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Capítulo 33 de 52
A Sombra do Sepulcro a Victor Hugo — parte 5 de 15
No Invisível · Léon Denis
"Os grupos espíritas são freqüentemente joguete de uma ilusão, enganados por suas próprias forças positivas. Afastam os ditados espíritas, substituindo'os pelo reflexo de seus próprios pensamentos; e então observam contradições e confusões que ingenuamente atribuem à intervenção de Espíritos malévolos."
É preferível, por isso, deixar agirem sozinhos os Espíritos sobre o médium, abstendo'se de toda intervenção magnética humana. Foi sempre o que fizemos, no curso de nossos estudos experimentais. Em raras circunstancia, quando, faltando'lhes de repente a força psíquica, as Inteligências nos pediam que atuássemos sobre o médium por meio de passes, bastava essa passageira intervenção para fazer crer aos assistentes numa ação sugestiva de nossa parte. Na maioria das vezes, os fluídos de um magnetizador, por seu estado vibratório particular, contrariam os dos Espíritos, em lugar de auxíliá'los. Têm estes que se entregarem a um trabalho de adaptação, ou purificação, que esgota as forças indispensáveis à manutenção. Um magnetizador, cujos fluidos não sejam puros, que não possua um caráter reto, nem irrepreensível moralidade, pode, mesmo sem o querer, influenciar o sensitivo num sentido muito desfavorável. Mesmo quando a ação oculta é poderosa e bem determinada, é preciso ter ainda em conta o embaraço do Espírito que se deve comunicar com o auxílio de um organismo estranho, mediante recursos muitas vezes restritos.
O estado de harmonia entre as faculdades do Espírito e as do médium raramente existe; o desenvolvimento dos cérebros não é idêntico, e as manifestações são por isso contrariadas.. É o que nos diziam certos Espíritos, no curso de nossas experiências de incorporação: "Estamos acanhadamente encerrados; faltam'nos meios suficientes para exprimir os nossos pensamentos. As partículas físicas deste cérebro são muito grosseiras, para poderem vibrar sob nossa ação, e as nossas comunicações se tornam por isso consideravelmente enfraquecidas." O Espírito Robert Hyslop o repete a seu filho, o professor Hyslop. Quando penetra na atmosfera terrestre e no organismo do médium, as coisas, diz ele, se lhe amesquinham: "Todas as coisas se me apresentam tão nitidamente, e quando aqui venho para exprimi' las, James, não o posso." (170) Entretanto, quando se pode dispor de um médium de real valor, quando a possessão é completa e a força suficiente para afastar as influências contrárias, deparam'se fenômenos Imponentes. O Espírito se manifesta na plenitude do seu "eu", em toda a sua originalidade.
O fenômeno das incorporações se mostra então superior a todos os outros. Indagam certos experimentadores: o Espírito do manifestante se incorpora efetivamente no organismo do médium? ou opera ele antes, a distância, pela sugestão mental e pela transmissão de pensamento, como o pode fazer um espírito exteriorizado do sensitivo. Um exame atento dos fatos nos leva a crer que essas duas explicações são igualmente admissíveis, conforme os casos. As citações que acabamos de fazer provam que a incorporação pode ser real e completa. É mesmo algumas vezes inconsciente, quando, por exemplo, certos Espíritos pouco adiantados são conduzidos por uma vontade superior ao corpo de um médium e postos em comunicação conosco, a fim de serem esclarecidos sobre sua verdadeira situação. Esses Espíritos, perturbados pela morte, acreditam ainda, muito tempo depois, pertencerem à vida terrestre. Não lhes permitindo seus fluidos grosseiros o entrarem em relação com Espíritos mais adiantados, são levados aos grupos de estudo, para serem instruídos acerca de sua nova condição.
É difícil às vezes fazer'lhes compreender que abandonaram a vida carnal, e sua estupefação atinge o cômico, quando, convidados a comparar o organismo que momentaneamente animam com o que possuíam na Terra, são obrigados a reconhecer o seu engano. Não se poderia duvidar, em tal caso, na incorporação completa do Espírito. Noutras circunstâncias, a teoria da transmissão, a distância, parece melhor explicar os fatos. As impressões oriundas de fora são mais ou menos fielmente percebidas e transmitidas pelos órgãos. Ao lado de provas de identidade, que nenhuma hesitação permitem sobre a autenticidade do fenômeno e intervenção dos Espíritos, verificam'se, na linguagem do sensitivo em transe, expressões, construções de frases, um modo de pronunciar que lhe são habituais. O Espírito parece projetar o pensamento no cérebro do médium, onde adquire, de passagem, formas de linguagem familiares a este. A transmissão se efetua em tal caso no limite dos conhecimentos e aptidões do sensitivo, em termos vulgares ou escolhidos, conforme o seu grau de instrução.
Daí também certas incoerências que se devem atribuir à imperfeição do instrumento. Ao despertar, o Espírito do médium perde toda consciência das impressões recebidas no sentido de liberdade, do mesmo modo que não guardará o menor conhecimento do papel que seu corpo tenha desempenhado durante o transe. Os sentidos psíquicos, de que por um momento haviam readquirido a posse, se extinguem de novo; a matéria estende o seu manto; a noite se produz; toda recordação se desvanece. O médium desperta num estado de perturbação, que lentamente se dissipa. As vezes o regresso à carne origina cenas pungitivas, quando o médium, durante a exteriorização, tornou a ver, no Espaço, entes amados, e no instante que precede o despertar ainda conserva essa impressão. O contraste entre a vida livre e luminosa, que acaba de fruir, e o cárcere sombrio a que é obrigado novamente a descer, provoca cenas de lágrimas e lamentos, repugnâncias de reintegrar'se na carne, que se traduzem por lamentos e comovedoras súplicas. Temos sido muitas vezes testemunhas de tais cenas.
Não nos sendo possível examinar todos os fatos relacionados com o fenômeno do transe, limitar'nos'emos a citar os mais importantes, não só entre os que têm sido verificados nestes últimos anos, por diversos homens de Ciência, como entre os que temos por nossa parte observado. Figuram em primeiro plano as manifestações devidas à mediunidade da Sra. Piper. Essa senhora esteve muito tempo ligada por contrato à Sociedade de Investigações Psíquicas (S.P.RJ, de que já temos falado, e que possui uma seção em Londres e outra em Nova Iorque. A Sra. Piper foi o agente principal das experiências levadas a efeito nesses centros por sábios como os professores Lodge, Myers, Hodgson, W. James, Hyslop e outros, todos pertencentes a universidades inglesas ou americanas, e que são decerto os homens mais competentes que podem ser ainda citados em matéria de Psiquismo. O estudo de suas faculdades constituiu o objetivo de numerosas sessões, cujos resultados foram consignados nos "Proceedings", boletins da Sociedade supramencionada. Esses documentos formam um volume de 650 páginas, constituindo o tomo XVI dos "Proceedings".
Um resumo dele foi publicado em francês. (171) A Sra. Piper ' os experimentadores o atestam ' goza de excelente saúde. Não há em sua família nenhuma tara hereditária. Só duas vezes no curso das experiências, em 1893 e 1895, esteve enferma; em ambas, suas faculdades mediúnicas declinaram, e não foi possível obter boas comunicações. A Sra. Piper foi objeto de constante e minuciosa vigilância. Policiais lhe acompanhavam os passos e observavam'lhe os menores atos; tomaram'se todas as providências para descobrir a fonte em que ela poderia colher informações. Durante sua permanência na Inglaterra, em casa dos professores Myers e Lodge, ela ficou insulada, privada de toda relação estranha; suas malas foram revistadas, suas cartas abertas a pedido seu. Nada se encontrou de suspeito. Ao contrário, quanto mais rigorosa era a vigilância, maior caráter de certeza revestiam as manifestações obtidas. Durante o transe ela se conserva indiferente à dor, e os globos dos olhos se lhe reviram nas órbitas. Fala ou escreve, e a voz muda a cada Espírito.
Todas as perguntas feitas são breves, e ela nunca sabe quem as formula, porque os visitantes são introduzidos durante o seu sono e uniformemente designados sob o nome de Sr. Smith. Alguns levam a precaução ao ponto de vir de carruagem, tendo o rosto coberto com uma máscara. Um testemunho, primeiro que todos, nos deve prender a atenção. É o do Dr. Richard Hodgson, vice'presidente da S.P.R. na América, que abordou o estudo do fenômeno espírita como crítico severo e meticuloso. Foi ele quem estudou os fatos extraordinários atribuídos à Sra. Blavatsky, e concluiu pelo embuste. Pôs em evidência as fraudes inconscientes de Eusápia Paladino, e mostrou' se, durante anos, um implacável adversário da mediunidade. Aqui está o que ele declarou nos "Proceedings":
"Há doze anos que estudo a mediunidade da Sra. Piper. Ao começo, uma só coisa desejava: descobrir nela a fraude e o embuste. Entrei em sua casa profundamente materialista, com o fim de a desmascarar. Hoje, digo simplesmente: Creio!... A demonstração me foi feita por modo a tirar'me até a possibilidade de uma dúvida."
Para transformar a esse ponto a opinião de um homem tão prevenido como o Dr. Hodgson, foram precisos fatos bem eloqüentes. O mais significativo é a manifestação espontânea de seu amigo George Pellew (aliás Pelham), homem de letras, falecido havia alguns meses, e que a médium não podia conhecer. A identidade do defunto foi estabelecida de modo muito positivo, no curso de numerosos diálogos. O Dr. Hodgson trouxe à presença da médium adormecida todos os antigos amigos de G. Pelham que pôde encontrar ' cerca de uns trinta. O Espírito os reconhecia a todos, logo à chegada, e os acolhia com ditos imprevistos. Não somente os chamava por seus nomes, como lhes falava no mesmo tom familiar, usando das expressões habituais de que se servia com cada um deles, segundo o grau de intimidade que os ligava na Terra, e isso sem a menor hesitação da parte da médium, antes com a máxima espontaneidade. A todos fornecia as mais minuciosas provas de identidade.
Um deles, o professor Newbold, propôs a Pelham uma tradução do grego, língua que ele conhecia, mas que a Sra. Piper ignorava absolutamente. O Espírito traduziu com exatidão, acompanhando o texto literal grego. Durante a primeira fase das experiências, o médium é influenciado, dirigido, fiscalizado (segundo a expressão americana) por Espíritos pouco adiantados. Um certo Phinuit responde de modo incoerente às perguntas formuladas, e torna'se necessária toda a paciência anglo'saxônia para acompanhar o desenvolvimento do fenômeno durante anos, através do labirinto de suas divagações. É provável que investigadores franceses não tivessem tido essa perseverança e houvessem perdido todo o beneficio das concludentes manifestações que sucederam a esse período confuso. Com G. Pelham as comunicações se tornam mais claras; mas, no correr do tempo, sente'se a falta de direção competente. Phinuit e Pelham não são Espíritos que tenham bastante força nem aptidões para manterem o transe em grau profundo e impedirem a personalidade do sensitivo de imiscuir'se algumas vezes nos fenômenos e os perturbar.
Estimulada por influências contrárias, a médium se esgota rapidamente. A "máquina", conforme a expressão dos guias, se deteriora. As manifestações se tornam de novo confusas. Evoca'se o Espírito Stainton Moses, autor dos "Ensinos Espiritualistas", há pouco restituído à vida do Espaço, e trava'se com ele controvérsia sobre um ponto de doutrina. O escritor inglês afirmava em seu livro que os Espíritos atrasados conservam no outro mundo suas paixões e apetites terrestres e ainda os procuram satisfazer. Essa teoria desagrada em extremo ao professor Newbold, que pede a Stainton Moses se retrate. Este acede imediatamente, e suas explicações são deploráveis. Certos escritores, comentando este fato, acreditaram dele poder tirar conclusões desfavoráveis à filosofia espírita. As condições em que Stainton Moses se pronunciou nos parecem suspeitas. A médium funcionava mal; o Espírito não pôde sobre ela firmar seu império, nem mesmo chegou a provar sua identidade. Talvez não houvesse afinidade suficiente entre seu organismo fluidico e o da Sra. Piper. É essa uma dificuldade que os críticos não tomam bastante em consideração.
Por seu lado, o professor Newbold, com sua opinião muito arraigada, teria exercido ação sugestiva sobre o sensitivo. De resto, ai estão os fatos, aos milhares, para demonstrar a inanidade dessa teoria muito cômoda, dessa opinião de que a morte bastaria para nos desembaraçar de nossos vícios. O Espírito, na realidade, conserva'se o mesmo que se fez durante a vida terrestre. As necessidades procedem do corpo e com ele se extinguem. Os desejos e as paixões são do Espírito e o acompanham. Quase todos os fenômenos das casas mal'assombradas são produzidos por Espíritos atrasados que vêm satisfazer, post'mortem, rancores nascidos aqui na Terra, de males ou de prejuízos causados por certas famílias, que assim se tornam presa de nefastas influências. O mesmo se dá em todos os fatos de obsessão e em certos casos de loucura. Todos os observadores de longa data o sabem. A sensualidade e a avareza subsistem nas almas inferiores.
Os fenômenos produzidos por Espíritos "incubo" e "súcubos" não são imaginários e assentam em testemunhos formais. fácil negar; seria preferível observar e curar. A manifestação efêmera de Stainton Moses e a discussão de seus "Ensaios" sugeriram aos experimentadores a idéia de evocar os Espíritos que os haviam ditado, Espíritos superiores, designados nessa obra sob os nomes de Imperador, Reator, Doctor e Prudens. Estes acudiram ao chamado, e imediatamente o aspecto das sessões mudou. Sentiu'se que ação nova e combinada se exercia sob a direção de alta Inteligência. Cessam as incoerências; as obscuridades, os erros se dissipam; as explicações se tornam claras, as provas abundantes; as últimas dúvidas dos experimentadores se desvanecem. O médium é objeto de cuidados fluídicos assíduos; a "máquina", reparada, funciona daí em diante com precisão. Reator é especialmente preposto a sua guarda, e afasta os intrusos, os Espíritos levianos. Todas as manifestações têm que se submeter à sua fiscalização. h ele quem se encarregará de transmitir as comunicações úteis, as respostas às perguntas formuladas.
Imperador começa sempre por uma prece. Quando fala pela boca da Sra. Piper, sua voz é grave, imponente; impressiona e comove. Suas vibrações provocam o recolhimento, restabelecem a harmonia nos pensamentos dos consultantes. Isso vem confirmar o que tantas vezes notamos em nosso longo tirocínio de experimentador. Quando se empreende o estudo dos fenômenos, como diletante, sem nenhum cuidado pelas condições psíquicas a preencher, raramente se obtêm resultados perfeitos e satisfatórios. Nas sessões que eu dirigia, de acordo com um método rigoroso, desde que a unidade e elevação dos pensamentos cessavam entre os assistentes, desde que o recolhimento era interrompido por conversas ou discussões inoportunas e surgiam divergências de opinião, logo as manifestações diminuíam de valor e intensidade. Espíritos inferiores se intrometiam, e, sob a sua influência, as faculdades dos médiuns se turbavam, não produzindo mais que imperfeitíssimos resultados. Era preciso um enérgico esforço de reação interior e obter a intervenção das potências invisíveis, para restabelecer o curso regular das manifestações.
Na experiência espírita ' não o esqueçamos ' os resultados dependem da proteção oculta que podemos obter e, sobretudo, da extensão e eficácia dessa proteção. Ora, esta só se pode exercer no limite em que a tornemos possível, colocando'nos em estado moral e mental de harmonia que facilite a ação dos Espíritos adiantados. Sem afinidade de pensamento e de sentimento, sem comunhão entre si, não podem as almas comunicar'se senão confusa e acidentalmente. Eis aí a lei suprema e a suprema ciência das manifestações! Que valem as críticas dos teóricos fantasistas diante da lição dos fatos? Os que só vêem no Espiritismo uma ciência semelhante às outras ciências hão de forçosamente chegar a reconhecer a insuficiência de suas concepções, desde que, passando da teoria à prática, verifiquem o mau resultado de seus esforços, ou, pelo menos, a indigência dos resultados obtidos.
Outro notável investigador, tão perspicaz quão escrupuloso, cujo testemunho não podemos deixar em esquecimento, é o professor Hyslop, da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque. Esse sábio entregou'se a demorada pesquisa sobre a mediunidade da Sra. Piper, da qual resulta que os fenômenos obtidos não se poderiam explicar nem pela telepatia, nem pela leitura de pensamento. (172) O professor formulou duzentas perguntas, dirigidas ao Espírito de seu falecido pai, por intermédio do Dr. Hodgson. Enquanto este falava, J. Hyslop, disfarçado com uma máscara e colocado por trás da médium, não proferia uma só palavra. Nessas condições, a Sra. Piper não podia ler no cérebro do interrogante respostas que este ignorava, porque o professor tivera o cuidado de escolher assuntos de caráter inteiramente íntimo, ignorados por todos. Assim se pôde verificar, depois de longas e laboriosas investigações, que das 205 respostas obtidas, 152 eram perfeitamente exatas e 16 inexatas; 37 ficaram em dúvida, porque não puderam ser averiguadas.
Essa verificação exigiu numerosas viagens através dos Estados Unidos, a fim de serem reconstituídas minuciosamente certas particularidades da história da família Hyslop, a que se referiam as perguntas. Todas essas respostas são admiráveis por sua clareza e precisão. Nelas, a personalidade dos manifestantes, suas idéias, suas expressões familiares se patenteiam com tamanha fidelidade que impõem fatalmente aos observadores a convicção. O professor Hyslop, abrindo mão de toda desconfiança, conversa, pelo órgão da Senhora Piper em transe, e sob a vigilância de Reator, com seu pai desencarnado, "com tanta facilidade como se ele estivesse vivo. Nós nos compreendíamos por meias palavras (173) ' diz ele ' como numa conversação ordinária".
Além disso, pôde o Sr. Hyslop, em diálogos animados e cheios de incidentes, conversar com alguns de seus tios e primos falecidos, com seu irmão Carlos (174), morto quando ele tinha quatro anos, com suas irmãs Ana e Elisa, e de todos obteve respostas satisfatórias, cuja enumeração enche centenas de páginas de seu relatório publicado no "Harpers Magazine", depois nos "Proceedings" da S.P.R., tomo XVI. Aí se encontram reunidos em quantidade considerável fatos miúdos, incidentes da vida de família esquecidos pelo professor e, após exame, reconhecidos verdadeiros. Eram precisas às vezes semanas inteiras de pesquisas para os averiguar, e encontrava'se então algum parente afastado que lhes atestava a realidade. Os resultados eram quase sempre conformes ao dizer dos Espíritos. Sobre as provas colhidas, diz o professor (175)
"Para o leitor estranho, a narrativa de uma sessão não pode produzir a convicção que se apodera do parente ou do amigo que torna a encontrar, depois de longo tempo, os hábitos de linguagem, as construções de frases, as expressões pitorescas, a maneira de discutir, tão bem conhecidas, e que caracterizavam de modo inconfundível aquele com quem outrora convivera." Vêm depois característicos novos, desconhecidos e de profunda originalidade. Por exemplo:
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.