[user_registration_my_account]
Capítulo 23 de 52
Segunda Parte — parte 7 de 9
No Invisível · Léon Denis
A história do moderno Espiritualismo começou por um caso de natureza mal'assombrada. As manifestações da casa de Hydesville, assim visitada, em 1848, e as tribulações da família Fox, que nela residia, são bem conhecidas. Recordá'las'emos apenas em um breve resumo. Todas as noites, uma Inteligência invisível acusava estar presente por meio de ruídos violentos e contínuos, abrindo e fechando as portas, arrastando os móveis, arrebatando as roupas das camas. Mãos frias e rudes agarravam as Srtas. Fox, e o soalho oscilava sob uma ação desconhecida. Mediante pancadas nas paredes ' sendo cada letra do alfabeto designada por um número correspondente de pancadas ', essa Inteligência afirmava ter vivido na Terra.
Soletrava seu nome, Carlos Rosna, indicava sua profissão de mascate e entrava em muitas particularidades acerca do seu fim trágico, particularidades ignoradas de todos, e cuja exatidão foi reconhecida pela descoberta de ossadas humanas na adega, precisamente no lugar indicado pelo Espírito como o do enterramento do seu cadáver, após o assassínio. (111) Essas ossadas achavam'se misturadas com resíduos de carvão e cal, que demonstravam a evidente intenção de fazer desaparecer todo vestígio desse misterioso acontecimento. Afluíram os curiosos; a casa tornou'se insuficiente para conter a multidão, vinda de todas as partes. Ocasião houve em que se reuniram quinhentas pessoas para ouvirem os ruídos. Foi por essa manifestação, tão nova e tão estranha para aqueles que a testemunharam, numa humilde casa de uma pobre vila do Estado de Nova Iorque, em presença de pessoas da mais modesta condição, que o segredo da morte foi divulgado por um ser invisível, no silêncio da noite.
Pela primeira vez, nos tempos modernos, um pouco de claridade penetrou por sob a porta que separa o mundo dos vivos do mundo dos desencarnados. (112) Por sua natureza espontânea, inesperada, pelas comovedoras circunstâncias que a; rodeiam, essa manifestação escapa a todas as explicações e teorias que se tem procurado opor ao Espiritismo. A sugestão, do mesmo modo que a alucinação e o inconsciente, é impotente para explicá'la. A família Fox era de uma honorabilidade a toda prova, ligada à Igreja Episcopal Metodista, cujos ofícios freqüentava com regularidade. Educados na mais estrita rotina religiosa, todos os seus membros ignoravam a possibilidade de tais fatos, a cujo respeito se achavam absolutamente desprevenidos. Longe de obterem de tais manifestações a mínima vantagem, estas foram para eles a causa de desgostos e de perseguições sem conta. Com elas perderam a saúde e o sossego. Sua reputação e seus recursos ficaram destruídos.
Apesar de todos os esforços que empregaram para os evitar, e de uma 'partida precipitada e mudança de residência, os fenômenos os perseguiram sem tréguas, sendo tudo inútil para escaparem à ação dos Espíritos. A reiteradas injunções dos invisíveis, não houve remédio senão tornar públicas as manifestações, afrontar o palco do Corinthian'Hall, em Rochester, suportar os humilhantes rigores de multas comissões de exame e os insultos de um público hostil, para provar a possibilidade das relações entre os dois mundos, visível e invisível. Voltemos à casa mal'assombrada de Hydesville. Carlos Rosna não era o único a aí se manifestar. Um grande número de Espíritos de todas as condições, parentes ou amigos das pessoas presentes, intervinham, respondendo por pancadas às perguntas feitas, soletrando seus nomes próprios, fornecendo indicações exatas e inesperadas de sua identidade, dando explicações sobre os fenômenos produzidos e o modo de os obter, explicações que tiveram como resultado a formação dos primeiros círculos ou grupos, nos quais os fatos foram estudados e provocados com o auxílio de mesinhas, pranchetas e outros objetos materiais.
Os Espíritos precursores declaravam não agir por sua iniciativa. Essas manifestações, diziam eles, eram o resultado da vontade e da direção dos Espíritos mais elevados, filósofos e sábios, executores, por sua vez, de ordens vindas de mais alto e tendo por objetivo uma vasta e importante revelação que se devia estender ao mundo inteiro. Com efeito, a intervenção desses Espíritos e, entre outros, do Dr. Benjamim Franklin, foi repetidas vezes comprovada. Mais tarde, nas sessões de aparição de Estela Livermore, em Nova Iorque, esse mesmo Benjamim Franklin se tornou visível e foi reconhecido por várias pessoas. Dentro em pouco as manifestações se multiplicam e propagam. De cidade em cidade, de Estado em Estado, invadem todo o norte da América. O poder mediúnico se revela num grande número de pessoas e até no seio de famílias ricas, influentes, ao abrigo de toda suspeita de fraude. Houve, sem dúvida, ao começo muita incerteza e confusão.
Nem sempre os atores invisíveis eram sérios: Espíritos levianos e atrasados se imiscuíam nas sessões, ditando comunicações pueris, absurdas, e permitindo'se toda sorte de divagações e excentricidades; mas também se obtinham fatos importantes, ditados de real merecimento, como o atestam o reverendo Jervis, ministro metodista de Rochester, o Dr. Langworth, o reverendo Ch. Hannon (113), etc. Todos esses fatos tiveram sua utilidade, no sentido de ensinarem a conhecer os diferentes aspectos do mundo invisível. Graças aos erros e decepções, pôde ser adquirida a experiência das coisas ocultas, e pouco a pouco se fez luz sobre as condições da vida no além'túmulo. O movimento se tornou permanente e simultâneo. Pode'se dizer que o Espiritismo não partiu de um ponto fixo; brotou espontaneamente de todos os Estados da União, independente da iniciativa humana, e prosseguiu sua rota, apesar dos obstáculos de toda ordem acumulados pela ignorância e pelos malévolos preconceitos.
Desde seu aparecimento, sublevou contra si todos os poderes constituídos, todas as influências, todas as autoridades deste mundo, e por único sustentáculo teve alguns humildes servidores da Verdade, pessoas na maior parte obscuras, mas que uma legião invisível fortalecia e amparava. Nada mais tocante que as exortações e conselhos prodigalizados às irmãs Fox por seus Espíritos protetores, conselhos sem os quais, mocinhas tímidas e assustadiças, jamais teriam ousado arrostar, com risco da própria vida, um público ameaçador, nem suportar as cenas tumultuosas do Corinthian'Hall. As injúrias, as calúnias, todos os excessos de uma imprensa em delírio tiveram sobretudo como resultado atrair a atenção pública para esses fenômenos estranhos e demonstrar aos observadores sérios que aí intervinham causas independentes da vontade do homem. Delineado por mãos poderosas e impalpáveis, desdobrava' se um plano, cuja realização nada poderia embaraçar.
Ao movimento espiritualista não tardaram em aderir homens eminentes pelo saber, pelo caráter e pela posição social. O reverendo Brittain, o Dr. Hallock, o reverendo Griswold, os professores Robert Hare e Mapes, o grande juiz Edmonds, o senador Tallmadge, o diplomata R. Dale Owen, etc., estudaram atenta e demoradamente os fenômenos e afirmaram publicamente a intervenção dos Espíritos. Enumerar aqui suas experiências, citar seus depoimentos, seria exorbitar do plano deste estudo. Sua exposição se encontra na notável obra da Sra. Ema Hardinge, da qual apenas destacaremos algumas atestações acerca de fenômenos físicos extraordinários. O senador Tallmadge, ex'governador do Wisconsin, descreve um caso de levitação de que foi objeto, em Washington (114)
"A mesa tinha quatro pés; era uma grande mesa para chá. Sentei'me ao centro. As três senhoras colocaram as mãos em cima, aumentando assim o peso de 200 libras que nela já existia. Ao começo, dois pés se elevaram do solo, depois outros dois se puseram ao nível dos primeiros, e a mesa ficou completamente suspensa no ar, a seis polegadas de altura. Tendo'me sentado em cima, senti um movimento brando, como se ela flutuasse. A mesa ficou alguns instantes suspensa, e tornou a descer docemente."
Veremos, dentro em breve, fatos semelhantes se produzirem em diferentes pontos da Europa, em particular nas sessões da médium napolitana Eusápia Paladino. Em rigor se poderia explicá'los pela ação de forças fluídicas emanadas dos assistentes, posto que pareça bem pouco provável que forças humanas exteriorizadas sejam, só por si, suficientes para por em movimento objetos tão pesados. Aqui estão, porém, outros fatos que denotam a intervenção de Inteligências invisíveis. É sempre o senador Tallmadge quem fala:
"O fenômeno seguinte se produziu numa outra sessão com as senhoritas Fox. Estávamos presentes, os generais Hamilton e Waddy Thompson e eu. Recomendaram'nos que colocássemos a Bíblia, fechada, em uma gaveta sob a mesa. Era uma pequena Bíblia de algibeira, impressa em caracteres minúsculos. Durante algum tempo numerosos raps (pancadas vibradas) tamborilaram uma marcha que havíamos pedido. Foram depois se enfraquecendo como passos que se afastam, e cessaram inteiramente; e outros raps, dado o sinal do alfabeto, soletraram esta única palavra: "Olhai". Tomei o livro com precaução, porque estava aberto. Soletraram: "Lede", indicando os números dos versículos que desejavam que eu lesse. Durante essa leitura, pancadas violentas acentuaram com uma força estranha os sentimentos traduzidos. O livro estava aberto no evangelho de S. João, cap. III; os versículos a ler eram os seguintes:
"8. O espírito sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde ele vem nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. 11. Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e que damos testemunho do que vimos; e vós, com tudo isso, não recebeis o nosso testemunho. 19. E a causa desta condenação é: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque eram más as suas obras. 34. Porque aquele que Deus enviou fala palavras de Deus; porque não lhe dá Deus o espírito por medida." Depois disso, mandaram'me colocar diversas folhas de papel para carta, com um lápis, na gaveta sob a mesa. Daí a pouco ouvimos o ruído do lápis no papel, e bateram. Olhei debaixo da mesa; as folhas que eu aí havia colocado estavam em desordem, e na folha de cima estava escrito:
"I'm with you still (estou ainda convosco) ' John C. Calhoun."
Mostrei essa frase ao general Hamilton, antigo governador da Carolina do Sul, ao general Waddy Thompson, antigo ministro do México, ao general Robert Campbell, de Havana, assim como a outros amigos íntimos do Senhor Calhoun. Mostrei'a também a um de seus filhos, e todos afirmavam que era um fac'símile perfeito da escrita de John Calhoun. O general Hamilton e a generala Macomb, que possuem muitas cartas particulares de Calhoun, indicaram como particularmente significativo o hábito constante que ele tinha de abreviar I am em Fm; de sorte que essa frase "I'm with you still", breve como é, caracteriza perfeitamente o seu estilo e o seu modo peculiar de dizer." Na mesma ordem de fatos, citemos ainda o testemunho de Charles Cathcart, antigo membro do Congresso, homem instruído e influente, e que ocupa em Indiana uma elevada posição social (115)
"Constituído o circulo, reconheci que o médium mais poderoso era meu filho Henry, criança de 7 anos apenas. A família não tivera ainda tempo de habituar'se a essa mediunidade, e inesperadas demonstrações se produziram. O pequeno Henry era balouçado no quarto como uma pena. Suspenso pelos Espíritos, era transportado até ao teto, às cornijas das janelas, aos recantos mais elevados dos aposentos, fora, do alcance das mãos humanas. As vezes, ficava o menino em transe mediúnico, e nesse estado dizia coisas admiráveis de sabedoria e de beleza; mas, apesar da confiança que a família depositava nos ternos cuidados e no caráter perfeitamente bom dos Espíritos seus amigos, a mãe não podia ver sem inquietação seu filhinho sob esse poder anormal, e suplicava aos invisíveis que o não sonambulizassem. Eles lhe repetiam constantemente, por intermédio da mesa, que essa influência era benéfica para o menino e lhes permitia a realização de atas muito importantes, como doutro modo o não poderiam fazer; mas como a Sra. Cathcart não se pôde conformar com essa fase de mediunidade, os Espíritos se abstiveram benevolamente de continuar os transes."
O grande juiz Edmonds, presidente da Corte Suprema de Nova Iorque, em seu "Apelo ao público", no qual refuta as malévolas imputações de que fora objeto após as suas investigações espiritualistas, assim resume o problema dos fenômenos e de sua causa (116)
"Vi uma mesa de pinho, de quatro pés, levantada, do soalho, em meio de uma reunião de oito pessoas, derribada desordenadamente aos nossos pés, elevada acima de nossas cabeças, em seguida apoiada no encosto de um sofá em que estávamos sentados. Vi essa mesma mesa levantar'se sobre dois pés com uma inclinação de 450, e assim permanecer, sem que se pudesse fazê'la voltar à sua posição normal. Vi uma mesa de acaju, de um único pé e tendo em cima uma lâmpada acesa, erguida a distância de, pelo menos, um pé acima do soalho, apesar dos nossos esforços em contrário, e agitada como um copo que se tivesse empunhado, conservando'se a lâmpada em seu lugar, mas entrechocando'se os pingentes. Vi essa mesa oscilar com a lâmpada em cima, a qual deveria ter caído, se não fosse amparada por outro meio que não pelo seu próprio peso, e, entretanto, não caiu e nem sequer se moveu.
Vi, muitas vezes, mais de uma pessoa ser puxada com uma força a que lhe era impossível resistir, mesmo em ocasião em que eu juntava os meus esforços aos da pessoa empuxada. O que refiro não é sequer a centésima parte do que presenciei, mas é suficiente para mostrar o caráter do fenômeno. Nessa época, os jornais formularam diferentes explicações para "desmascarar a farsa", como diziam eles. Li'os atentamente, contando receber auxilio em minhas pesquisas, e não pude menos que sorrir da audácia e inanidade dessas explicações. Enquanto, por exemplo, certos professores de Buffalo se jactavam de tudo haverem explicado pelo estalo das articulações dos dedos e dos joelhos, as manifestações consistiam no tilintar de uma campainha, que soava debaixo de uma mesa, e que era depois transportada de um para outro aposento. Ouvi médiuns servirem'se de termos gregos, latinos, espanhóis e franceses, quando sei que não conheciam outra língua além da sua. E é um fato que muitas pessoas podem atestar, esse de terem os médiuns, muitas vezes, falado e escrito em línguas que lhes eram desconhecidas.
Pergunta'se então se, por qualquer misteriosa operação do espírito, tudo isso não é simplesmente um reflexo mental de algum dos assistentes. E a resposta é que se tem recebido comunicação de fatos ignorados e que em seguida são reconhecidos verdadeiros."
O autor cita vários casos e depois acrescenta:
"Muitos pensamentos que me não estavam na mente, ou que eram mesmo contrários às minhas idéias, me foram revelados. Isso me aconteceu várias vezes, a mim como a outras pessoas, como para me convencer de que o nosso próprio espírito não toma parte alguma nessas comunicações. Tudo isso, porém, e muitas outras coisas semelhantes me têm demonstrado que existe nesse fenômeno uma classe de Inteligências elevadas, colocadas fora da Humanidade; porque não há outra hipótese que eu possa imaginar, que explique todos os fatos estabelecidos pelo testemunho de dez mil pessoas, os quais podem ser verificados por quem quer que se dê ao trabalho de procurar. Reconheci que essas Inteligências invisíveis comunicavam conosco de vários modos, sem contar os raps (117), as mesas giratórias, e que, mediante esses outros processos, se obtinham, não raro, comunicações eloqüentes e da mais pura e alta moralidade, entre muitas inconseqüências e contradições."
O fenômeno das casas mal'assombradas é um dos mais conhecidos e freqüentes. Encontramo'lo um pouco por toda a parte. Numerosíssimos são os lugares mal'assombrados, as casas, em cujas paredes e em cujos soalhos e móveis se ouvem ruídos e pancadas. Em certas habitações, os objetos se deslocam sem contacto; caem pedras lançadas do exterior por uma força desconhecida; ouvem'se estrépitos de louça a quebrar'se, gritos, rumores diversos, que incomodam e atemorizam as pessoas impressionáveis. Visitei algumas dessas casas, nelas permaneci derrioradamente e pude quase sempre me certificar da presença de seres invisíveis, com os quais era possível entrar em comunicação, quer pela mesa, quer pela escrita mediúnica. Em tais casos adquiri eu a convicção de que os agentes das manifestações eram as almas das pessoas que haviam habitado esses lugares, almas sofredoras, que procuravam atrair a atenção; na maior parte das vezes, bastam pensamentos compassivos e preces para lhes dar alívio.
Certos Espíritos são levados a esses sítios pela recordação de remotos crimes; outros, por um desejo de vingança; outros, ainda, por seu apego aos bens terrestres. As pesquisas da polícia jamais conseguem descobrir os autores de semelhantes fatos. Mesmo nos arremessos de pedras, nota'se que os projétil são dirigidos por uma Inteligência invisível. No caso da paróquia de Groben (Alemanha), descrito pelo pastor Hennisch (118), no de Munchkof, que foi objeto de uma investigação dirigida pelo professor Arschauer, viam'se pedras descreverem um arco de círculo, depois um ângulo. Em Munchkof, mais de sessenta pessoas viram pedras saírem por uma janela, depois voltarem ao interior, descrevendo uma curva. Esses projétil nunca feriram pessoa alguma: quando atingiam as testemunhas de tais cenas, resvalavam'lhes ao longo do corpo, sem produzir choque. Objetos que se procuravam interpor, a fim de lhes servirem de anteparo, eram arrebatados, por uma força oculta, das mãos dos que os sustinham e recolocados em seu lugar habitual. O mesmo aconteceu na chácara de La Liodière, próximo a Tours. As pedras ai caíam em profusão, sem ferir ninguém.
Parecia provirem de muito longe e eram de uma natureza geológica diferente da do país. Em Izeures (Indre'et'Loire), numa casa habitada pela família do empreiteiro Sr. Saboureau, ouvia'se, durante a noite, um corpo pesado, ::ma massa enorme, descer as escadas, fazendo ranger ao seu peso os degraus e os tabiques. Logo que se fazia luz, restabelecia'se o silêncio. A Srta. Saboureau, que é médium (119), foi várias vezes levantada, com a cadeira em que se achava sentada, e depois atirada ao chão. Estabeleceu'se um diálogo, por meio de pancadas convencionais, com um ser invisível que disse chamar'se Roberto e, por suas familiaridades, velo, com o tempo, a ser considerado amigo da casa. Em "Animismo e Espiritismo" (cap. III, 1), Aksakof refere diversos casos de natureza mal'assombrada. Um deles teve por teatro uma chácara do distrito de Uralsk, no este da Rússia. O proprietário, Sr. Schtchapov, transmitiu ao "Mensageiro do Ural", em 1886, a circunstanciada narrativa das perseguições ocultas a que esteve exposta sua família durante seis meses. Em vão se havia ele dirigido a todas as pessoas esclarecidas de seu conhecimento, algumas das quais se distinguiam por grande erudição:
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.