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Capítulo 20 de 33
Segundo Grau — parte 10 de 17
Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 2
Demeter confirma, em sua linguagem particular por si nais que vimos e e vivas cintilações luminosas, tudo o ouvimos do seu sácerdote sagrado. Então, finalmente, a luz de uma maravilha serena enche o Templo. Vemos os puros campos do Elísio. Ouvimos o coro dos bem aven turados. Não é somente por uma aparência externa, por uma interpretação filosófica, mas de fato, na realidade, que o hierof ante . torn_a-se o criador ( demiurgo) e o reve lador de todas as coisas. O Sol é apenas o seu porta -facho, a Lua seu oficiante junto ao altar e Hermes o seu arauto místico. A última palavra fo pronunciada: Konx i Om Pax. (5) O rito consumou-se e nós somos Videntes (epoptai) para sempre." Que dizia o grande hierofante? Quais eram as pala vras sagradas, a revelação suprema? Os iniciados fica vam sabendo que a divina Perséfona, vista entre os ter rores e os suplícios dos Infernos, era a Imagem da alma humana, encadeada -à matéria nesta existência, ou entre gue a quimeras e tormentos na outra se tivesse vivido escrava das suas paixões. Sua vida terrestre é uma expiação ou uma provação de existências anteriores� Mas a alma pode purificar-se, disciplinando-s-e. Mediante o es r forço combinado da intuição e da razão como tambfi _·_ da vontade pode participar, antecipadamente, das vastas verdades de que se tomarâ senhora no imenso -além. Some·nte então, Perséf ona se tornará pura, luminosa, a Virgem inef âvel, dispensadora do amor e da alegria. Quanto à sua mãe Ceres, nos mistérios ela era o símbolo da inteligência divina, do princípio intelectual do homem, que a alma deve alcançar para atingir a perfeição. Segundo Platão, Jâmblico, Proclo, todos os demais filósofos alexandrinos, a elite dos iniciados tinha no in-
( ) Palavras sem sentido em grego. São muito antigas e vêm do Oriente. WILFORD dá-lhes origem sânscrita. Konx seria proveniente de Kansha, significando o objetivo do mais profundo desejo. Om proviria de Oum, alma de Brama. Pax, viria de Pasha - circuito, troca, ciclo. A bênção suprema do hierofante de Eleu sis significaria portanto: "Que se realizem os teus desejos. Volta à alma universal!"
terior dos templos visões extáticas e maravilhosas. Es crev,eu PROCLO: "Em deuses ( aqui todas as iniciações e mistérios, os esta palavra significa todas as ordens de espíritos) mos tram-se sob muitas formas, aparecendo sob grande va riedade de figuras. Algumas vezes é uma luz informe, ou tras vezes essa luz reveste uma forma humana, ou uma forma diferente." (PROCLO, Comentário à República de Platão). Eis um trecho de APULEIO: "Aproximei-me dos confins da morte. Tendo atingido o átrio de Proserpina, voltei transportado através de todos os elementos ( espí ritos el�mentares da terra, do ar, da água, do fogo). Nas profundezas da noite, vi o sol aceso como luz esplêndida, como também os deuses infernais e o deuses superiores. s Aproximando-me dessas divindades, tributei-lhes minha ,, piedosa adoração. Por mais vagos que sejam esses testemunhos, pare cem relativos a fenômenos ocultos. Segundo a doutrina xtáticas no templo seriam pro dos mistérios, as visões e duzidas através do mais puro dos elementos: a· luz espi .L·:tual ersonificada na Isis celeste. Os oráculos de Zo p roastro chamam-na a Natureza que fala por ela mesma. E o elemento mediante o qual o· Mago dá expressão visí vel e instantânea ao pensamento. Também serve de cor po e veste as almas que são os mais belos pensamentos de Deus. Por isso, se o hierofante tivesse o poder de pro duzir esse f enômen_o, colocando os iniciados em relação com as almas dos heróis e dos deuses (anjos ,e arcanjos) seria, nesse momento, comparável ao Criador, ao De miurgo, ao porta-facho, ao Sol, à luz hiperfísica. E o · Hermes à palavra divina que é a sua intérprete. De qual quer modo, na antigüidade, não hã uma voz discordante a respeito da serena exaltação verificada nos mistérios de Eleusis. Uma felicidade desconhecida, uma paz sobre humana, descia no coração dos iniciados. A vida vencida, a alma liberta, e cumprido o ciclo terrível das existências. Acabamos de reviver o drama de Eleusis com o seu significado íntimo e oculto. Indiquei o fio condutor atra-
ves do labirinto. Mostrei a grande unidade, que domina sua riqueza e complexidade. Assim os iniciados pouco a pouco identificavam-se com a ação. De simples especta dores tornavam-se atores e reconheciam afinal que o drama de Perséf ona ocorria no íntimo deles. Que surpre sa, que alegria nessa descoberta. Se eles sofriam e luta vam como ela na vida presente, tinham também como ela a esperança de reaver a· felicidade divina, a luz da grande Inteligência. As palavras · do hierofante, as cenas e as revelações do templo faziam-nos prelibar aquela fe licidade. Cada um compreendia essas coisas, segundo o seq grau de cultura, a sua capacidade intelectual. Como dis se Platão, isso é verdade para todos os tempos. Depois da época de Alexandre, os mistérios de Eleusis decairam um tanto, mas pérsistiu o seu substrato e isso de algum modo evitou a total decadência que atingiu os outros templos. Pela profundeza da doutrina sagrada, pelo es plendor da sua encenação, os Mistérios perduraram du rante três séculos, face ao cristianismo crescente. Eles reuniram uma elite, apesar de não negar Jesus como uma manifestação de ordem heróica e divina, não queria es quecer a velha ciência e a doutrina secreta. Mas um édito de Teodósio proibiu as cerimônias no templo de Eleusis, o que extinguiu o culto augusto, no qual a magia da arte grega soube incorporar as mais altas doutrinas de Orfeu, de Pitágoras e de Platão. Hoje, o asilo da antiga Demeter desapareceu sem deixar vestígios na baía silenciosa de Eleusis. E só a bor boleta, o inseto de Psiqué, atravessando o azul do golfo, nos dias primaveris, lembra que ali, outrora, a grande Exilada, a Alma humana, evocou os deuses e reconheceu sua verdadeira pátria (NT) . (NT) Platão foi um intelecto poderoso, dotado de extraor dinária cultura para o seu tempo, um "intelectual,, diriamos hoje, interessado nos conhecimentos cientificas e religiosos. No que diz respeito à sua cosmogonia, tal como se acha ex posta no "Timeu" e considerações em tomo da mitologia, em se tratando de Eros, no "Banquete", o filósofo não foi além da di vulgação do que aliás, já era conhecido entre os gregos cultos.
Sua grande contribuição para o adiantamento da ciência está no diálogo "Teeteto", no "Protágoras", no "Sofista", em que a exposição assume forma lógica, com idéias coerentes e raciocí nios bem desenvolvidos. O seu misticismo estaria apenas na con cepção das "Ídéias", protótipos divinos das coisas existentes no mundo das coisas sensíveis. Segundo Platão, o. mundo fenomênico, o mundo das coisas sensíveis, carece de impoi;-tância e de valor em face do mundo divino, o mundo das idéias e das essências. Essa posição do pensamento de Platão foi a base do chama do neo-platonismo, que floresceu com a escola de Alexandria.
I"'ivro VIII JESUS A Missão de Cristo Não vim para abolir a Lei e os Profetas, mas para cumpri-los. Mateus V 17. , A Luz estava no mundo e o mundo foi feito por ela, mas o mundo não a conheceu. João I 10. , Assim como o relâmpago sai do Oriente e vai até o o Ocidente,. assim será a vinda do Filho do H mem. Mateus XXIV 27. ,
A situação do mundo quando l < ) nasceu Jesus O mundo estava em hora de crise e no seu horizonte so Apesar do es mbr.io entreviam-s sinistros- presságios� e forço dos iniciados, o politeísmo não conseguira evitar a decadência da· civilização na Ásia, · na África, na Europa. No pensamento dos iniciados, essa diversidade de deuses s ou de força estava dominada e penetrada pelo Deus supreino ou Espírito puro. O objetivo principal dos san tuários de Mênfis, de Delfos, de Eleusis, · fora · precisamen te ensinar essa unidade de Deus com as idéias· teosóficas com a· respectiva doutrina moral. . Mas os discípulos de Orfeu, de Pitágoras, de Platão, f albaram diante do egoísmo dos políticos, diante da mes quinharia dos sofistas. e das paixões da multidão. A de composição social e política da Grécia . foi a conseqüên cia da sua dec0mposição religiosa, moral e intelectual. ·Apolo, o verbo solar; a manifestação do Deus supremo e do mundo- supraterrestr.e, pela: beleza, pela -justiça e adivi nhação, calou-se. Não houve mais oráculos, nem inspira dos, nem verdadeiros poetas. Minervà, Sabedoria e Pro vidência, cobriu a face diante do povo, que profana os Mistérios, insulta os Sábios e os deuses no teatro de Ba co, nas farsas aristof anescas. Os próprios mistérios corrompem-se, pois admitem -se . sicofantas e cortesãs nas festas de Eleusis .. Quando a al religião torna-se idólatra. ma .se materializa, a Quando o pensamento se rebaixa, a . filosofia cai no ceticismo. Assim nós vemos Luciano, micróbio nascente no cadáver ·do paganismo; ridicularizar os mitos, depois de Carnea- (11 ) M. SABA TIER, em sua obra Dicionário das CMncias Re ligiosas, fez um estudo completo sobre a crítica desenvolvida nos dltimos cem anos, em torno da vida de Jesus,
des ter ignorado a sua origem científica. Supersticiosa em religião, agnóstica em filosofia,· egoísta e dissolvente em política, na embriaguez da anarquia, fatalmente destina da à tirania, eis o que se tornara a Grécia divina, que nos transmitira a ciência egípcia e os mistérios da Asia sob as formas imortais da beleza. Se alguém percebeu o que estava faltando ao mun do antigo, se alguém por um esforço de heroísmo e de o gênio tratou de reerguer esse mundo foi Alexandre Grande. Esse legendário conquistador, iniciado como o pai nos mistérios de Samotráci�, mostrou-se ainda mais filho de Orfeu do que discípulo de Aristóteles. Sem dú vidas, o Aquiles da Macedônia, comandando um punhado de gregos, atirou-se pela Asia até a tndia. Sonhava com o império universal, não à maneira dos Césares, pela opressão dos povos, pelo esmagamento da religião e da ciência livre. Sua grande idéia foi a reconciliação da Asia e da Europa, mediante uma síntese das religiões, apoiada em uma autoridade científica. Movido por esse pensamento, prestou homenagem à ciência de Aristóte les, à Minerva de Atenas, ao Jeová de Jerusalém, ao Osí ris egípcio e ao Brahma dos hindus, reconhecendo como verdadeir iniciado a mesma divindade e a mesma sabe o doria sob todos esses símbolos. Visão larga, soberba pre monição desse novo Dionisos. A espada de Alexandre foi o último clarão na Grécia de Orfeu, iluminando o Orien te e o Ocidente. O filho de Felipe morreu na embriaguez vitória e do seu sonho, deixando fragmentos do da sua império aos generais rapaces. Mas o seu pensamento não morreu com ele. Fundou Alexandria, . onde a filosofia oriental, o judaísmo, o helenismo, deviam fundir-se no · cadinho do esoterismo egípcio, aguardando a palavra de ressurreição do Cristo. A medida que os astros gêmeos da Grécia, Apolo e Minerva, desciam no horizonte, os povos viram subir no céu tempestuoso um signo ameaçador: a loba romana. Qual a origem de Roma? A conjuração de uma oligar quia ávida, em nome da força brutal; a opressão do inte lecto humano, da Religião, da Ciência, da Arte, pelo po Em outros termos, o contrário da der político deificado. verdade, segundo a qual um governo tira seu direito somente dos princípios supremos da Ciência, da Justiça,
Economia. n da ( ) Toda conseque a história romana é a cia desse sena pacto de iniqüidade, mediante o qual os dores declarara m a guerra à Itália, depois primeiramente ao g nero A ê humano símbolo! . Escolheram bem o seu · loba_ de bronze eriça cabeça de o pelo ruivo e avança a hiena sobre o Capitólio. governo, Eis a imagem daquele do demôn io que até romana. o fim possuirá a alma Na Grécia, os pelo menos, respeitaram-se sempre santuários de a , ... Delfos desde \ e de Eleusis. Em Roma, origem, repeliram-s da am e a Ciência a Arte. Diante e bição suspeita dos senadores, tentativa do sáfalhou a bio Numa Pompílio, iniciado que com ele etrusco, levou os livros sibílinos, que continham uma parte da ciência de Hermes. Criou juízes, árbitros ·escolhidos pelo poos vo. Deu-lhes terras. Ergueu um templo à Boa-Fé e a Jano, hierograma significativo da universalidade da Lei. Submeteu o direito de guerra aos Flamínios. Ele não re presenta o gênio romano, mas a iniciação etrusca, apoiada nos mesmos princípios das escolas de Mênfis e de Delfos. Depois de Numa, senado romano queimou os li o vros sibilinosi anulou a autoridade dos Flamínios, extin guiu as instituições arbitrais. Voltou ao seu sistema, no qual a religião era apenas o instrumento da política. Ro ma tornou-se a hidra que engolia povos e deuses. As nações foram submetidas e espoliadas. A prisão mamer tina encheu-se de reis do Norte e do Sul. Roma não que ria sacerdotes que não fossem escravos e charlatães. As sassina, n Gáli Egito, na Judéia, na Pérsia, os últi a a, no mos remanescentes da tradição esotérica. Fingia adorar os deuses, mas adorava somente a loba. E agora, em aurora sangrenta, aparece diante dos povos o último filho d resumo do gênio de Roma: César! Por uma su a loba, prema ironia e uma suprema lógica das coisas, esse mes mo César que S·e faz Deus nega a imortalidade da alma em pleno senado. Basta dizer que não há outro deus além de César. ( 2) Este ponto de vista, diametralmente oposto à escola em pírica de ARISTóTELES e de MONTESQUIEU, foi o dos grandes iniciado erdotes egípcios, como Moisés e Pitágoras. Foi s e sac ex posto na obra A Missão dos Judeus de M. SAINT YVES. Ver o seu· notável capítulo sobre a fundação de Roma.
Com os Césares, Roma, herdeira de Babilônia, esten de sua mão sobre o mundo inteiro. Que se tornou o Estado romano? Destruiu em torno dele toda a vida co _ letiva. Ditadura militar em Roma, exações dos governa dores e dos publicanos nas províncias. Roma conquista dora está deitada como um vampiro sobre o cadáver das �ociedades antigas. Agora a orgia ron1ana com sua baca nal de vícios e sua série de crimes mostra-se no conúbio de Marco Antônio e Cleópatra. Acabará com a deprava ção de .Messalina o Nero. Terá o seu tér e s furores de mino com os espetâculos sanguinârios de prisioneiros de vorados pelas feras no circo, sob os aplausos de milha res de espectadores. Um dos povos conquistados por Roma dizia-se o po vo de Deus. Seu gênio opunha-se ao do romano. Por que durante trezentos anos de servidão conservara sua fé indomável? Por que se erguia ante a decadência grega e a orgia romana? Por que ousava predizer a queda dos dominadores? Porque nele vivia uma grande idéia. Desde Moisés, Josué e as doze tribos, esse povo proclamava: "Nós damos testemunho de que Javé é o único Deus". Jâ vimos no livro de Moisés como se for mara o monoteísmo, pedra. angular da sua ciência, da sua lei social, de uma idéia religiosa universal. Esse povo escrevera um livro hieroglífico, construíra uma Arca de Ouro, saindo da poeira do deserto. Moisés faz planar o fogo do céu e roncar o raio. Aquele povo lutara contra os Moabitas, os Filisteus, os Amalecitas, os habitantes da Palestina. Lutara contra as suas próprias· paixões. O Livro deixou de ser entendido pelos sacerdotes. A Arca foi apreendida pelos inimigos. Algumas vezes ,es queceu sua· missão. �o entanto, apesar de tudo, por que· perseverou? Isso se deve à instituiçã"O do ·profetismo. · Em - todas as épocas da sua história, o povo · judeu te·ve os seus Nabi. Mas essa instituição apareceu organizada pe / la primeira vez, no tempo de Samuel. Este criou as con frarias de N ebiim, escolas de prof e tas que enfrentariam a realeza nascente e o sacerdócio já degenerado. Torna ram-se os guardiães da tradição esotérica e do pensa mento religioso universal de Moisés, em oposição aos reis. Nessas confrarias conservaram-se os restos da ciên-..
eia de Moisés, a música sagrada, a terapêutica, a arte da adivinhação, que os profetas desenvolveram. A adivinhação sempre existiu em todos os povos. Mas"-. o profetism autoo em Israel possui uma elevação, uma ridade em que o monoteísmo funciona como sustentá culo da alma humana. Diz EW ALD em seu livro Os Pro fetas: "As mundo, os verdades gerais que governam o pensamentos de Deus, são imutáveis, inatacáveis, inde pendentes das flutuações das coisas, da vontade e da ação do homem. Originariamente, o homem é chamado a participar delas, a compreendê-las, a traduzi-las livre mente em atos. Assim, ele atinge a sua verdadeira fina lidade. Mas para o Verbo do Espírito penetrar no homem de carne, é necessário que este seja sacudido até o fundo pelas grandes comoções da história. Então a verdade eterna surge como um jato de luz. Por isso está dito no Antigo Testemunho que Javé é um Deus vivo. Quando o homem ouve o apelo divino, constrói-se nele uma vida nova. Ele não se sente mais isolado, mas em comunhão com Deus, com todas as verdades, e está pronto para marchar de uma verdade até outra, até o infinito. Ele tem a visão clara do tempo presente e a inteira fé no êxito final da idéia divina. O homem que experimenta isso é profeta, u seja, sente-se irresistivelmente impeli o do a apresentar-se aos outros como representante de Deus. Seu pensamento torna�se visão. Constitui o ele mento profético a força superior que faz brotar a verdade da sua alma, algumas vezes despedaçando-a. Na his- / tória, as manifestações pro éticas têm sido os raios e os f relâmpagos da verdade." · Eis a fonte onde obtiveram sua força os g igantes chamados Elias, Isaias, Ezequiel, Jeremias. Muitas vezes predisseram com perfeita clarividência a morte dos reis, a queda dos reinos, os castigos de Israel. Algumas vezes também enganaram-se. Embora aceso ao sol da verdade divina, o facho profético pode vacilar e obscurecer-se ao sopro das paixões nacionais. Mas no tocante às verdades morais, s profetas não se enganaram, nem sobre a ver o dadeira missão de Israel, .nem sobre o triunfo da justiça na humanidade. Como verdadeiros iniciados pregaram o desprezo do culto exterior,· a abolição dos sacrifícios san grentos, a purificação da alma, a caridade. Sua visão foi
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