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Capítulo 57 de 87
O Pentecostes, O Derrame Dos Dons Por Toda A Carne
Tempo e Espaço da Entrega da Verdade
As fases: promessa, preparo e cumprimento “A Revelação, que era cultivada em caráter secreto ou oculto, devia tornar-se geral, pública ou de portas abertas. Moisés assim desejou, Deus assim prometeu e tudo se cumpriu, em tempo certo. Estude os três tempos: PRIMEIRO TEMPO, ou de Promessa do Pai ou do Princípio: ‘Derramarei o Meu Espírito Santo sobre toda a carne, e vossos filhos e filhas profetizarão, vossos velhos terão sonhos e vossos jovens terão visões.’ – Joel 2, 28.” “SEGUNDO TEMPO, ou aquele em que, João Batista e Jesus, encarnados, preparam o ambiente humano, para que possa haver o derrame de Espírito sobre a carne: ‘Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em Meu nome, Ele vos ensinará todas as coisas, e vos lembrará tudo quanto vos tenho dito.’ – João 14, 26.” “TERCEIRO TEMPO, ou aquele em que Jesus, depois de crucificado, volta como espírito e cumpre a promessa do derrame de Espírito ou generalização da Revelação: ‘E foram cheios de Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.’ – Atos, cap 2”
“E foram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em várias línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”Atos, cap. 2 Três textos são esses, irmãos, que revelam o cumprimento da promessa. Estava cumprida a tarefa de Jesus. O Consolador estava, segundo as profecias do Velho Testamento, e consoante as palavras de Jesus- Homem, plenamente entregue aos homens de boa-vontade. Só restava irem-no cultivando, para que a Terra
inteira se enchesse do Conhecimento da verdade que Livra! O Instrumento Divino que Adverte, Ilustra e Consola, estava nas mãos da Humanidade, pago com o sangue inocente de Jesus-Cristo! De agora em diante, irmãos, é o Consolador em curso; teremos os Apóstolos a estender o Evangelho da Verdade, todo ele amparado e lastreado pelo batismo de Espírito, pelos fenômenos mediúnicos em grande esplendor. É aquilo mesmo que os espíritas vivem a fazer, pois o Espiritismo assim se chama, pelo fato de ser a Restauração do batismo de Espírito, trazido por Jesus. Elias, como Kardec, nada mais devia fazer do que repor as coisas no lugar. Assim o determinou Jesus, quando anunciou: “Quando Elias vier de novo restaurará todas as coisas”.
Vamos ler os textos que testemunham o batismo de Revelação, o Consolador em plena função, através dos Apóstolos e prosélitos: “E tendo eles assim orado, tremeu o lugar onde estavam congregados, e foram todos cheios do Espírito Santo, e anunciavam a palavra de Deus confiadamente.”Atos, 4 “Estando Pedro ainda proferindo estas palavras, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.”Atos, cap. 10 “E como eu tivesse começado a falar, desceu o Espírito Santo sobre eles, assim como também tinha descido sobre nós no princípio.”Atos, 11 “Entretanto, estavam os discípulos cheios de gozo e do Espírito Santo.”Atos, 13 “E havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falaram em diversas línguas e profetizaram.”Atos, 19 “Senão que o Espírito Santo assegura, por todas as cidades, dizendo que me esperam em Jerusalém prisões e tribulações.”Atos, 20
Aí tendes, irmãos, o Consolador entregue pelo Cristo à Humanidade, porém de modo generalizado, de portas abertas. Cometem erro crasso, erro palmar, aqueles espíritas que dizem ter Jesus prometido o Consolador para mais tarde. Tudo isso denota falta de estudo ou de honestidade mental, o que, de qualquer forma, nunca ficará bem em um espírita! Também tereis que compreender, irmãos, que o Espírito Santo ou de Verdade, Paráclito ou Consolador, não era essa coisa de que tratam os católicos e protestantes, entidade vaga e teórica, figura de fachada, mistifório teologal, peça de engodo com que vivem engabelar as gentes em nome de Deus e do Cristo. Como podeis e deveis observar, através da Restauração, que é o Espiritismo, o Espírito Santo era e é o nome coletivo da Legião Mensageira, dos anjos ou espíritos comunicantes, que comunicando advertiam, ilustravam e consolavam, como é devido. Cumpre saber que Jesus-Cristo não recolheu o batismo de Revelação! Cumpre saber que o Consolador é o testemunho de Jesus-Cristo! Cumpre saber que não há Evangelho sem batismo de Espírito e nem Cristianismo sem Consolador! E se houver disso no mundo, sabei que é corrupção, sabei que é obra de Roma, sabei que é trabalho de blasfêmia! Vamos, agora, para as Cartas ou Epístolas; deixemos os Atos dos Apóstolos, os primeiros testemunhos da Graça trazida por Jesus, mas testemunhos que já se estendiam por outras terras, raças e povos: “A caridade de Deus está derramada em nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado.”, Romanos, cap. 5 “Por eficácia de sinais e prodígios, em virtude do Espírito Santo, de maneira que, desde Jerusalém e terras comarcas ao Ilírico, tenho enchido tudo do Evangelho de Jesus-Cristo.”Romanos, cap. 15 Observem, irmãos, que os Apóstolos não confundiam os sinais e prodígios em virtude das comunicações mediúnicas, com os ritualismos pagãos, com as vestes fingidas, com os simulacros fetichistas e com os discursos falazes que medram pelas igrejinhas clericalistas que infestam o mundo e querem passar por coisas de Deus e do Cristo. Observem que a bandeira dos primitivos cristãos era a Revelação, a Graça deixada por Jesus, que lhe custou o preço da crucificação. Avancemos, irmãos, com Paulo de Tarso, nas afirmações do Consolador em curso e disseminação, fazendo o serviço de estender pela Terra o Conhecimento da Verdade que livra: “E a cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito. Porque a um é dada pelo Espírito a ciência, a outro a sabedoria, a outro a fé, a outro a graça de curar as doenças, a outro a operação de milagres, a outro a profecia, a outro o discernimento dos espíritos, a outro a variedade de línguas, e a outro a interpretação das palavras.”I Corintios, 12 Estão aí expostas, pelo Apóstolo dos Gentios, as nove mediunidades fundamentais. De tal modo fez ele a exposição em termos de síntese, que todos os estudos feitos até ao presente, ainda não lhe atingiram a
profundidade total. O fato é que, apesar dos erros dos homens, erros espontâneos em alguns casos e propositais em outros, as chaves do Espiritismo aí estão, para convencer aos que desejarem, de cabeça erguida, acima de sectarismos e armados de honestidade mental, fazer as devidas experimentações. Devemos dizer, ainda, que sobre estas mesmas bases Kardec sustentou a tese máxima do Espiritismo; porque enquanto existirem homens capazes de experimentar, capazes em inteligência, capazes em qualidades morais e capazes de serem acima de sectarismos religiosistas; enquanto, repetimos, existirem homens assim capazes, decididos e virtuosos, os testemunhos da Verdade serão práticos, evidentes e acima de fanatismos quaisquer. Assim como são feitas as sessões espíritas hoje, assim mesmo eram feitas as sessões pelos Apóstolos e prosélitos. No capítulo quatorze da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, muito bem ensina Paulo o sistema de sessões usado por todos eles. E se Roma não tivesse aparecido no cenário da História, para inventar uma Igreja sua e a seu modo e gosto pagã, despótica e sanguinária, por certo que o Evangelho, lastreado pelo batismo de Espírito, pela Revelação, desde muito que teria atingido Jerusalém, a Judéia e Samária, daí passando aos confins da Terra, conforme disse Jesus aos Apóstolos, naquele contato que está assinalado no primeiro capítulo do Livro dos Atos. A Graça trazida por Jesus não foi a de salvação gratuita, como querem dizer e afirmar os conceitos errados das clerezias dogmáticas. Jesus, pelo fato de ser o Executor da Lei, é o Divino Modelo. E pelo fato de ser Modelo Divino, levou a Cruz do Dever ao píncaro das exemplificações necessárias. Quem não vive a Lei de Deus não é discípulo de Jesus-Cristo. Como a Lei não pode ser derrogada, também não é possível ser cristão, fora do exemplo de Jesus Cristo! Todos trazem consigo a sua cruz, símbolo do dever a cumprir; e Jesus deixou o seu Divino Exemplo, para que cada um a tome e faça questão de segui-lo. O Paráclito, advogado, intercessor ou instrumento de advertência, ilustração e consolo, nada tem que ver com a pretensa Graça Salvadora de que tratam os clericalismos dogmáticos, corruptos e corruptores. Sacramentos inventados por homens não invertem os termos da Lei! O sangue do Cristo não lava os pecados de quem quer que seja! Quem libertará o espírito são as obras, são os aprendizados feitos com o Divino Exemplo de Jesus Cristo. É muito bom andar lendo e meditando sobre os dizeres do capítulo vinte e dois do Apocalipse... O Paráclito ou Consolador, consoante as palavras de Jesus e o testemunho dos fatos, adverte, ilustra e consola; isto é, faz o trabalho de INFORMANTE DA VERDADE, assim mesmo Jesus afirmou: “Eu tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas vós não as podeis suportar ainda. Quando, porém, vier aquele Espírito da Verdade, ele vos ensinará todas as coisas...” João, cap. 16 Bem vêdes que Jesus edificou sua Doutrina, ou que Ele dizia ser do Pai e não sua, sobre a Revelação. Isso aconteceu no Pentecostes, como está escrito no segundo capítulo do Livro dos Atos, e como já vos li os textos. E agora, passando para as sessões espíritas realizadas pelos Apóstolos e prosélitos, vereis que assim o foi, que assim o é e que assim o será, para os homens inteligentes e prudentes, aqueles que não se presumem mestres de Deus e do Cristo! Observem, pois, como realizavam sessões espíritas os primitivos cristãos: “E assim as línguas são para sinal, não aos fiéis, mas aos infiéis; porém as profecias, não aos infiéis, mas aos fiéis”. Se, pois toda a igreja se congregar em um corpo, e todos falarem línguas diversas, e entrarem então incrédulos, ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? Porém, se profetizarem todos, e entrar ali um infiel, ou incrédulo, de todos é convencido, de todos é julgado. As coisas ocultas do seu coração se fazem manifestas e, assim prostrado com a face em terra, adorará a Deus, dizendo que Deus verdadeiramente está entre vós. Pois que haveis de fazer, irmãos? Quando vos congregais, se cada um de vós tem o dom de compor salmos, tem o de doutrina, tem o de revelação, tem o de línguas, tem o de as interpretar, faça-se tudo isto para edificação.”
"A grande eclosão mediúnica do Pentecostes, que os primitivos discípulos faziam questão de estender pelo mundo afora, até as extremidades da Terra, teve fim precisamente onde o catolicismo romano teve começo. Iniciada a vigência de Constantino, caducou a vigência do batismo de espírito." (Confissões de um Corruptor)
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.