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Capítulo 39 de 52
A Sombra do Sepulcro a Victor Hugo — parte 11 de 15
No Invisível · Léon Denis
"Uma jovem de 19 anos, Luísa Mirbel, tinha vivido muito tempo com um rapaz chamado Pedro Chauvin, de 27 anos de idade, que tinha por alcunha” o Tatuado “. Esse indivíduo era célebre numa zona especial de Montparnasse pela magnífica série de tatuagens que lhe ornava o corpo. Beberrão e violento, ele batia na amante, que não ousava abandoná'lo com receio de suas represálias. Há uns quinze meses Pedro Chauvin foi preso em conseqüência de um roubo e condenado a alguns meses de prisão. Luísa Mirbel aproveitou a ocasião para fugir. Definitivamente resolvida a abandonar a existência vergonhosa que tinha levado, veio morar no bairro Picpus, onde travou conhecimento com um honrado trabalhador, João Barrau, que a desposou. Um dia sentiu ela que não tardaria a ser mãe. Um receio, entretanto, a assaltava”: ' Olha ' repetiu várias vezes ao marido ', eu tenho medo de que aquele indivíduo, que abusou da inexperiência da minha mocidade, me venha um dia procurar. Tremo por ti e por mim, porque o "Tatuado" é terrível em suas vinganças.
J. Barrau esforçava'se por tranqüilizá'la, mas em vão. À noite, a pobre rapariga via em sonho o antigo amante e acordava trêmula. Uma manhã disse ao marido: ' Tive esta noite um sonho horrível: parecia'me que o "Tatuado" estava ali. Eu acabava de dar à luz o nosso filho; ele o apertava nos braços e lhe desenhava no corpo todas as tatuagens que em si próprio traz. ' Tu estás louca, minha pobre amiga ' respondeu João Barrau. ' Esquece esse homem. Eu te asseguro que ele jamais te tornará a achar. Ora, ontem de manhã, Luísa Mirbel deu à luz um filho. Imagine'se o espanto dos que a assistiam, vendo no corpo do menino largo manchas azulado em que facilmente se reconheciam os traços de letras e desenhos. No peito notava'se distintamente um coração atravessado por um punhal."
Em seu livro "La Zone Frontière" (pág. 131) o Senhor Sage refere dois outros fatos:
“Na Itália, um morcego penetrou, esvoaçando, numa sala de baile e as senhoras investiram, procurando enxotá'lo com os lenços; o mísero animalejo deixou'se cair no ombro nu de uma das senhoras, que teve um desmaio. Pouco tempo depois essa senhora deu à luz uma filha, que trazia no ombro a imagem perfeita de um morcego com as asas estendidas. Nada faltava: os pélos cinzentos, as garras, o focinho. A menina, depois de moça, nunca se pôde decotar”. As impressões fracas, desde que perdurem, produzem o mesmo resultado que as súbitas e violentas. Liébault refere que um vinhateiro se assemelhava de modo surpreendente à estátua do santo padroeiro da sua aldeia, que existia na igreja. Durante a gravidez sua mãe havia tido a idéia fixa de que o filho se pareceria com o santo."
No ser humano, como se vê, o pensamento e a vontade influem profundamente sobre o organismo e suas funções. Em outros casos o nosso pensamento pode adquirir bastante intensidade para criar formas e imagens suscetíveis de impressionarem placas fotográficas. São numerosos os exemplos. Aksakof refere (229) que no curso de experiências fotográficas feitas em companhia de Mumler e do Doutor Child, em 1862, foi obtida numa placa a imagem de uma senhora que desejava ardentemente aparecer com uma guitarra nos braços. A forma desejada apareceu. Desde então se têm multiplicado esses casos. Nas experiências de sugestões, têm'se muitas vezes criado pelo pensamento objetos que para os sensitivos possuíam uma existência real e estavam submetidos às leis da óptica. Não é mesmo necessário que a ação seja volitiva. Multas vezes, como nos casos de gravidez que indicamos, o pensamento é inconsciente e nem por isso deixa de produzir efeitos muitíssimos sensíveis sobre a matéria. O mesmo se dá com os vivos exteriorizados que aparecem a distância.
Basta que seu pensamento se tenha fixado numa pessoa ausente, para que sua forma surja diante dela, ao ponto de ser facilmente reconhecida. Se o homem pode mentalmente operar tais efeitos, que resultado não obterá o Espírito, desembaraçado de todo obstáculo carnal, ele cujo pensamento vibra com intensidade superior? Não somente o Espírito domina os elementos sutis da matéria, de modo a impressionar a placa sensível e os órgãos dos videntes, mas nas aparições visíveis para todos pode ainda produzir, pela ação da vontade, as formas que revestiu e os trajos que usou na Terra e que lhe permitem fazer'se reconhecer. Esse é, com efeito, o objetivo essencial de tais manifestações. Daí as roupagens, vestes, armas e acessórios com que se apresentam as aparições. Quase sempre esses acessórios não têm consistência nem duração. Pode, entretanto, acontecer que o Espírito concentre bastante força para condensar objetos, ao ponto de os tornar tangíveis e duradouros. Certos Espíritos podem modificar seu aspecto, com facilidade prodigiosa, aos olhos mesmo dos assistentes.
Aqui está um caso que parece dar razões à hipótese de Aksakof, há pouco mencionada. Refere o Sr. Brakett (230) que numa sessão de materialização foi visto aparecer o Espírito de um moço alto, dizendo'se irmão de uma senhora que ele acompanhava. Esta observou que o não podia reconhecer, porque só o vira menino. Pouco a pouco a figura foi diminuindo de estatura, até atingir a do menino que a senhora conhecera. Recordemos também o caso de Ema Hardinge, assinalado pelo Sr. Colville; apareceu ela com o vestido de rainha das fadas, que trouxera muito tempo antes, em sua mocidade. (231) Nesse caso, como em alguns outros, a aparição parece não ser mais que simples imagem mental exteriorizada pelo Espírito, e que adquire bastante consistência material para ser percebida pelos sentidos. As vezes os Espíritos imprimem às formas que revestem o mais encantador aspecto. Robert Dale Owen, ministro dos Estados Unidos na Corte de Nápoles, em sua obra "Região em Litígio" (232), descreve a aparição de uma forma feminina:
"Seu brilho era comparável ao da neve recente iluminada por um raio de Sol, fazendo lembrar o que foi escrito sobre vestes de luz do Cristo, na transfiguração, ou ainda o brilho do mármore de Paros, o mais puro e o mais recentemente talhado, sob o jato de viva luz." Não se poderia comparar a manifestações deste gênero as aparições, ditas "miraculosas", de virgens, de anjos e santos, que ai então encontrariam explicação racional?
Em resumo, pode'se dizer que os modos de ação do Espírito variam conforme os recursos facultados pelo meio em que ele opera. Os fenômenos de materialização devem ser classificados em três ordens: Primeiramente, os casos em que o duplo do médium exteriorizado é utilizado e modificado pelo Espírito, ao ponto de reproduzir o aspecto que tinha este na Terra e mesmo os traços de sua fisionomia. O Espírito, por efeito da vontade, se reflete, se fotografa na forma fluídica do médium; é uma transfiguração mais ou menos completa, conforme o poder do manifestante. Por isso, em certas experiências, a aparição terá alguma semelhança com o médium. Noutros casos o Espírito, com o auxilio dos fluidos ambientes, cria formas temporárias que anima e dirige de fora, sem se incorporar, como o observou Aksakof. Há, finalmente, casos, mais numerosos, em que o Espírito condensa e materializa seu próprio envoltório fluídico, de forma a reaparecer tal como era em sua precedente existência terrestre. A materialização seria assim uma espécie de reencarnação efêmera.
O papel dos médiuns difere essencialmente conforme os casos. Eles passam por todos os graus do transe, de acordo com as absorções que lhes devem ser feitas. Às vezes mesmo, como nas Sras. WEspérance e Compton, a absorção é total. Noutras circunstâncias, os Espíritos trazem consigo quase todos os elementos da materialização, e o médium conserva'se acordado. O estudo das forças em ação nesses fenômenos demonstra que eficazes auxiliares podem ser a música e os cantos. Suas vibrações harmônicas facilitam a combinação dos fluidos. Em sentido oposto, temos verificado a desfavorável influência da luz; esta produz um efeito dissolvente sobre os fluidos em elaboração e exige um emprego mais considerável de força psíquica. Dai a necessidade das sessões obscuras, pelo menos nas tentativas iniciais. Todos quantos têm observado a Natureza sabem que as ondas luminosas perturbam a formação do ser em seu período de gestação. Todo gérmen, todo corpo, seja vegetal, animal ou humano, deve constituir'se nas trevas, antes de aparecer à luz do dia. A fotografia é obrigada a operar em condições análogas.
A reprodução das imagens requer a obscuridade. O mesmo acontece com as formações temporárias de Espíritos. É por isso que se adotam gabinetes escuros nas salas de experiências, para facilitar as materializações. Às vezes, contudo, quando a força é suficiente, vê'se o fenômeno produzir'se no meio dos assistentes. Todas estas observações são cientificamente confirmadas pelas experiências da telegrafia sem fio. Segundo uma comunicação do Sr. Marconi à Sociedade Real de Londres, está verificado que as ondas hertzianas se transmitem melhor à noite que de dia; o nascer do Sol produz grande perturbação nas transmissões. É assim que o Espiritismo, depois de nos ter franqueado o vasto império das forças e dos elementos invisíveis da Natureza, nos inicia nas leis que regem as suas profundas harmonias. É pelo estudo de seus fenômenos que a matéria, em seu mais rarefeito estado, se nos apresenta como um mundo sutil em que se imprimem os pensamentos e os atos.
Ao mesmo tempo ela constitui imenso reservatório de energias que, vindo acrescentar'se às energias psíquicas, engendram a força por excelência, o poder criador de que emana o Universo em suas eternas e variáveis manifestações.
XXI ' Identidade dos Espíritos
Acabamos de ver, pela exposição dos fatos espíritas até agora feita, que a sobrevivência está amplamente demonstrada. Nenhuma outra teoria, a não ser a da intervenção dos sobrevivos, seria capaz de explicar o conjunto dos fenômenos, em suas variadas formas. Alf. Russel Wallace o disse: "O Espiritismo está tão bem demonstrado como a lei de gravitação." E W. Crookes repetia: "O Espiritismo está cientificamente demonstrado." No ponto de vista objetivo ou exterior, as provas fornecidas pelas aparições e materializações não podem deixar dúvida alguma. Entretanto, na ordem subjetiva, no que concerne aos outros modos de manifestações, subsiste uma dificuldade: a de obter dos Espíritos, em número suficiente para satisfazer aos cépticos exigentes, provas de identidade, indicações precisas, que os assistentes não conheçam e que sejam mais tarde verificáveis. Objeta'se muitas vezes aos espíritas que as comunicações, em seu conjunto, apresentam um caráter muito vago, são destituídas de indicações, revelações e fatos bem definidos, suscetíveis de estabelecer a identidade dos manifestantes e impor a convicção aos investigadores.
Certamente, não é possível desconhecer essas dificuldades. Elas são inerentes à própria natureza das coisas e às diferenças de meio. Os seres que vivem num mesmo plano, como os homens, dotados dos mesmos sentidos, comunicam entre si por diferentes processos, que são outros tantos elementos de certeza. Esses diferentes modos de observação e verificação utilizáveis no habitat humano, nós o quereríamos tornar extensivos ao domínio do invisível, e exigimos de seus habitantes manifestações assaz probatórias, de uma precisão igual às que asseguram nossa convicção na ordem física. Ora, eis aí uma coisa quase irrealizável. O habitante do plano invisível tem que vencer muitos obstáculos para se comunicar. Os meios de que dispõe para nos esclarecer e persuadir são restritos. Ele não se pode manifestar sem médium, e o médium, inconscientemente, introduz quase sempre uma parte de si mesmo, de sua mentalidade, nas manifestações. O Espírito que quer exprimir seu pensamento, serve'sé de órgãos estranhos, experimenta grande embaço.
É semelhante a uma pessoa que conversasse conosco numa situação muito incômoda que a privasse do uso de suas faculdades. É preciso conduzir'se discretamente a seu respeito, formular perguntas claras, mostrar paciência, benevolência, a fim de obter satisfatórios resultados. "Meus caros amigos ' dizia George Pelham a Hodeson e Hart (233) ' não me considereis com ânimo de críticos. Esforçar'nos por transmitir'vos nossos pensamentos, mediante o organismo de qualquer médium, é como se tentasse subir pelo tronco de uma árvore oca." Robert Hyslop o repete a seu filho (234) : "Todas as coisas se me apresentam com tanta clareza, e quando venho aqui para exprimir'tas, James, não posso!" O que diziam os Espíritos da Sra. Piper, afirmava'o o Guia do nosso grupo nestes termos: "No Espaço, tudo é para nós amplo, desembaraçado, fácil. Quando baixamos à Terra tudo se restringe, se amesquinha." Outra objeção é esta: na maior parte dos casos de identidade assinalados, os fatos e as provas, por meio dos quais se conseguiu determinar com certeza a personalidade dos manifestantes, são de natureza comum, às vezes mesmo trivial.
Ora, a experiência tem demonstrado que é quase sempre impossível proceder de outro modo. As particularidades, consideradas frívolas e vulgares, parece constituírem precisamente os meios mais seguros para se firmar juízo acerca dos autores dos fenômenos. Com um fim de comparação e de crítica, o professor Hyslop fez estabelecer uma linha telegráfica entre dois dos edifícios da Universidade de Colúmbia, distantes de 500 pés, e postou nas extremidades dois telegrafistas profissionais, por cujo intermédio deviam interlocutores desconhecidos comunicar entre si e estabelecer sua identidade. Nessas condições, que se aproximam das da mediunidade ' valendo aí a distância pela diferença de plano ', o professor pôde reconhecer quanto era difícil determinar a identificação de modo probatório. O resultado não era alcançado na maioria das vezes senão mediante as mais vulgares indicações e narrativas sem importância. Os processos empregados pelos comunicantes, constatou o professor, eram absolutamente os mesmos que os adotados pelos Espíritos no caso da Sra. Piper. A propósito das dificuldades encontradas pelos operadores, o Sr. Hyslop assim se exprime (235)
"Enquanto acompanhava essas experiências, chamou'me a atenção este fato, que se observa igualmente quando apenas dispomos de tempo limitado para comunicar telefonicamente: toda a atenção do comunicante está concentrada no desejo de escolher incidentes bem característicos para a identificação por um amigo particular. E como, para escolher, se vê urgido pelo tempo, em seu espírito se trava um conflito interessante e se produz uma confusão que toda gente pode por si mesma apreciar, desde que se aplique a fazer uma escolha de incidentes com esse fim. Podemos figurar'nos de igual modo à situação de um Espírito desencarnado que dispõe de alguns minutos para dar sua comunicação, e que luta provavelmente com enormes dificuldades de que não podemos fazer idéia." O professor Hyslop é um observador metódico e solerte. Cumpre, entretanto, assinalar que ele só estudou até agora um caso insulado ' o da Sra. Piper. Uma experimentação de trinta anos tem demonstrado que, apesar das dificuldades inerentes a todo gênero de comunicação espírita, as provas de identidade são muito mais abundantes do que geralmente se acredita.
Em certas reuniões privadas, são diariamente fornecidas provas da sobrevivência dos que nos foram caros; essas provas, porém, são quase sempre guardadas cuidadosamente, porque se referem à vida intima dos experimentadores. Entre estes muitos receiam as criticas mordazes e não querem expor às vistas de indiferentes, de cépticos motejadores, os mais sagrados sentimentos, os segredos mais íntimos de seu coração. Muitas vezes Espíritos desconhecidos dos assistentes vêm dar comunicações dirigidas a seus parentes ainda vivos, comunicações que contêm, não raro, característicos originais, provas irrefutáveis. Essas manifestações, todavia, permanecem ignoradas em sua maior parte. Receiam'se os sarcasmos de sábios superficiais e as prevenções do vulgo, sempre pronto a rejeitar fatos que ultrapassam a órbita dos conhecimentos usuais. Daí resulta que as mais peremptórias manifestações raramente chegam ao conhecimento do público. No mesmo sentido se nota extrema circunspeção e grande reserva da parte dos Espíritos nas reuniões franqueadas a todos. É principalmente na intimidade da família e de alguns amigos que se reúnem os melhores elementos para obter boas provas.
Facilitada pela afeição e harmonia dos pensamentos, a confiança recíproca se estabelece, e com ela a sinceridade e a sem'cerimônia. O Espírito encontra um conjunto de condições fluídicas que asseguram à transmissão de seu pensamento toda a clareza e precisão necessárias para levar a convicção ao ânimo dos assistentes. Os Espíritos adiantados não se prestam de bom grado às nossas exigências. Suas comunicações têm sempre um caráter moral e impessoal; seu pensamento paira demasiado alto, acima das esferas da individualidade, para que lhes não seja penoso ai baixar. Em sua maioria, tiveram eles na Terra existências de sacrifícios, suportaram vidas dolorosas ' condições de sua própria elevação; ' não gostam, quando a si mesmo aludem, de ornar'se com seus títulos de merecimento. Para convencer os cépticos, lançam mão de outros recursos; preferem introduzir em nossas sessões Espíritos mais atrasados, individualidades que na Terra conhecemos e que, por sua originalidade, seu modo de falar, de gesticular, de pensar, nos fornecerão provas satisfatórias. Assim procediam aos Guias do nosso grupo.
Sob sua direção, Espíritos assaz vulgares, mas animados de boas intenções ' uma vendedora de legumes, um ferreiro de aldeia, uma velhota tagarela ' e outros ainda, falecidos parentes de membros do grupo, se manifestavam, no transe, por sinais característicos e inimitáveis. Sua identidade se estabelecia por considerável variedade de pormenores, de incidentes domésticos; mas, se eram de indubitável interesse para os que os haviam conhecido, seriam considerados fastidiosos por outros e assim não conviria serem trazidos a público. A multiplicidade e repetição cotidiana dos pequeninos fatos de que se compõe uma existência, ainda que impossíveis de reproduzir e analisar, terminam por impressionar os mais refratários e triunfar das mais tenazes dúvidas. Todos os dias, em muitos grupos se obtém a revelação de nomes, datas, fatos desconhecidos e mais tarde comprovados; mas não podem ser divulgados, porque interessam pessoas ainda vivas, que não autorizam a sua publicação. Ou são ainda revelações científicas que se obtêm, como as que relata Aksakof, no caso do Sr. Barkas, de Newcastle (236), revelações muito acima da capacidade do sensitivo.
Outras vezes são fenômenos de escrita, como os que assinalou o mesmo autor (237), e assinaturas autênticas de personalidades que o médium jamais vira, como, por exemplo, as do cura Burnier e do síndico Chaumontet, falecidos havia meio século, obtidas por Helena Smith, de Genebra (238). O professor Flournoy as atribui a um despertar da subconsciência do sensitivo; é essa, como vimos, uma teoria "ad hoc", muito cômoda para explicar o que se não compreende, ou não se quer compreender. Em "Spirit Identity", Stainton Moses relata notáveis fatos de identidade, obtidos pela mediunidade escrevente e baseados em testemunhos oficiais. Declara'o possuir uns cem casos desse gênero, e muitos experimentadores poderiam dizer outro tanto. (239) Entre esses numerosos fenômenos, pode'se recordar o caso citado pelo "Light", de 27 de maio de 1899, e devido à mediunidade de Mrs. Bessie Russell'Davies, de Londres:
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.