Voltar ao livro Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

Capítulo 56 de 87

O Batismo De Água

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

Quando João Evangelista menciona a frase de Jesus “Digo-te em verdade que se um homem não nascer da água e do espírito, não poderá entrar no reino de Deus”, deixa colocado o que era ensinado desde os Mistérios do Egito: na antiga doutrina da regeneração, renascer pela água e pelo espírito, ser batizado na água e no fogo, indicam dois graus de iniciação, duas fases do desenvolvimento interno e espiritual do homem. Aqui, a água representa a verdade percebida intelectualmente, de um modo abstrato e geral. Ela purifica a alma e desenvolve seu germe espiritual. O renascimento pelo espírito, ou o batismo pelo fogo celeste, significa a assimilação dessa verdade pela vontade, de modo que ela se torna o sangue, a vida, a alma de todas as ações. Daí resulta a completa vitória do espírito sobre a matéria, o que Jesus chama de Reino de Deus. A água, no esoterismo antigo, simboliza a matéria fluídica, infinitamente transformável, como o fogo simboliza o espírito uno. Jesus, naquela frase, alude a essa dupla transformação do seu ser espiritual e do seu invólucro fluídico. Tivemos o dilúvio de água, teremos o de fogo...

O ano em que João Batista começou a pregar era sabático, quando os campos eram deixados a repousar e muitos trabalhadores tinham tempo para ouvir suas exortações. Eram tantos, que chegou a preocupar as autoridades. Bem no fim deste ano, ou no começo do outro, chega Jesus para, enfim, ter lugar o batismo que iniciaria as atividades de sua missão... “e estando ele a orar, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba”, e a partir daquele instante sobre sua vida será escrito, a fim de cumprirem-se as profecias, ser o Verbo Modelar de Conduta e acontecer o Pentecostes. Com o trabalho de João Batista e de Jesus, toda a carne, a Lotação Humana do Planeta, iria realizar a Divina Civilização, que Deus prometeu pelo Nazireu, Profeta, Vidente ou Médium, Isaías.

Em virtude dos infernais desvios, das mentiras que religiosos profissionais colocaram no LUGAR DA DOUTRINA DA VERDADE, não resultou naquilo que Deus queria e quer para a Humanidade, tal como registra o Livro de Isaías, no cap. 11. (A Bíblia dos Espíritas)

JESUS – o exemplo de conduta Quando o grau de elevação intelecto-moral está apto, um Código de Conduta é transmitido e, logo mais, um Divino Molde é fornecido pelo Criador. Antes de ser Moisés, o mesmo espírito transmitira a Lei no seio de outras raças e povos, até a mesma ficar radicada, e sempre através da Revelação, da comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas. A seguir, o Diretor Planetário encarnou e a Divina Modelagem foi deixada. E com ela a Generalização da Revelação, da Graça do Céu que tem por função advertir, ilustrar e consolar. Como Síntese Geral, o Cristo é a imagem da Origem Divina do espírito, do Processo Evolutivo, da Sagrada Finalidade, do Batismo de Revelação e da Ressurreição Final do espírito. Não é de religiões e farisaísmos, é da VERDADE. A Lei e o Cristo Modelo são as testemunhas inamovíveis de Deus!

JESUS – o derramador dos dons Dito isso, vamos ler aqui alguns textos; são aqueles textos que dizem respeito ao futuro derrame de Revelação sobre toda a carne; é a futura obrigação missionária de Jesus! É o Pentecoste profetizado! Ouçamos os Profetas, os Grandes Médiuns do Povo Hebreu: “Até que sobre nós se derrame o Espírito lá do alto, e o deserto se tornará em Carmelo, e o Carmelo será reputado como um bosque.” Isaías, 32 - 15 Observem o confronto feito, sobre os efeitos da Revelação generalizada, do batismo de Espírito, da função missionária de Jesus, deixando um Pentecoste que deveria ser, mas não foi impassável! Porque Jesus deixou o Consolador, mas veio Roma e tudo corrompeu, no quarto século. Volvamos, entretanto, às profecias que anunciavam a função missionária de Jesus: “Porque eu derramarei água sobre a terra sequiosa, e rios sobre a seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre a tua descendência.” Isaías, 44 - 3 “E eu lhes darei um mesmo coração, e derramarei em suas entranhas um novo Espírito, e tirarei da sua carne o coração de pedra, e dar-lhe-ei um coração de carne.” Ezequiel, 11 - 19 “E porei o meu Espírito no meio de vós, e farei que vós andeis nos meus preceitos, e que guardeis as minhas ordenanças.” Ezequiel, 36 - 27 “Eu derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e os vossos filhos e vossas filhas profetizarão, e os vossos velhos serão instruídos por sonhos, e os vossos mancebos terão visões.” Joel, 2 - 28 Aí estão, irmãos, alguns dos quase vinte textos proféticos do Velho Testamento, anunciando sobre a futura missão de Jesus, pois seria Ele o Divino Portador da Graça e da Verdade; e, repito, são quase vinte os textos que assim falam, sobre a generalização do Mediunismo ou da Revelação. Porque, como sabeis, antes de Jesus liberar no Pentecoste a Revelação, tudo era feito em caráter esotérico. A Ciência dos Mistérios, como era chamada antes, foi por Jesus transformada em Conhecimento da Verdade que livra. E para liberar de fato, foi tornada pública, foi entregue ao povo. Vamos agora, irmãos, para os dias da execução; isto é, vamos apanhar as palavras de João Batista e de Jesus, sobre o derrame de Espírito sobre a carne. “...Eu vos batizo em água para vos trazer à penitência; mas ele batizará no Espírito Santo e em fogo.”Mateus, 3- 11 “Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João, 14 - 16 “...Porque se eu não for, não virá a vós o Consolador; mas se for, enviar-vo-lo-ei.”João, 16 - 7 Quem procurar, irmãos, nos quatro Evangelistas, encontrará várias expressões contendo o mesmo sentido; isto é, afirmações da parte de Jesus e de João Batista, de que a promessa antiga seria cumprida por Jesus - haveria uma eclosão mediúnica de fartas proporções, que começando em Israel, atingiria os confins da Terra. E a Humanidade teria, como tem de fato na Revelação, o Instrumento que Adverte, Ilustra e Consola. Observem bem, que os dois últimos versículos do Velho Testamento, afirmam a reencarnação de Elias, que

viria precursando o Cristo. Observem bem, que ambos os nascimentos foram enunciados pela Revelação, tendo falado o Mensageiro Gabriel, o Espírito chamado Gabriel! Observem bem, que Jesus atravessou a vida obrando curas mediúnicas, expelindo maus espíritos e confabulando com os bons. Foi Ele quem afirmou, que viriam os anjos ou espíritos subindo e descendo sobre a cabeça do Filho do Homem. E foi Ele, o Divino Modelo, que no Tabor teve contato com Moisés e Elias, na presença de Pedro, Tiago e João, criaturas que tinham faculdades mediúnicas próprias para tais fenômenos. Não nos resta, portanto, senão ir para os dias de após-crucificação, quando o Cristo ressurgido em espírito, comparecendo ante os Apóstolos, anunciou que a promessa do Consolador iria imediatamente ser cumprida. Repito que imediatamente, pois Jesus jamais disse que enviaria o Consolador dezenove séculos depois, como pretendem alguns espíritas, por mera falta de estudos. Vamos, portanto, ao Livro dos Atos, o menos adulterado da Escritura. De agora em diante, irmãos, temos o Cristo-Espírito a falar, e os Apóstolos em pleno cultivo do Consolador, a Graça trazida por Jesus para toda a carne: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e me sereis testemunhas em Jerusalém, e em toda a Judéia e Samária, e até as extremidades da Terra.”Atos, cap.1 “...E recebereis o dom do Espírito Santo, porque para vós é a promessa, e para vossos filhos, e para todos os que estão longe, quantos chamar a si o Senhor Nosso Deus.”Atos, cap. 2

... a saída daquele tradicional Cenáculo, onde se preparava, foi uma linha reta na direção do formidável evento mediúnico. Os dois primeiros capítulos do Livro dos Atos, valem pela resenha de todas as afirmações proféticas; as promessas do Céu se cumpriam, a humanidade herdava o direito de ficar livre de todas as chacinas clericais, de todos os embustes sectários. O sol da Revelação viria em abono da humanidade e o Apóstolo dos Gentios poderia escrever com letras de vida o capítulo doze da sua primeira Carta aos Coríntios. Era o grito de liberdade contra a tirania dos conchavos idólatras e das explorações em nome de Deus; o Céu e a terra se entrelaçavam através da função missionária de Jesus; o Batismo de Espírito estava consumado!(de O Mensageiro de Kassapa)

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.