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Capítulo 24 de 87

O Hinduísmo

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

A Índia nos mostrou os seus Grandes Budas; foi uma verdadeira coluna a se estender pela noite dos milênios, coluna que arrastava após de si, gerações sem conta, ondas fantásticas de seres. Havia gente na terra e nos ares, tudo numa promiscuidade formidável, cultivando o grande ideal unificador. Surgiram as corrupções, as explorações, os cleros interesseiros e manhas dominadoras. Com isso, novos emissários voltaram ao plantel carnal, recuperaram as gentes para o ideal sagrado. A seguir, novas quedas, novas corrupções no curso dos séculos, para que de novo outras restaurações fossem necessárias. A Índia encantou a terra com seus grandes místicos, com suas encantadoras teorias, lavrando nos seus monumentos telúricos a semeadura das vibrantes influências mentais magnéticas. Suas terras, seus rios e suas montanhas valem por vertentes de emanações sublimes. E dos planos erráticos volvem, perenemente, legiões de seres saudosos, que ao contato daquelas vinculações rememoram tempos idos e revivem personagens que a grandeza do ideal não deixa que se fanem. O Tibé nos revelou a sua fila intérmina de grandes experimentadores; vimos as práticas mais excêntricas, os cultos mais esquisitos, tudo com o fito de trançar contato com o plano astral. Ouvimos as vozes, nem sempre fiéis à Verdade, daqueles que se revelavam, dizendo-se aquilo que de fato nem sempre eram... Verdades menores e maiores jorraram daqueles cultos, daqueles forçamentos, daquelas incursões nos domínios astrais. Ensinos errados também vieram, porque as sombras nunca deixaram de comparecer, mais ou menos disfarçadas ao banquete dos cultos espirituais. Os cleros, as superstições; tudo isso que é marcado pelo cunho de acendrado mercantilismo, com visão às hierarquias temporais e à exploração da fé, ou do homem pelo homem em nome de Brama, em qualquer parte do mundo ou sob qualquer designação ou pretexto, tudo isso tem vindo das regiões menos felizes, tudo isso tem partido das esferas onde vivem elementos fingidos. Insanos e despóticos, que sempre souberam se fantasiar com as aparências de respeito às melhores verdades. E como a humanidade encarnada apresenta o seu grande coeficiente de elementos inferiores em moral, cheios de si e capazes de todas as malícias, dominados pela sanha dos mandonismos desbragados e rendosos, eis que o plano inferior sempre alcança estabelecer no mundo seus entrepostos. Apesar do verdadeiro sentido de culto apresentado pelos Grandes Missionários, sempre aparecem as corrupções, os desvios, as infelizes explorações.(de Mensageiro de Kassapa)

Hinduísmo, Indo-Arianos: Sruti (tradição oral, = foram ouvidos, revelados diretamente) abre-se em Rig-Veda (hinos e rituais, oferendas, data de 1200 aC), Sama-Veda (melodias e cânticos), Yajur-Veda (fórmulas para os rituais Rig), Atharva-Veda (saber de acordo com uma classe particular de sacerdotes – Atharvan, são fórmulas e encantamentos – data de 900 aC), e Vedanta (tradição de ensinamento transmitido de mestre a discípulo, num fluxo perene, desde tempos imemoriais – contém as Upanishades, essência do conhecimento espiritual) Smirti (tudo aquilo que é lembrado, compostos por autores humanos, mas derivados de revelação), é o Veda popular: Shastras (textos sobre leis, política, ética), Puranas (mitologia hindu), Itihasas (dois épicos: Ramayana e Mahabharata), Ágamas (textos que comentam um aspecto do Criador) e Darshanas (pontos de vista da realidade)

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.