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Capítulo 28 de 110

A Incorporação

Mediunidade · Edgard Armond, espíritos diversos

Esta forma de mediunidade se caracteriza pela transmissão, oral ou escrita, da comunicação do Espírito e pode ser parcial ou total, como já dissemos. Há uma corrente de investigadores psiquistas que não considera a incorporação como uma faculdade real porque segundo alegam, os médiuns desta classe não’ revelam possuir uma força psíquica, especial e definida, que se manifeste por si mesma, produzindo fenômenos; trata-se, ajuntam, de um estado passivo que denota ünicamente capacidade sonambúlica por parte do médium. Mas tais investigadores não têm razão, segundo penso, porque: 1º) para ser médium não é necessário possuir uma força psíquica especial e definida” que produza fenômenos; já vimos que mediunidade é capacidade de percepção de vibrações mais altas e vimos também que todos possuem essa capacidade em maior ou menor grau; 2º) mesmo aceitando a incorporação como um estado passivo, isso não seria argumento porque um médium de ef eitos físicos (que pertence à classe dos que possuem, segundo muitos admitem, “força psíquica própria”), esse médium, em transe sonambúlico, inteiramente passivo, concorre da mesma forma para produção de fenômenos; e 3º) a incorporação, como vamos ver, nem sempre é uma forma passiva.

Por outro lado consideramos a incorporação uma das formas mais interessantes de mediunidade e das mais úteis porque não só nos faculta entendimento direto e pessoal com os Espíritos, como também a possibilidade de doutrinarmos e esclarecermos os Espíritos inconscientes, imersos em escuridão mental, bem como os maldosos, realizando assim um ato de verdadeira caridade espiritual e cooperando com os companheiros que dirigem as organizações assistenciais do Espaço, dedicados a esse trabalho.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.