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Capítulo 13 de 87

Nascimento Do Indivíduo — parte 4 de 5

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

do corpo denso. A combinação dos acontecimentos deu a habilidade de ver os objetos com claridade e nitidez, com contornos bem definidos, porém, isto também se obteve com a perda da visão dos mundos internos. Assim, podemos comprovar, e é bom enunciar, a seguinte lei: nunca se pode fazer o menor progresso senão à custa de alguma faculdade que previamente se possuía, a qual se readquire em forma mais elevada, posteriormente. O homem construiu o cérebro às expensas de perda temporária do seu poder de gerar só. Para adquirir o instrumento com o qual pudesse guiar o seu corpo denso, sujeitou-se a todas as dificuldades, tristezas e dores oriundas da cooperação no perpetuar da raça, o mesmo acontecendo com o poder de raciocínio, que foi obtido à custa da perda temporária da visão espiritual. Se é certo que a razão trouxe benefícios de muitas categorias, todavia afastou-lhe a visão da alma das coisas, que antes lhe falava. O crescimento do intelecto, agora a mais preciosa possessão do homem, era considerado com tristeza pelos Atlantes. Lamentavam a perda da sua visão e poderes espirituais que desapareciam na medida em que o intelecto se robustecia. Entretanto, era necessária a troca dos poderes espirituais por faculdades físicas, para que o homem pudesse funcionar, independente de guia externo, no Mundo Físico que devia conquistar. Em devido tempo, esses poderes serão readquiridos: quando, por meio das experiências, na jornada através do Mundo Físico mais denso, aprenda a usá-lo apropriadamente. Quando estavam em sua posse não tinha conhecimento sobre o seu emprego e eram muito preciosos e demasiado perigosos para serem usados como brinquedos, ou fazer experiências. Sob a direção de uma grande Entidade, a raça semita original foi levada para Leste do continente Atlante, através da Europa, para a grande extensão das estepes da Ásia Central, atualmente denominada Deserto de Gobi. Ali foi preparada para converter-se na semente das sete raças da Época Ária, dando-se-lhe potencialmente as qualidades que deviam ser desenvolvidas por seus descendentes. Durante as idades anteriores (desde o começo do Período de Saturno e através dos períodos Solar e Lunar, até as passadas três revoluções e meia do Período Terrestre, Épocas Polar, Hiperbórea, Lemúrica e a primeira parte da Atlante) o homem foi guiado por Seres Superiores, sem que pudesse fazer a menor escolha porque, nesses tempos, era incapaz de dirigir-se, não tinha ainda desenvolvido mente própria. Por fim, chegou o tempo de começar a guiar-se por si, a fim de prosseguir no desenvolvimento futuro. Devia aprender a ser independente e assumir a responsabilidade dos seus próprios atos. Anteriormente, era obrigado a obedecer às ordens do seu Senhor ou Regente; agora, devia separar seus pensamentos dos visíveis guias, os Senhores de Vênus, a quem adorou como mensageiros de Deus e dirigi-los à ideia do verdadeiro Deus, Criador invisível do Sistema. O homem devia aprender a adorar e a obedecer às ordens de um Deus a Quem não podia ver. O Guia chamou o povo. Reunindo, dirigiu-lhe a palavra de forma que assim podemos expressar: "Anteriormente, vistes Aqueles que vos guiavam. Sabeis, porém, que há Guias de maiores graus de esplendor, superiores aos primeiros, que nunca vistes, mas que vos guiaram sempre, grau a grau, na evolução da consciência. Exaltado e acima de todos esses Seres gloriosos está o Deus invisível, criador do céu e da terra sobre a qual estais. Ele quis dar-vos domínio sobre toda a terra, para que possais frutificar e multiplicar-vos nela. Deveis adorar a este Deus invisível, mas adorá-Lo em Espírito e Verdade, e não fazer nenhuma imagem d'Ele, nem procurar pintá-Lo semelhante a vós, porque ele está presente em todas as partes e além de toda comparação ou semelhança. Se seguirdes os Seus preceitos Ele vos abençoará abundantemente e vos cumulará de bens. Se vos afastardes dos Seus caminhos, os males virão sobre vós. A escolha é vossa. Sois livres, mas devereis sofrer as consequências de vossos próprios atos". Foram nascendo crianças com 5 dedos em cada mão e 5 em cada pé. O Manu, ou guia Vaivásvata, separou as melhores sementes e as conduziu à meseta do Pamir, para desenvolver nelas ainda mais o mental concreto, que foi bem desenvolvido com os Atlantes, e dar início à evolução do mental abstrato. Hoje, com cinco sentidos bem delineados, mesmo que ainda em aperfeiçoamento, visão, audição, gustação, tato e olfação, alguns de nós já tentam desenvolver os dois restantes. A obrigação de nossa Raça Ariana é desenvolver o mental abstrato. Especificamente, a Quinta Sub-Raça, que é a nossa, tem o dever, sob pena de praticar crime contra a evolução, de desenvolver o raciocínio abstrato, dedicando-se a tudo que seja abstração: filosofias, religiões, ciências, artes, etc. Pouco importa se há pessoas praticando magia negra pelo pensamento; o que importa é que temos de desenvolver a arte de pensar, de raciocinar, para nos tornarmos racionais, sob pena de provocarmos, para nós mesmos, no futuro, um karma extraordinariamente pesado.

A educação do homem efetua-se em quatro grandes etapas. Na primeira age-se sobre ele, de fora, enquanto permanece inconsciente. Depois, é colocado sob a direção dos Mensageiros Divinos e Reis, a quem vê, e a cujas ordens deve obedecer. Em terceira etapa ensina-se-lhe a reverenciar as ordens de um Deus a Quem não vê. Finalmente, aprende a elevar-se sobre toda ordem, a converter-se em uma lei em si mesmo. Conquistando-se a si, aprende a viver voluntariamente, em harmonia com a Ordem da Natureza, que é a Lei de Deus.

Quatro são também os graus que o homem segue até chegar a Deus. No primeiro, por meio do medo, adora a Deus a Quem começa a pressentir, fazendo sacrifícios para agradá-Lo, como fazem os fetichistas. Depois, aprende a olhar a Deus como um Doador de todas as coisas e a esperar d'Ele benefícios materiais, agora e sempre. Sacrifica por avareza, esperando que o Senhor lhe dê cem por um, ou para livrar-se do castigo imediato, como pragas, guerras, etc. Logo, ensina-se ao homem a adorar a Deus com orações e a viver em boa vida, a cultivar a fé num Céu onde obterá recompensas no futuro, e a abster-se do mal, para que possa livrar-se do castigo futuro do Inferno. Por último, chega a um ponto em que pode agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque "é justo agir retamente". Ama o bem por ser o bem e procura ordenar sua conduta de acordo com este princípio, sem ter em conta seu benefício ou desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro.

Os semitas originais chegaram ao segundo destes graus. Foram ensinados a adorar um Deus invisível e a esperar recompensas em benefícios materiais ou castigos em aflições e dores. O Cristianismo Popular é o terceiro grau. Por último grau, o Cristianismo Esotérico e os alunos de todas as escolas de ocultismo estão procurando alcançar o grau superior. De modo geral, será alcançado na Sexta Época, a Nova Galileia, quando a religião Cristã unificadora abra os corações dos homens, assim como o entendimento está agora sendo aberto. Os Acádios foram a sexta e os Mongóis a sétima das raças atlantes. Estes desenvolveram ainda mais a faculdade de pensar, mas seguiram linhas de raciocínio que os desviaram mais e mais da corrente principal da vida em desenvolvimento. Os Sino-Mongóis sustentam até hoje que esses meios antiquados são os melhores. O progresso requer constantemente novos métodos e adaptabilidade para conservar as ideias em estado fluídico. Em consequência dessa falta, essas raças decaíram e degeneraram, junto com o restante das raças atlantes. Conforme as pesadas neblinas da Atlântida se condensavam cada vez mais, a crescente quantidade de água foi inundando gradualmente esse continente, destruindo a maior parte da população e os vestígios da sua civilização. Um grande número de Atlantes salvou-se. Afastando-se do continente que submergia nas inundações, alcançou a Europa. As raças mongólicas são as descendentes desses refugiados atlantes. Os negros e as raças selvagens de cabelo duro e encarapinhado são os últimos descendentes dos lemurianos.

A Época Ária

A Ásia Central foi o berço das raças árias. Todas derivaram dos semitas originais. É desnecessário descrevê-las aqui. Suas características já são conhecidas através das investigações da história. Na Época presente (a quinta, ou Ária) o homem conheceu o uso do fogo e de outras forças. A divina origem destas forças tem permanecido intencionalmente oculta, a fim de que só possa empregá-la quando for livre e para os mais elevados propósitos do próprio desenvolvimento. Há na atual época duas classes de pessoas: uma que olha a Terra e o homem como sendo de origem divina; outra, a que vê todas as coisas do ponto de vista puramente utilitário.

Os mais avançados de nossa humanidade obtiveram as iniciações superiores ao princípio da época Ária, para que pudessem ocupar o lugar dos Mensageiros de Deus, os Senhores de Vênus. Desde esse tempo tais iniciados humanos têm sido os únicos mediadores entre o homem e Deus. Embora não apareçam publicamente nem mostrem sinais ou maravilhas, são líderes e Mestres. O homem ficou em completa liberdade de procurá-los ou não, conforme quisesse. No final de nossa Época atual, o mais elevado Iniciado aparecerá publicamente, quando suficiente número de pessoas da humanidade comum desejar submeter-se voluntariamente a um Líder. Constituirão assim dessa forma, o núcleo para a última raça, que aparecerá no princípio da Sexta Época. Depois disso, as raças e nações deixarão de existir, a humanidade formará uma Fraternidade Espiritual, como antes do fim da Época Lemúrica.

Os nomes das raças que apareceram sobre a Terra durante a Quinta Época, até agora, são os seguintes: 1 - A Ária, que se dirigiu para o sul da Índia. 2 - A Babilônio-Assírio-Caldaica. 3 - A Perso-Greco-Latina. 4 - A Céltica. 5 - A Teuto-Anglo-Saxônica à qual pertencem os americanos.

Da mescla das diferentes nacionalidades, como atualmente se desenvolve nas Américas, virá a "semente" para a última raça, ao começar a Sexta Época. Duas raças mais se desenvolverão na nossa Época atual, uma delas a Eslava. Quando, no transcurso de algumas centenas de anos, o Sol, pela precessão dos equinócios, tenha entrado no Signo de Aquário, o povo russo e as raças eslavas em geral alcançarão um grau de desenvolvimento espiritual que os levará muito além de sua condição atual. Será a música o fator principal para atingir esse objetivo porque, nas asas da música, a alma por ela exaltada pode voar até o próprio Trono de Deus, onde o intelecto não pode chegar. O desenvolvimento assim obtido não é permanente, por ser unilateral e não estar em harmonia com a lei da evolução. Para ser permanente, o desenvolvimento baseado na lei de evolução deve ser equilibrado. Por outras palavras, a espiritualização deve expandir-se através ou, pelo menos, ao mesmo tempo que o intelecto. Por esse motivo, a civilização eslava será de vida curta, mas grande e feliz enquanto durar, porque terá nascido da dor e do sofrimento sem conta. A lei de Compensação lhe levará ao oposto a seu devido tempo. Dos eslavos descenderá um povo que formará a última das sete raças da Época Ária. Do povo das Américas descenderá a última de todas as raças deste esquema evolutivo, que começará seu curso ao princípio da Sexta Época.

As dezesseis raças são chamadas os "dezesseis caminhos da destruição", devido ao perigo das almas se aderirem demasiadamente às características de cada uma delas, a ponto de se tornarem incapazes de sobrepassar a ideia de raça e obstar seu progresso. Há também o perigo das almas se cristalizarem tanto na raça, até que se aprisionem aos corpos de raça, mesmo quando estes comecem a degenerar, como sucedeu aos judeus. Nos Períodos, Revoluções e Épocas em que não há raças, há mais tempo, a probabilidade de fossilizar-se não é tão grande nem tão frequente. Porém, as dezesseis raças nascem e morrem em tempo tão relativamente curto que existe o perigo muito grave de adesão demasiada a condições que devem ser deixadas atrás. Cristo é o Grande Unificador da Sexta Época e anunciou esta lei quando pronunciou estas palavras pouco compreendidas: "Se alguém vem a mim e não abandona seu pai, sua mãe, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida, não pode ser meu discípulo". "Quem quiser ser meu discípulo, que tome sobre si a sua cruz e siga-me". "... quem não abandonar tudo o que tenha não pode ser meu discípulo". Isto não quer dizer que devemos deixar ou desprezar os laços familiares, mas que devemos elevar-nos acima deles. Pai e mãe são "corpos" e todas as relações são questões da raça, pertencentes à Forma. As almas devem reconhecer que não são corpos, nem raças, mas sim Egos lutando pela perfeição. Se um homem se esquece disto e se identifica com a raça - aderindo a ela com fanático patriotismo - é o mesmo que fossilizarse, enquanto seus companheiros passam a outras alturas do Caminho da Realização.

A evolução da mente consciente

Em nossos tempos, o espírito missionário é muito forte. As igrejas ocidentais enviam continuamente missionários ao mundo inteiro para converter aos seus credos os povos de todas as nações. Nesses esforços de proselitismo não estão sós; o Oriente iniciou também uma forte invasão dos campos ocidentais. Muitos cristãos, descontentes com os credos e dogmas clericais, em busca da verdade que satisfizesse aos anseios de sua inteligência e de uma explicação adequada dos problemas da vida, familiarizaram-se com os ensinamentos orientais do Budismo, Hinduísmo, etc., e muitos aceitaram. Do ponto de vista oculto, os esforços missionários, sejam do Oriente ou do Ocidente, não são desejáveis. São contrários ao plano da evolução. Os grandes Líderes da humanidade, encarregados do nosso desenvolvimento, prestam-nos a necessária ajuda nesse sentido. A religião é um desses auxílios. Há muito boas razões para que a Bíblia, que contém não uma, mas duas religiões, a Cristã e a Judaica, tenha sido dada ao Ocidente. Se diligentemente procurarmos a luz, veremos a Suprema Sabedoria oferecida pela profecia do Evangelho Eterno contida no Apocalipse. O Velho Testamento profetiza os acontecimentos do Novo Testamento. O Novo Testamento profetiza a última Bíblia e os acontecimentos finais, quando então a Entrega da Verdade Restaurada já estará cumprida, restando ao Homem apenas a evolução no Retorno a Deus, nossa Meta Final. . Durante as Épocas Polar, Hiperbórea e Lemúrica o homem médio ainda não possuía mente tão consciente. Era tarefa fácil guiar a humanidade comparativamente à Época atual. Quando essa perturbadora faculdade foi obtida, durante a primeira parte da Época Atlante, desenvolveu a astúcia, produto da mente não governada pelo espírito. A astúcia une-se ao desejo, sem ter em conta se este é bom ou mau, ou se pode trazer alegria ou dor. Ao meio da Época Atlante, o espírito penetrou completamente nos seus veículos e começou a trabalhar na mente, produzindo o Pensamento e a Razão: a habilidade de deduzir uma causa pelo efeito da atividade do próprio pensamento. A faculdade de raciocínio ou lógica desenvolveu-se mais completamente na Época Ária. Os semitas originais (a quinta raça da Época Atlante) constituíram um "povo escolhido", destinado a levar essa faculdade germinal a tal ponto de maturação que impregnasse completamente seus descendentes, para se converterem em uma Nova Raça. A transmutação da astúcia em razão não foi tarefa fácil. As primeiras transformações na natureza humana, sim, efetuaram-se facilmente. A humanidade podia ser guiada sem dificuldades porque não tinha desejos conscientes nem mente para dirigir-se. Mas, os semitas originais tornaram-se suficientemente astutos para sentir as limitações de sua liberdade e para escapar, repetidas vezes, das medidas tomadas para mantê-los na linha evolutiva. A tarefa tornou-se sumamente difícil por ser necessário que tivessem alguma liberdade de escolha a fim de, em devido tempo, poderem aprender a dominar-se. Nesse sentido, foi decretada uma lei de recompensa imediata para a obediência e de castigo instantâneo para a violação dela. O homem foi, deste modo, ensinado a raciocinar e a compreender, embora de limitada maneira, que "o caminho do transgressor é muito duro" e que devia "temer a Deus" ou ao Guia condutor. De todos os escolhidos como "semente" da nova raça só uns poucos permaneceram fiéis. A maioria rebelou-se e, pelo que lhes tocava, frustraram completamente o propósito do Líder ao casarem-se com membros de outras raças Atlantes e ao transmitir, assim, sangue inferior aos seus descendentes. Isto é o que pretende significar a passagem da Bíblia, ao referir-se aos filhos de Deus que se casaram com as filhas dos homens. Em consequência dessa desobediência, foram abandonados e "perdidos". Os que permaneceram fiéis também morreram, no que respeita ao corpo, no Deserto de Gobi (o Deserto) na Ásia Central, o berço de nossa raça atual e, renascendo como descendentes de si próprios, herdaram a "Terra da Promissão", a Terra, tal como é agora. Constituem as raças árias, nas quais a razão se desenvolve para a perfeição. Os rebeldes abandonados foram os Judeus, cuja maioria ainda é governada mais pela faculdade atlante da astúcia do que pela razão. Nesse, o sentimento de raça é tão forte que só distinguem duas classes de homens: Judeus e Gentios. Desprezam as demais nações que, por sua vez, em vista da sua astúcia, egoísmo e avareza os desprezam também. Não se nega caridade, mas fazem-na, principalmente se não exclusivamente entre seu próprio povo, e poucas vezes internacionalmente, como aconteceu no caso dos desastres ocorridos

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