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Capítulo 76 de 87

Descrição Do Momento, Excerto Do Livro “Mensageiro De Kassapa”

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

Queiram ou não os homens, mas o fato histórico-planetário mais importante, de toda a História da Humanidade, cumpre-se no findar do segundo milênio; e é o Brasil o ponto central dos fatos apocalípticos mais significativos. O Brasil é, da Atlântida redescoberta, o País que mais irá herdar a obrigação de fornecer o começo da Civilização pós dilúvio ou guerra atômica, que é aquele período apocalíptico chamado UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA, que é a entrada na segunda metade evolutiva do Planeta e da Humanidade. Para

capitanear a Humanidade no sentido da Verdade Doutrinária, ou Divina, cumpre saber o que ela seja. E para saber o que o seja a Doutrina da Verdade, basta saber ler a Bíblia, pois é ela que, do Gênese ao Apocalipse, apresenta o ENSINO DIVINO.

Por volta de mil e novecentos e dez, da Era Cristã, fizemos a primeira visita ao Brasil, com o fim de presenciar, acima de tudo, alguns elementos em trabalho ativo. Na França e nos Estados Unidos, bem pouco havia que merecesse atenção e fosse digno de observação. No Brasil, entretanto, alguns vultos se desdobravam e lançavam os marcos de uma grande obra, além de podermos ver, mergulhados na carne, alguns dos mais avançados servidores do Cristo, em preparativos para um novo lance. O plano, como nos disseram, era vasto em todos os sentidos, estando milhares de criaturas preparadas, a fim de tomar encarnação na hora aprazada e consoante fosse deixando a liça os mais antigos trabalhadores. – Isso tudo, – disse-me um dos mentores espirituais, – visa aquilo que brevemente se dará, pois a determinação de Jesus é que o novo impulso parta deste país. Como sabe, todo surto carece de uma base, de um centro receptor, de onde possa desferir seus golpes contra a corrupção e o atraso. Não é possível transformar a Terra inteira num formidando centro receptivo; por isso mesmo faz-se a montagem de uma organização, de um agrupamento, a fim de estender os serviços e multiplicar as organizações e os agrupamentos. É a espiral evolutiva, é a regra comum. – Temos ouvido excelentes doutrinadores, que pregam com veemência a renovação cíclico-histórica. Alguns chegam a precisar o tempo de duração e os efeitos a serem atingidos. Segundo o que dizem, parece que tudo vai ser tremendamente abalado. O grande mentor, que guiava e guia o movimento da Casa em visita, atendeu: – Sim, é absolutamente exato. A Terra será abalada em todos os sentidos, para assim figurar a humanidade e seus cometimentos. Convulsões de toda a ordem varrerão a paisagem humana, fazendo crepitar as mentes e comover os corações. É que está a fanar-se uma hora cíclica. E como se hão de levantar no mundo as mais estranhas e absurdas concepções, em virtude dos tremendos choques, faz-se mister avançar e estabelecer os núcleos de verdadeira fé, a fim de contrabalançar os efeitos dissolventes daquelas concepções. Tudo está sendo divinamente orientado, embora tenha-se que admitir as falhas decorrentes do arbítrio humano, que tendem a dispersar valores e a criar casos desagradáveis. Podemos afiançar, entretanto, que os frutos serão múltiplos, devendo ser espalhados por toda a Terra. De mais alto vem a determinação e ninguém poderá nos deter a marcha triunfal. Não era preciso que ele dissesse de onde vinha a ordem de agir; bem se aquilatava o fato, pela presença na Terra de criaturas altamente evoluídas, verdadeiros servidores do Cristo, que por sua vez estavam rodeados de outros tantos milhares de servos do bem. Elementos de todas as matizes hierárquicas estavam trabalhando, e o programa, segundo relatos que nos foram feitos, dizia respeito a milhões de seres que estavam prontos a entrar na luta, assim que fosse necessário. Nesta hora, em vista do que foi feito, e do que se está fazendo, podemos dizer que nada falhou. Considerando que a estimativa é sempre feita sobre o mínimo, devemos afirmar que em muito se ultrapassou o limite pré-visado. Jesus forneceu elementos, na razão direta em que as convulsões precipitavam manifestações contrárias ao equilíbrio necessário; seus agentes astrais desdobraram-se em trabalhos e atenções incalculáveis; e o material humano, apesar dos pesares, atendeu ao chamado celestial. A Terra, queiram ou não pensadores contrários, nunca presenciou semelhante fato, nunca viu tanta prodigalidade, jamais teria concebido tamanha obra em tão curto lapso de tempo. Parece-nos, ou pelo menos podemos assim julgar, que as dificuldades encontradas em outros tempos, pelos movimentos renovadores, ou pelos seus arautos, converteu-se no Brasil em facilidade. A pujança da terra facilitou seu elemento demográfico a melhor aceitação do ideal restaurador. E se quisermos atribuir algum desfavorecimento ao elevado grau de analfabetismo reinante, por isso cairemos em erro, pois a França, berço da Codificação, e colmeia humana muito mais intelectualizada, como encarou a significativa obra? Que repercussão encontrou na França, e na Europa em geral, a obra cuja essência é integralmente cristã e cujo fito é suspender nas criaturas o nível espiritual, apesar de ser a França o país intelectualmente mais avançado e a Europa o continente mais evoluído até então? Vamos dizer que a pujança da terra auxiliou o surto restaurador; mas lembremos a feliz ingerência das falanges do Cristo, de Sua determinação, e o que poderia ter acontecido em relação à França, não estivessem nos orçamentos cármicos, pesando como fatores contrários, alguns débitos que se antepuseram, algumas faltas coletivas. Por vários motivos tinha de ser em uma terra nova, ou renovada por força de cataclismo telúrico, o centro irradiador das influências restauradoras.

Neste meado de século, quando a Codificação ainda não completou cem anos de feitura, o Brasil sozinho faz mais do que todos os continentes juntos,ao repetir aquelas práticas que se acham contidas no capítulo dois do Livro dos Atos e na Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo quatorze. Podem dizer alguns confrades, aliás muito bem intencionados em sua feição doutrinária, que não se faz no Brasil questão mais cerrada em torno do Espiritismo científico; mas nós afiançamos que se faz bastante em torno daquela tese tão subidamente cristã, que por ser assim mereceu toda aquela atenção que lhe deu Paulo no capítulo treze da mesma supra-citada Carta. De toda e qualquer forma, encarando friamente a obra levada a cabo em tão pouco tempo, não há mente sincera que não reconheça a importância da máquina que se acha montada, a fim de que sejam espargidos pelo mundo os frutos da celeste semeadura ou ressemeadura. Fica bem esclarecido, pois, que a função do Espiritismo é restabelecer aquelas práticas citadas nos documentos acima mencionados, para que o Cristianismo cultivado pelos homens venha a ser aquele deixado pelo Cristo, sem cleros interesseiros, sem formalismos, sem fantasias supersticiosas. Que a Lei Intrínseca seja vivida no trato social; e que a Revelação seja cultivada naqueles moldes, a fim de que a humanidade possa crescer, aumentar-se no conhecimento das verdades básicas, verdades que, somadas, constituem a Verdade. É bem sabido que os rasteirismos sectários tudo farão para impedir os avanços da obra restauradora e consoladora; mas ninguém pretenda que o Cristo deixará de ser o vitorioso! Basta, portanto, aos verdadeiros servos, que sigam a trilha por Ele palmilhada. Surgirão dificuldades e trabalhos, trabalhos e dificuldades; mas, assim mesmo como Ele colheu os benditos resultados, assim os hão de colher aqueles que se fizeram dignos imitadores

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