Voltar ao livro Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 2

Capítulo 5 de 33

Os Grandes Iniciados — parte 5 de 9

Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 2

O discípulo permaneceu sozinho, junto ao corpo do mestre. E quando surgiu um raio triste de Hecate, pare­ ceu lhe - que o vale, o rio, as montanhas, as florestas ge­ miam, soando como uma imensa lira. O corpo de Orfeu foi incinerado pelos sacerdotes. As cinzas foram levadas a um longínqüo santuário de Apolo, ónde permaneceram veneradas como as de um deus. N e­ nhum dos amotinados ousou subir ao templo do Kau­ kaion. A tradição de Orfeu, sua ciência, seus mistérios, per­ petuaram-se, 9ifundiram-se em todos os templos de Jú­ · piter e de Apolo. Os poetas gregos diziam que Apolo tor­ nou-se enciumado de Orfeu porque este era mais invo­ cado dO que o deus. A verdade é que, quando os poetas cantavam Apolo, os grandes iniciados invocavam a alma · de Orfeu, salvador, profeta. Mais tarde, os Trácios convertidos à religião de Or­ feu contavam que ele descera aos infernos à procura da alma da esposa e que, ciumentas do seu amor, as ba­ cantes tinham-no despedaçado. Mas a sua cabeça, lan­ çada no Érebo, levada pelas águas agitadas: não cessava de clamar: "Eurídice! Eurídice!" Assim, os Trácios louvaram como profeta aquele que eles mesn1os tinham eliminado, como se fosse um crimi­ noso, e que os convertera com a sua morte. Destarte, o verbo órfico infiltrou-se, misteriosamente, nas veias da Hélade, pelas vias secretas dos santuários e da iniciação. /'A sua voz conciliou os deuses, assim como num templo ajustam-se ao som de uma lira invisível as vozes dos iniciados que se ouvem em coro. A alma de Orfeu .tor­ ( , a alma da Grécia. �� (N.T.) - Segundo ANDR.J! BOULANGER - Orphée, o Orfismo foi uma religião reve'ada, com seus profetas e seus livros sagra­ dos. Mas observa o mesmo autor, professor da Faculdade de Le­ tras de Bordéus, o orfismo, primeiramente, designou uma forma ascética de vica religiosa; posteriormente uma especulação com elementos provindos de diversas fontes, e afinal, nos começos da .era cristã, um elemento componente do vasto sincretismo religioso, 'de onde sairam diferentes formas tardias do paganismo e o cris· tianismo.

Livro VI PITAGORAS Os Mistérios de Delfos Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e e os Deus s. Inscrição do templo de.,,,Delfos O Sono, o Sonho e o E:.xtase são as três portas abertas para o Além, de onde nos vêm a ciência da Alma e a arte da advinhação. A Evolução é a lei da Vida O Número é a lei do Universo A Unidade é a lei de Deus.

A Grécia no século VI A alma de Orfeu atravessara como divino meteoro o céu tempestuoso da Grécia que nascia. Desaparecido ele, as trevas acumularam-se, novamente. Depois de vá­ rias revoluções, os tiranos da Trácia queimaram seus li­ vros, destruiram seus templos, expulsaram seus discípu­ los. Imitaram-nos os reis gregos e muitas cidades mais ciosas de sua desenfreada licenciosidade do que da jús­ tiça. Pretenderam apagar sua memória, destruir seus úl­ timos vestígios. E agiram com tanta eficiência que, al­ guns séculos após a sua morte, uma parte da Grécia du­ vidou da sua existência. Em vão, os iniciados conserva­ vam sua tradição durante mais de mil anos. Em vão, Pitágoras e Platão referiram-se a ele como um homem divino. Para os sofistas e reitores. ele apenas personifi­ cava uma legenda sobre a origem- da música. Ainda hoje, os cientistas negam, sem tergiversar, a existência de Orfeu. Apoiam-se sobretudo no .fato de nem Homero nem Hesíodo terem-se referido ao nome dele. Mas o silêncio desses poetas explica-se, amplamente, pela proibição esta­ belecida pelos governos locais a respeito de Orfeu. Os seus discípulos não perdiam nenhuma ocasião de exi­ gir todos os poderes à autoridade suprema do templo de Delfos. Não cessavam de repetir que as diversas ques­ tões entre os vários Estados ·da Grécia deviam ,ser sub­ metidas à decisão do Conselho dos Anfictiões. Isso não convinha nem aos demagogos, nem aos tiranos. , Quanto a Homero talvez tenha sido iniciado no san­ tuário de Tiro, cuja mitologia é a tradução poética da teologia de Sanconiaton. Homero, o jônio, podia muito bem ignorar o dórico Orfeu, cuja tradição era tanto mais secreta quanto mais perseguida. Hesíodo, nascido perto do Parnaso, devia conhecer o nome e a doutrina dele, através do santuário de Delfos. Mas, talvez lhe tenha si-

do imposto silêncio a respeito, pelos sacerdote que o s iniciaram no templo. seus discípulos, Mas Orfeu vivia em sua obra, em · naque essa? Onde até les que negavam. Que obra era o procura militar e r essa alma vivificante? Na oligarquia ciência, onde a feroz de Esparta desprezava a , onde se ignorân brutalidade era exigida cia era um sistema, e a como guer­ complemento da coragem? Nas implacáveis ras de Espartiatas extermina­ Messênia, onde se viram os na Grécia, em en­ rem um vizinho? Com os Romanos povo e dos lauréis sangren­ saio da prática da Rocha Tarpéia em un:i precipício o heróico tos do Capitólio, atirando Na democracia tur­ Aristomeno, defensor da ·Sua pátria? sempre disposta a decair na tirania? bulenta de Atenas, Na guarda pretoriana de Psistrato? No punhal de Harmó­ dio e de Aristógito, escondido em um ramo de mirto? Nas numerosas cidades da Hélade, da Grande Grécia, da Asia Menor, das quais Atenas e Esparta eram modelos? Em todas aquelas democracias e tiranias ciumentas umas das outras, sempre dispostas a se guerrearem? Não, a alma da Grécia não está aí. Acha-se nos tem­ plos, nos Mistérios, nos seus .iniciados. Acha-se no san­ tuário de Júpiter em Olímpia, no · de Juno em Argos, no de Ceres em Eleusis. Reina em Atenas com Minerva. Ir­ radia em Delfos com Apolo, que . domina e penetra todos os templos com a sua luz. Eis o centro da helênica, o cé­ rebro e o coração da Grécia. Vão lá instruir-se os poe­ tas, que traduzem para as multidões as verdades subli­ mes em imagens vivas, os sábios que a propagam na dialét.ica sutil. O espírito de Orfeu circula em toda parte, onde pal­ pita a Grécia imortal. Nós o encontramos na poesia e a, na ginástic nos jogos de De!fos e de Olimpia, felizes ões ideadas instituiç pelos sucessores do m estre para apro­ ximar e unir as doze tribos gregas. Nós sentimos aquele espírito no tribunal dos Anfictiões, assembléia d e gran­ des iniciados. corte suprema e arbitral reunida em Del­ fos, grande poder judiciário e conciliador, no qual a Gré­ ava sua cia encontr unidade nas horas de heroísmo e de

abnegação.( )

( ) O juramento anfictiônico daqueles povos associados dá idéia da grandeza e força social daquela instituição. "Juramos

Mas a Grécia de Orfeu com a doutrina dele guardada nos templos, uma alta corte judiciária em Delfos, come­ çava a periclitar já no sétimo século. Não se respeitavam mais as ordens de Delfos, violavam-se os territórios sa­ grados. Desaparecera a geração dos grandes iniciados. Baixara o nível intelectual e moral. Os sacerdotes ven­ diam-se os poderes públicos. Os próprios Mistérios se corrompiam. Mudara o aspecto geral da Grécia .. A an­ tiga realeza sacerdotal e agrícola estava sendo substituí­ da pela tirania, pura e simples, pela aristocracia anár­ quicà. Os templos não podian1 impedir a dissolução amea­ çadora. Necessitavam de um novo auxílio. Tomara-se ne­ cessária a divulgação das doutrinas esotéricas. Para o pensamento de Orfeu continuar vivo, expandindo-se em todo o seu brilho, a ciência dos templos teria de trans­ ferir-se para as ordens leigas. E assim se fez, sob diver­ sos disfarces, nas escolas dos poetas, nos pórticos dos filósofos. Estes sentiram como Orfeu que devia haver uma doutrina secreta e outra pública,· ambas apoiadas na mesma verdade. Essa evolução proporcionou à Gré­ cia, os três séculos de criação artística e de esplendor intelectual. Permitiu ao pensamento órfico irradiar sobre o mundo inteiro, antes da nação ser atingida pelos gol­ pes da Macedônia e afinal ficar subjugada pela mão de ferro de Roma. Nessa evolução, surgem· físicos do vulto de Tales, legisladores do porte de Solon, heróis como Epaminondas e afinal Pitágoras, inteligência soberana, criadora e or­ denadora. Ele é o mestre da Grécia leiga como Orfeu o tinha sido dà Grécia sacerdotal. Ele traduz e continua o pensamento religioso do seu predecessor, aplicando-o aos tempos modernos. Embora apareça à luz da História, Pi­ tágoras permaneceu um tipo quase legendário. Explica-se isso pela perseguição encarniçada de que ele foi vítima na Sicília e durante a qual morreram tantos pitagóricos. jamais destruir as cicades anfictiônicas e, seja na paz, seja na guerra, não desviar as nascentes de água que lhes forem necessá­ rias. Se alguma potência ousar isso, nós marcharemos contra e'a e destruiremoc; suas cidades. Se os ímpios ousarem roubar as ofe­ renqas no templo de Apolo, juramos usar dos nossos pés, dos nos­ sos braços, da nossa voz, de todas nossas forças contra eles e seus cúmplices."

Com dificuldade e por um grande preço Platão obteve de Arquitas um manuscrito do mestre. Este sempre redigiu seus trabalhos em. signos secretos e sob forrna simbólica. Sua influência exercia-se através do ensino oral. Mas a essência do sistema está nos Versos Áureos de LISIS, no CQmentário de HIÉROCLES, nos fragmentos de Filolaus e de Arquitas, no Timeu de PLATÃO em que se apresenta a cosmogonia de PITÁGORAS. Os escritos da antiguida­ de estão cheios do pensamento do filósofo de Crotona. Citam-no como autoridade os neo-platônic0s de Alexan­ dria, os gnósticos, e até os primeiros padres da Igreja. Vista do alto, aberta com as chaves do esoterismo cmn­ parado. sua doutrina apresenta um magnífico conjunto, um todo solidário, cujas partes estão unidas por uma concepção fundamental. Nela encontramos a reprodução racional da doutrina esotérica da fndia e do Egito, às quais ele deu a clareza e a simplicidade helênicas, acres­ a centand0-lhes um sentimento mais enérgico, uma idéi mais nítida da liberdade humana. Na mesma época, em diversos pontos do globo, grandes reformadores vulgarizavam doutrinas análogas. Na r.China, LAO-TSÉ originava-se do esoterismo de Fo-Hi. O +- ú� imo Buda, Sáquia Muni, pregava nas margens do Gan­ ges. Na Itália, o sacerdócio etrusco enviava a Roma um iniciado com os livros sibilinos, o rei Numa, que tentou // ' 1 n f ear, mediante sábias instit ições, a ameaçadora am- � � � �� b1çao do Senado romano. E nao é por acaso que esses reformadores aparecem ao mesmo tempo em naçõe ·\ s tão es. Suas missões conco rem para diferent r uma· finalidad e comum. Provam que, em certas épocas, a mesma cor- .,r_ espiritual, misteriosamente, atravessa toda h ­ ente a u manidade. De onde vem? Daquele mundo divino, que �e acha além do alcance da nossa vista, mundo de onde procedem os gêni0s e os profetas, seus enviados e teste­ munhas. Antes de dizer sua palavra à Grécia, Pitágoras via­ por jou · todo o mundo antigo. Esteve na Africa, na Asia e Mênfis, na a i ia, onde o servou a política e par� n � ? � � . . � . ? t1c1pou de ntos 1n1c1aticos. Sua vida agitada assemelha-se à travessia de um barco no mar, em plena tempestade · Soltas as velas, prossegue na rota sem se desviar, até o porto, apesar da fúria dos elementos desencadeados.

Sua doutrina dá a impressão de uma noite fresca, depois do calor causticante de um dia de verão. Faz pensar na beleza do firmamento com os seus arquipélagos cinti­ lantes e as harmonias etéreas no espaço. Vejamos se podemos separar a existência e a legen­ da, ambas confundidas pelos preconceitos doutrinários de autores profanos.

Os anos de viagem No começo do sexto século antes da nossa era, uma das ilhas mais florescentes da Jônia era Samos. O seu porto · abria-se em frente às montanhas da Ásia Menor, de onde vinham todas as seduções todo o luxo. A cida­ , de estendia-se em anfiteatro sobre a praia verdejante, onde sobre um promontório erguia-se um templo de Ne­ tuno. Lá, em · palácio magnífico, rodeado de colunatas, um residia o tirano Polícrates. Anulara as liberdades de Sa­ mos, compensando essa perda com o lustro das artes e do esplendor· asiático. Chamara as hetairas de Lesbos para residirem em um palácio vizinho ao dele. Convidava a mocidade às festas, onde elas iniciavam os jovens na · prática das volúpias mais sutis, ao som de músicas. nas danças e nos festins. Polícrates também chamou a Samos Anacreonte, que viajou · em uma trirreme com velas de púrpura e mastros dourados. Empunhando uma taça de prata burilada a mão, o po�ta declamou naque!a corte de prazeres, as suas odes acariciadoras e perfumadas como uma chuva de rosas. A boa sorte de Polícrates tornara-se proverbial em toda a Grécia. Era seu amigo o faraó Amasis que o aconse­ lhou, várias vezes, a desconfiar de uma ventura assim tão constante e sobretudo não se gabar disso. Polícrates respondeu ao conselho do monarca egípcio, seu amigo, atirando ao mar o seu anel, enquanto dizia: "Faço este sacrifício aos deuses!" No dia seguinte, um pescador de­ olveu ao tirano o precioso anel, v que fora achado den­ tro um peixe. Quando o faraó de soube disso, dec!arou que rompia sua amizade com Polícrates, alegando que uma felicidade assim tão insolente lhe atrairi a vingan­ a deu es ça dos s . Seja ou não verídico este fato, o fim de Polícrates foi trágico. Um dos seus sátrapas atraiu-o ao interior de s Lá, uma das suas província . mandou-o matar, suplician-

do-o, e ordenou que o corpo do tirano asse amar ado a � � uma cruz, no alto do monte Micale. Assim, os habitantes de Sarnas viram, durante um crepúsculo, o cadáver de Polícrates crucificado sobre um promontório, diante da ilha que ele governara glorioso, entre prazeres. , Mas voltemos ao começo do reinado de Polícrates. Em certa noite clara, um homem ainda moço estava sen­ tado em uma floresta de agnos-castos, de folhas luzi­ dias, próximo fachada dórica do templo de Juno, cuja estava banhada de luar. Deixara cair aos pés um rolo de papiro onde estava escrito um canto de Homero. Sua me­ ditação começara ao pôr do sol e continuava no silên­ cio da noite. O seu pensamento elevava-se nas alturas do espaço. Era Pitágoras, filhó de um rico joalheiro de Samos e de uma mulher chamada Partênis. A Pítia de Delfos pro­ metera ao · jovem par recém-casado "um filho, que seria útil a todos os homens, em todos os tempos". O oráculo aconselhara aos esposos que fossem residir em Sidon, na Fenícia, para que o filho fosse concebido, moldado e pa­ rido longe das influências perturbadoras da sua pátria. Antes de nascer, o menino fora dedicado à luz de Apolo, na lua do amor. Ao completar um ano, a mãe aconselhada antes pe­ los padres de Delfos, levou-o ao templo de Adonai, num vale do Líbano. Lá o pontífice abençoou-o. Depoi a fa­ s mília voltou para Samos. O menino era bonito, sosse­ gado, bem comportado. Só a paixão intelectual brilha­ va em seus olhos e imprimia aos seus atos uma energia secreta. Seus pais não o contrariavam. Estimulavam sua tendência ao estudo. Assim, teve a liberdade para con­ versar com os sacerdotes de Samos e com os sábios que começavam a fundar na Jônia as escolas, onde eles en­ sinavam os princípios da Física. Aos dezoito anos, fre­ qüentava o curso de Hermodamas, em Samos. Aos vin­ te, era aluno de Ferecides, em Siros. Já conversara com Tales e Anaximandro, em Mileto. Todos esses professo­ res lhe tinham mostrado novos horizontes, mas nenhum lhe satisfazia. Ele buscava, intensamente, o vínculo, a síntese, a unidade do grande Todo nesses ensinamentos. Tais contradições concorreram para· precipitá-lo numa crise espiritual.

de ar filho P ­ esplêndida, o aqu la noite quente e e N o. Es­ céu estrelad tênis o templo, o · terra, contemplav a a a, a Naturez tava sob os seus Demeter, a terra-màe, pés es emanaçõ suas que ele queria penetrar. Ele respirava va que o encadea invencível atração poderosas, sentia a vel insepará como parte ao seu seio, ele átomo pensante, dela mesma. tu­ dito: "Dela consultara tinham-lhe Os sábios que água, ou vem da do vem do nada. A a!ma provém. Nada dos elementos, do fogo, ou de ambos. Sutil emanação vez. Deves voltar a eles, outra ela se afasta deles para está único merecimento submeter-te à sua lei fatal. O em saber disso e submeter-se." de fogo, que com as letras Ele olhava o firmamento insondável do es­ armam as na profundeza f constelações Pois se o paço. Essas letras deviam ter um significado. infinitamente pequeno tem sua razão de se.r, por que não a terá o infinitamente grande, a dispersão dos as­ tros, cujo agrupamento representa o corpo do universo? Cada um desses mundos tem sua lei própria, todos jun­ tos movem,..se juntos, segundo um Número e uma harmo­ nia suprema. I\1as quem decifrará o alfabeto das estre­ las? Os sacerdotes .de Juno lhe tinham dito: "O céu dos deuses é anterior à terra. Tua alma veio de lá. Roga aos deuses que ·ela volte para lã." Essa meditação foi interrompi da por um canto vo­ lutuoso, vindo de um jardim. Eram vo zes lascivas de Lesbianas, acompanhadas pelos sons langorosos de uma a. Algumas cítar jovens entoavam também árias bãqui­ cas. De repente, ouviram-se altos gritos lúgubres vindos porto. Eram rebeldes que Polícrates do embarcava para serem vendidos na Ásia, como escravos. Açoitavam-n os om correias incrustadas de pregos. c Os seus urros e blas­ am-se perder na noite. .. fêmias Depois, tudo voltou ao si­ lêncio. O jovem homem sentiu um estremeção doloroso mas rimiu aquela sensação. O rep problema torna-se 'mais o, mais dilacerante. A agud Terra dizia: "Fatalidade !" o amava: "Providência!" Céu procl A Hurnanidad e entre os dois respondia: "Loucura! Dor! Escra vidão!" Mas no fundo dele mesmo, ·o futuro adepto· ouvia uma vo� in�

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.