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Capítulo 108 de 110

Os Tempos se Precipitam

Mediunidade · Edgard Armond, espíritos diversos

A humanidade evolui lentamente, colhendo os frutos de suas próprias experiências. Gerações se sucedem umas às outras, num esfôrço contínuo de solidariedade, quase sempre inconsciente, porém nem por isso menos real, recolhendo uns o resultado do trabalho de muitos. Durante todo esse tempo imemorial vêm os homens construindo, morosa porém infatigavelmente, o edifício majestoso desta atual civilização. Nesse período de lutas cometeram erros profundos e, sob o império das paixões inferiores prevalecentes, afastaram-se de Deus, glorificando a matéria inanimada. A misericórdia divina porém é infinita; uma grande margem de tolerância sempre existe e a Providência está constantemente intervindo, corrigindo as falhas, orientando, amparando e trazendo o caminhante para o sulco, quase sempre indistinto, da verdadeira rota. Mas tudo tem seu termo e chega, afinal o tempo em que os erros e as transgressões se imprimem na face do homem como um estigma de obstinação e rebeldia. Então a tolerância cessa, e os homens passam a ser julgados segundo seus próprios méritos, pelos códigos infalíveis do tribunal divino. Esta humanidade está penetrando numa época de julgamento e tudo se vem precipitando para o fim, na terra, nos céus e nas almas envoltas em dolorosas conjecturas.

Os médiuns são agentes vivos dessa precipitação, visto que colocam os homens diretamente em face de todos os problemas e fatos possibilitadores de redenção, oferecendo-lhes evidências e provas seguras das realidades da vida espiritual. Esses problemas e fatos não podem mais ser ignorados e devem ser resolvidos individualmente, segundo o livre arbítrio de cada um e segundo o grau de compreensão que a cada um corresponda. E a responsabilidade dos médiuns é dupla porque responderão como indivíduo e como detentores de faculdades de revelação.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.