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Capítulo 43 de 87

Que Ninguém Pretenda Ser Juiz De Deus

Tempo e Espaço da Entrega da Verdade

A Humanidade está abarrotada de elementos arrogantes, petulantes, portadores de falsas ciências e de falsas humildades, criadores de purulentas e fétidas conceituações, que julgam ser deprimente falar em Deus, na Justiça Divina, na Lei de Deus, no Verbo Modelo e nos Dons do Espírito Santo ou Mediunidades.

HISTÓRIA DE ISRAEL: As religiões dos povos que, a partir do terceiro milênio anterior à era cristã, habitaram os territórios que correspondem atualmente à Síria e à Palestina eram politeístas, concebiam divindades antropomórficas e as identificavam ou vinculavam a elementos do universo e a aspectos primordiais da natureza e da sociedade. As divindades estavam organizadas, embora de forma flexível, numa assembleia, na qual o deus das tempestades desempenhava papel preponderante. Cultuavam-se imagens nos templos, considerados as casas dos deuses, onde sacerdotes garantiam constante suprimento de comida e roupas. Os mitos, veiculados frequentemente sob a forma de complexos poemas narrativos, expressam concepções sobre a natureza do mundo e da organização social. Sendo determinado por Deus que houvesse um povo para se dar a entrega dos Parâmetros Divinos, formar-se-á um novo povo, o Povo escolhido, para, em seu seio, virem a Lei e os Dons, a Verdade Doutrinária, à Humanidade Povo de Israel é o nome dado aos antigos hebreus. O povo Hebreu, também conhecido por judeus ou israelitas, é o povo da Antiguidade que possui o maior e mais fiel número de registros históricos, sendo a Bíblia Sagrada sua fonte de informações mais precisa, e auxiliadora no encontro de vários achados arqueológicos. O princípio deste povo está em Sem, pai dos povos Semitas. Conforme a Bíblia, Sem teve por filhos: Elam, origem dos islamitas, Assur, origem dos assírios, Arfaxade, origem dos caldeus, Lude e Arã. Arfaxade gerou a Heber, origem da nomenclatura "hebreu" e também seu fundador, da descendência de Heber veio Tera, pai de Abraão, que nasceu na cidade de Ur dos caldeus. A família assume aspectos tribais com os doze filhos de Jacó , também chamado de Israel, e vem a se tornar um povo após a sua libertação, pelas mãos de Moisés, e com a conquista de Canaã.Esta conquista de Canaã teria sido através da destruição de algumas cidades-estados, e da sujeição à escravidão de outras .Esta conquista teria se processado por 25 anos de forma mais ou menos gradual, e não teria sido completa, o que a religiosidade explica como sendo resultado da rebeldia do povo de Israel para com seu Deus. A base para a explicação religiosa da ocupação de Canaã encontra-se no Livro de Josué . A conquista de Canaã é de vital importância para a história judaica. É com essa conquista que os hebreus deixaram de ser um povo nômade, para se tornar um povo com uma terra. Essa região se tornaria, na tradição posterior, o elemento de união deste povo, já que teria sido dada pelo próprio Deus. A versão bíblica da história judaica considera que os judeus são uma nação escolhida por Deus como um povo separado e santo, fiel guardião das leis (Torá) outorgadas por Ele. Assim a história bíblica de Israel é uma história onde Deus intervém no mundo em cada situação de acordo com a relação de Israel para com Deus. Os israelitas conquistaram algumas regiões de Canaã, mas ainda assim não mantiveram uma unidade nacional. Cada tribo mantinha suas leis e costumes e uniam-se ou combatiam entre si de acordo com as suas

conveniências. Geralmente cada tribo era governada e julgada por juízes, pessoas que seriam determinadas por Deus para tal cargo por serem portadoras de mediunidades para haver o intercâmbio entre os dois planos. Posteriormente, os israelitas querendo imitar outras nações, pedem um rei, e Saul, escolhido pelo povo, torna-se rei de Israel. Mas sua rebeldia ao seguir os mandamentos da Torá faz com que perca o reinado, e após alguns contratempos, Davi, um pastor-guerreiro de Jud, é escolhido por Deus para ser rei. Aqui se apresenta pela primeira vez a unificação das tribos em uma única nação, e inicia-se o período áureo da história judaica, que será consolidado com o reinado de Salomão, filho de Davi. Depois de Salomão, as tribos dividem-se em dois reinos, o de Israel, na Samaria, e o de Judá, com a capital em Jerusalém. O reino de Israel é destruído em 721 a.C. Em 586 a.C., Nabucodonosor, rei da Babilônia, invade o reino de Judá, destrói o templo e deporta a maioria do povo de Judá. É a partir do exílio na Babilônia que se pode falar propriamente de judaísmo. Com a divisão das tribos judaicas em dois reinos, surge a esperança e a fé em um messias (ungido): o enviado de Deus para restaurar a unidade do povo e a soberania divina sobre todo o mundo. Os judeus começam a voltar à Palestina em 538 a.C. Reconstroem o templo e vivem breves períodos de independência, interrompidos por constantes invasões de potências estrangeiras. Entre os séculos II e IV a.C, migrações voluntárias difundem a religião e a cultura judaica por todo o Oriente Médio. A comunidade judaica da Judéia cresceu com relativa autonomia sob o domínio persa, mas a história judaica tomará importância com a conquista da Palestina por Alexandre Magno em 332 a.C. Com a morte de Alexandre, o seu império foi dividido entre seus generais, e a Judéia foi dominada pelos Ptolomeus e depois pelos Selêucidas, contra os quais os judeus moveram revoltas que culminaram em sua independência (ver Macabeus). Com a independência e o domínio dos Macabeus como reis e sacerdotes, surgem as diversas ramificações do judaísmo da época do Segundo Templo: os fariseus, os saduceus e os essênios. As diversas intrigas entre as diversas divisões do judaísmo levou à conquista da Judéia pelo Império romano. Em 63 a.C. Jerusalém é conquistada pelos romanos e, no ano 6 d.C., a Judéia torna-se uma província de Roma. Os romanos eram politeístas. Grande parte dos deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características (qualidades e defeitos) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família. Em 70 d.C. os romanos destroem o templo hebreu e, em 135, Jerusalém é arrasada. Com a destruição do segundo templo de Jerusalém e da própria cidade, começa o período da grande dispersão do povo judeu, a Diáspora. Espalhados por todos os continentes, os judeus mantêm sua unidade cultural e religiosa. A Diáspora termina em 1948 com a criação do Estado de Israel. A era Talmúdica: Com o retorno de algumas comunidades judaicas para a Judéia, uma renovação religiosa levou a diversos eventos que seriam fundamentais para o surgimento do Judaísmo como uma religião mundial. Entre estes eventos podemos mencionar a unificação das doutrinas mosaicas, o estabelecimento de um cânon, a reconstrução do Templo de Jerusalém e a adoção da noção do "povo judeu" como povo escolhido e através do qual seria redimida toda a humanidade.

MOISÉS e a Entrega da LEI DE DEUS, ( Velho Testamento )

O Velho Testamento, começando por Moisés e terminando em Malaquias, relata profundos ensinos iniciáticos, mais tarde queimados e perdidos, depois restaurados de maneira incompleta, contraditória. Contém a Lei de Deus ou Moral Divina, promete a vinda do Cristo Exemplo de Conduta e o Derrame de Espírito sobre a carne. Todos os ensinos contidos nas demais Bíblias, nos demais chamados Livros Sagrados, partem daqueles dois. O Védico-Budismo deu o primeiro, tendo a Raça Atlante contribuído fundamentalmente para isso; os continentes eram ligados e os primeiros Grandes Reveladores nela viveram, não sendo a Índia mais do que continuação, assim também como o Egito de eras posteriores. Moisés foi o primeiro a realizar um batismo coletivo de Espírito ou Revelação, como se acha contido no Livro de Números. Moisés iniciou a crença no Monoteísmo, no Deus que é Espírito e Verdade, e que em Espírito e Verdade quer ser adorado, porque assim quer que venham Seus filhos a ser.

A realidade é que, para aquele que cresce no interior de si mesmo, que se desabrocha para as Verdades Eternas, Perfeitas e Imutáveis, uma só termina sendo a razão de ser da vida - é viver para as Verdades Eternas, Perfeitas e Imutáveis. Moisés tinha de ser assim, para colocar o Povo de Israel naquele local onde Jesus teria, mais tarde, de se apresentar à Humanidade. Marcaria o Povo com a marca do Monoteísmo, do Deus único e Onipotente, em torno de cuja realidade viva os Profetas iriam sustentando a tocha da Revelação, até que Jesus viesse para torná-la universal ou pública.

“Alma de aço, vontade de ferro, zombou das provas. Espírito matemático e universal, desenvolveu uma força de gigante na compreensão e no manejo dos números sagrados, cujo simbolismo fecundo e cujas aplicações eram então quase infinitas.O seu espírito, desdenhoso das coisas que não passam de aparência, e dos homens que passam como sombras, não respirava à vontade senão dentro dos princípios imutáveis. Lá do alto, tranquila e seguramente dominava tudo, sem manifestar nem desejo, nem revolta, nem curiosidade.” - G. I. Moisés assombrava e convencia pelas obras fenomenais que provocava, vindo a ser o primeiro a Batizar em Espírito. Deixou um lastro de setenta homens, com mediunidade manifesta, como ponto de partida do primeiro batismo coletivo havido na história religiosa do Planeta. De “Um Médium de Transportes” (de Osvaldo Polidoro): Numa época onde o monoteísmo está no interior dos santuários egípcios, Israel desempenhará o papel de elo entre Oriente e Ocidente, unificando a Humanidade sob o Deus Único, seu papel inicial, tendo Moisés como seu organizador. Irradiaria de Israel a religião universal da Humanidade pelo trabalho de Hosarsife, primeiro nome egípcio de Moisés. Íntegro e inflexível, atravessou a iniciação de Ísis, onde aprendeu cosmografia e astronomia, e expressou a vontade de desvendar os segredos dos livros sagrados. Diante do espanto do pontífice, ele explica: “Espero e obedeço. Osíris fala como quer, quando quer, a quem quiser. Se o espírito vivo resolver falar, ele me falará”. Hosarsife cresceu entre as colunas do palácio e do templo de Osíris, onde chegou a ser sacerdote. Ainda bastante jovem, foi comissionado para ser inspetor em Gossem, vendo de perto as condições do povo hebreu, cativo e exposto a trabalhos forçados. Foi uma forma do faraó mantê-lo afastado do palácio, pois temia que pudesse prejudicar seu filho, Meneftá, primo de Moisés e herdeiro do trono. Vai expiar seu crime (de ter desencarnado um feitor) na solidão do país de Madiã, além do Mar Vermelho. Ali, entre os descendentes de Abraão, levou vida de pastor e preparou-se para sua futura tarefa. O Templo dali estava consagrado a Osíris, mas também se adorava o Deus Soberano, Eloím. O grão-sacerdote de Madiã era o etíope Jetro, patriarca do deserto, protetor dos líbios, árabes e semitas. Casa-se com Séfora, filha vidente de Jetro. Na casa dele estudou os livros de cosmogonia “As guerras de Jeová” e “As Gerações de Adão”. Percebeu que os grandes iniciados do passado criaram religiões para seus povos, ele teria que forjar um povo para sua religião. Escreve “Sefer Bereshit”, uma síntese da ciência antiga e quadro da ciência futura, chave dos mistérios, facho dos iniciados, texto para a união da nação. “O Sepher Bereshit” - G. I.:Nunca mais ninguém saberá, na Terra, o que foi o Livro dos Princípios, o Tratado de Ciência Divina, escrito em três sentidos - Literal, Simbólico e Iniciático ou Interpretativo. Fizeram do Gênese uma monstruosidade. Isso basta que seja dito, para se compreender as palavras do Autor de Os Grandes Iniciados: “Ah! Por certo que era para o futuro condutor do povo de Deus, o Gênese irradiava uma luz diferente e mais forte, abraçava mundos bem mais vastos do que o mundo infantil e a pequenina Terra que a tradução grega dos Setenta ou a tradução latina de S. Jerônimo nos mostram.” - G. I. (Bíblia dos Espíritas) Utilizou três maneiras para expressar seu pensamento: a) simples, onde a palavra tem o seu próprio significado; b) simbólico, com linguagem figurada; c) hieroglífica, sagrada, transcendental. Moisés redigiu o gênese em hieróglifos, mas deu a explicação verbal aos seus sucessores. [segundo a doutrina de Hermes, uma mesma lei rege os três mundos, o natural, o humano e o divino, e os iniciados poderão perceber os três mundos com um só olhar]. No tempo de Salomão houve uma tradução para os caracteres fenícios. Esdras escreve-a em aramaico-caldaico. Quando chegaram os gregos, só restava uma pálida ideia do sentido esotérico do texto original. Sobe ao Monte Horebe* e, numa sarça ardente, escuta a Voz Divina que lhe determina ser o condutor da retirada do povo hebreu do Egito. Então, junto com seu irmão Arão, planeja a grande empreitada: libertar do jugo de uma nação poderosa um povo que será conduzido através do deserto inclemente até uma terra

povoada de gente inimiga. Para isso, isolaria o povo no Tabernáculo do Senhor através do temor, impondo o monoteísmo. “... Uma lei única rege o mundo natural, o mundo humano e o mundo divino.” Moisés foi o Profeta-Concatenador, ou Codificador do tempo, a fim de preparar ao Senhor Planetário o ambiente propício. A concatenação ou codificação de Moisés foi de sentido Védico-Hermético. O Védico- Hermetismo ensinava assim, que o Um, ou Deus, também em leis regentes como ÚNICA LEI começava, desdobrando-se a seguir em infinitas leis, ou leis menores. (Bíblia dos Espíritas) (*) Arão coordena os sacerdotes e sua irmã Maria é a profetisa que representa em Israel a iniciação feminina. Havia também o grupo de iniciados que carregavam a arca [nas laterais ela tem 4 querubins de ouro, lembrando 4 esfinges, os 4 animais da visão de Ezequiel: leão, boi, águia e homem, representando terra, água, ar e fogo, os 4 mundos do tetragrama divino. Lá dentro estarão a vara que Deus lhe deu, o Livro de Cosmogonia (Séfer Bereschite), o Livro da Aliança. Moisés chama a arca de Trono de Eloím, porque lá está a missão de Israel, a ideia de IAVÉ]. Os acampamentos tinham sempre a forma quadrada, com três tribos em cada lado, ficando a Arca no centro, guardada numa bela tenda, o Tabernáculo. “Como quer que seja, Moisés contagiou aos setenta o fogo divino, a energia da sua própria vontade. Eles constituíram o primeiro templo antes de Salomão, o templo vivo, o templo em marcha, o coração de Israel, luz real de Deus.” - G. I. Importa conhecer o seguinte: 1 - Não foi o fogo da sua vontade, e sim o primeiro Batismo Coletivo de Revelação ou Espírito, da História Humana; 2 - A Igreja de Jesus é viva, porque foi um novo Batismo de Espírito, de Revelação, como o provam os capítulos um, dois, sete, dez e dezenove dos Atos, bem assim como os doze e treze da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios; 3 - Ninguém sabe, melhor do que nós, que à Restauração foi dado o nome de Espiritismo, por ser o revivescimento do Batismo de Espírito, levado a termo por Jesus.(Bíblia dos Espíritas) Muitas manifestações de poder divino terão lugar, (terremotos, descargas elétricas incandescentes, etc) que porão fora dali, desencarnados, todos aqueles que ousem levantar um só dedo contra Moisés. Com estes potentíssimos prodígios, o nome de Deus já estava cravado na consciência deste povo que andou por décadas no deserto, água pouca, disciplina severa. Aos 39 anos de caminhada, Moisés decide que é hora de entrar na Terra Prometida. Teve negados três pedidos de passagem, enfrentando, portanto, com luta, a tomada da cidade liderados por Josué, que recebera as bênçãos para o comando. Jericó será dominada sob seu comando por volta de 1250 a.C., bem depois do desencarne de Moisés. Nem Moisés, nem Arão tiveram o direito de entrar na Terra Prometida. Era essencial fazer uma narrativa de sua grande administração. Reuniu seus chefes e o povo na base do Monte Nebo, e proferiu três grandes orações (que são a maior parte do Livro Deuteronômio, a segunda Lei). Ali está seu canto de adeus e sua bênção ao povo. Subindo ao cume, “Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moab, segundo a ordem do Senhor... Nenhum homem soube até hoje o lugar de seu sepulcro... Nunca a vista se lhe diminuiu, nem os dentes se lhe abalaram... Não se levantou mais em Israel profeta como Moisés”. (Deut, 34)

Diz-nos Henri Durville, “A Ciência Secreta”, a partir do primeiro Pentecostes, sobre o esoterismo na Bíblia: (“O Senhor respondeu a Moisés: Juntai-me 70 homens, sábios de Israel, que souberdes mais instruídos, e conduzi-los-á à entrada do Tabernáculo da Aliança, onde os fareis permanecer convosco. Eu descerei aí para vos falar: tomarei o Espírito que está em vós, e inspirar-lhes-ei.” (Num, 11, 16 e 17). “Então o Senhor, tendo descido na nuvem, fala a Moisés, toma o Espírito que estava nele e o infunde a esses 70 homens. O Espírito, apenas penetrado em cada um, tornou-os Profetas e continuaram sempre assim”). A tradição oral, confiada primeiramente aos 70 discípulos continuou muito tempo assim, sem a intervenção de qualquer escrito. Não foi senão depois que estes ensinamentos secretos foram conhecidos em várias obras, das quais as mais importantes são o Sepher Jezirah (ou o Livro da Criação) e o Zohar (Livro dos Princípios). A leitura destas obras é árdua e pesada, porque tudo é mistério, mesmo as explicações que se esforçam a elucidar esta linguagem infinitamente abstrata. Haveria, entretanto, uma chave para esses mistérios e todos os ocultistas são de acordo em dizer que havia um sentido esotérico da maior beleza e de grande

alcance filosófico. Desgraçadamente, o conhecimento deste sentido místico não pode ser obtido senão depois de longo trabalho que não é fácil de ser empreendido por toda a gente. Um mestre do pensamento esotérico moderno, Edouard Schuré, diz em relação ao sentido esotérico de Gênesis: “Nem uma dúvida, dada a educação de Moisés, existe que ele escreveu o Gênese em hieróglifos egípcios em três sentidos. Confiou a chave e a explicação oral aos seus sucessores. Quando, no tempo de Salomão, traduziu-se a Gênese em caracteres fenícios, quando depois do cativeiro da Babilônia, Esdras a redigiu em caracteres aranianos caldaicos, o sacerdócio judeu não manejava as chaves senão imperfeitamente. Quando vieram, finalmente, os tradutores gregos da Bíblia, estes não tinham senão uma fraca ideia do sentido esotérico dos textos. Jerônimo, apesar de suas sérias intenções e seu grande espírito, quando fez a sua tradição latina segundo o texto hebreu, não pôde penetrar até o sentido primitivo e, tendo-o conseguido, teria de calar. Então, enquanto lemos a Gênese nas nossas traduções, não temos senão o sentido primário e inferior. Apesar da boa vontade, os exegetas e os teólogos mesmo, ortodoxos e livres-pensadores, não viam o texto hebraico senão através da Vulgata. O sentido comparativo e superlativo, que é o sentido profundo e verdadeiro, escapa-lhes. Não fica menos misteriosamente oculto no texto hebreu que mergulha, por suas raízes, até a língua sagrada, por suas raízes, até a língua sagrada dos templos, refundida por Moisés, língua onde cada vogal, cada consoante tinha um sentido universal, em relação ao valor acústico da letra e o brilho da alma do homem que a produz. Para os intuitivos, este sentido profundo salta algumas vezes como uma centelha, do texto: para os videntes, reluz na estrutura fonética das palavras adotadas ou criadas por Moisés: sílabas mágicas em que o iniciado de Osíris vasa seu pensamento como um metal sonoro em um molde perfeito. Pelo estudo deste fonetismo que leva a marca da língua sagrada dos templos antigos, pelos chefes que nos fornecem a Cabala e de que alguns vão até Moisés, enfim, pelo esoterismo comparado, é-nos permitido hoje entrever e reconstruir a Gênese verdadeira. Assim, o pensamento de Moisés sairá brilhante com o ouro da fornalha dos séculos, das escorias de uma teologia primária e das cinzas da crítica negativa (Os Grandes Iniciados)

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.