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Capítulo 28 de 52
Victor Hugo a Molière
No Invisível · Léon Denis
Tu, que de Shakespeare a manopla empunhaste, E que opuseste a Otelo o taciturno Alceste, Astro a resplandecer num dúplice horizonte, Já no Louvre, ou no céu, poeta, arcanjo, ó Molière! Honrosa é para mim tua insigne visita. No espaço prestar'me'ás hospitaleiro auxílio? Seja'me sob a relva a sepultura aberta; Encaro sem temor da eterna sombra a cova, Porque nela, bem sei, se aprisiona o corpo, De asas porém a alma se adorna.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.