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Capítulo 54 de 87

Essênios, Os Cenáculos

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

“(...) Enoc, o MAIOR PATRIARCA dos povos hebreus primitivos, tendo viajado pela Índia a mando espiritual, trouxe de lá o primitivo essenismo, ou vedismo, fundando a ORDEM DOS ESSÊNIOS, ou Escola de Profetas de Israel, como veio a se chamar mais tarde. Escolhiam, através de estudos e severíssimas observações, os que deviam ser os profetas. Estes deviam portar-se da melhor maneira, fossem casados ou solteiros, a fim de serem dignos das melhores e mais perfeitas mensagens espirituais. Lembrou o VELHO TESTAMENTO, cheio de repetidas referências a respeito, isto é, repleto de mensagens espirituais, através de elementos nazireus ou escolhidos. Não raro, disse, os pais recebiam mensagens referentes aos futuros nascituros, razão pela qual, desde o ventre materno, já se destinavam ao ministério da Revelação. Tudo, porém, em caráter reservado ou de portas fechadas. A ORDEM ESSÊNIA foi sempre a mais rigorosa em matéria de sigilo a ser mantido”. (trecho do livro Lei, Graça e Verdade) “Então Jesus, tirando-o do meio do povo, e tomando-o de parte, meteu-lhe os seus dedos nos ouvidos; e cuspindo, pôs-lhe da sua saliva sobre a língua.” - Marcos, cap. 7. “Ao tempo em que viveu o PORTADOR DA GRAÇA, apenas restavam dos Profetas poucos Cenáculos, nas fronteiras do Egito e beirando o Mar Morto. Realmente, como temos aqui aprendido, a Escola Essênia tinha dois pontos fundamentais de ordem religiosa: o AMOR e a CIÊNCIA, empregando a Revelação como instrumento de pesquisas espirituais.” (trecho do livro Lei, Graça e Verdade) O Precursor e o Precursado surgiram da Escola de Profetas de Israel, a Fraternidade dos Essênios integrou-se no movimento denominado o Caminho do Senhor, vindo seus vultos a se tornarem os baluartes do movimento, enfrentando ódios e perseguições, prisões e martírios.(trecho do livro “Confissões de um Corruptor”) A Escola de Profetas de Israel, ou de Nazireus, ou também chamada de Escola Essênica, tinha elementos pertencentes a três categorias: a - Os Filiados em geral, solteiros e casados, que viviam a vida simples da agricultura, sem outros deveres que não fossem observar a conduta que a Lei determina, e de estar a par dos movimentos da Escola ou Ordem; b - Os Nazireus, ou Médiuns, que se versavam no exercício profético ou mediúnico. Tudo dependia dos anúncios vindos antes de nascerem, ou da vontade do indivíduo, por causa de faculdades que se lhe manifestavam. A Bíblia contém muitos informes, sobre filhos que foram oferecidos, pelas mães, ao serviço profético, etc.; c - Os Terapeutas, que muitas vezes eram também Nazireus, e que faziam aprofundados estudos de medicina, começando pelo espírito, observando o perispírito e considerando os reflexos no corpo somático.

Não é preciso lembrar que Jesus, o Messias, o Ungido, o Divino Delegado, o que tinha o Espírito de Profecia Sem Medida, tinha tudo aquilo, e mais aquilo que por ora é difícil fazer entender. Quando os leitores se fizerem elementos do Grau Crístico, e receberem um tal Divino Encargo, hão de saber o que é. Enquanto isso não ocorrer, por sim e por não, terão que movimentar a pedra contraditória...” (do livro A Bíblia dos Espíritas) Eram originários do Egito, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C., formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto, e cujas colônias estendiam-se até o vale do Nilo. No tempo de Jesus, a agremiação dos Essênios era a última restante das confrarias de profetas organizadas por Samuel. Não lutavam mais, como seus antecessores, apenas conservavam a tradição. Seus dois centros principais eram à margem do Lago Maoris, Egito, (onde ficou João Batista), e em Engaddi, à margem do Mar Morto (onde ficou Jesus). Acima de Engaddi, onde os essênios cultivavam o sésamo e a vinha, um atalho escarpado levava a uma gruta. Os essênios tinham-na preparado para os que quisessem se submeter à prova da solidão. Ali havia alguns rolos de escritos dos profetas, aromáticos fortificantes, figos secos e um fio de água (ali esteve Jesus). O nome Essênios vem do termo sírio Asaya, que significa médicos. Alguns dizem que eles preparavam a vinda do Messias. Era uma seita aberta aos necessitados e desamparados, mantendo inúmeras atividades onde a acolhida, o tratamento de doentes e a instrução dos jovens eram a face externa de seus objetivos. Muitos estudiosos acreditam que a Igreja Católica procura manter silêncio acerca dos essênios, tentando ocultar que recebeu desta seita muitas influências. Não há nenhum documento que comprove a estada essênia de Jesus, no entanto seus atos são típicos de quem foi iniciado nesta seita. A missão dos seguidores do Mestre Verdadeiro foi a de difundir a vinda de um Messias e nisto contribuíram para a chegada de Jesus.

Na verdade, os essênios não aguardavam um só Messias, e sim, dois. Um, originário da Casa de Davi, viria para legislar e devolver aos judeus a pátria e estabelecer a justiça. Esse Messias-Rei restituiria ao povo de Israel a sua soberania e dignidade, instaurando um novo período de paz social e prosperidade. Jesus foi recebido por muitos como a encarnação deste Messias de sangue real. No alto da cruz onde padeceu, lia-se a inscrição: Jesus Nazareno Rei dos Judeus. O outro Messias esperado nasceria de um descendente da Casa de Levi. Este Salvador seguiria a tradição da linhagem sacerdotal dos grandes mártires. Sua morte representaria a redenção do povo e todo o sofrimento e humilhação por que teria que passar em vida seria previamente traçado por Deus. O Messias- Sacerdote se mostraria resignado com seu destino, dando a vida em sacrifício. Faria purgar os pecados de todos e a conduta de seus atos seria o exemplo da fé que leva os homens a Deus. Para muitos, a figura do pregador João Batista se encaixa no perfil do segundo Messias. Até os nossos dias, uma seita do sul do Irã, os mandeanos, sustenta ser João Batista o verdadeiro Messias.

Pontos comuns entre os essênios e os pitagóricos: Prece ao levantar do sol. Roupas de linho. Refeições fraternais. Noviciado de um ano. Três graus de iniciação. Organização da ordem. Comunidade de bens, sob a gerência de curadores. Lei do silêncio. Juramento dos mistérios. Mesma divisão no ensino dos conhecimentos.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.