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Capítulo 18 de 110
Vidência no Espaço
Mediunidade · Edgard Armond, espíritos diversos
É aquela em que o médium vê cenas, quadros, sinais ou simbolos, em pontos distantes do local do trabalho. Esta visão é obtida, comumente, por dois modos: 1º) pela formação do tubo astral, que é um processo de polarização de um número de linhas paralelas de átomos astrais, que vão do observador à cena que deve ser vista. Todos os átomos sobre os quais se age ficam, enquanto dura a operação, com seus eixos rigidamente paralelos uns aos outros, de sorte a formar uma espécie de tubo por onde o vidente olha. Esta explicação é de Leadbeater e aceitamo-la na íntegra, somente acrescentando que as imagens assim obtidas são de tamanho reduzido, porém perfeitamente nítidas.
Esta maneira porém não é a única, nem mesmo a mais comum, do ponto de vista espírita, pois sucede que, na maioria das vezes, a ligação entre o local da cena distante e aquêle no qual se encontra o médium, é feita pelos próprios instrutores invisíveis que, na matéria astral, estabelecem uma linha de partículas fluídicas formando um fio transmissor de vibrações de extremo a extremo, por meio do qual a vidência então se exerce. 2º) pelo desdobramento, mediante o qual, o Espírito do médium, abandonando momentaneamente seu corpo físico ou melhor dizendo, exteriorizando-se, é levado ao local da cena a observar, então diretamente, sendo que, neste caso, a visão é muito mais nítida e completa. Quando o médium não tem ainda desenvolvida a capacidade de desdobramento, os próprios instrutores o mergulham em sono sonambúlico e nesse estado o transportam aos lugares desejados; nestes casos o vidente ou narra a cena vista somente após o regresso e o despertar no corpo físico ou a vai narrando durante o próprio sono sonambúlico, à medida que a observa.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.