[user_registration_my_account]
Capítulo 47 de 110
Obsessões
Mediunidade · Edgard Armond, espíritos diversos
Obsessão, no entendimento geral, significa loucura mas nós, espíritas, sabemos que são desvios momentâneos e passageiros do equilíbrio psíquico, que nem sempre afetam a mente. Este assunto tem sido muito estudado e os autores espíritas ‘conhecem bem seus detalhes e, somente de passagem, a êle aqui nos referimos, para rematar as considerações que atrás fizemos sobre mediunidade curadora. Dividimos as obsessões, quanto à origem, em internas e externas. No primeiro caso o doente é o obsessor de si mesmo; existe, pois, uma auto-obsessão cujas causas podem ser: hipertrofia intelectual ou excesso de imaginação; vida contemplativa ou misticismo; esfôrço introspectivo sistemático, fixações mentais inalteráveis etc. O doente constrói para si um mundo mental divergente, povoado de idéias fortes ou mórbidas, que se tornam fixas, ou de ‘concepções abstratas ou fantasiosas que se sobrepõem à Razão, estabelecendo no campo da mente um regime de desvario, deslocando-a do campo das realidades ambientes. Nestes estados há sempre predomínio do sub-consciente. Como se vê há um desvio funcional da mente consciente, com base no próprio espírito e, quando êsse desvio ultrapassa os limites daquilo que é considerado o máximo tolerável por todos, o indivíduo passa a ser taxado de lunático, demente. Nestes casos o equilíbrio pode ser restabelecido com a simples modificação das atividades normais do doente, que devem ser orientadas, o
mais possível para o campo das tarefas materiaiS concretas e objetivas. Busque-se uma instituição de pensamentos. No segundo caso a obsessão é externa quando provocada por agentes estranhos, alheios ao doente, que podem ser: a) diretos: entidades desencarnadas b) indiretOS larvas (pensamentos formas) e outras espécies de influenciação telepática. Em todos êstes casos a perturbação tem duração mais ou menos limitada e, afastada a causa, cessam os efeitos, quase sempre recuperando a mente sua normalidade anterior. Somente podemos considerar loucura, isto é, desequilíbrio irremediável, OS casos em que o organi Smo foi invadido por agentes patológicos ou causadores de lesões nos centros anímicos como p. ex. a sífilis, o álcool, etc. Então, como bem se percebe, não se trata mais de obsessão porém de lesões que impossibilitam a mente de funcionar em ordem, e é em relação a êstes casos principalmente, que a mediunidade curadora se limita a atenuação do sofrimento.
Nas obsessões mais graves, quando a cura é permitida, e em todos os demais casos só se colhem bons resultados quando o doente colabora, reagindo no campo moral, edificando-se no esforço de reabilitaçãO caso contrário os resultados serão pas Sageiros, porque o doente acaba-se acumpliciando com o obsessor e a obses São, sistemàticamente reincide, em muitos casos perdurando até além da morte. Se houver reação vão se desatando aos poucos os laços que prendem o obsessor ao obsidiadO, acentuando-se cada vez mais a incompatibilidade vibratória dos perispír Itos, e dá-se por fim a separação entre ambos. Sabemos das dificuldades existentes no se compelir os obsidiadOS a colaborarem na sua própria regeneração: comunlente se afastam, negam-Se a ouvir, a assistir trabalhOS e a seguir conselhos no que aliás, como sabemos, são levados pelos próprios obsessores, que, ligados fortemente aos seus perispíritos, dominam a sua consciência pensamentos e atos.
Os obsidiadOS se acostumam com os obsessores; durante anos entre êles há troca, permuta de fluidos e se os separamos violentamente podem surgir lesões mais ou menos graves no organismo físico ou psíquico. É preciso ir desligando aos poucos. Nos casos de obsessão avançada, após as crises agudas dos ataques diretos, perseguidores e perseguido, permanecem “na mais estreita ligação telepática, agindo e reagindo mentalmente um sôbre o outro”. Os obsedados julgam muitas vezes querer libertar-se, entretanto no intimo alimentam-se com os fluidos enfermiços do companheiro desencarnado e apegam-se a êle, instintivamente. Milhares de pessoas são assim. Entretanto é possível agir de forma a captar êsse precioso concurso individual em entendimento direto com o obsidiado, demonstrando-lhe o nosso desejo de curá-lo e aos poucos incutindo-lhe no sub-consciente conceitos evangélicos apropriados.
Por outro lado, levados à sessão de cura espiritual, devem ser submetidos a passes apropriados, por médiuns que possuam faculdades curativas os quais, como veículos dos Espíritos, colocando as mãos sôbre a cabeça do doente, projetarão sôbre êle fluidos elevados captados no Espaço, com o concurso de tôda a assistência, que deve estar concentrada fortemente naquele objetivo de cura.
Este processo dá resultados apreciáveis e no mínimo se obterão afastamentos temporários, em etapas progressivas e complementares de reabilitação psíquica do doente. O estado obsessional em sua fase inicial tem o nome já vulgarizado de encosto, quando o espírito que interfere é inconsciente. Numa outra, mais avançada e mais grave, chama-se possessão; mas, generalizando, todos êstes casos são fenômenos de vampirismo. Obsessão e suas modalidades são fenômenos que somente manifestam Espíritos atrazados, pois, não há possibilidade de serem loucos ou obsidiados Espíritos de evolução mais avançada. Por último, queremos lembrar que, nem sempre, o tratamento das obsessões deve ter em vista o afastamento do obsessor porque tal coisa às vêzes não se pode dar, mormente nos casos diretos quando, obsessor e obsidiado acham-se estreitamente ligados entre si por laços fluídicos indissolúveis, em tarefas de resgates cármicos (25).
(25) Para casas espíritas de grande movimento, nas curas de obsessões não pode ser aplicado o processo clássico das doutrinações individuais; por isso estabelecemos na Federação Espírita do Estado o sistema que denominamos “choque anímico”, que permite assistir individualmente grande número de casos numa só sessão. O processo, em síntese, é levar diretamente ao coração do obsessor um forte jato de fluidos de amor. Vide “Trabalhos Práticos de Espiritismo” do mesmo Autor, Edição LAKE — São Paulo.
André Luiz em seu livro já citado, explica que médiuns existem que, aliviados dos vexames que recebem por parte de entidades inferiores, depressa como que lhes reclamam a presença, religando-se a êles automàticamente, embora o nosso mais sadio propósito de libertá-los. Enquanto não se modificam suas disposições espirituais, com a criação de novos pensamentos, jazem no regimem da escravidão mútua em que obsessores e obsidiados se nutrem das emanações uns dos outros. Temem a separação, pelos hábitos cristalisados em que se associam, segundo os princípios da afinidade.
Este setor de efeitos físicos, como se vê, é muito interessante e às vêzes mesmo impressionante, porque os assistentes vêm-se assim postos em contacto direto e objetivo com os Espíritos desencarnados. Os intelectuais encontram nele possibilidades inúmeras e ideais de exercerem investigação de fundo científico; os que precisam ver para crer e os filiados a credos dogmáticos ou platônicos, todos podem verificar, pessoalmente, a realidade da vida espiritual, do intercâmbio entre os mundos físicos e etéreo, enfim, da imortalidade da alma. Mas é preciso nesse setor agir com muito cuidado e discernimento porque êle, justamente, oferece margem, pela sua complexidade, a uma série extensa de mistificações, ora de médiuns ora de Espíritos; a confusões muito naturais para aqueles que não lhe conhecem as particularidades.
Há uma percentagem reduzida de manifestações que podemos citar como autênticas desta espécie, não passando muitas outras de fenômenos de outra espécie, que com esta se confundem. É comum, por exemplo, que Espíritos de planos inferiores ligados à Terra, pelo desejo que sempre têm de se manifestarem aqui, ou mesmo em missões de colaboração, utilizem-se de médiuns inconscientes, de incorporação, e usando as próprias mãos e pés dêsses médiuns produzam as manifestações tidas como efeitos físicos (levitações de objetos, toque de instrumentos musicais, pseudas materializações, etc.) que não passam afinal de simples fenômenos de incorporação. Não cabe nos limites dêste nosso trabalho entrar também no estudo das mistificações, conscientes ou inconscientes, de médiuns e de Espíritos, bem como do meio de evitá-las, mas podemos acrescentar que por dois processos muito simples se pode selecionar as manifestações, sendo um o de segregar o médium de todo contacto ou aproximação, mantendo sempre a cabina sob vistas de todos, e outro o de operar sempre com meia luz, vermelha ou azul, de intensidade suficiente para tornar visível todo o aposento do trabalho e seus assistentes.
A luz nem sempre impede a realização dos fenômenos, salvo os de caráter luminoso, que ficariam, é claro, prejudicados se se utilizasse luz intensa, O poder-se ou não trabalhar com luz e a intensidade dessa luz, tudo depende da capacidade fluídica do médium e também de sua educação mediúnica. Mesmo que o médium ou o Espírito operante não o desejem, devemos sistemàticamente tentar a meia-luz, pois somente assim se poderá garantir a autencidade, verificar os limites e classificar devidamente os fenômenos produzidos; e a recusa de submissão a estas exigências tão naturais, já por si mesma, torna suspeita a idoneidade dos operadores. (26)
(26) Certos fakires, no Oriente, produzem os mais extraordinários fenômenos físicos, transportes, levitações, materializações, etc., em plena luz do dia e sem preparação ou auxílio de terceiros, pelo emprego somente de sua capacidade de produzir fluidos e o concurso dos espíritos desencarnados.
Para que possam lidar sempre com material conhecido e fácil-mente manejável os Espíritos, por sua vez exigem, mormente no inicio, que os assistentes sejam em pequeno número e sempre os mesmos. Em seu livro já citado, André Luiz, referindo-se aos efeitos físicos explica que os pensamentos e emissões de fluidos negativos por parte da assistência, influem sobre o ectoplasma que está sendo manipulado pelos espíritos, obscurecendo-o e danificando-o. Isso é razoável porque de fato o selecionamento lhes garante o êxito do trabalho, mas certo é também que havendo médiuns com a faculdade de ceder fluídos em volume suficiente, treino operacional e capacidade da parte dos operadores nos dois planos, os fenômenos se produzirão de qualquer forma. Outro aspecto da questão, que devemos focalizar é que esta forma de mediunidade é aquela que mais depressa e sistemàticamente exaure o médium, justamente atendendo à sua tarefa de doar fluidos. Os médiuns desta classe são a bemdizer “doadores de sangue fluídico”,
que não podem ser utilizados sem constantes períodos de recuperação, muito embora os próprios Espíritos operadores promovam, ao fim de cada trabalho, essa recuperação, de alguma forma (27).
(27) Para aumentar a capacidade de doar fluidos, e desde que o diretor do trabalho seja pessoa competente, pode-se adotar o processo da aplicação do Kundalini — o fogo da terra. Essa aplicação, todavia, não deve ser generalizada, pelos perigos que encerra na ocorrência de leviandades, exageros ou falta de conhecimentos apropriados. Vide a obra “Passes e Radiações”, do mesmo Autor, Edição LAKE — São Paulo.
Outra coisa que convém dizer é que os trabalhos de efeitos físicos, do ponto de vista espiritual, são de categoria inferior, e os médiuns desta espécie, mais que quaisquer outros, estão sujeitos a perturbações físicas, psíquicas, obsessões, degenerações. Para evitar isso é preciso que não se entreguem completamente a êste gênero de atividade e cuidem, o mais possível, de sua elevação moral. Mais que outros, a vaidade pode perdê-los, ou as tentações de benefício material porque, se possuirem mediunidade em boas condições, sofrerão o assédio constante dos curiosos, dos investigadores, dos incrédulos e dos aproveitadores. Este é campo em que a curiosidade de muitos encontra pasto, nem sempre seguida da verdadeira compreensão espiritual, que edifica no íntimo de cada um os fundamentos da fé, e os propósitos indeclináveis da reforma moral, que é a base cristã, fundamental, da doutrina espírita.
A produção de fenômenos tem indiscutível utilidade no campo da investigação criteriosa e bem intencionada, mas não deve se transformar em objetivo fundamental de todo o esfôrço no estudo e na aplicação dos ensinamentos da doutrina. É preciso fugir ao encantamento que o fenômeno exerce sôbre os trabalhadores inexperientes ou novatos, bem como do fanatismo, muitas vêzes obsessionante, que afeta aqueles que não passam dos aspectos superficiais do problema e se agradam, por vaidosos, daquilo que lhes atinge a personalidade e que levam na conta de privilégios. E quanto aos médiuns é importante saber que devem se esquivar ao comércio de emoções com o invisível, sem um alvo elevado de benefício ao próximo; ao sentimento de monopolizar o intercâmbio; enfim à busca de sensações e aventuras nesse campo de trabalho, tendo em vista a glória da mediunidade, que não reside no fato de ser o médium instrumento de determinadas inteligências invisíveis ou encarnadas, sejam quais forem, mas sim no de cooperar no esfôrço geral dos dois mundos, para benefício de todos; os médiuns não são ferramentas cegas manejadas por operadores exclusivistas, mas instrumentos humildes e fiéis da Divindade.
No estudo da mediunidade surge agora o capítulo realmente fascinante da mediunidade nos animais e êste estudo nos leva, para melhor entendimento, a uma revisão da vida espiritual dos animais, enfrentando a controvérsia
existente sôbre o assunto. O Espiritismo ensina que a monada espiritual, a cintila divina, evoluir através dos reinos realisando, em cada um, as experiências que eles oferecem para benefício de sua sensibilidade, de seu despertamento psíquico. No volume nº 1 da série Iniciação Espírita já estudamos êste assunto desenvolvendo-o em certo limite e por alí vimos que no reino mineral a monada sofre as influências oriundas dos processos físicos e químicos que se passam no seio das massas minerais, recebendo deles o máximo de influenciação quando atinge a família dos cristais, na qual já se observa um instinto de estesia nas formas geomêtricamente perfeitas que apresentam. No reino vegetal, já estando integrado em substância orgânica proto plasmática, a monada já concorre a formar agrupamentos celulares nos quais a sensibilisação avança um passo. No reino animal ela, de parte de um agrupamento, passa a ser uma unidade espiritual, a sua vez formada de agrupamentos celulares menores, isto é, passa a ser o centro da atividade celular individual penetrando já bem dentro do campo da sensibilidade e do princípio da inteligência individual.
Finalmente quando entra no reino hominal ela já possui uma organização psíquica apreciável capaz de proporcionar-lhe experiências mais complexas, advindas dos dois setores diferentes —coração e cérebro — utilizando o livre arbítrio e um teor de consciência suficiente, para conduzi-la por si mesma a caminhos altos nos campos da evolução, próprios do reino espiritual. Já vimos que a mediunidade se manifesta em todos os graus da escala, do baixo ao alto, como manifestação que é, de intermediarismo automático entre todos os sêres. Desde que entra no reino animal a monada já adquiriu um coeficiente de sensibilidade bastante apreciável, o que lhe permite manifestar mediunidade, visto que esta é justamente o resultado maior ou menor da sensibilisação do sêr. Daí logo se percebe que as manifestações serão mais acentuadas e frequentes nas famílias animais mais evoluídas, sobretudo aquelas que mais de perto convivem com os homens, sêres mais evoluídos, ao contato de cujos sentimentos a sensibilização dos animais aumenta.
São inúmeras as formas de mediunidade entre os animais, porém as mais observadas são as pertencentes ao campo da vidência. Como os animais vivem ao mesmo tempo no astral e no plano material denso, a visão e a audição captam impressões desses dois planos: ouvem e vêem com facilidade nos dois planos, os seres encarnados e desencarnados. Sentem a aproximação de pessoas como também a de acontecimentos telúricos ou cósmicos (terremotos, tempestades etc.). Das pessoas com as quais convivem (sendo domésticos) sentem os fluidos bons ou maus, os sentimentos amistosos ou hostís e instintivamente se afastam ou se aproximam conforme o caso. Porém há também os casos típicos da mediunidade entre eles nos quais, como entre os homens, o intermediarismo é manifesto. São do conhecimento de todos os casos de burros, cavalos, cachorros e gatos que lêem e contam com surpreendente exatidão.
Como não é possível que animais, cuja organisação psíquica ainda não comporta consciência ativa e metódica e capacidade de raciocínio, realisem cálculos matemáticos ou leiam palavras da língua humana, é forçoso
reconhecer que quem leu ou fez a conta não foi o animal mas alguma inteligência que dele se utilizou. Essa inteligência já sabemos que é o espírito que se serve do animal para isso. O espírito lê a palavra escrita e bate com a pata ou a cabeça do animal, produzindo o movimento convencional relativo a essa letra, ou palavra, ou número. E aqui cabe, de passagem, algumas referências a respeito da licantropia, singular capítulo sobre as formas mais baixas da encorporação. Realmente os casos impressionantes de licantropia são todos casos que provam a mediunidade dos animais. O feiticeiro, o macumbeiro, desdobrando-se do seu corpo físico, apoderase do corpo animal seja ele qual for, doméstico ou selvagem e, nesse corpo, age como entender, concientemente, realçando muitas vezes longas caminhadas por florestas ou desertos, no afam de expandir, ao contacto daquele ser rústico, as paixões animais que lhes são próprias e afins. Os autores que escreveram sobre as seitas e os ritos dos povos indianos e africanos, comumente citam fatos interessantes a respeito desta forma de mediunidade.
Na Índia referem-se aos homens-tigres, encorporação ou semiencorporação de feiticeiros em tigres que funcionam como médiuns e que nem por isso deixam nesses momentos de atacar e devorar suas vítimas. Na África mulheres e homens, encarnados e desencarnados se encorporam em animais domésticos: gatos, cães etc., e selvagens: lobos, raposas, veados etc., e correm o país pelas noites a dentro em busca de emoção e de informações de que carecem para conservação do seu prestígio perante as tribos ignorantes das quais são oráculos ou sacerdotes. Cito um caso: uma caravana científica ficou sem abastecimento e recursos diversos, na dependência de um navio que devia arribar no porto mais próximo, mas que tardou muito a chegar. Os portadores enviados ficaram retidos em certo local por chuvas e enchentes e, ante a perspectiva da penúria, o chefe recorreu ao feiticeiro local o qual à noite, encorporado em um lobo, bateu 200 quilômetros da mataria e voltou para trazer, no dia seguinte, notícias positivas sôbre os portadores ilhados e o navio que acabara de arribar na costa.
Os espíritos familiares e protetores muitas vezes lançam mão dos animais domésticos para fazerem advertências, darem avisos, alertarem seus amigos e protegidos sôbre males pendentes ou acontecimentos que devem ser evitados. Nos casos de morte sucede os pombos abandonarem as casas e os cães uivarem lamentosamente horas a fio: pressentiram o, transpasse. Neste capitulo é obrigatória a citação dos Elementais, sêres singulares e misteriosos, cuja existência é constatada por muitos e ignorada pela maioria. Pois sua mais útil e interessante tarefa é justamente essa de influir sôbre os animais levando-os a agir desta ou daquela maneira. Podemos dizer que êles, os Elementais, é que são os autores das manifestaçôes do instinto entre os animais. Eles mesmos, cada um no seu gênero, são o instinto, simples, natural, imperativo, violento, espontâneo. Daí serem altamente perigosos quando utilisados pelos homens no campo das paixões naturais, cuja exacerbação produzem a limites imprevisíveis.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.