criação, lançado no turbilhão do Cosmo! Quanto custa para, em crescendo um pouco em si mesmo, no curso dos milênios, empreender algum esforço no sentido de se harmonizar com a Grande Lei! Assim é o homem terrícola, em face do que chamamos Espiritismo ou Consolador, que é a Mensageira Divina a serviço de Revelação, que impera entre as humanidades encarnadas e desencarnadas, e também nos planos erráticos, pois a vastidão das escalas impõe que haja o serviço de Mensageiria. Por esta razão que, convidado a falar sobre Kardec, respondi que não o faria, para aceitar o encargo de falar sobre o Espiritismo, o Instrumento Informativo, cuja função é advertir, ilustrar e consolar. Porque o Espiritismo é Eterno e, de todos os modos, Universal! É cósmico! Se a humanidade terrícola acorda agora para o Consolador, certo é que ele tem acordado, com os seus informes, com as suas advertências e consolações, muitas humanidades para si mesmas e para Deus! Kardec foi e continua sendo apenas o secretário dos Espíritos. Não quero falar dele, porque não quero entrar em pormenores. O que importa é fazer o serviço, não é procurar convencer a quem quer que seja. Moisés e Jesus procuraram convencer e, no entanto o mundo é que se convenceu de que eles eram errados, ou mesmo endemoniados. Venceram pelas obras, não pelo reconhecimento humano. Disseram a Moisés que não havia de ser príncipe sobre ninguém; e alguém tirará Moisés da História? Jesus, com o livro de Isaias nas mãos, afirmando ser o cumprimento das promessas do Criador, só não foi atirado de cima de um monte porque sumiu de diante deles. Mais tarde, porém, depois de tanto pedir que lhe dessem crédito, teve do mundo o prêmio que o mundo lhe poderia dar: a crucificação! (...) 5 – O Espiritismo, com o honestíssimo Kardec, afiança que é incompleto, falho, omisso, ou carecente de reparos e progressos; 6 – O Espiritismo, com o consciente Kardec, afiança a necessidade da volta de Kardec, para terminar o serviço da Restauração da Excelsa Doutrina do Caminho, para que a Lei de Deus, o Comportamento de Jesus e o cultivo da Revelação venham a ser patrimônio de toda a carne... Igreja, com Jesus, é palavra grega que quer dizer Humanidade... Não é clerezias, impérios temporais, vestes fingidas, politicalhas, idolatrias ou sacramentismos, prepotências mandonistas ou amparo de interesses criados quaisquer. A volta de Kardec devia consertar as falhas e omissões da Codificação, principalmente demonstrar, através dos textos bíblicos, DO QUE O ESPIRITISMO É A RESTAURAÇÃO. 7 – A Codificação, ou o que Kardec fez, não atingiu o Livro dos Atos dos Apóstolos. Falar na Lei de Deus, na Função Missionária de Jesus e na Generalização da Revelação, sem entrar no Livro dos Atos, é obra incompleta, falha, omissa e até mesmo ridícula. 8 – Jesus passou a vida toda afirmando que, após a sua saída do mundo carnal, os acontecimentos dariam provas de sua função missionária, como Batizador em Revelação ou Derramador do Espírito, como estava prometido nos Profetas, e como João Batista afirmara que aconteceria. O Livro dos Atos é o comprovante total daquilo que a Jesus cumprira realizar. Falar em Jesus Cristo e em Espiritismo, sem conhecer o que ensina o Livro dos Atos é obra de parvos... E o Espiritismo está cheio dessa gente que se julga até proprietária do Espiritismo, ou pelo menos de, com essa ignorância toda, ser capaz de defender muito bem suas mesmas mediocridades e seus interesses subalternos. 9 – As Epístolas e o Apocalipse, como é fácil reconhecer, fazem totais referências à tarefa cumprida por Jesus, principalmente naquela parte que cumpria ser feita após a sua saída do plano carnal. Na primeira

Epístola aos Coríntios, capítulos doze, treze e quatorze, Paulo versa muito sobre os dons do Batismo de Espírito e o modo de os cultivar dos Apóstolos, ou dos membros do Caminho. Muitos espíritas, ou coisa que o pareça..., espumam de raiva quando se fala das verdades bíblico-proféticas... O fato é que, se Roma nunca tivesse corrompido a Excelsa Doutrina do Caminho, nenhum Elias precisaria vir restaurar coisa alguma... E alguém se meter a espírita ou, como muitos já fazem, até a ser proprietário do Espiritismo, forjando tabelinhas, sem conhecer o que Jesus fez e o que deixou no mundo, é obra altamente maléfica, por constituir traição à VERDADE DOUTRINÁRIA. E quando se sabe que Kardec deixou a obra restauradora por terminar, tanto maior é o crime... 10 – A Codificação garante ao Espiritismo o caráter de DOUTRINA ORGANIZADA e, portanto, suas falhas, omissões, etc., devem ser muito lembradas. Dogmatizar Kardec e a Codificação é obra de estultos ou portadores de má-fé – interesses editoriais, livrecos escritos, ciúmes competitivos, politicalhos angariando votos em épocas de eleições, ignorância congênita, etc. O que jamais deve passar por nada é o fato de ser a Codificação obra incompleta, falha, omissa, etc., para que todos saibam haver muito mais a aprender.

Manu e Moisés, Pitágoras e Kardec foram os maiores concatenadores da História Planetária. (trecho de A Bíblia dos Espíritas)

Quando Kardec foi fazer a Codificação, a Restauração Doutrinária, por ter sido a função missionária de Jesus o Batismo de Espírito, disseram os Espíritos Reveladores que o nome devia ser ESPIRITISMO. Isto fica bem saliente, para ser anti-sectário, apenas verdadeiro, acima de religiosismos e conchavismos de homens. O Espiritismo é Escola de Espiritualidade, nada tendo que ver com sectarismos quaisquer. Ensinará a amar a Deus em Espírito e Verdade, porque isso Deus é e deseja que Seus filhos venham a ser. Ensinará a usar tudo quanto seja mundos, formas e transições, sem os adorar, porque tudo quanto é matéria é apenas ferramenta de uso, nada mais. De modo geral e definitivo É por isso também que a introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de 1864 (obra de cunho filosófico com o objetivo de esclarecer a posição da doutrina frente à mensagem do Cristo) traz um estudo histórico que culmina em um resumo do posicionamento de Sócrates e de Platão como precursores dos mais elevados ideais cristãos e, em suas filosofias, de vários tópicos do Espiritismo, como bem fica evidenciado no diálogo Fédon, de Platão. Já em O Livro dos Espíritos, Kardec tece comentários sobre a ancestralidade das ideias básicas do espiritismo (c.f. capítulo V da obra citada) e como os fenômenos ditos espíritas são universais.

O Espiritismo é o mesmo Caminho do Senhor, que foi o nome do Cristianismo Primitivo. Tendo por fundamento a Lei de Deus, que o Cristo veio executar ou cumprir, nunca poderá estar fora da MORAL que dignifica, do AMOR que diviniza e da REVELAÇÃO que adverte, ilustra e consola. Não tem e jamais deverá ter o caráter de seita religiosa; basta que seja a Doutrina do Espírito da Verdade, que leva ao conhecimento das leis fundamentais e regentes, a fim de tornar o filho de Deus consciente de suas obrigações para com o Pai e para com os irmãos. Sendo a Doutrina Cósmica, estará sempre pairando acima de sectarismos quaisquer. Onde estiverem Deus, a Verdade, o Cristo, a Moral, o Amor, e a Revelação, ali estará o Espiritismo, a Doutrina Integral, sem cleresias, sem dogmas, sem limitações evolutivas. Ele tem Deus por Objetivo, tem a Lei por Estrada, tem o Cristo por Modelo Cósmico, tem o Universo por Habitação e a Perfeição por Finalidade. Por isso mesmo, o espírita deve ser simples, humilde, trabalhador e vigilante, a fim de não se tornar comodista, conchavista sectário ou participante de conchavismos religiosistas. Quem liberta é a Verdade executada e ninguém deve deixar-se iludir pelos engodos que o mundanismo religiosista não cansa de oferecer. Aquele que sabe não vir o Reino do Céu com mostras exteriores, esse faz como o fizeram todos os Grandes Iniciados, a quem o Cristo veio amalgamar em uma só DIVINA INICIAÇÃO – ele conhece, e espera confiante no trabalho, porque sabe que a cada um será dado segundo as suas obras. (trecho de “O Mensageiro de Kassapa”)

Os fenômenos que caracterizam o Espiritismo, especialmente o da comunicação entre encarnados e desencarnados, são mencionados e reconhecidos como existentes em todas as épocas da humanidade, qualquer que seja a cultura considerada. A ideia da reencarnação, por exemplo, é tão antiga e universal quanto a própria

humanidade (ver o capítulo V de O Livro dos Espíritos), e é a base de diversas tradições filosóficas e religiosas do oriente, como o budismo e o Hinduismo, por exemplo, e a das religiões pré-cristãs da Europa, como a dos druidas, ou, posteriormente, baseados no cristianismo, o posicionamento de alguns papas da Igreja antes do concílio de Constantinopla, em 533, quando a doutrina da reencarnação foi abolida por motivos políticos, mas que é encontrada em figuras excepcionais da igreja, como em Orígenes de Alexandria, só para citar um exemplo. Ainda houve a presença de alguns movimentos fortemente contestatórios da ação da Igreja de Roma, como a dos Cátaros, embora os conhecimentos antropológicos, históricos e sociológicos de seu tempo não permitissem a Kardec ir muito além na análise destas tradições, filosofias e ocorrências históricas. Além do mais, diferentemente de outras escolas espiritualistas, Kardec fez absoluta questão de expor seus estudos de forma racional, sem cair nas armadilhas do discurso místico ordinário, (mais levado pela emoção e pela fantasia que pela razão), trabalhou a partir de fatos, fenômenos e percepções reais, com o máximo zelo à análise e ao cuidado da descrição dos fenômenos a partir de sólidos referenciais lógicos. Seu trabalho seria, então, de trazer ao nível intelectual moderno alguns fenômenos que sempre acompanharam o homem em sua história e que foram negligenciados pela ciência mecanicista moderna, principalmente a partir do legado mecanicista de Descartes e de Newton, apesar de ambos terem sido pessoas espiritualizadas, principalmente o segundo, que foi o primeiro grande cientista da era moderna e o último grande mago dos tempos alquímicos.

Em matéria de Batismo de Espírito, de quem o Espiritismo é a Restauração, tudo será questão de retornar aos ditos modos apostolares de culto; porque havendo o cultivo do Profetismo, o mais tudo redundará nos informes que se encontram na Codificação, que é o A B C da reposição das coisas no lugar. Convém lembrar aqui Wicliff, Huss, Lutero, Giordano Bruno e outros, eles mesmos que vieram no século dezenove, para fazer a Codificação e seus desdobramentos. Aquilo que chamam de Reforma, e que não tem o renovo do Pentecostes, por certo não é ainda a Reforma; porque a Reforma completa é aquela que conta com a Restauração do Batismo de Espírito, com a volta ao Profetismo. Depois de tudo feito, assim falamos, para que ouçam aqueles que desejem de fato ouvir. Porque a Restauração agora está feita, e ninguém mais a deterá, porque os homens não poderão deter as comunicações dos anjos ou espíritos. A Restauração está figurada no Apocalipse, é o Cavalo Branco, cujo cavaleiro saiu vitorioso para vencer. Se lhe não quiserem aceitar, sairão os Cavalos Vermelho, Preto e Amarelo, que farão terríveis estragos, como jamais a Terra de tempo algum os viu, nem mais os verá.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.