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Capítulo 100 de 110

Agentes Dessa Reforma

Mediunidade · Edgard Armond, espíritos diversos

O mundo se nos apresenta hoje sob um aspecto triste e desanimador, de uma parte dominado pela exaltação dos instintos inf eriores que desencadeou; de outra atemorizado pelo desconhecimento do seu destino de amanhã, tudo isso agravado por uma desoladora falta de esperança, de idealismo e de fé. Será um trabalho demorado e árduo promover sua reforma, modificando tantos elementos contrários e hostís. Jogando unicamente com fatores essenciais e reiterando nossos conceitos anteriores, podemos dizer que só conhecemos dois elementos decisivos dessa realização: o sofrimento que, passando do campo individual, onde vem realizando há séculos um trabalho de resultados aleatórios, atinge agora a massa da humanidade, em busca de uma decisão coletiva; e as manifestações do chamado sobrenatural, de cujo campo a mediunidade é o pórtico. Estes dois fatores são os únicos que têm autoridade para decidir a questão; o primeiro extinguindo a chama das paixões animais e domando o homem no seu orgulho estúpido; o segundo abrindo-lhe as portas do verdadeiro conhecimento espiritual e promovendo a confraternização até mesmo de vivos e mortos.

O primeiro como agente do passado, resgatando dívidas cármicas que aplainam o caminho, regenerando, e o segundo, como elemento do futuro, aproximando os homens novamente de Deus. Na solução dêste grande problema os médiuns entram como elementos de alto valor, tornando-se instrumentos hábeis de investigação no campo da inteligência e veículos de iluminação espiritual, no do sentimento. Ser médium entretanto não quer dizer que a alma esteja agraciada por privilégios ou conquistas feitas. Muitas vezes pessoas altamente favorecidas com a mediunidade são todavia dominadas, subjugadas por entidades sombrias ou delinquentes, com as quais se afinam de modo perfeito, servindo, ao escândalo e à perturbação em vez de cooperar na extensão do bem.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.