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Capítulo 30 de 52

A Sombra do Sepulcro a Victor Hugo — parte 2 de 15

No Invisível · Léon Denis

Nenhum desses fenômenos poderia ser considerado uma alucinação, pois que cada vez a escrita permanece como prova irrecusável da ação dos Espíritos. A mais extensa comunicação recebida em ardósia é a que o Sr. Owen, redator do "Golden Gate", obteve a 24 de dezembro de 1892 com o concurso do médium Evans. Estendia'se ela por catorze ardósias duplas, amarradas e lacradas, que ficaram inteiramente escritas num quarto de hora, e compunha'se de um milhar de palavras. (148) Um outro jornalista, redator do "Light", obteve, pelo mesmo processo, uma mensagem de seu falecido pai, em dez cores diferentes. As ardósias se conservaram fechadas entre suas mãos. Durante todo o tempo da experiência, conversava ele com o médium e desvia'lhe a atenção para vários assuntos. Cada linha da comunicação é de uma cor distinta, não escrita ou pintada, mas como precipitada, por meios que escapam à análise (149). Na França, o Dr. Paul Gibier, preparador do Museu, estudou muito particularmente o fenômeno da escrita direta.

Em trinta e três sessões, obteve ele em Paris, no ano de 1886, com o concurso do médium Slade, mensagens, em ardósias duplas e fechadas, em diferentes línguas, algumas das quais desconhecidas do médium. Encontra'se a reprodução fotográfica dessas mensagens na obra do Dr. Gibier, "Espiritismo ou Faquirismo Ocidental". (150) Nessas experiências, o médium punha simplesmente a extremidade dos dedos sobre as ardósias para transmitir a força psíquica. Uma vez, as ardósias lhe foram colocadas sobre a cabeça, à vista de todos. Ao Congresso Espírita de Paris, em 1900, o professor Moutonnier apresentou ardósias em que estavam escritas mensagens de sua falecida filha. Essa manifestação se havia produzido na América, em casa das Irmãs Bangs. O professar era completamente desconhecido nesse país, e os médiuns o viam pela primeira vez. Ele não perdeu de vista as ardósias, que não sofreram o mínimo contacto. A escrita é idêntica, à que na Terra usava a Srta. Moutonnier. (151) Os fenômenos de escrita direta, posto que freqüentes, são contudo excedidos em número pelos da escrita mediúnica.

A faculdade dos médiuns escreventes é uma das mais generalizadas e a que apresenta os mais variados aspectos. Tendo parecido demasiado lento a certos experimentadores o processo das comunicações por meio de pancadas, imaginaram eles a construção de aparelhos especiais, como o quadrante ou a prancheta de escrever (152), a fim de facilitar as manifestações. Algumas pessoas tiveram a idéia de se substituírem elas próprias a qualquer aparelho. Tomando de um lápis, abandonaram'se ao impulso exterior e receberam comunicações, de que não tinham consciência, e que parecia provirem de Espíritos de pessoas falecidas. Não tardaram, porém, a surgir numerosas dificuldades. Antes de tudo, reconheceu'se que o automatismo da mão que escreve não constitui, só por si, um fenômeno espírita. As experiências de Gurney e Myers, na Inglaterra, acerca da escrita dos sonâmbulos acordados, as dos Srs. Pierre Janet, Ferré, Dr. Binet, etc., na França, demonstraram que se pode provocar a escrita automática num sensitivo, por meio da sugestão, e dar a esse fenômeno todas as aparências da mediunidade.

Sensitivos hipnotizados recebiam dos experimentadores ordem de representar, ao despertar, tal ou tal personagem, escrever ordens, ditados, referentes ao papel que lhes era imposto. Tendo'se a sugestão realizado exatamente, sem a menor falha, concluiu o Sr. Pierre Janet, e com ele outros sábios, que haviam descoberto na ação pós'hipnótica a explicação de todos os fenômenos de escrita mediúnica. Os médiuns ' disseram eles ' se sugestionam a si mesmos, ou então recebem uma sugestão exterior. Outros, como Taine e o professor Flournoy, atribuem as comunicações à influência da personalidade secundária, isto é, de um segundo "eu" subconsciente, ou "subliminal" que lhes parece existir em nós, que nos casos de mediunidade se substituiria à personalidade normal, para agir sobre o pensamento e a mão do sensitivo. A essas dificuldades convém acrescentar ainda a ação telepática dos vivos, a distância, e a transmissão do pensamento. Como se vê, o fenômeno da escrita mediúnica prende'se aos mais delicados problemas da personalidade e da consciência, aos estados anormais da alma, considerada em suas múltiplas manifestações.

São credores do nosso reconhecimento os sábios que estudaram esses complexos problemas. Suas pesquisas nos forneceram preciosas indicações, que permitem eliminar do domínio das investigações psíquicas certas causas de erro. Mas não poderíamos aceitar suas conclusões, tão exageradas em seu exclusivismo como as dos crentes propensos a ver em todos os fenômenos a intervenção dos seres do outro mundo. In medio stat veritas. Determinadas as causas do erro, e cuidadosamente separados os fatos que a elas se prendem, veremos que resta um grande número de manifestações absolutamente inexplicáveis pelas teorias dos nossos contraditores. Tais são os ditados que encerram idéias inteiramente imprevistas, em oposição às dos assistentes, e os que são escritos em línguas desconhecidas dos médiuns.

E preciso recordar, além disso, as comunicações obtidas por crianças de tenra idade, assim como as respostas científicas e literárias dadas a pessoas de modo algum versadas em tais matérias; depois os autógrafos e as assinaturas de pessoas falecidas, reproduzidas mecanicamente por médiuns que jamais as conheceram e que nenhum escrito de seu punho tinham visto. O mesmo se aplica às comunicações triviais e grosseiras, obtidas em grupos honestos, as quais demonstram a intervenção de uma Inteligência estranha. Não se poderia, por exemplo, atribuir à sugestão a palavra "histórica", que Espíritos atrasados se divertem a ditar pela mesa ou pelo lápis. Convém notar que não há verdadeira correlação entre o automatismo dos sensitivos hipnotizados e a ação do médium escrevente. Este não recebeu previamente nenhuma influência hipnótica; não foi mergulhado no sono e mantém'se na posse completa de seu livre'arbítrio e vontade.

Pode repelir, se o quiser, as inspirações que recebe e recusar'se a toda cooperação; ao passo que o sensitivo hipnotizado acha'se ainda, após o despertar, sob o império do sugestionador e subordina sua vontade à dele. Seria incapaz de subtrair'se à sua ação, enquanto que o médium age de pleno e próprio grado e empresta voluntariamente o cérebro e a mão, tendo em vista os resultados que se pretendem. Outra consideração: o sensitivo hipnotizado só põe em prática a sugestão no limite restrito de suas aptidões e de seus conhecimentos normais. Por esse motivo sua linguagem e seus escritos são sempre de uma acabrunhadora banalidade, inteiramente destituídos das provas de identidade e das revelações espontâneas que constituem todo o mérito das comunicações espirituais. Em vão se há de sugerir a um sensitivo sem instrução que ele é escritor ou poeta; nada produzirá de original nem de notável. O mesmo não acontece aos médiuns, cujos ditados ultrapassam muitas vezes a esfera do seu saber e inteligência.

Têm'se visto mesmo comunicações de grande alcance escritas por crianças. Nessa ordem de fatos, é este o critério: com a sugestão hipnótica, as produções dos sensitivos são sempre adequadas a seu valor normal; na mediunidade, são quase sempre superiores à condição e ao saber do escrevente. A escrita automática e inconsciente das histéricas do Sr. Janet nunca é espontânea; só se produz depois de longo adestramento, de educação especial; é, além disso, restrita a senhoras. Quanto à teoria subliminal, particularmente cara ao Sr. Flournoy, é verdade que há, na consciência profunda de cada um de nós, lembranças, impressões, conhecimentos, provenientes de nossas existências anteriores e mesmo da vida atual, os quais podem ser despertados em certas condições, como o veremos no capítulo das incorporações. Mas esse despertar só é possível no estado sonambúlico, e, acabamos de vê'lo, não é esse o estado dos médiuns escreventes. O inconsciente, ou subconsciente, não é um ser, mas simplesmente um estado do ser.

Seria incapaz de por si mesmo produzir as variadas manifestações que passamos em revista: comunicações inteligentes, por pancadas ou escritas, com ou sem lápis ou por meio de cores precipitadas, e todos os fenômenos que constituem o objeto de tais estudos. E, ao demais, sempre se pode perguntar: por que esses inconscientes ocultos em nós seriam unânimes em declarar serem Espíritos de mortos? Não se percebe que motivo induziria o Espírito desprendido do médium, tanto como o inconsciente, a identificar'se como o Espírito de um outro homem falecido. Se existe em nós uma segunda personalidade, que possui aptidões e conhecimentos superiores aos da personalidade normal, não deve ela ser menos bem dotada em relação à moralidade, e deve ter horror à mentira. Como admitir'se, então, que toda vez que se manifesta se permita o maligno prazer de nos enganar? A teoria de um ser coletivo consciente, criado pelas inteligências das pessoas que tomam parte nas experiências não corresponde satisfatoriamente à realidade dos fatos. É, ao contrário, destruída pelas divergências de opiniões e os casos de identidade que freqüentemente revelam nas manifestações. W. Crookes, em tudo tão prudente, se pronunciou a esse respeito de modo positivo (153)

"A inteligência que dirige esses fenômenos é, às vezes, manifestamente inferior à do médium, e, não raro, está em oposição direta aos seus desejos. Manifestada a determinação de fazer alguma coisa que se não pode considerar razoável, tenho visto serem dadas instantes comunicações, convidando a refletir de novo. A inteligência é, às vezes, de tal caráter, que nos leva a crer que não emana de nenhuma das pessoas presentes."

Todas as explicações que se tem procurado dar do conjunto das manifestações, excluindo a intervenção dos Espíritos, não têm podido resistir à imponência dos fatos acumulados, nem aos processos de uma crítica severa e de um rigoroso exame; só têm conseguido demonstrar a insuficiência das pesquisas e das observações de seus autores. A teoria espírita é a única que se adapta à imensa maioria dos fatos. Duas vantagens incontestáveis apresenta: a de explicar tudo com o auxílio de princípios simples, claros, facilmente compreensíveis ' e esta outra, não menos importante: não ter sido concebida por experimentadores benévolos, mas ser constante e invariavelmente formulada pela causa inteligente das manifestações. Dito isto, passemos ao exame dos fatos.

Os fatos de escrita mediúnica são tão antigos como a História. Deles nos fornecem numerosos exemplos a Antiguidade e a Idade Média. Recolhido ao fundo de uma caverna, Maomet vai, com febricitante rapidez, cobrindo de caracteres grande número de folhas, que lança a esmo. Apanhadas e coordenadas essas folhas esparsas, que é que se encontra? O Alcorão! O próprio Cristo interroga o pensamento supremo e escreve a resposta sobre a areia, em certas ocasiões, como, por exemplo, no caso da mulher adúltera. Jerônimo Cardan (154) declara que suas obras foram executadas com a colaboração de um Espírito. Quase todos os que têm lançado no mundo fermento de progresso, de justiça, de verdade, têm sido intermediários do Além, à maneira de espelhos em que se reflete a irradiação do pensamento superior. Maior seria ainda o seu número, se o nosso estado de inferioridade não tornasse difíceis de realizarem'se em nosso mundo material essas altas manifestações. Não poderia ser determinada nesse domínio a parte relativa a cada mediunidade: a intuição aí se associa intimamente com o automatismo.

Nos tempos modernos a faculdade de escrever sob uma ação oculta se tem mais nitidamente revelado em certos indivíduos. Citemos os casos mais célebres: Hudson Tuttle, de Cleveland (Ohlo), era aos dezoito anos um simples lavrador, sem educação nem instrução, ocupado todos os dias nos penosos trabalhos dos campos. Escreveu durante noites consecutivas, sob a inspiração dos Espíritos, um livro admirável, "Arcanes de Ia Nature", que excedia de muito os conhecimentos científicos da época. Não tinha ao seu alcance nem livros, nem bibliotecas, porque seus pais moravam no interior e só se ocupavam de agricultura. A obra foi publicada em 1860, com um apêndice indicando a sua origem. Teve três edições na América, foi depois reeditada na Inglaterra, traduzida em alemão pelo Dr. Aschenbrenner e publicada em Leipzig. Particularidade curiosa: o Dr. Büchner, chefe da escola materialista alemã, leu a obra sem prestar ao apêndice a mínima atenção, acreditou que a produzira um homem de Ciência e dela extraiu numerosas citações, que figuram em seu célebre livro "Força e Matéria", sem designação de autor.

O Dr. Cyriax o fez notar, e quando Büchner foi à América realizar uma série de conferências, passou por Cleveland e pediu para ver Hudson Tuttle, "desejoso que estava ' dizia ele ' de travar conhecimento com um homem que tão valioso auxílio lhe prestara para a confecção de sua obra". O médium lhe foi apresentado por ocasião de um banquete. Grande foi, porém, a decepção de Büchner ao ver o rapaz; e quando soube de que modo haviam sido escritos os "Arcanes", acreditou que era uma burla. O Dr. Cyriax e o Sr. Teime, editor do jornal alemão de Cleveland, tiveram grande dificuldade em dissuadi'lo. (155) O grande escritor Hasden, senador romeno, historiador e filólogo, contava 53 anos, quando perdeu a filha única, vitimada aos 16 anos pela tuberculose. Essa perda provocou nova orientação no espírito de Hasden, dando motivo à sua iniciação no Espiritismo, conforme o explicou ele no prefácio de "Sic Cogito", a única de suas obras escritas sobre o assunto:

"Haviam decorridos seis meses da morte de minha filha; estávamos em março (1889), cessara o Inverno, tardando, porém, ainda a Primavera. Em uma tarde úmida e desagradável, achava'me eu, sozinho, sentado a minha mesa de trabalho, tendo, como de costume, diante de mim uma resma de folhas de papel e vários lápis. Como foi? Ignaro'o; mas, sem o saber, minha mão tomou um lápis, cuja ponta apoiou sobre o papel, e eu comecei a sentir na têmpora esquerda pancadas rápidas e intensas, exatamente como se nela me houvessem introduzido um aparelho telegráfico. De repente, a mão se me pós em movimento, sem parar. Cinco minutos, no máximo. Quando se me deteve o braço e o lápis me escapou dos dedos, acreditei despertar de um sono, certo embora que estava de não haver adormecido. Olhei para o papel e li sem a menor dificuldade "Sou feliz; amo'te, havemos de nos tornar a ver; isso te deve bastar. ' Julie Hasden." (156 ) Estava escrito e assinado com a própria letra de minha filha."

Toda a obra "Sic Cogito" se destina a explicar esse fato, o primeiro de uma longa série de comunicações espíritas que se haviam de estabelecer entre o Espírito Júlia Hasden, a "Lilica", como lhe chamava o pai, e a inteligência, extremamente sugestionável e sob viva tensão, do próprio Hasden. As comunicações mediúnicas exerceram desde então influência até mesmo nos trabalhos literários de Hasden. Num artigo a seu respeito, publicado no "Mercure de France", de 16 de novembro de 1907, o Sr. M. Craiovan reproduz o fac'símile de algumas linhas de escrita automática obtida por Hasden, numa sessão de Espiritismo realizada em sua casa, no dia 13 de novembro de 1890, na qual tomaram parte o D. Steiner, os professores Florescu e Sperantia, o cavaleiro de Sazzara, cônsul'geral austro'húngaro, e, finalmente, V. Cosmovici, que serviu de médium. De repente Hasden recebeu, em russo, uma comunicação, que parecia proveniente de seu pai, cujo texto rezava assim: "Na qualidade de último descendente da família, deves desenvolver o tesouro da língua moldávia: Etimologicum magnum Romaniae."

Esse documento automático teve sempre para Hasden o valor de verdadeira revelação, provando'lhe a realidade das inspirações que se faziam sentir em sua vida mental. Ele fez, e não sem um certo espírito crítico, longa exposição dos motivos que o levaram a acreditar no caráter espirítico dessa revelação, já lhe tendo, ao demais, calado no ânimo a idéia, por Luiz Figuier exposta, de que os artistas, pensadores e escritores, depois de haver perdido um ser caro, sentem uma como ampliação de suas faculdades. Dir'se'ia que as aptidões intelectuais da pessoa falecida se vêm acrescentar às suas e enriquecer'lhes o gênio. De todo modo, essa comunicação mediúnica valeu à România uma obra filológica que, embora não tendo ficado terminada, é indubitavelmente um dos mais preciosos tesouros da sua língua. Um dia, em que remoques idiotas atingiam o seu Espiritismo, "única religião experimental!" possível, na sua opinião, Hasden se acreditou obrigado a demonstrar a sua boa'fé:

"Em História ' escreveu ele ' em Filologia, em todas as esferas do conhecimento, sempre fui céptico, repelindo o autoritarismo de cima e a popularidade cá de baixo, e por toda parte me franqueando, mediante minhas próprias investigações e indo à fonte de tudo, um rumo novo, bom ou mau, conforme o entendia, mas com o coração limpo, sem temor de quem quer que fosse, sem utilidade pessoal, sem bajulação nem preconício." (Sic Cogito, capítulo L) (157) O reverendo Stainton Moses, pastor da Igreja Anglicana, erudito e venerado pensador, muito imbuído dos dogmas da teologia protestante, veio a tornar'se médium escrevente mecânico. Em sua obra "Ensinos Espiritualistas", expõe ele o estado de espírito em que acolhia as comunicações do mundo invisível. As idéias, para ele novas, que continham os ditados, provocavam'lhe protestos, e só depois de muitas lutas interiores foi que acabou por adotá'las como mais conformes com a justiça e a bondade de Deus.

Empregou sempre o máximo cuidado em evitar que seus próprios pensamentos exercessem qualquer influência sobre os assuntos tratados, ao ponto de pôr'se a ler, no próprio texto, obras gregas, enquanto sua mão obedecia ao impulso estranho. Havia entre ele e seus instrutores espirituais conhecidos sob os nomes de Imperador, Reator e Prudens, tal divergência de opiniões, que é verdadeiramente impossível atribuir essas personalidades distintas a desdobramentos inconscientes do médium. Stainton Moses afirma que esses Espíritos muitas vezes lhe revelavam fatos absolutamente desconhecidos de todas as pessoas que tomavam parte nas sessões, fatos ulteriormente reconhecidos verdadeiros. Aqui está um desses casos, extraído da obra acima indicada (158)

"No dia 29 de março de 1894 foi escrita uma comunicação em meu canhenho. A letra me era desconhecida, muito trêmula e desigual; parecia traçada por pessoa extremamente idosa e fraca. A assinatura conservou'se um enigma, até que foi decifrada pelo Espírito'fiscal. Esse ditado provinha de uma. velha, de quem jamais eu ouvira falar, e que falecera com mais de 90 anos, numa casa pouco distante daquela em que se reunia o nosso grupo. O nome do lugar em que se haviam passado os primeiros anos dessa senhora, sua idade, a data do falecimento, foram dados com a máxima exatidão. O Espírito deixara a Terra havia alguns meses. Ao despertar no Espaço, atraíra'o sua velha habitação, depois o grupo, que se achava na vizinhança imediata."

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.