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Capítulo 36 de 110

Transfiguração

Mediunidade · Edgard Armond, espíritos diversos

A transfiguração, em sua natureza intima, é aparentemente um efeito físico, porém, segundo os pontos de vista deste nosso estudo, deve ser classificada como incorporação. O Espírito operante atua sobre o médium, adormece-o e o desliga parcialmente do corpo denso e o. faz para provocar um relaxamento dos centros nervosos e, consequentemente, dos tecidos orgânicos da região que pretende modificar em seu aspecto. Em seguida se interpõe entre o perispírito desligado e êsse corpo denso, de forma a poder assumir o comando dos conjuntos orgânicos pertencentes ou ligados à região onde quer operar. O parcial desligamento do médium produz um estado de liberação dos tecidos e centro nervosos dos quais o espírito operante assume então, como dissemos, o comando. Com sua vontade age êle fortemente, atraindo ao seu próprio perispírito, que passa então a servir de molde temporário, os tecidos relaxados e indefesos da região visada, os quais então se vão adaptando, acomodando-se, ao novo molde e assim aparentando as formas e demais características orgânicas do Espírito operante. Diz-se comumente que nestes casos há uma sobreposição de perispíritos, porém se fôsse só isso o fenômeno seria visível somente para videntes porque todo êle se passaria no campo do invisível, o que nem sempre se dá; e se a

sobreposição fôsse do corpo denso do Espírito operante, teria havido uma materialização, caso então em que seriam visíveis dois corpos e não um somente. Diz-se que há superposição porque o fenômeno se passa nos limites, no âmbito do corpo físico do médium, utilizando-se o Espírito operante dos próprios elementos constitutivos desse corpo. De qualquer forma êstes fenômenos são raros e por isso merecem estudo especial: o que atrás dissemos representa somente uma ligeira contribuição a esse estudo.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.