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Capítulo 13 de 33

Segundo Grau — parte 3 de 17

Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 2

humanidade perdeu o seu sentido espiritual. Mas, me­ diante a luta cada vez mais forte com o mundo exterior, ela desenvolveu a razão, a inteligência, a vontade. A terra é o último degrau, nessa descida na matéria, que Moisés chama a saída do paraíso e Orfeu a queda no círculo sublunar. Daí o homem pode voltar a subir, penosamente, pt!­ novas existências, recuperan­ los círculos, uma série de · do os s.entidos espirituais, mediante o livre exercício da intelig�ncia e da vontade. Só então, dizem os discípulos de Hermes e de Orfeu, o homem adquire por sua ação a consciência e a· posse do divino. Só então ele torna-se filho de Deus. E esse título aqueles que na terra usaram tiveram de descer e subir a terrível espiral, antes de apa­ recerem entre nós. Que· é, pois, a humilde Psiqué em sua orig,em? Um sopro transitório, um germe flutuante, um pássaro levado pelos ventos,' voando de existência em existência. Entre­ tanto, após tantos naufrágios, no decurso de milhões de anos, ela tornou:-se a filha de Deus e só reconhece uma pátria: o céu! A poesia grega com o seu profundo e luminoso simbolismo comparou a alma ao inseto de asas, ora verme no solo, ora borboleta . no céu. Quantas vezes crisálida? Quantas vezes borboleta? Tal o vertiginoso passado da alma humana! Qual a situação da divina Psiqué na vida terrestre? Ela só vive, respira, pensa através do corpo. Mas ela não é o corpo. e A medida que se desenvolve, ela sente nela mesma uma luz, algo invisível, imaterial, que ela denomina seú espíri­ to, sua consciência. O homem possui o .sentimento inato da sua trípHce natureza. Em sua linguagem ainda instinti­ va, ele distingue o seu corpo da sua alma e a sua alma do seu espírito. A alma cativa, atormentada, debate-se entre os dois companheiros. As vezes, absorvida pelo cor­ po, ,ela vive só mediante as sensações e paixões corpo­ i ra s. Então participa da cólera, das volúpias carnais, até espantar-se dela meima por causa do silêncio do com­ panheiro invisível. Ora é atraída por esse companheiro invisível. Perde-se então nas alturas do pensamento, até · esquecer a existência do corpo, que dâ sinal da sua pre­ sença com um chamado tirânico.

Mas diz-lhe uma voz invisível: entre ela e o hóspe­ de invisível, morte o laço é indissolúvel, ao passo que a romperâ a sua ligação com o corpo. Oscilando entre os dois, a alma busca a f elicidade, . e a verdade. Ela busca a si mesma nas sensações transitórias, . nos pensamentos fugitivos, no mundo mutável como miragem. Ela duvida dela mesma e de um mundo divino que se revela somen­ te pela dor e p,ela incapacidade de atingi-lo. Enfim, qual­ quer que seja a extensão dos seus conhecimentos, o nas­ cimento e a morte encerram o homem em dois limites f a­ tais. A chama da sua vida acende-se, entrando pela por­ ta_ do nascimento, apaga-se, saindo pela outra. Dá-se o mesmo com a alma? O que lhe acontecerâ? Têm sido diferentes as respostas dos filósofos. As dos iniciados em todos os tempos têm sido idênticas, no·': que hã de essencia . Quan o as r,eligiões, elas exprimiram a verdade sob formas supersticiosas ou simbólicas. A doutrina esotérica abre perspectivas mais vastas. Suas afirmativas relacionam-se com as leis da evolução uni­ versal. Eis o que dizem os iniciados: o que se agita em ti, o que tu chamas alma é um duplo etéreo do corpo, encerrando um espírito imortal. O espíríto constrói para si o. seu corpo espiritual. Pitágoras denomina-o o carro sutil da alma porque este envoltório serve para trans­ portar o espírito, depois da morte. Esse corpo anímico é o órgão do espírito, seu invólucro sensitivo, seu instru­ mento volitivo, serve para animar o corpo que de outro modo ficaria inerte. O duplo é visível, no caso de mor­ tos ou de moribundos. Isto supõe um estado nervoso em quem o vê. A sutileza, a potência, a perfeição do corpo espiritual variam segundo a qualidade do espírito que ele encerra. Hã na substância das almas tecidas na luz astral, mas impregnadas de fluidos imponderâveis da. terra e do çéu, nuanças mais numerosas, · diferenças maiores do que entre todos os corpos terrestres e todos os estados da matéria ponderâvel. Esse corpo astral, em­ bora mais sutil e mais perfeito do que o corpo terrestre, não é imortal como a mõnada contida nele. Muda, apu­ ra-se segundo os· meios que àtrav,essa. O espírito mol­ da-o, transforma-o perpetuamente, segundo sua imagem, mas não o deixa nunca. Se afasta-se, é para revestir-se de substâncias mais etéreas. Isso era o que ensinava Pi-

tágoras, que não concebia a entidade espiritual abstrata, a mônada sem forma. O espírito em ato, nos céus como na terra, deve ter um órgão. Esse órgão é a alma viva, bestial ou sublime, obscura óu radiosa, mas tendo a forma humana, a imag,em de Deus. Quando se morre, que acontece? Ao aproximar-se a agonia geralmente a alma pressente sua próxima sepa­ , ração_ do corpo� Rapidamente, revê toda suá existência terrestre em quadros sucessivos. Quandp pára no cére­ , bro a vida esgotada, ela perturba-se e perde totalmente a consciência. Se é uma alma santa e pura, os seus sen- · tidos espirituais já estão despertos pelo desapego gra­ -� · dual da matéria. Antes de morrer, pela introspecção do seu próprio estado, ela teve uma espécie de sentimento da presença do outro mundo. A terra já perdeu sua con­ sistência. Ela sente solicitações silenciosas, apelos longínquos, e quando livra-se do cadáver frio, feliz por sua libertação, sente-se levada para uma grande luz, para a família espiritual à qual ela pertence. Mas não ocorre o mesmo com o homem comum, aquele que foi soiicitado por instintos materiais e tam­ bém por aspirações superiores. Ele desperta com uma se- . mi-consciência, como se estivesse no torpor de um pesa­ delo. Não tem mais braços para apertar, voz para cha­ mar, mas lembra-se, sofre, existe em um limbo de trevas e de medo. ·A única coisa que ele percebe é a presença · do seu, cadáver� do qual está. separado, mas . para o qual aind_a · se sente atraído. Pois, mediante o cadáver é que ele vivia. E agora, que é dele? Estará vivo? Estará morto? Mas. o caso é que ele não ·vê, não pega em coisa nenhu­ ma. Envolto em trevas, percebe penas uma fosf orescên­ a cia, que lhe causa horror ... a. fosforescência sinistra do seu próprio despojo. E· o pesadelo recomeça. ·· Essa situação pode prolongar-se, durante meses, até mesmo anos. A duração depende da força dos · instintos materiais da alma. Mas, boa oü ··má, inf e mal ou celeste, somente aos poucos a alma terá consciência do seu novo estado. Uma-vez livre do corpo ela penetrará no sorve­ , douro da atmosfera terrestre, cujas correntes elétricas levam-na, para cá, para lá� .onde ela começa a ver for­ mas errantes, multiformes, mais 01;1 menos semelhantes a . ela, como se fossem luzes fugazes em bruma espessa.

Então começa uma luta da alma, ainda entorpecida, para . subir às camadas superiore do ar, libertando-se da atra­ s ção terrestre e alcançar no céu do nosso sistema plane­ tário, a região que lhe é própria e que somente os seus guias amigos podem mostrar-lhe. Mas, antes disso, vai decorrer algum tempo. Essa fase da vida da alma tem vá­ · rias denominações nas diferentes· religiões. Moisés chama-a Horebe, Orfeu Érebo, o cristianismo de Purgatório ou o vate da so mbra da morte. Os iniciados gregos iden­ somb a que a Terra proje­ tificavam-na com o cone da r ta atrás dela, que· vai até a Lua, sendo por isso chamado, o abismo de Héc.ate. Segundo os órficos e os pitagóricos, naquele poço hã o turbilhão das almas que procuram, em desesperados esforços·, chegar ao círculo da lua e que os ventos rechaçam para a terra.· Homero e Virgílio corn­ para-as urbilhões de folhas, a enxames de pássaros a t perseguidos pela tempestade. No esoterismo antigo, a lua desempenhava um grande papel. Supunha-se que as almas purificavam o seu corpo astral, na face da. lua voltada · para o céu. Supunha-se também que os gênios e os he­ róis ficavam algum tempo na face da lua voltada para a terra, a fim de revestirem um corpo apropriado a este mundo, antes de reencarnarem. Atribuía-se també1n à lua, o poder de magnetizar a alma para a encarnação terres­ tre e anular esse magnetismo para o céu. Como porém descrever a chegada da · alma pura em seu mundo? A terra desapareceu como num sonho. Ela está envolta em novo sono acariciante. Não vê mais o seu guia, que a leva com a rapidez do relâmpago às profundezas do espaço. E o seu despertar no ambiente de um astro etéreo, onde tudo parece novo, singular; uma natureza sensível e eloqüente? Que dizer dessas formas luminosas, homens e mulheres, à sua volta, como se fossem iniciá-la em uma vida nova? São deuses ou deusas? São almas como ela mesma. Os seus pensamen­ tos, os seus sentimentos, ternura, amor, desejo, temor, irradiam através daquelas formas diãf anas, em colora­ ções luminosas. Ali, o que ela pensam e sentem revela­ s -se, na superfície límpida, cristalina. Psiqué chegou à sua verdadeira pátria. Ali está a sua ventura, vive no seio da �lma do mundo ali sente a presença de Deus! ,

. Prosseguirá em sua ascensão. Sente o apelo dos Enviados, dos Gênios alados, · daqueles que se chamam Deuses, pois se l ibertaram do círculo das gerações. Le- . vada até lá por aqueJas inteligências sublimes, ela trata­ rá de soletra; o grande poema do Verbo oculto, tratará de compreender o que lhe for possível apreender da sin­ fonia universal. Receberá ensinamentos luminosos das hierarq�ias do Amor divino. Tratará de ver as· Essências, que difundem nos mundos os Gênios que são energias. Contemplará os espíritos glorificados, os ·raios vivos do Deus dos Deuses. Ela não suportará o seu esplendor ofus­ cante, que faz empalidecer o sol como se fosse uma lâm­ ·pada enfumaçada. Ela estremece ante tais imensidades. E quando regressar dessas viagens, ouvirá ao longe o apelo das vozes amadas, recairá no solo dourado do seu astro, sob o véu róseo éle um sono embalador, cheio de formas brancas, de perfumes, de melodia. Tal a vida celeste da alma como apenas pode ima­ giná-la o nosso espírito espesso na terra. Mas os inicia­ dos o concebem, os vid,entes o vêem; e está demonstr�do pela lei das analogias e das concordâncias· :universais. A lei da analogia, ·nossa. linguagem imperfeita -esforça-se por traduzi-la, mas cadá alma viva s-ente a sua semente nas la . as su·as profundezas . ocultas. A filosofia oculta formu coriçlições psíquicas. Nos arcanos çla tradição esotérica . está a idéia de astros etéreos, invisíveis para nós, que fazem parte .do nosso sistema solar onde residem as al­ mas felizes. Pitágoras denomin·a-a uma contrapartida da l, isto, é, terra: a antichto,n.e iluminada pelo Fogo centra por uma .luz divina. No final do Fedon, PLATÃO descre- . ve exte11samente, embora de maneira disfarçada, essa terra espiritual. Diz que ela é tão leve quanto o ar e rodeada de uma atmosfera etérea. . . · . . Portanto, na outra vida, a alma conserva toda a sua · individualidade. Da · sua existência terrestre ela .conserva apen s as recordações nobres, e�quecendo as outras, es­ � quecimento que os poetas chamaram as águas do Letes. Livre das .impurezas, ela sente-se como que .interiorizada. · Do exterior do universo, ela dirigiu-se para o interior. Com uma aspiração profunda,. Cibele-Maia retomou-a p ara si. Psiqué realizará o seu sonho, interrompido de em quando e $em cessar re vez começando na terra. As

esperanças reflorescerão na aurora da sua vida divina. Os sombrios ocasos do sol se incendiarão em luminosidades brilhantes. Sim, basta. o homem viver uma hora de entu­ siasmo ou de abnegação e essa nota pura, extraída da gama dissonante da sua vida terrestre, · será repetida no seu além, em progressões maravilhosas, em harmonias eolianas. As felicidades fugidias, provindas dos �ncan­ tos da música, os êxtases de amor, os transportes da ca­ ridade, são apenas as notas de uma sinfonia que enten­ eremos longo so­ d no reino celestial. Será essa vida um nho grandiosa alucinação? , uma ou midurar centenas . A vida celeste da alma pode Q f sua orça lha de com a sua classe e � res de anos, acordo '-:i mais su­ perfeitas, as impulsora. Mas somente as mais das gerações, blimes, aquelas que ultrapassaram o círculo Essas somente essas podem prolongá-la indefinidamente. ' a realizaatingiram o repouso permanente. Alcançaram ção da verdade. Criaram suas próprias asas. São inviolá-· veis, pois são a luz. Governam os mundos, porque elas vêem através deles. Quanto às demais, por uma lei inflexível, têm de reencarnar, para se submeterem a nova prova,· elevando-�e um · plano acima, ou decaindo, se f a­ lharem. Como a vida terrestre, a vida . espiritual tem seu começo, seu apogeu, sua decadência� Quando essa vida se esgota, a alma sente-se desmaiar. Uma força invencí­ vel atrai a alma outra vez para as lutas, para os · · sofrimentas. na terra. Esse desejo mescla-se a apreensões ter­ ríveis. à dor terrível de deixar a vida divina. Mas chegou a hora. A lei deve ser cumprida. Ela se sente pesada, en­ volta em penumbra. Vê os companheiros luminosos atra­ vés de um véu, o qu�l vai se tornando espesso. Isso lhe faz pressentir uma próxima separação. Ouve os seus . tr_istes adeus�s .. As lágrimas dos bemaventurados pene­ tram-na como um . orvalho celeste, que deixará em seu oração a sede ardente de uma felicidade des·conhecida. c Então, com juramentos solenes, · ela promete recordar . , recordar a· verdade no mundo das trevas, da mentira, no mundo do ódio. Ela desperta em uma atmosfera espessa. Tudo desa­ , pareceu: almas diáfanas, oceanos de luz. Ei-la outra vez na terrá, no abismo do nascimento e da morte. Entretan .. � . .

to, não perdeu totalmente a lembrança celeste. O guia alado mostra-lhe a mulher que será sua mãe. Esta traz dentro de si o germe de uma criança. Esse germe só viverá, se um espírito vier anímá-lo� Então, durante nove meses, processa-se o mais impenetrável mistério da vida terrestre, o da encarnação e da maternidade. . A fusão misteriosa opera-se, lentamente, sabiamen- · te, órgão por órgão, fibra por fibra. A medida que a alma mergulha nesse antro, quente, crepitante, à medida que ela se sente presa, nos meandros das vísceras, diminui e extingue-se a sua consciência da vida divina. Entre ela -e a luz interpõem-se ondas de sangue, os tecidos da car­ ne que a comprimem e a penetram nas trevas. A luz. longínqua é apenas uma penumbra. Afinal, aperta-a uma dor horrível, apertando-a como em um estojo, uma con­ vulsão sangrenta arranca-a à alma materna e fixa-a num corpo palpitante. O menino nasceu, miserável efígie ter­ restre, e grita de medo. Mas a lembrança celeste entrou nas profundezas ocultas do Inconsciente. Só reviverá pe­ la Ciência ou pela Dor, pelo _Amor ou pela Morte! A lei da encarnação e desencarnação descobre-nos pois o verdadeiro sentido da vida e da morte. Ela cons­ titui a · base da evolução da alma, permitindo-nos acom­ panhá-la para frente ou para trás, até as profundidades da natureza e da divindade. Essa lei revela-nos o ritmo e a medida, a razão e o· objetivo da imortalidade. De abstrata ou fantástica, ela torna-se viva e lógica, mos- ', trando as correspondências da vida e da morte. O nasci- - lnento terrestre. é uma · morte, do ponto de vista espiri­ tual e a morte uma ressurreição celeste. A alternância das duas vidas é necessária ao desenvolvimento da alma. Cada uma das duas vidas é ao mesmo tempo conseqüên- • eia e explicação da outra. Entretanto, dirão, que é que nos prova a continui­ dade da alma, da mônadà, da entidade espiritual através de todas as existências, pois ela perde a lembrança des­ sas existências? E responderemos: que é que prova a identidade da vossa personalidade, durante a vigília du­ rante o sono? Vós despertais, pela manhã, com uma' sen­ sação tão estranha, tão inexplicável como a morte. Res­ suscita.is de um nada para voltar ao mesmo nada, à noite. � o nada? Não, pois houve os sonhos e os vossos sonhos

f9ram para yós tão reais quanto a realidade da vigília. A mudança das condições fisiológicas do cérebro alterou as �·elações da alma e do corpo, deslocando o vosso ponto de vista psíquico. Permanecestes o mesmo indivíduo, mas estivestes em um outro meio e levastes uma outra exis­ tência. Nos magnetizados, nos sonâmbulos, nos clarivi­ dentes, o sono desenvolve outras faculdades, que pare­ cem miraculosas, mas que são as faculdades naturais da . alma desligada do çorpo. Quando despertam, · os clarivi dentes não se lembram mais do que viram e fizeram du­ rante o sono lúcido. Mas num desses sonos, eles lembram o que aconteceu no sono anterior e, algumas. vezes com exatidão matemâtica, predizem o que acontecerá no pró­ ximo. Parece terem duas consciências, duas vidas alter­ nadas inteiramente distintas, cada uma com sua conti­ nuidade racional, · envolvendo uma mesma individualidade como cordões de cores diversas em torno de · um fio invi­ sível. Por isso tem um sentido muito profundo a expressão usada pelos antigos poetas iniciados, segundo a ·qual o �o é irmão _da morte. Um véu de esquecimento separa o sono e a vigília· ·com.d o nascimento e a morte. Assim, nossa existência terrestre divide-se em duas partes, sem­ pre alternadas, da mesma maneira como o roteiro da alma é alternado, na imensidade da sua evolução cósmi-' ca, entre a encarnação e a vida espiritual, entre as ter- . ras e os céus. Essa passagem alternativa de um plano do universo para outro, essa inversão dos polos do ser não ·é menos necessária ao desenvolvimento da alma como a situação alternativa da vigília e do sono o é para a vida corporal do homem. Mas o esquecimento não é total e a Juz . passa através do véu. Bastam as idéias inatas para provarem uma existência anterior. Mais ainda: nascemos com um mundo de vagas recordações, de impulsos mis­ teriosos, de pressentimentos divinos. Nos meninos filhos de pais mansos e tranqüilos, às vezes irrompem paixões selvagens que o atavismo não basta para explicar e que procedem de uma existência antecedente. Nas vidas mais humildes, há inexplicáveis e sublimes fidelidades a . utn sentimento, a uma idéia. Não vir.ão de promessas e de ju.ramentos feitos, durante a vida celeste? Vê-se portanto - que Pitágoras ,e todos os teósofos consideram a vida cor- ·

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