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Capítulo 24 de 110
O Sono
Mediunidade · Edgard Armond, espíritos diversos
Tudo no mundo dorme, sêres e coisas, pelo menos aparentemente. Um têrço de nossa vida, no mínimo, passamos a dormir. Enquanto é dia e sob a influência do Sol, cuja luz destrói as emanações fluídicas maléficas, predomina o dinamismo das fôrças materiais, regidas pela inteligência; mas quando o Sol se vai e cai a noite, passam a imperar as fôrças negativas da astralidade inferior e o corpo humano adormece, então, sob seu domínio. Para uns o sono advem de uma congestão cerebral (hiperemia dos vasos sanguíneos do cérebro). Para outros, justamente o contrário: ocorre uma anemia cerebral (isquemia dos mesmos vasos) o que quer dizer que no sono os vasos se dilatam e esgotam o sangue do cérebro. Ao lado destas há a teoria dos neurônios, células nervosas cujos prolongamentos durante o sono se retraem, interrompendo a passagem da corrente vital, que restabelecem ao despertar, distendendo os referidos prolongamentos e pondo-os de novo em contacto.
Pode também o sono resultar de uma asfixia periódica do cérebro e, para o velho Aristóteles, advem da ação das ptomaínas existentes nos resíduos digestivos. Em contraposição há outros que afirmam que, justamente, dormimos para nos desintoxicarmos, sendo assim o sono uma função defensiva do organismo. Enfim e para não alongar esta exposição citamos Marin, segundo o qual o sono é um aspecto da lei de alternativa em virtude da qual à atividade segue o repouso, como a noite, ao dia e como a morte à vida. E isso concorda com a “Lei do Ritmo”, da filosofia egípcia, exposta admirávelmente na obra iniciática “Kaibalion”, segundo a qual a vida se manifesta por atividade incessante, que obedece a um ritmo invariável e cuja compensação é o repouso. Aplicada ao corpo humano a teoria quer dizer que o organismo físico, na vigília, gasta energias que recupera no repouso do sono. Ultimamente a ciência descobriu que no momento do sono ocorre uma inversão de origem das ondas cerebrais, do cérebro posterior para o anterior. Mas, como se dá o sono? Com o abandono provisório do corpo pelo Espírito, da mesma forma como na morte, quando o abandono é definitivo.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.