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Capítulo 8 de 33

Os Grandes Iniciados — parte 8 de 9

Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 2

na sua mais alta exaltação, ela possa ter a visão de uma realidade superior e imaterial. No futuro, a ciência regenerada pela verdadeira fé e pelo espírito de caridade atingirá as esferas, onde va­ gueia a filosofia especulativa, tateando e de olhos ven­ dados. Talvez ainda venha Psiqué entrar na posse dos seus altares, banidos da nossa civilização, "pela porta do sono e dos sonhos", como dizia o velho Homero. De qualquer modo, a clarividência em suas fases, observada pelos cientistas e médicos do ·século XIX, s lança nova luz sobre o papel da adivinhação na anti3ui­ dade, e sobre muitos fenêmenos aparentemente sobre­ naturais, mencionados fartamente nos anais de todas os povos. Sem dúvida, cumpre distinguir legenda e histó­ ria, alucinação e visão real. A psicologia experimental contemporânea recomenda não se rejeitarem fatos em massa, estudando-os sob o ponta de vista das leis psico­ lógic�s constatadas. Se a clarividência é umá faculdade da alma, não será mais permitido rejeitarem-se, pura­ mente, simplesmente, os profetas, os oráculos, as sibilas, levando as suas atividades para o plano da superstição. Nos templos antigos, a adivinhação teria sido praticada com finalidade social e religiosa. O estudo comparativo das religiões e das tradições esotéricas mostra que os respectivos princípios foram os mesmos em toda parte, embora tenha variado a sua aplicaçãa. O que desacredi­ tou a adivinhação foram a sua corrução e os abusos. Suas belas manifestações somente são possíveis em seres de grandeza e de pureza excepcionais. Em Delfos, a adivinhação baseava-se nos mesmos princípios jâ expostos, e a organização interna do tem- - plo era-lhe correspondente. Como nos grandes templos do Egito, compunha-se de uma arte e de uma ciência. A arte consistia €m penetrar no passado e no futurb, pela clarividência ou êxtase profético. A ciência era . o cál­ culo do futuro, segundo as leis da evolução universal. Arte e ·ciência conferiam-se reciprocamente . · . Nada diremos dessa ciência que os antigos denomi­ navam genetlialogia, da qual a astrolo3ia mediPval é apenas um fragmento imperfeitamente compreendido, a s nãa er que se tratasse de uma ciência enciclopédica aplicada ao futuro dos povos e dos ind'ivíduos. Muito

útil como orientação, sempre foi problemática em sua aplicação. Somente os espíritos de primeira ordem pu­ deram usá-la. Pitágoras aprofundou-a . no Egito. Na Gré­ cia, era praticada com dedos menos completos e menos precisos. Ao contrário, a clarividência e a profecia esta­ vam mais adiantadas. Sabe-se que esta se exercia em Delfbs por mulhe­ res jovens e velhas, chamadas Pítias ou Pitonisas, qüe funcionavam passivamente como sonâmbulos clarividen­ tes. Os sacerdotes, com base em seus conhecimentos, interpretavam, traduziam e ordenavam os oráculos. Os historiadores modernos viram na instituição de Delfos exploração e superstição manejados por um charlatanismo inteligente. Mas toda a fi!osofia antiga valorizava a ciência adivinhatória de Delfos. Além disso, Heródoto refere-se a diversos oráculos válidos como o de Cresa e o da ba­ talha de Salamina. Essa arte teve seu começo, seu apo­ geu e sua decadência. O charlatanismo e a corrução aca­ baram predominando. O rei Cleômenes corrompeu a su­ periora das sacerdotisas de Delfos para usurpar a rea­ leza de Demarates. Plutarco escreveu um tratado, pes­ quisando os motivos da extinção dos or�culos. Toda a sociedade antiga interpretou essa decadência como uma desgraça. Na época anterior, a adivinhação fora culti­ vada com sinceridade religiosa e profundeza científica, sendo assim elevada à altura de um verdadeiro sacerdó­ cio. No frontão do templo, liam-se as seguintes inscri­ ções: "Conhece-te a ti mesmo" e "Não se aproxime da­ qui qur_rn não tiver as mãos puras." Pitágoras só se encaminhou para Delfos, depois de ter andado por todos os temp!os da Grécia. Estivera· em companhia de Epimênides, no santuário de Júpiter cm Ida. Vira os Jogàs Olímpicos. Presidira os mistérios de h seu lugar. Eleusis, cujo hierofante l e cedera o Por toda a parte, fora recebido como mestre. Esperavam-no em Delfos. A arte adivinhatória estava decadente. Pitágoras queria restaurá-la em profundeza, prestígio e força. Fe­ lizmente, encontrou no templo um instrumento maravi­ lhoso, que parecia ter-lhe sido reservado por um desíg­ nio providencial. $9 A jovem Teocléia era do colégio de sacerdotisas de Apolo. Pertencia a uma família onde o sacerdócio era hereditário. Formara seu espírito assistindo as cerimô­ nias do culto, as festas de Apolo, ouvindo peões. Essas sacerd9tjsas não gostavam de. Ceres e temiam Vênus. A abafada a·hnosfera terrestre inquietava-as, o amor físico, vagamente entrevisto, parecia-lhes uma violação da al­ ma, um rompimento do seu ser intato e virginal. Mas eram muito sensíveis às correntes misteriosas, às in­ fluências astrais. Quando o luar caia sobre os bosques sombrios da fonte Castalia, Teocléia via deslizarem for­ mas alvas. Durante o dia, eia ouvia vozes. Quando ela se expunha aos raios do sol matinal� em uma espécie de êxtase, ela ouvia coros invisíveis. Mas era insensível às super�tições e às idolatrias populares. Ela sentia que os sacerdotes de Apolo não possuiam a suprema luz de que ela necessitava. Era indiferente às estátuas. Tinha hor­ ror aos sacrifícios de animais. Não falava a ninguém das aparições que perturbavam o seu sono. Ela sentia-se atraída para um mundo superior, que ela não sabia inter- . pretar. Que deuses eram aqueles que se apoderavam de­ la, provocando tremores? As grandes almas têm neces­ sidade de ver claramente, mesmo quando se entregam às potências divinas. Quando ouviu Pitágoras pela primeira vez, ela sen­ tiu a presença do mestre que esperava. Ela queria co­ nhecer. Ele lhe proporcionaria esse conhecim-ento. O pri­ meiro olhar e a primeira palavra criaram um vínculo invisível entre o sábio de Samos e a jovem sacerdotisa, que ouvia silenciosa as palavras do mestre. Logo ao le­ vantar do sol, Pitágoras tinha longas conversas com os sacerdotes de Apolo� denominados. santos e profetas. Pe­ diu que ·a jovem sacerdotisa fos.se admitida a ouvi-los, a fim de que, iniciada no ensino secreto, ela f asse prepa­ rada para sua missão. Ela então todos os dias freqüen­ tava ·as preleções do mestre, no santuário. Pitágoras, en­ tão, achava-se no vigor da idade. Usava uma veste bran­ ca, à· maneira egípcia tinha· , na fronte uma faixa de púr­ pura. Quando falava, os seus olhos graves e lentos fixa­ vam-se em quem o ouvia, envolvendo-o num luz tépida. O ambiente parecia mais leve.·

muito importantes os diálogos do sábio de Foram Samos com os mais altos representantes da religião grega. Não se tratava somente de adivinhação e de ins­ piração, mas do futuro da Grécia e dos destinos do mun­ do inteiro. Os conhecimentos, os títulos, os poderes, ad­ quiridos em Mênfis e Babilônia conferiam-lhe a maior autoridade. Tinha o direito de falar como superior e como guia aos inspiradores da Grécia. Ele o fez com a eloqüência do seu gênio e o entusiasmo da sua missão. Falou-lhes do Egito, mãe da Grécia, velho como o mun­ do, imutável como uma múmia coberta de hieróglifos no fundo das pirâmides, mas possuindo em seu túmulo o ·segredo dos povos, das línguas, das religiões. Mostrou­ -lhes os mistérios da grande Isis, terrestre e celeste, mãe dos deuses · homens, e fazendo-os passar por suas e dos provas mergulhou-os na luz de Osíris. Depois, foi a vez de Babilônia, dos magos caldeus, das suas ciências ocul­ tas, dos templos profundos e maciços onde eles evocam o fogo vivo, no qual se movem os demônios e os deuses. Quando ouvia Pitágoras, Teoclêia tinha sensações surpreendentes. Tudo quanto ele dizia gravava-se em traços de fogo no espírito dela. Essas coisas lhe pare­ ciam ao mesmo tempo maravilhosas . e conhecidas. Pa­ recia-lhe folhear as páginas do livro do universo. Ela não via os deuses sob suas efígies humanas, mas em suas essências, formadoras de coisas e de espíritos. Parecia­ -lhe algumas vezes não sentir mais os limites do seu cor­ o invisível. Possuia po, como se flutuasse no mund a in­ tuição de que via a única realidade e que brevemente os seus , diretamente. olhos se abririam para entendê-la De tais alturas, o mestre trouxe-a bruscamente para a terra, falando das desgraças do Egito. Depois de mos­ tra a grandeza da ciência egípcia, exibiu-a sucumbindo r na . invasão persa. Pintou os horrores de Cambises, os templos saqueados, os livros queimados em fogueiras, os sacerdotes de Osíris mortos ou dispersos. O monstro do despotismo persa reunia sob a sua mão de ferro as raças errantes semi-selvagens do centro da Ásia e do interior da fndia, esperando apenas uma ocasião para cair sobre a . estaria preparada para resistir a es­ Europa. A Grécia se choque terrível? Os povos só evitam seus destinos se forem vigilantes. A sábia nação de Hermes, o Egito, não

prosperidade? A abatera, se depois de seis mil anos de Grécia, a bela Jônia, passará ainda mais depressa! u-se a fi­ Ante essas profecias sinistras, transformo . expressão de pavor sionomia de Teocléia, tomando uma fixos, parecendo Caiu, abraçando uma coluna, os olhos o gênio túmulo da Grécia. da Dor chorando sobre o Continuou Pitágoras: - ficar ocultos nos templos. Esses segredos devem à sua vontade. O iniciado ou atrai ou repele a morte, das vontades, os iniciados Formand a cadeia mágica o Vós dispondes da tan1bém prolongam a vida dos povos. fatal, fazendo brilhar a possibilidade de retardar a hora Grécia o verbo radiante de Apolo. Os povos têm com aquilo que lhes dispensam os deuses. Mas os deuses só se revelam àqueles que os chamam. Que é Apolo? O Ver­ bo de Deus único, eternamente manifesto no mundo. A verdade é a alma de Deus, seu corpo é a luz. Somente a vêem os videntes, os profetas. Os homens vêem apenas a sombra. Os espíritos glorificados, chamados heróis, os semi-deuses habitam nessa luz, em legiões, em esferas inumeráveis. Eis o verdadeiro corpo de Apolo, o sol dos iniciados. Sem ele nada se faz de grande, na terra. As-: sim como o ímã atrai o ferro, assim nós atraimos a ins, piração divina com nossas preces nossas ações. , Cabe .. .. vos transmitir à Grécia o Verbo de Apolo e a Grécia resplandecerá como uma luz imortal! Mediante esses discursos, Pitágoras conseguiu dar aos sacerdotes de Delfos a consciência da sua missão. Teocléia absorvia-os com uma paixão silenciosa concen­ a. Sob o pensamento e a vontade trad do mestre, ela ormava-se como transf em vagaroso encanta mento. Um dia, ela caiu espontaneamente . em sono profundo e lú­ cido. Os cinco profetas rodearam-na, mas ela permane­ sível à sua ceu insen voz e ao seu tato. Pitágoras apro­ ximou-se e disse-lhe: -Levanta-te e vai aonde meu pensamento lhe or­ dena. Agora és a Pitonisa! A voz do mestre, o corpo de Teocléia estremeceu. m fechados, Os olhos estava mas ela via interiormente. -Ond� estás? - perguntou Pitágoras. -Subindo... subindo sempre. asou tóri Apolo voltará ao :seu santuário e eu serei a sua

-E agora? Estou nadando na luz de Orfeu ... Que estás vendo para o futuro? -Grandes guerras... homens de aço... brancas vi­ vaz. Mas tu, seu mensageiro, tu vais deixar-me ... Leva­ rás tua luz à Itália ... A vidente falou muito tempo, os olhos fechados, a · voz ritmada. Depois, com úm soluço, ela · ficou como · morta. Assim Pitágoras vertia puros ensinamentos no seio de Teocléia, e afinava-a como lira para a música dos deu­ ses. Uma vez nesse entusiasmo, ela tornou-se um luzei-· ro para ele. Através da moça, sondava o seu . próprio des­ tino, dirigindo-se às plagas sem margem do mundo invi­ sível. Agora, o temp! possuia uma pitonisa inspirada, o sacerdotes iniciados nas ciência e artes divinas. Delfos s podia voltar a ser um centro de vida e de ação. Pitágoras ainda permaneceu um ano. Somente de­ pois de instruir os sacerdotes em todos os segredos da sua doutrina, depois de t_er formado Teocléia para o seu ministério, foi que ele partiu para a Grande Grécia. G9 A ordem e a doutrina A cidade de Crotona estava na extremidade do gol­ fo de Tarento, perto do promontório Laciniano, em fren­ te ao alto mar. Era com Sibaris a cidade mais florescen­ te da Itália meridional. Gabavam-lhe· a constituição dó­ rica, os atletas vencedores nos jogos olímpicos, os mé­ dicos · rivais dos Asclepíades. O Sibaritas devem a fama s ao seu luxo e à sua indolência. Os habitantes de Crato­ na talvez estivessem esquecidos, apesar das suas virtu­ des, se não tivessem tido a glória de oferecer asilo à grande escola de filosofia esotérica, conhecida sob a de­ nominação de seita pitagórica, que se pode considerar mãe da escola platônica: e avó de todas as escolas idea­ listas. Por mais nobres que sejam as descendentes, a avó ultrapassa-as todas. A escola platônica procede de uma iniciação incompleta. A escola estóica já perdeu a verdadelra tradição. Os outros sistemas de filosofia an­ tiga e moderna são especulações mais ou menos felizes, ao p·asso que a doutrina de Pitágoras estava baseada so­ bre uma ciência experimental, acompanhada de uma com­ pleta organização da vida. Várias razões determinaram que Pitágoras escolhes­ se aquela colônia dórica para centro de ação. Pretendia não apenas ensinar a doutrina esotérica a um grupo de discípulos escolhidos, mas também aplicar seus princi­ pias à educação, à mocidade e à vida do Estado. Preten­ d_ia fundar um instituto para a iniciação leiga com a in ­ tenção de ir transf armando aos poucos a organização política das cidades, segun�o a imagem do seu ideal filo­ sófico e religioso. Nenhuma das repúblicas da Hélade ou do Peloponeso teria · tolerado essa inovação. O filósofo teria sido acusado de conspirador contra o Estado. Mais liberais, as cidades gregas do golfo de Tarento estavam menos minadas pela demagogia. Pitágoras não se enga­ nara, quando supôs que receberia um bom acolhimento da parte do senado de Crotona. Seus planos estendiam-

-se além da Grécia. Adivinhando a evolução das idéias, ele previa a queda do helenismo e pensava em depor no espírito humano, os princípios de uma religião científica. Fundando sua escol no golfo de Tarento, ele dissemi­ a nava as idéias esotéricas na Itália, conservando no vaso precioso da sua doutrina a essência purificada da s-a­ bedoria oriental para os povos do Ocidente. Chegando em Crotona, cidade com tendência à vida volutuosa da sua vizinha Sibaris, Pitágoras suscitou uma verdadeira revolução. Segundo Porfírio e Jâmblico, ele procedia mais como um mágico do que como filósofo. Reu_niu os rapazes no templo de Apolo e com sua elo­ qüência conseguiu afastá-los do deboche. Reuniu as mu­ lheres no templo de Juno e convenceu-as de que deve­ riam levar os seus vestidos luxuosos ao templo, em sinal da derrota da vaidade e do luxo. A beleza da sua fisio� nomia, a nobreza da sua pessoa, o encanto dos seus tra­ ços e da sua voz concorriam para o fascínio que exer­ cia, de modo que as mulheres comparavam-no a Júpiter, os rapazes a Apolo hiperbóreo. O senado de Crotona ou Conselho dos Mil preocu­ pou-se com o prestígio de Pitágoras. Intimou-o a expli­ car os motivos da sua conduta, esclarecendo os métodos de que se utilizava para dominar os espíritos. Aprovei­ tou-se da ocasião para desenvolver suas idéias a respei­ to da educação, demonstrando que em vez de ameaçado­ ras à constituição dórica de Crotona, elas iriam firmá-la. Depois do seu sucesso junto aos cidadãos mais ricos e à maioria do senado. ele propôs-lhes a criação de um instituto para ele e seus discípulos. Seria um(:l confraria de iniciados leigos, com vida em comunidade, em edifí­ cio construído especialmente para esse fim, mas não se­ parada da vida civil. Aqueles já dignos do título de mes­ tre ensinariam as ciências, físicas, psíquicas e religiosas. Quanto aos moços, seriam admitidos às ulas dos mes­ a tres, nos diversos graus da iniciação, segundo sua inte­ ligência e boa vontade, sob a orientação do chefe da ordem. Para começar, tinham de se submeter às regras· da vida em comum, passando o dia inteiro no instituto, sob a vigilância dos mestres. Aqueles que, formalmente, quisessem entrar na ordem, teriam de entregar os seus

bens a um curador, com a liberdade de reavê-los quando quisessem. Haveria no instituto uma seção. para as mu­ lheres com iniciação paralela, mas diferenciada e adapta­ da aos deveres d o sexo. O senado de Crotona adotou o projeto com entu­ siasmo. Dentro de alguns anos, num dos arrabaldes da cidade, via-se erguer. um edifício rodeado de vastos pór­ ticos e de belos jardins. Os habitantes de · Crotona cha.,. maram-no o templo das lvlusas, 1unto ao qual havia a modesta residência do mestre, um templo dedicado a essas divindades. A escola pitagórica oferece-nos um grande interes- . se, pois foi a mais notável tentativa de iniciação leiga. Síntese antecipada do helenismo e dó cristiani�mo, ela fez o enxerto do fruto da ciência na árvore da vida. Co­ nheceu essa realização interna e viva da verdade que somente a fé profunda pode proporcionar. Realização efêmera, mas de importância capital que teve a fecun­ didade do exemp!o. Acompanhemos agora os passos de um noviço no instituto pitagórico. A PROVA A alva morada dos irmãos iniciados brilhava e sobr uma colina, entre ciprestes e oliveiras. De baixo, e qu m acompanhasse a praia, veria seus pórticos, seus jardins, seu ginásio. O templo das Musas cpm a sua colunata cir­ cular e de sutil elegância ultrapassava as duas alas do edifício. Do terraço dos jardins exteriores, dominava-se a cidade com o Pritaneu, o porto, o local das assemb!éias. Algum vezes, viam-se as mulheres vestidas de diversas s saindo da ala esquerda core e descerem em longa s filas rumo ao mar, pela aléa dos ciprestes. Iam cumprir seus ritos no templo de Ceres. Muitas vezes, também , via-se homens vestidos de branco sairem da ala direita, rumo lo de Apolo. Quanto ao temp às duas divindad es, a Gran­ . Deusa conhecia os de mistérios profundos da Mulher e Terra Deus Solar da , e o revelav a os mistérios do Ho­ mem e do Céu.

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