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Capítulo 32 de 52

A Sombra do Sepulcro a Victor Hugo — parte 4 de 15

No Invisível · Léon Denis

"Num grupo de oficiais do 579 de linha, um 29 tenente, homem muito vulgar no que se refere ao espírito e inteligência, pouco instruído, mas bom médium, estava persuadido de tirar de seu próprio cérebro belíssimas comunicações morais, e começava a presumir'se um imenso talento pessoal como escritor, quando um belo dia, no serão hebdomadário, em meio de uma bonita frase, pára repentinamente. Impossível continuar; seu cérebro se recusa absolutamente a produzir a mínima coisa. Durante esse tempo, um outro médium explicava que, sem que se houvesse pedido, os Espíritos davam uma lição de humildade a esse médium presunçoso. Em uma outra sessão, esse mesmo médium escrevia, sobre três folhas de papel justapostas, três comunicações completamente diferentes, redigindo apenas uma linha em cada folha sucessivamente, e isso com a maior clareza e a rapidez habitual." No curso de numerosas sessões de experimentação, muitas vezes nos aconteceu propor a médiuns intuitivos questões improvisadas, de ordem assaz elevada e intencionalmente abstrata, muito acima de suas concepções pessoais.

Eram resolvidas de uma assentada, em ditados bem extensos, cuja forma, tão notável como o fundo, não comportava modificações nem emendas, coisa que os sensitivos teriam sido incapazes de fazer por si mesmos, sem assistência oculta. Não obstante as diferenças de opiniões e de educação religiosa que distinguiam entre si os nossos médiuns, todas as indicações que recebiam e transmitiam acerca da vida futura e da evolução das almas eram idênticas em suas grandes linhas, em seus aspectos essenciais. Um deles, muito refratário à crença nas existências sucessivas, recebia diariamente comunicações sobre a reencarnação e suas leis. Outros, muito imbuídos das idéias católicas ou protestantes ortodoxas, obtinham ditados demonstrativos de que as concepções de paraíso e de inferno são errôneas, ou pelo menos alegóricas, e não se baseiam em nada de real, e finalmente um conjunto de noções sobre o Além, que diferiam essencialmente das que lhes eram familiares e lhes haviam sido profundamente incutidas desde a infância.

Essas manifestações eram muitas vezes confirmadas pela visita e descrição dos Espíritos, que se conservavam ao pé dos sensitivos e os dirigiam e inspiravam. Nessas condições, o médium vidente completava o médium escrevente. É bom ter assim, num grupo, alguns sensitivos cujas diferentes faculdades servem reciprocamente de contraprova. A mediunidade intuitiva, dizíamos nós, não deve ser desdenhada, porque com o exercício se desenvolve e torna'se bem definida. Entretanto, é preciso ' como a respeito de todas as produções mediúnicas ' jamais deixar de submeter os seus resultados à inspeção de nosso critério e raciocínio. Não é a credulidade menor mal que o cepticismo intransigente. O discernimento e uma certa educação cientifica são necessários para determinar a verdadeira origem e o valor das comunicações, para fazer a distinção entre as diferentes causas que intervêm no fenômeno. A autenticidade das mensagens é, às vezes, difícil de estabelecer'se. O abuso de nomes célebres, de personalidades veneradas entre os homens é freqüentemente praticado e torna'se um elemento de dúvida e de confusão para os observadores.

Certas produções, de deplorável banalidade, num estilo incorretíssimo, subscritas por nomes ilustres, despertam a desconfiança e levam muitas pessoas a considerar o Espiritismo uma grosseira mistificação. Para o analista calmo e imparcial esses abusos demonstram simplesmente uma coisa: é que o autor do ditado nem sempre é o que diz ser. No mundo invisível, como entre nós, há Espíritos embusteiros, sempre prontos a apropriar'se de títulos ou merecimentos, a que nenhum direito possuem, com o fim de se imporem ao vulgo. É, portanto, necessário dar mais atenção ao próprio conteúdo das comunicações que ao nome que as subscreve. Pela obra se julga o operário. Os Espíritos superiores, para se fazerem reconhecer, em lugar dos nomes que usavam na Terra, adotam de bom grado termos alegóricos. Em regra, os nomes e títulos não têm no outro mundo a importância que lhes damos. Os julgamentos do Espaço não são os da Terra, e muitos nomes que fulguram na história humana se eclipsam na outra vida. As obras de dedicação, amor e caridade constituem lá valiosos e duradouros títulos.

Os que as edificaram nem sempre hão deixado seus nomes na memória dos homens. Passaram obscuros, quase desconhecidos neste mundo, mas a lei divina consagrou sua existência, e sua alma refulge com um brilho que muitos Espíritos, reputados grandes entre nós, estão longe de possuir. Há nas regiões inferiores do Espaço, como na Terra, Espíritos sofísticos que tratam de impingir suas concepções sob a capa de nomes pomposos. Neles, o erro se dissimula sob as formas austeras ou sedutoras, que iludem, e são por isso ainda mais perigosas. É principalmente em tais casos que se deve exercer o nosso discernimento. Não devemos adotar as opiniões de um Espírito, simplesmente porque se trata de um Espírito, mas unicamente se nos parecem justas e boas. Devemos discutir e averiguar as produções do Além com a mesma liberdade de apreciação com que julgamos as dos autores terrestres. O Espírito não é mais que um homem libertado de seu corpo carnal; com a morte não adquire a infalibilidade. O espaço que nos envolve é povoado de uma multidão invisível pouco evoluída.

Acima dela, porém, há elevadas e nobres Inteligências, cujos ensinos nos devem ser preciosos. Podemos reconhecê'las pela sabedoria que as inspira, pela clareza e amplitude de suas apreciações. Uma objeção nos tem sido algumas vezes formulada. Diversos grupos evocam o mesmo Espírito e obtêm, ao mesmo tempo, comunicações assinadas por ele. Deve'se ver sempre nisso um embuste? Não. Sabemos que o poder do pensamento se engrandece com a elevação do Espírito, e sua irradiação pode abranger um círculo vastíssimo. A alma, chegada a um elevado grau de adiantamento, torna'se um foco poderoso cujas irradiações podem penetrar em todo lugar onde uma súplica e uma evocação lhe é dirigida. É o que deve ter feito acreditar, em certos casos, no dom da ubiqüidade. A deficiência de certas comunicações não provém unicamente dos que as ditam: pode'se também atribui'Ia à falta de aptidão, de preparo, de conhecimentos do médium que as recebe.

Espíritos de real valor se vêem muitas vezes reduzidos a empregar instrumentos imperfeitíssimos, por meio dos quais não percebemos mais que enfraquecidas manifestações de seu pensamento, pálidos reflexos de seu gênio. Na generalidade dos casos, médiuns imperfeitos só conseguem transmitir comunicações imperfeitas, no que se refere à linguagem e à riqueza das idéias; mas há também organizações mediúnicas admiráveis, que se prestam, com uma facilidade que chega a ser prodigiosa, às intenções do Espírito. Vimos em Paris, em casa da Duquesa de P. e noutros centros, uma jovem médium, a Srta. J. D., que, numa obscuridade quase completa, enchia em muito pouco tempo numerosas páginas de uma escrita rápida e corrente. Esses ditados sempre se referiram às mais altas questões de moral e de filosofia. Num estilo grandioso, exprimiam os mais nobres pensamentos. Era um profundo encanto ouvir'lhes a leitura, e, apesar de não trazerem assinatura, provinham, sem dúvida possível, das mais brilhantes Inteligências do Espaço.

As contradições que apresentam certos ditados entre si e a raridade das provas de identidade constituem também grandes motivos de incerteza. Assim, por exemplo, comunicações assinadas por parentes nossos nem sempre oferecem o caráter de autenticidade que nelas nos agradaria encontrar. Muitas incoerências devem ser antes atribuídas aos obstáculos encontrados pelos manifestantes, que à intenção de enganar. Se aos que evocamos falta a aptidão para se comunicar, têm que recorrer a intermediários, a Espíritos mais experientes, que tomarão seu nome, a fim de tornar mais inteligível ou mais eficaz a comunicação. Dai certas inexatidões ou deficiências, imputáveis aos transmissores. Nossos meios de percepção, de investigação e análise são ainda fracos, e, na maioria dos casos, nada fazemos do que é necessário, como método de adestramento moral e físico, para estabelecer a comunicação em mais perfeitas condições. No médium inspirado deve a razão equilibrar'se com a intuição.

Esta é sempre segura e fecunda, quando provém das almas elevadas; é às vezes enganadora e perigosa quando emana de Espíritos de ordem inferior, cujas idéias é apreciações são errôneas. Nisto, como em tudo que se refere às nossas relações com o mundo oculto, só há uma regra: espiritualizar'se. A matéria é qual muralha que se ergue entre nós e o invisível. Procuremos por todos os meios atenuar'lhe a opacidade. Para isso é preciso recorrer aos Seres superiores e, pelas irradiações de nossa alma, facilitar a comunhão com eles. Não empreguemos senão com respeito e desinteresse as faculdades que nos são concedidas, isto é, nunca as utilizemos a pretexto ou para interesses materiais, mas visando unicamente o nosso bem moral. Quanto mais se desprende o médium das influências terrestres, mais se engrandecem e aprimoram as suas faculdades. A escrita mediúnica reveste algumas vezes as mais caprichosas formas. Enquanto fora da influência oculta, os médiuns seriam incapazes de escrever nessas condições, alguns obtêm a escrita invertida, também denominada "escrita em espelho", legível somente por meio de um espelho.

Outros escrevem às avessas, de tal sorte que é preciso ler as suas produções em sentido inverso, começando as frases pela última letra e terminando na primeira. (165) Nos "Proceedings da S. P. R.", Frederic Myers menciona o seguinte caso:

"A viúva de um clérigo punha absolutamente em dúvida a escrita automática: "Pegasse eu num lápis ' dizia ela ' até à consumação dos séculos, e minha, mão só escreveria o que eu quisesse." Não tardou, entretanto, a entrar'lhe a mão em movimento, enquanto ela desafiava o Espírito a escrever o nome e troçava da sua incapacidade em tal sentido. Era um tanto ilógico, pois a mão lhe era já vencida pelo movimento, apesar dos esforços que fazia por imobilizá'la. E rabiscava, contra a vontade, linhas incoerentes, que uma resistência intencional desfigurava por completo. Abandonou por fim o lápis, cantando vitória. Eis aqui, porém, o ardil; lembrou' se uma das pessoas presentes de colocar o papel em frente a um espelho, e todos puderam ler: ' "Unkind, my nume is Norman." (Mau! Meu nome é Norman.)

E evidente que a vontade hostil do sensitivo teria impedido esse rascunho, se a formação dos caracteres no sentido normal tivesse podido ser acompanhada pela vista." (166) A essa ordem de fenômenos se acha ligado um conjunto de trabalhos que não poderíamos passar em silêncio. Trata'se de desenhos executados, quer a pena, quer a lápis, por pessoas que não tinham de desenho a mínima noção. Cobrem o papel de folhas, de flores esquisitas e graciosas de cores brilhantes, de arabescos, de animais, ora de pura fantasia, ora imitando a flora ou a fauna de planetas longínquos. Victorien Sardou obteve gravuras representando construções ideais. Hugo d'Alési desenhou retratos de pessoas falecidas, cuja semelhança foi reconhecida. Helena Smith, completamente ignorante do assunto, pintou quadros que impressionam. Rosa Agullana e Segundo Oliver obtiveram perturbadores desenhos, ornatos, flores, figuras estranhas, ou executaram deliciosos trabalhos. Pode'se dizer que a mediunidade se presta a mil variadas obras. Um bom médium é como uma lira, que vibra sob o impulso dos Espíritos.

No Congresso Espírita, efetuado em Paris, em setembro de 1900, à rua d'Atenas, algumas dessas obras foram colecionadas numa sala especial e expostas à curiosidade do público. Atraiu particularmente a atenção uma série de retratos obtidos automaticamente pelo Sr. Fernand Desmoulins, pintor de talento, muito conhecido no mundo parisiense. Havia figuras de sonho e de assombro, cuja vista causava desagradável impressão; perfis deliciosos, de melancólico sorriso; cabeças de supliciados, que exprimiam uma dor horrível; semblantes de uma intensidade de expressão extraordinária, de olhares súplices ou interrogativos. Esses desenhos tinham sido executados, ora obliquamente, as mais das vezes às avessas, outras na obscuridade ou com os olhos fechados, sob o império de uma vontade estranha ' a de um invisível, que assina: "O Preceptor". O Sr. Desmoulins emprega de dez a vinte minutos para fazer esses quadros, ao passo que lhe são necessários cinco ou seis dias para compor um dos de sua autoria. Sua mão desenha com vertiginosa rapidez, sem que ele tenha a mínima consciência do que faz.

Põe'se a mirá'la curiosamente e ele próprio o diz (167) "Ela trabalha à maneira de Rodin. Muitas vezes é arrebatada com a rapidez do raio, numa sorte de turbilhão ou de giro fulgurante. Curvas, volutas e linhas retas, olhos, nariz, boca e cabelos, tudo é traçado, desenhado num ápice. Um retrato feito às avessas representa uma velha de semblante contraído, apoiando a cabeça na mão. Ora, eu comecei por desenhar o braço ao inverso, e como me era naturalmente impossível reconhecer que desenhava um braço, pus'me a indagar qual poderia ser o objeto que esboçava."

"Quando o Espírito quer fazer, por nosso intermédio, certos retoques, opera deste modo: o lápis, que empunho, traça, inconscientemente por minha parte, antes de tudo, um círculo em determinada parte do rosto ' a que ele deseja modificar ' depois a ponta do lápis é conduzida para fora da parte desenhada, a um canto do papel, onde escreve: apaga. Sei o que isso quer dizer; com a minha borracha apago a parte compreendida pelo círculo e retomo o lápis. Ele gosta, sobretudo, de causar'me admiração. .E assim que várias vezes me tem feito executar, em presença de terceiros, retratos de pessoas que eu nunca vi, e que se verifica serem, quer parentes, quer amigos (falecidos) das pessoas que me cercavam, e que me atribuíam, não sem espanto, essas espécies de instantâneos do invisível. Não tenho ' eu, o escrupuloso e amigo da exatidão ' a mínima relação com esse extravagante "preceptor", que faz um retrato começando por onde se acaba, sem cuidar onde colocará os olhos, o nariz e a boca."

Assim se afirma, sob mil formas, estranhas, inesperadas, variadíssimas, a comunhão do visível com o invisível, a colaboração do homem e do Espírito. E por ela ficamos sabendo que a morte é irreal. Todas as almas agem e trabalham, tanto na carne como fora dela. A vida reveste aspectos diferentes, mas não tem fim!

XIX ' Transe e incorporações

O estado de transe é esse grau de sono magnético que permite ao corpo fluídico exteriorizar'se, desprender'se do corpo carnal, e à alma tornar a viver por um instante sua vida livre e independente. A separação, todavia, nunca é completa; a separação absoluta seria a morte. Um laço invisível continua a prender a alma ao seu invólucro terrestre. Semelhante ao fio telefônico que assegura a transmissão entre dois pontos, esse laço fluídico permite à alma desprendida transmitir suas impressões pelos órgãos do corpo adormecido. No transe, o médium fala, move'se, escreve automaticamente; desses atos, porém, nenhuma lembrança conserva ao despertar. O estado de transe pode ser provocado, quer pela ação de um magnetizador, quer pela de um Espírito. Sob o influxo magnético, os laços que unem os dois corpos se afrouxam. A alma, com seu corpo sutil, vai'se emancipando pouco a pouco; recobra o uso de seus poderes ocultos, comprimidos pela matéria. Quanto mais profundo é o sono, mais completo vem a ser o desprendimento. As radiações da psique aumentam e se dilatam; um estado diferente de consciência, faculdades novas se revelam.

Um mundo de recordações e conhecimentos, sepultados nas profundezas do "eu", se patenteia. O médium pode, sob o império de uma vontade superior, reconstituir' se numa de suas passadas existências, revivê'la em todas as suas particularidades, com as atitudes, a linguagem, os atributos, que caracterizam essa existência. Entram ao mesmo tempo em ação os sentidos psíquicos. A visão e audição, a distância, se produzem tanto mais claras e fiéis quanto mais completa é a exteriorização da alma. No corpo do médium, momentaneamente abandonado, pode dar'se uma substituição de Espírito. É o fenômeno das incorporações. A alma de um desencarnado, mesmo a alma de um vivo adormecido, pode tomar o lugar do médium e servir'se de seu organismo material, para se comunicar pela palavra e pelo gesto com as pessoas presentes. Sábios eminentes dão testemunho da realidade desses fatos. O Dr. Oliver Lodge, em seu discurso na Royal Society, de Londres, em 31 de janeiro de 1902 (168), assim se exprime:

"Uma máquina, elaborada como o são os nossos corpos, pode ser empregada, no caso de transe, não só pela Inteligência que, por assim dizer, a fabricou, mas também por outras Inteligências a que dela se permite fazer uso. Isso naturalmente não se realizaria senão por um certo tempo e com bastante dificuldade. Em sua comunicação transmitida ao Congresso Oficial de Psicologia, de Paris, em 1900 (169), o professor Myers, de Cambridge, era ainda mais afirmativo. Depois de haver enumerado os fenômenos obtidos no estado de transe pelas Sras. Piper e Thompson, fenômenos que ele estuda há 25 anos, assim concluía o professor:

"Em sua maioria, os fatos enunciados lembram o caráter e a memória de certas pessoas mortas... Estou convencido de que essa substituição de personalidade, ou mudança de Espírito, ou possessão, é um sensível progresso na evolução da nossa raça." Durante o transe, o Espírito do médium pouco se afasta; permanece quase sempre confundido no grupo espiritual que cerca o seu invólucro terrestre. Sua influência às vezes se faz ainda sentir sobre o corpo, a que seus próprios hábitos o atraem. Sua ação se torna em tal caso um incômodo, um estorvo para os Espíritos que se comunicam. Quando a força oculta é insuficiente e o transe pouco profundo, o desprendimento é incompleto; as personalidades se confundem. O médium resiste à ação exterior do Espírito, que se esforça por tomar posse de seus órgãos. Suas radiações psíquicas se mesclam às do manifestante.

Daí, em variadas proporções, conforme os casos, duas partes a distinguir na manifestação: a do médium e a do Espírito, operação delicada, que exige profundo conhecimento das personalidades que se apresentam e das condições do fenômeno. O estado de transe facilita a sugestão. Nos fenômenos de escrita e da mesa, o médium se conserva na plena posse do seu "eu", de sua vontade, e poderia repelir as inspirações que recebe. No desprendimento já se não dá o mesmo. A alma se tem retirado, e o cérebro material fica exposto a todas as influências. Quando está suficientemente protegido, o médium torna'se receptivo, tanto às sugestões de um magnetizador como às dos assistentes, ou às de um Espírito. É o que muitas vezes lança uma certa confusão na interpretação dos fatos e exige, da parte dos experimentadores, extrema prudência. Em tal caso é difícil distinguir a natureza real das influências atuantes. Hudson Tuttle, médium ele próprio, o faz notar em seu livro "Arcana of Spiritualism":

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.