[user_registration_my_account]
Capítulo 14 de 87
Nascimento Do Indivíduo — parte 5 de 5
Tempo e Espaço da Entrega da Verdade
na Itália em consequência dos terremotos, em cuja ocasião todas as barreiras de credos, raças e nacionalidades foram esquecidas ante o sentimento de simpatia humana. Na "Nova Galiléia", a próxima Sexta Época, o Amor far-se-á altruísta e a razão aprovará seus ditames. A Fraternidade Universal realizar-se-á plenamente e cada um trabalhará para o bem de todos. O egoísmo será coisa do passado. Para alcançar este esperado fim, será necessário selecionar outro "povo escolhido" nas atuais linhagens de reserva. Será o núcleo donde possa surgir a nova raça. Tal escolha não se fará contra a vontade dos escolhidos, cada homem deve eleger-se e entrar voluntariamente nas fileiras. As raças são traços evanescentes da evolução. Antes de terminar a Época Lemúrica houve um povo eleito, o antecessor das raças atuantes, diferente da humanidade comum daquele tempo. Da quinta raça Atlante foi selecionado outro "povo escolhido", de que descenderam as raças árias. Cinco já passaram e haverá duas mais. Antes do começo de uma nova época, haverá "um novo céu e uma nova terra", isto é, mudar-se-ão os caracteres físicos da Terra. Sua densidade diminuirá também. Haverá uma raça no princípio da próxima época. Depois, desaparecerá todo o pensamento ou sentimento de raça. A humanidade constituirá uma vasta fraternidade sem qualquer distinção. As raças são simples degraus evolutivos pelos quais devemos passar; caso contrário não haveria progresso algum para os espíritos que nelas renascem. Porém, embora necessários, são degraus extremamente perigosos e obrigam os Líderes da humanidade a agir com muito cuidado. Eles chamam a essas dezesseis raças "os 16 caminhos da destruição", porque nas épocas precedentes, quando não havia raças as mudanças só se efetivavam depois de enormes intervalos, o que permitia à maioria das entidades prepararem-se com mais facilidade. As raças, comparativamente, são fugazes. Por isso, deve-se agir com muito cuidado a fim de impedir a aderência demasiada dos espíritos aos caracteres raciais. Foi exatamente o que aconteceu com os espíritos renascidos nos corpos da raça judia. Esqueceramse completamente de sua natureza espiritual e gloriam-se do fato material de serem "sementes de Abraão". Portanto, "não são carne nem peixe". Não tomaram parte alguma do desenvolvimento da raça ária. Entretanto, são mais avançados do que os remanescentes dos povos atlantes e lemúricos que ainda temos entre nós. Limitados nessa ideia de raça, o Líder do seu tempo viu-se obrigado a abandoná-los e "perderam-se". Para que pudessem cessar de considerarem-se separados de outros povos, os Líderes dirigiram outras nações contra eles em diversas ocasiões e foram levados como escravos, arrancados do país em que se tinham localizado. Tudo foi em vão, negaram-se abertamente a mesclarem-se com os outros, e outra vez voltaram como um só homem a suas áridas terras. Surgiram profetas de sua própria raça que, por amor, os exortavam predizendo o desastre, mas sem resultado. Como tentativa final para persuadi-los a pôr de lado a aderência à raça, encarnou entre eles, parecendo uma anomalia, o Guia da Raça seguinte, o Grande Instrutor Cristo. Isto mostra também a compaixão e a sabedoria dos Grandes Seres que guiam a evolução. Entre todas as raças da Terra, não havia nenhuma outra "perdida" no mesmo sentido que os judeus, e nenhuma outra necessitava de tanta ajuda. Enviar-lhes um estrangeiro, alguém que não fosse de sua própria raça, teria sido manifestamente inútil. Antecipadamente se concluiria que o rejeitariam. "Ele veio através do seu próprio sangue" e eles escolheram a Barrabás. Não glorificou Abraão nem as antigas tradições. Falou-lhes de "outro mundo", de uma nova Terra de Amor e Perdão, e repudiou a doutrina do "olho por olho". Não os incitou a armarem-se contra César; se o tivesse feito talvez fosse aclamado como um libertador. A esse respeito, até seus discípulos mal O compreenderam quando, dominados pelos romanos, lamentavam a perdida esperança de um reino terrestre. A rejeição de Cristo pelos Judeus foi a prova suprema da sua aderência à raça. Daí por diante, todos os esforços para salvá-los em conjunto, dando-lhes profetas especiais e instrutores, foram abandonados. Provada a inutilidade de mantê-los em bloco, foram, como último expediente, misturados entre todas as nações da terra. Apesar de tudo, a extrema tenacidade deste povo prevaleceu até nossos dias e a maioria continua a ser ortodoxa. Na América vão perdendo ligeiramente esses sentimentos. As gerações mais novas estão começando a casarem-se fora da raça. Com o decorrer do tempo, prover-se-á um número sempre crescente de corpos, com menores características de raça, para os espíritos judeus que renasçam. Desta maneira, salvar-se-ão, apesar deles mesmo. "Perderam-se" ao casarem com raças inferiores e serão salvos ao amalgamar-se com as raças mais avançadas. Como as atuais raças árias são formadas de seres humanos racionais, capazes de se aproveitarem da experiência do passado, o meio mais lógico de ajudá-las é falar-lhes dos estados de crescimento passados e do destino que recaiu sobre os desobedientes judeus. Esses rebeldes têm um memorial escrito de como trataram seus Líderes. Nele se conta como foram escolhidos, como se rebelaram e foram castigados, mas ainda estão
cheios de esperança numa última redenção. Esses escritos podem ser aproveitados por nós, para aprendermos como não devemos agir. Não importa que no transcurso de idades tenham sido mutilados, e que os judeus de hoje tenham ainda a ilusão de ser um "povo escolhido"; a lição que podemos tirar de suas experiências não é, por isso, menos estimável. Podemos aprender como um "povo escolhido" pode desobedecer a seu Líder, frustrar seus planos e limitar-se a uma raça durante idades. Sua experiência deve ser uma boa recomendação para qualquer futuro "povo escolhido". Paulo diz isso em termos inequívocos (Heb. II: 3-4). "Porque se a palavra dos anjos era firme e cada transgressão e desobediência recebia uma justa recompensa, como escaparemos dela se descuidarmos de tão grande salvação?". Paulo falava aos cristãos. Se os hebreus, para os quais tinha escrito isso, tivessem aceitado Cristo, poderiam ter alguma esperança de que, em alguma encarnação futura, se encontrariam entre o "novo povo escolhido", aquele que voluntariamente acompanhará seu Líder, desenvolverá a percepção espiritual, o Amor e o sucedâneo da investigação e da razão, o poder intuitivo. Os ensinamentos cristãos do Novo Testamento pertencem particularmente às raças pioneiras do mundo ocidental. Estão sendo implantados especialmente entre o povo das Américas porque, sendo objetivo da nova raça da Sexta Época a unificação de todas as raças, as Américas estão se convertendo em um lugar onde tudo se mescla, onde todas as nações da Terra se misturam, e desta mistura sairá o próximo "povo escolhido". (Obs: os rosacruzes têm sede nos EUA, acham que serão o foco do futuro, mas a intolerância e o desamor, aliado ao amor a tudo o que seja material, tudo isso nos dá a certeza de que há erro: o Brasil é a Pátria Escolhida)
Os espíritos de todos os países da Terra que se esforçam em seguir os ensinamentos de Cristo, conscientemente ou não, renascem ali, no propósito de lhes serem dadas as condições apropriadas ao seu desenvolvimento. Daí decorre a diferença entre os judeus nascidos na América dos judeus de outros países. Já o nascer no mundo ocidental prova que estão a emanciparem-se do espírito de raça e se adiantaram aos judeus ortodoxos do velho mundo cristalizado, como eram seus pais. Caso contrário, não teriam admitido a ideia de romper seus laços antigos e virem para a América. Assim, o judeu nascido na América é o pioneiro e preparará o caminho que, mais tarde, seguirão seus compatriotas. A Bíblia, portanto, contém os ensinos de que necessitam especialmente os povos ocidentais. No terrível exemplo da raça judia podem aprender uma lição, tal como se relata no Antigo Testamento. Podem aprender também a viver os ensinamentos que Cristo dá no Novo Testamento, oferecendo voluntariamente seus corpos como um sacrifício vivo sobre o altar da Fraternidade e do Amor. (obs: e podem ler que há um Evangelho Eterno profetizado para esse futuro que nos aguarda)
VERDADES DIVINAS
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.