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Capítulo 14 de 52

Primeira Parte — parte 10 de 12

No Invisível · Léon Denis

Podemos, em resumo, dizer que o principal motivo dos erros e insucessos, em matéria de psiquismo experimental, é a falta de preparação. Os povos do Ocidente abordam aí um novo domínio, ignorado ou esquecido, e que não é isento de perigos para eles; só excepcionalmente o fazem munidos desse elevado sentimento, dessa luz interior, desse sentido penetrante da alma que os grandes iniciados possuíram e são os únicos que nos podem preservar dos embustes e ciladas do invisível. A primeira das condições, por conseguinte, é aparelhar'vos moral e mentalmente. Não provoqueis os fatos antes de vos haverdes tornado aptos para os compreender e dominar, mediante demorado e paciente estudo das obras fundamentais, a reflexão, o desenvolvimento da vontade e o exercício de um raciocínio claro e firme. Se não preencheis essas condições, mais prudente seria vos absterdes, a menos que vos consagreis a essas experiências sob a direção de um homem esclarecido e orientado, a quem auxiliareis com a vossa boa'vontade e deixareis o cuidado de vos guiar. Os processos de investigação usados no mundo físico não se podem adaptar ao plano psíquico.

Neste são os pensamentos que entram em ação. Os pensamentos são forças. São eles que lapidam e lentamente modelam o nosso ser interior; influem mesmo em nossa forma exterior, a ponto de ser fácil distinguir, pelos traços e expressão da fisionomia, o sábio do homem vicioso. Esses efeitos do pensamento não são, porém, circunscritos aos limites do nosso ser material: estendem'se em torno de nós e formam uma atmosfera que serve de laço entre nós e os seres de pensamentos similares. Nisso reside o segredo da inspiração, da fecundação do espírito pelo espírito. Dessa lei resulta um fato: aquele que, por meio de evocações, de reclamos, entra em relação com o mundo invisível, atrai seres em afinidade com o seu próprio estado mental.

O mundo dos Espíritos fervilha de entidades benfazejas e maléficas, e, se não soubermos purificar'nos, orientar os nossos pensamentos e forças no sentido da vida superior, poderemos tornar'nos vítimas das potências malfazejas que em torno de nós se agitam, e têm, em certos casos, conduzido o indivíduo imprudente ao erro, à obcecação, a obsessões vizinhas da loucura. Mas, se sabeis dominar os sentidos, elevar a alma acima das curiosidades vãs e das preocupações materiais, fazer do Espiritismo um meio de educação e de disciplina moral, entrareis no domínio do verdadeiro conhecimento; influências regeneradoras baixarão sobre vós; uma luz suave e penetrante vos iluminará o caminho, vos preservará das quedas, dos desfalecimentos e de qualquer perigo.

X ' Formação e direção dos Grupos PRIMEIRAS EXPERIÉNCIAS

A constituição dos grupos ' dissemos ' comporta regras e condições cuja observância influi consideravelmente no resultado a alcançar. Conforme o seu estado psíquico, os assistentes favorecem ou embaraçam a ação dos Espíritos. Enquanto uns, só com sua presença facilitam as manifestações, outros lhes opõem um quase insuperável obstáculo. É, conseguintemente, necessário proceder a uma certa escolha, sobretudo no começo das experiências. Essa escolha não pode ser ditada, sancionada, senão pelos resultados obtidos, ou ainda pelas indicações de um Espírito'guia. Quando, ao fim de certo número de sessões, nenhum efeito satisfatório se produziu, pode'se adotar o processo de eliminação e substituição, até que a assistência pareça composta de modo a fornecer aos invisíveis os meios fluídicos necessários a sua ação. Assim, também, a direção do grupo deve ser confiada a uma pessoa excelentemente dotada, no ponto de vista das atrações psíquicas, digna, além disso, de simpatia e confiança.

Há, nessa ordem de estudos, um conjunto de regras a observar, e precauções a adotar que desanimam os investigadores. Cumpre entretanto advertir que essas exigências se apresentam em toda experiência delicada, em todo estudo psicológico e, mesmo, na aplicação cotidiana de nossas próprias faculdades. Não experimentamos, agradável ou desagradavelmente, a influência dos nossos semelhantes? Em presença de uns, sentimo'nos como animados, atraídos, inspirados. O nosso pensamento ganha surto; a palavra se torna mais fácil, mais vivas se tornam e mais coloridas às imagens. Outros nos tolhem e paralisam. Não é de admirar que os Espíritos, em suas tão complexas manifestações, encontrem, num grau mais elevado, as mesmas dificuldades, e que nas experiências seja preciso tomar em rigorosa consideração o estado de espírito e vontade dos assistentes. Com o tempo, quando estiver o grupo solidamente constituído e forem os seus trabalhos coroados de êxito, será então possível abrir mão do rigor dos primeiros dias e admitir novos membros numa limitada proporção. É das mais delicadas a tarefa de dirigir um grupo.

Exige qualidades raras, extensos conhecimentos e sobretudo longa prática do mundo invisível. Nenhum grupo, sem ser submetido a uma certa disciplina, pode funcionar. Esta se impõe não somente aos experimentadores, como também aos Espíritos. O diretor do grupo deve ser um homem de dupla enfibratura, assistido por um Espírito'gula que estabelecerá a ordem no meio oculto, como ele próprio a manterá no meio terrestre e humano. Essas duas direções devem mutuamente completar'se, inspirar'se num pensamento igualmente elevado, unir'se na persecução de um objetivo comum. Nos casos de ausência dessa proteção oculta, a missão do diretor do grupo ainda se torna mais difícil. Exige da sua parte a máxima experiência necessária para discernir a natureza dos Espíritos que intervêm, desmascarar os impostores, moralizar os atrasados, opor uma vontade firme aos Espíritos levianos e perturbadores e emitir esclarecida apreciação sobre as comunicações obtidas. Os próprios membros do grupo não lhe devem merecer menos cuidado.

Sofrear as exigências e as opiniões demasiado pessoais de uns, a possível rivalidade de outros, principalmente dos médiuns que atraem os maus elementos do Além e imprimem aos fenômenos estranhas e desordenadas modalidades ' eis a tarefa do presidente, como se vê, das mais delicadas. No grupo, que por muito tempo dirigimos, a assistência eficaz dos invisíveis se fez sentir desde o começo, e poucas dificuldades desse gênero encontramos. Por impulso dos nossos corações e pensamentos, esforçávamo'nos por nos colocar em uníssono com os nossos guias, e graças aos nossos esforços, e com o seu auxílio, havíamos chegado a criar em torno de nós, pelas irradiações mentais, uma atmosfera de paz e de serenidade que imprimia às manifestações, em sua maioria, um caráter de elevação moral, de sinceridade e de franqueza que impressionava os assistentes e afugentava os Espíritos embusteiros. Mais tarde, em conseqüência da introdução em nosso grupo de um experimentador entusiasta de fatos materiais, e assistido por um cortejo de Espíritos inferiores, fenômenos vulgares vieram acrescentar'se às elevadas manifestações.

Espíritos levianos, propensos às trivialidades, se imiscuíram entre nós, e foi preciso toda a energia de nossas vontades reunidas para reagir contra as más influências invasoras. Antes, porém, desse período de perturbação, graças à nossa persistência e união, as manifestações tinham gradualmente adquirido um cunho de limpidez e de grandeza que nos cativara; as provas se multiplicavam, fortalecendo as nossas convicções, tornando'as definitivas. Predições de natureza íntima se haviam realizado. Conselhos, instruções, dissertações científicas e filosóficas, constituindo matéria para alguns volumes, foram obtidos. Conseguimos atrair e conservar em nossas sessões homens de valor pertencentes a todas as esferas, partilhando todas as opiniões: materialistas, indiferentes, crentes religiosos e até padres, a cujo espírito liberal e pesquisador não repugnavam as nossa investigações.

Muitas tentativas se tornam infrutíferas, grande número de grupos não têm mais que uma existência efêmera, em conseqüência da falta de paciência, de dedicação e coesão. Procura'se com avidez obter os fenômenos transcendentes; desde que, porém, para os obter se fica sabendo que é preciso submeter'se a uma disciplina gradual de muitos meses, de muitos anos, reunir'se em dia fixo, todas as semanas pelo menos, e não desanimar com os repetidos insucessos, muitos hesitam e recuam. É preciso, pois, nos grupos em formação só admitir membros absolutamente resolvidos a perseverar, não obstante a lentidão e os obstáculos. Só com o tempo e mediante esforços reiterados é que o organismo dos médiuns e dos experimentadores pode sofrer as profundas modificações que permitem exteriorizar as forças Indispensáveis à produção dos fenômenos. Se é conveniente escolher com cuidado os colaboradores, é preciso, entretanto, não levar as coisas ao extremo, nem ser demasiado exclusivista. Com o auxilio do Alto e a assistência dos Espírito'guia, as discordâncias que reinam ao começo em alguns círculos podem'se atenuar e ceder lugar à homogeneidade. É o que nos dizem as entidades do Espaço:

"Estais em contacto cotidiano com muitíssimas pessoas que agem fatalmente sobre vós como sobre elas agis por vossa vez. Essas ações e reações são necessárias, porque sem elas não se poderia realizar o progresso. Crede em nossa constante assistência, em nossa afetuosa presença ao pé de vós. É em nosso amor que haurimos a força para nos conservar perto dos que nos amam, como seus guias, seus dedicados protetores. Imitai'nos. Bani todo pensamento malévolo ou invejoso. Aprendei a sacrificar'vos, a viver e trabalhar em comum. Não vos poupeis, isto é: não temais as perturbações que podem resultar de certas relações com vossos semelhantes. Elas vos acarretam, sem dúvida, uma diminuição de gozos; mas essas relações constituem a lei da Humanidade. Não deveis viver como egoístas, mas fazer participarem os outros dos vossos próprios bens." (Comunicação mediúnica. )

Estas instruções indicam, no que se refere à freqüência às sessões, a nossa linha de conduta. A similitude de aspirações, as afinidades que entre os homens criam as condições sociais e a cultura de espírito hão de necessariamente influir, numa certa medida, sobre a constituição dos grupos. Mas, por altamente colocado que esteja na escala social, não deve o adepto desdenhar as reuniões populares, nem incomodar'se com a falta de instrução ou de educação dos que as compõem. Os intelectuais provarão sua superioridade associando'se aos trabalhos dos grupos operários, esforçando'se em pôr ao alcance de seus irmãos menos favorecidos seus conhecimentos e apreciações. É sobretudo nas associações espíritas que a fusão das classes se deve efetuar. O Espiritismo no'lo demonstra: as nossas vantagens sociais são transitórias; o progresso e a educação do Espírito o induzem a nascer e renascer sucessivamente nas mais diversas condições de vida, a fim de adquirir os méritos inerentes a esses meios.

Ele põe em relevo, com um poder de lógica não alcançado por nenhuma outra doutrina, a fraternidade e a solidariedade das almas, conseqüentes de sua origem e de seus destinos comuns. A verdadeira superioridade consiste nas qualidades adquiridas e se traduz principalmente por um sentimento profundo dos nossos deveres para com os humildes e os deserdados deste mundo. Do princípio, entretanto, à aplicação vai sensível distância. Se os progressos da idéia espírita são menos acentuados na França que em certos países estrangeiros, é sobretudo à indiferença, à apatia dos espíritos descuidosos que esse estado de coisas se deve atribuir. Unicamente um reduzido número parece preocupar'se com as responsabilidades contraídas. Força é reconhecer: são os grupos operários que mais facilmente se organizam e mais subsistem. Seus membros sabem encarnar em si as próprias crenças; compreendem' se, auxiliam'se mutuamente por meio de caixas de socorros, com sacrifício alimentadas soldo a soldo (52) e destinadas a socorrer os que entre eles são visitados pela provação. Alguns desses grupos funcionam há dez e vinte anos.

Todos os domingos, à hora fixa, se reúnem os seus membros para ouvir as instruções dos Espíritos. Sua assiduidade é notável e neles a prática do Espiritismo produz sensíveis resultados. Aí encontram eles um derivativo à sua vida de miséria e de trabalho, doces consolações e ensinamentos. A descrição, feita pelos desencarnados, das sensações que experimentam, da situação em que se encontram depois da morte, as conseqüências dos maus hábitos contraídos durante a vida terrestre, tudo o que esses colóquios põem em evidência os impressiona, comove e influi poderosamente em seu caráter e em seus atos. Formam pouco a pouco opinião sobre as coisas do Além; uma exata noção do objetivo da vida se lhes oferece e lhes torna a resignação mais fácil, mais agradável o dever.

Já não são as eruditas exortações de um pregador, as especulações de um professor de Filosofia ou os ensinos rígidos de um livro: é o exemplo vivo, dramático, as vezes terrível, que lhes dão os que eles conheceram, com os quais conviveram e que colhem no Além os frutos de uma vida interna; são as vozes de além'túmulo que se fazem ouvir, em sua rude e simples eloqüência, o apelo vibrante, espontâneo do sofrimento moral, a expressão de angústia do Espírito culpado que vê sempre se dissiparem as quimeras terrestres, se patentearem os seus erros e atos vergonhosos, e que sente o remorso, como chumbo derretido, penetrar'lhe os recessos da consciência, sutilizada pelo desprendimento de toda a matéria corporal.

No dia em que essas práticas se tiverem generalizado, e em todas as regiões do Globo a comunicação dos vivos com os mortos der ao homem o antecipado conhecimento do destino e de suas leis, novo princípio de educação e regeneração terá surgido, e com ele um incomparável instrumento de reação contra os mórbidos efeitos produzidos sobre as massas pelo materialismo e a superstição.

Constituído o grupo e composto de quatro a oito pessoas dos dois sexos, por que experiências se deverá começar? Se nenhuma mediunidade se tiver ainda revelado, será bom começar pela mesa. É o meio mais simples, mais rudimentar; por isso mesmo está ao alcance do maior número. Colocados alternadamente homens e senhoras em torno de uma mesa leve, com as mãos espalmadas sobre a madeira pura, os assistentes dirigirão um apelo aos seus amigos do Espaço, depois ficarão à espera, em silêncio, com o desejo de obter alguma coisa, mas sem pressão dos dedos, sem tensão de espírito. E inútil prolongar as tentativas por mais de meia hora. Quase sempre, desde a primeira sessão, sentem'se impressões fluídicas; das mãos dos experimentadores se desprendem correntes, que revelam, por sua intensidade, o grau de aptidão de cada um deles; fazem'se ouvir crepitações no móvel, que acaba por oscilar, agitar'se, e em seguida se destaca do solo e fica suspenso, apoiado sobre um dos pés. Convém desde logo combinar um certo número de sinais.

Pede' se à força'inteligência que se manifeste batendo, ou com os pés ou no interior da mesa, um número de pancadas correspondente ao das letras do alfabeto. Por esse modo podem ser compostas palavras; um diálogo se estabelecerá entre o chefe do grupo e a Inteligência invisível. Pode'se abreviar e simplificar o processo por meio de sinais convencionais; por exemplo: uma pancada para a afirmativa, duas para a negativa. Esse modo de comunicação, lento e fastidioso a princípio, virá com a prática a tornar'se bastante rápido. Quando se conhecer quais são os médiuns, bastará colocá'los no centro do grupo, em torno de um velador, a fim de acelerar os movimentos e facilitar as comunicações, fazendo circulo os outros membros ao redor deles. Tendo'se o prévio cuidado de colocar à mão algumas folhas de papel e lápis, as perguntas e respostas serão fielmente transcritas. Desde que se tiver a Inteligência revelado mediante respostas precisas, sensatas, características, poder'se'á consultá'la sobre a constituição do grupo, as aptidões mediúnicas dos assistentes, o rumo a imprimir aos trabalhos.

Deve'se, todavia, estar de prevenção contra os Espíritos levianos e fúteis que afluem em torno de nós e não trepidam em tomar nomes célebres para nos mistificar. Pode'se experimentar simultaneamente por meio da mesa e da escrita. Os fenômenos desta ordem conduzem geralmente a outras manifestações mais elevadas, ao transe ou sono magnético, por exemplo, e à incorporação. Será conveniente, ao começo, consagrar sucessivamente a esse exercício metade de cada sessão. Quase sempre cada um dos assistentes tem ao pé de si Espíritos desejosos de se comunicarem e transmitirem afetuoso ditado aos que deixaram na Terra. Em todas as sessões do nosso grupo os médiuns videntes descreviam esses Espíritos, e à vista de certas particularidades de costumes, de certos sinais característicos, a pessoa assistida reconhecia um parente, um amigo falecido, personalidades que, muitas vezes, os médiuns não haviam conhecido. O modo de proceder, quanto à escrita automática, é muito simples. O experimentador, munido de um lápis cuja ponta se apóia ligeiramente no papel, evoca mentalmente algum dos seus, e espera.

Ao fim de certo lapso de tempo, extremamente variável, conforme os casos e as pessoas, sente na mão, ou no braço, uma agitação febril, que se vai acentuando; depois, um impulso estranho o faz rabiscar sinais informes, linhas, garatujas. É preciso obedecer a esse impulso e submeter'se com paciência a exercícios de estranho feitio, necessários, porém, para tornar flexível o organismo e regularizar a emissão fluídica. Pouco a pouco, ao cabo de algumas sessões, aparecerão letras no meio dos sinais incoerentes, depois virão palavras e frases. O médium obterá ditados, ao começo breves, resumidos em algumas linhas, mas que se tornarão cada vez mais longos,. à medida que a sua faculdade se desenvolver. Virão por último instruções mais positivas e extensas.

Durante o período dos exercícios o médium poderá trabalhar fora das reuniões, a hora fixa em cada dia, a fim de ativar o desenvolvimento de sua faculdade; logo que, porém, for terminado esse período, desde que as manifestações revestirem caráter intelectual, deverá evitar o insulamento, não trabalhar mais senão em sessão e submeter as produções recebidas ao exame do presidente e dos guias do grupo. Há vários processos para facilitar a comunicação alfabética. Traçam'se as letras em um quadrante, sobre cuja superfície gira um triângulo móvel. Basta o contacto dos dedos de um médium para transmitir a esse leve aparelho a força fluídica necessária. Sob essa influência o triângulo se desloca rapidamente e vai designar as letras escolhidas pelo Espírito. Em certos grupos, as letras são indicadas por meio de pancadas no interior da mesa. Outros se servem, com resultado, da cestinha de escrever ou prancha americana. Os sistemas são numerosos e variados. Pode'se ensaiá'los até que se tenha encontrado aquele que melhor se adapta aos elementos fluídicos e ao gosto dos experimentadores.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.