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Capítulo 96 de 110
Preâmbulo
Mediunidade · Edgard Armond, espíritos diversos
É grande, realmente, a misericórdia do Pai permitindo estarmos presentes, muitos de nós, com a consciência espiritual despertada, a êste fim de século quando a humanidade, da qual somos parte, ultrapassa as fronteiras de um ciclo. Três épocas houve, culminantes, na história espiritual do homem: a primeira quando, nos albores ainda dos tempos, se levantou da condição de animal para a de homem, adquirindo a faculdade da razão e a capacidade do livre-arbítrio; a segunda quando o Mestre desceu a êste orbe, num momento agudo de transição, para coroar sua obra de arquiteto divino, ensinando os preceitos da fraternidade universal e outorgando as leis morais evangélicas que devem reger a vida da espécie humana até o fim de seus dias; e a terceira, esta que vivemos hoje, quando os elementos todos da equação humana, aliados aos da própria natureza cósmica, se precipitam vertiginosamente para uma solução final; quando todos os povos se debatem nas últimas carnificinas e a besta humana, desembaraçada de suas ligaduras apodrecidas, campeia pelo mundo, emitindo seus últimos rugidos, antes que seja afastada dos caminhos, como incompatível com o advento de uma humanidade redimida; e quando, após horrorosas hecatombes cujos efeitos ainda por muitos anos convulsionarão a terra, o homem comparecer à presença do seu Senhor Divino para dar-lhe conta de suas tarefas e dos atos que até agora praticou.
É grande a misericórdia do Pai nos permitindo assistir ao epílogo de uma jornada evolutiva e ao nascimento de um novo ciclo; à morte do homem velho, saturado de materialidade e ao nascimento do homem novo, revivido de suas próprias cinzas, para as claridades de uma nova aurora. Elevemos, pois, ao Pai os nossos corações para agradecer tudo aquilo que já recebemos e tudo o mais que nos há de vir nos dias vindouros, como frutos de sua bondade inesgotável.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.