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Capítulo 22 de 33

Segundo Grau — parte 12 de 17

Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 2

vida mística, profundamente oculta, dentro do adoles­ cente unia-se a uma completa lucidez nas coisas da vida real. Lucas respresenta-o na idade de doze anos "cres­ cendo em força, em graça, em sabedoria". A consciência religiosa foi inata em Jesus, absolutamente independente do mundo exterior. na veio-lhe No entanto, grande comoção a primeira dos proge­ primeira viagem em companhia a Jerusalém, orgulho nitores, Aquela cidade, à qual se refere Lucas. judaicas. de Israel, das aspirações tornara-se o centro que Dir-se-ia Suas desgraças tinham exaltado os espíritos. esperanças quanto se acumulavam, mais mais túmulos pe­ pelos Selêucidas, surgiam. Jerusalém fora devastada O sangue los Macabeus, Pompeu e afinal por Herodes. tinham feito correra em torrentes, as legiões romanas uma Tinham -enrolado cenas infernais carnificina. se des nas colinas, com as crucificações em massa. Depois de tantos horrores da humilhação da ocupação romana, de­ pois de dizimado o sinédrio, o pontífice reduzido à con­ dição de escravo trêmulo, Herodes, parece que por iro­ nia, reconstruíra um templo mais m�gnífico do que o de Salomão. Nem por isso, Jerusalém deixaria de ser a ci­ dade santa. Jesus lera em !saias: "a noiva diante da qual se prosternarão os povos" . Chamarão tuas mur.alhas salvação· e tuas portas louvor. As nações marcharão sob o esplendor que sairá de ti." (!SAIAS LX 3 e 18). O so­ nho de todo judeu era ver Jerusalém e o templo de Jeo­ vá, mormente depois da Judéia ter-se tornado província romana. Um estranho sentimento de opressão deve ter inva­ dido a alma de Jesus, quando em sua primeira peregrina­ ção viu a cidade com suas muralhas formidáveis sobre a montanha, como sombria fortaleza, e o anfiteatro romano de Herodes, às suas portas; com a· torre Antônio domi­ nando o templo, vigiado pelos legionários romanos, em­ punhàndo suas lanças. Subiu os degraus do templo. Admi­ rou o esplendor daqueles pórticos de mármore, onde pe­ rambulavam os fari_seus em suas vestimentas suntuosas. · Atravessou o pátio dos gentios, o pátio das mulheres. com a multidão de israelitas, Aproximou-se da porta Ni­ canor e da balaustrada de três côvados, atrás da qual viam-se os sacerdotes em seus hábitos litúrgicos cor de

violeta e de púrpura, reluzentes de pedrarias, ofici ndo � diante do santuário imolando . bodes touros, , e aspergind o . o povo com o sangue dos animais imolados e pronunciando um a bênção. Isso não parecia o templo dos seus so­ nhos, nem o céu do seu coração. Depois descia os quarteirões populares da cidade bai­ xa.· Viu mendigo s pálidos de fome, faces angustiadas, que conservava m os sinais das últimas guerras civis, dos su­ plícios , da s crucificações. Saindo por uma das portas da cidade, pôs-s-e a errar por aqueles vales pedregosos, re­ cantos lúgubres, onde estão as pedreiras, as piscinas, os túmulo s dos reis, que fazem uma cintura sepulcral para Jerusalém. Viu loucos saindo das cavernas, gritando blas­ fêmias contra vivos e mortos. Depois desceu por uma larga escadaria até a fonte de Siloé, profunçla como uma cisterna. A margem da água amarelada, viu arrastarem­ -se leprosos, desgraçados cobertos de toda espécie de úl­ ceras. Uma necessidade irresistível levava-o a ol har no fundo dos seu s olhos, bebendo-lhes toda a dor. Uns pe­ diam socorro. Outros eram mansos e sem esperança. Ou­ tros, bestificados, pareciam não estar sofrendo m.ais. Quanto tempo fora necessário para que eles ficassem assim? Então Jesus disse a si mesmo: para que serve esse templo, esses sacerdotes, esses hinos, esses sacrifícios, que não podem remediar todas essas dores? E de repente, como torrente infinita de lágrimas, ele sentiu afluir em seu coração todo o sofrimento daquelas criaturas, da cidade, do povo, da humanidade. Compreendeu· a inuti­ lidade de uma felicidade que se não podia transmitir outros. aos Aqueles olhares desesperados não sairiam· mais da sua memória. Noiva s9mbria; a d'or humana andava ao seu dizendo: lado "Não te deixare i mais." Ele retirouse, triste, angustiado. E enquanto va volta­ para as montanhas da Galiléia, saiu um profundo grito do seu coração: "Pai celeste! Quero saber, quero quero curar, salvar!"

Os Ess·ênios. João Batista. A tentaç·ão O que ele queria saber só podia aprender com s o Essênios. Os Evangelhos mantiveram um silêncio absolu­ to sobre os fatos e as ações de Jesus antes do seu en­ contro com Jóão Batista, no qual, segundo eles Jesus de algum modo tomou posse do seu ministério. Logo em seguida, ele aparece na Galiléia com uma doutrina defi­ nida, a convicção de um profeta e a consciência do Mes­ sias. Mas é evidente que esse início ousado e premedita­ do foi precedido de longo desenvolvimento, de uma ver­ dadeira iniciação. Essa iniciação deve· ter-se processado na associação que em Israel conservava as tradições e o gênero de vida dos profetas. Nisso não há a menor dúvida para aqueles que se elevam acima da superstição da letra e da mania do documento escrito. A liás, não somente ressaltam as relações íntimas entre a doutrina de Jesus e a dos Essé­ nios, como também pelo mutismo de Jesus e dos seus parentes a respeito da �eita. Por que não se referiu ja­ mais aos Essênios, ele que atacava todas as seitas e partidos religiosos judaicos no seu tempo? Por que tam­ bém os apóstolos e. evangelistas não se referem aos Es­ sênios? Evidentemente por considerarem estes, seus cor­ religionários, aos quais estavam ligados pelo juramento dos Mistérios. / A agremiação dos Essênios, no tempo de Jesus, era

e tas organizadas a última restante das confrarias de prof por Samuel. O despotismo dos senhores da Palestina, a rivalidade .de um sacerdócio ambicioso e . servil tinham Essénios à solidão e ao silêncio. do os · Não lutavam força omo os seus antecessores. Contentavam ais c -se em conservar a tradição. Tinham dois centros principais: um no Egito, à margem do lago Maoris; outro na Palestina, em Engaddi, à margem do mar Morto. O nome Essénios , provinha do t.ermo sírio Asaya, que em grego significa ' médicos. Diante do público·, sua missão era curar males 17:J físicQs e morais. Segundo Josefa, "eles estudavam es- -­ critos de medicina, que tratavam das propriedades ocul­ \ tas de vegetais e de minerais" (JOSEFO, Guerra dos Ju­ de s, II; Antigüidades, XIII 5-9, XVIII, 1,5) . Alguns pos­ � suiam o dom da profecia, como Ménahem que predisse a Herodes que este seria rei. Segundo FILON, "eles ser­ vem Deus com muita piedade, não imolando vítimas, mas santificando o seu espírito. Fogem das cidades e dedi­ cam-se às artes pacíficas. Eles não têm escravos. Todos são livres e trabalham uns para os outros". (FILON, Da vida contemplativa). As regras eram severas. A admissão exigia um ano de noviciado. Depois das provas de temperança, o postu­ lante era admitido às abluções, sem entrar em contato com os mestres da ordem. Para ser confirmado na or- . dem, eram necessários mais dois anos de noviciado. Pro­ feriam-se terrívejs juramentos para não se revelarem os segredos da ordem. Depois o neófito era admitido a par­ ticipar das refeições em -coip.um. Consideravam sagrada a roupa que usavam para as refeições. No trabalho, usa­ vam outra. Aquelas refeições, que teriam servido de mo­ . delo para a Ceia instituíd� por Jesus, começavam e ter­ minavam com orações. Néssa fase, havia a primeira in­ terpretação dos livros sagrados de Moisés e dos profe­ tas. Nessa explicação, interpretava-se o texto com três significados, em três graus. Poucos chegavam ao grau superior. Tudo se parecia muito com a organização dos pitagóricos. e) É verdade que essa organização era co­ mum a todas as outras iniciáticas, em toda parte. Os Essênios professavam o dogma essencial da doutrina ór­ fica e pitagórica, o da preexistência da alma, conseqüên­ cia e razão da sua imortalidade. Diziam: "A alma desce do éter mais sutil, é atraída para o corpo por um certo encanto natural, fica nele como em uma prisão. Livre dos ( 5) Pontos comuns entre os Essénios e os Pitagóricos: Prece ao levantar do sol. Roupas de linho. Refeições fraternais. Novi­ ciado de um ano. Três graus de iniciação. Organização da ordem. Comunidade de bens, sob a gerência de curadores. Lei do silêncio. Juramento dos Mistérios. Divisão do ensino em três partes: 1 Ciência dos princípios universais ou teogonia, que FILÃO chama lógica; 2 - Física ou cosmogonia. 3 - Moral, tudo o que se rela­ ciona com o homem, ciência à qual se dedicavam os terapeutas.

l laços do corpo, ela ascende para a altura com alegria". (JOSEFO, Antiguidades, 8) . Nos Essênios, os irmãos propriamente ditos viviam na comunidade de bens e no celibato, em lugares retira­ dos, lavrando a terra, algumas vezes educando crianças estrangeiras. Quanto aos Essênios casados, constituíam uma espécie de ordem-terceira, filiada e submetida aos outros .. Silenciosos, doces, graves, eram tecelões, carpin­ teiros, jardineiros, vinhateiros, jamais com-erciantes nem fabricantes de armas. Espalhavam-se por toda a Palesti­ na, em pequenos grupos, desd� o Egito at� o monte Horeb. Jesus e seus discípulos andavam de província em província, · sempre encontrando hospedagem com eles. Es­ creveu Josefa: "Os Essênios praticavam urri.a · moralidade exemplar, tratavam de reprimir qualquer paixão ou cóle­ ra, sendo sempre benevolentes, pacíficos e de boa fé. Sua palavra valia mais do que um juram,ento. Para eles, o juramento era coisa supérflua. Suportavam com força de ânimo e sorriso nos lábios, torturas cruéis e não violavam o menor preceito religioso". Indiferente à pompa do culto em. Jerusalém, repelido pela dureza dos saduceus, pelo orgulho dos fariseus, pe­ lo pedantismo e secura da sinagoga, Jesus foi atraído para os Essênios por uma afinidade natural. (G) A morte prematura de José tornou livre o filho de Maria, já adul­ to. Os irmãos continuaram o ofício do pai, a fim de sustentar a família. A mãe permitiu que aísse secreta­ s mente para Engaddi. Acolhido como irmão, recebeu dos ,(Essênios o que somente eles lhe poderiam dar: a tradi­ (, ção esotérica para sua orientação histórica e religiosa. �compreendeu o abismo que separava a doutrina judaica da antiga sabedoria dos iniciados, verdadeira mãe das religiões, mas sempre perseguida por Satã, o espírito do Mal, do egoísmo, do ódio, da negação, unindo ao poder políti o ab oluto a i postura sacerdotal. Viu que, sob o � � 1:_1 f seu_ s1mbohsmo, o Genese encerrava uma cosmogonia e uma teogonia afastadas do sentido literal. Ele contem-

( ) Pontos comuns entre a doutrina dos Essénios e de a Jesus. O amor ao próximo como primeiro dever. Proibição do jura­ mento. ódio à mentira. Humildade. Instituição da Ceia, conforme os ágapes fraternais dos Essênios, com um sentido novo, o do sacrifício.

os dias de Eloím ·ou a criação eterna pela emana­ piou ção dos elementos, a formação dos mundos, a origem das lmas, sua origem em Deus, pelas existências pro­ � gressivas ou gerações de Adão. Sensibilizou-o a grande­ za do pensamento de Moisés, que pretendera criar a uni­ dade · religiosa das nações, instituindo o culto do Deus único, encarnando essa idéia em um povo. Comunicaram-lhe depois. a doutrina do Verbo divino, já ensinada por Crisna na tndia, pelos padres de Osíris · no Egito, por Orfeu e Pitágoras na Grécia, conhecida pelos profetas sob a denominacão de Mistério do Filho do Homem e do Filho de Deus. �Segundo essa doutrina, a mais alta manifestação de Deus é o Homem. Pela forma, constituição, órgãos, inteligência é a imagem do Ser uni­ versal e possui suas faculdades. Mas na evolução ter­ restre da humanidade, Deus stá esparso, fracionado, mu­ e tilado na multiplicidade dos homens e na imperfeiçã hu­ o mana. Ele sofre, busca-se a si mesmo, luta nessa hu­ . manidade. É o Filho do Homem. O Homem . perfeito, o Homem tipo, o mais profundo pensamento de Deus está oculto no abismo infinito do seu desejo e da sua potên­ cia. Entretanto, quando se trata de tirar a humanidade do abismo, de reuni-la a fim de impeli-la para cima, um Eleito identifica-se com a divindade, atraindo-a para si pela Força, pela Sabedoria, pelo Amor, manifestando-a outra vez aos homens. Então, a Divindade, pela virtude e pelo sopro do Espírito, fica completamente presente nele. O Filho do Homem torna-se o Filho de Deus e seu verbo vivo. Todos os profetas esperavam esse Messias. Os Videntes chamavam-no o Filho da Mulher, de Isis ce­ leste, da luz divina, Esposa de Deus, pois a luz do Amor brilharia nele, acima de todas as outras, com um brilho fulgurante ainda desconhecido na terra. . Esses ensinamentos ocultos o patriarca .dos Essênios revelava ao jovem Galileu, na solidão de Engaddi. Co­ movido, ele ouvíu o comentário ao seguinte trecho do livro de Enoque: "Desde o começo, o Filho do Homem existia no mistério. O Altíssimo mantinha-o junto do seu poder e manifestava-o aos seus eleitos. Mas, quando i­ � rem o filho da mulher, sentado em um trono de glória, os rei ficarão aterrorizados e prosternarão sua face so­ s bre a terra. Então o Eleito chamará todas as forças do

céu, todos o santos do alto e a potência de Deus. Então s os Querubins, os Serafins, os Ofanins, todos os anjos da o e da f rça, todos os anjos do Senhor, quer dizer do Eleito. outra força, que servem sobre a terra e sobre as águas

elevarão suas voz.es." ( ) Jesus passou vários anos com os Essênios. Subme­ teu-se à disciplina, estudou os segredos da natureza, exer­ citou-se na terapêutica oculta. Dominou seus sentidos para desenvolver o espírito. Todos os dias ele meditava nos destinos da humanidade e interrogava-se a si mes­ mo. Em certa noite memorável para a ordem dos Essê­ nios, o novo adepto recebeu a iniciação superior, a do quarto grau, aquela que somente se outorga no caso es­ pecial de uma ·missão profética,· desejada pelo irmão e confirmada pelos Anciãos. A cerimônia ocorreu no inte­ rior da montanha, numa vasta sala com um altar e as­ sentos de pedra. O chefe da ordem estava presente com os Anciãos. As vezes, com pareciam algumas profetisas iniciadas. Empunhando fachos e palmas, saudavam o novo iniciado, vestido de linho branco, como o "Esposo , · que elas tinham esperado e que veriam talvez e Rei" pela última vez. Depois o chefe da ordem, ordinariamen­ te um velho centenário (Josefa escreveu que os Essê­ nios viviam muito tempo) apresentava-lhe o cálice de ouro, símbolo da iniciação suprema, que continha o vinho do vinhedo do Senhor. Diziam que Moisés bebera nesse cálice com os setenta. Também fâlavam na prática des­ sa iniciação, já nos tempos de Abraão, que recebera Mel­ quisedeque com a oferta do pão e do vinho (G�NESE, XIV, 18). O Ancião só oferecia a taça a quem· ele visse habilitado a cumprir a missão, por indícios somente dele conhecidos. Depois disso, o iniciado passava a ser senhor dos seus atos, livre da ordem, hierof ante entr.egue aos ventos do Espírito. Depois dos cantos, das preces, das palavras sacra­ mentais do Ancião, o Nazareno pegou na taça. Então, por (7) Livro de Enoque, Cap. XL VIII e LXI. Essa passagem demonstra que a doutrina do Verbo e da Trindade, exposta no . Evangelho de João, já era conhecida em Israel, muito tempo antes de Jesus, e saia do fundo do profetismo esotérico. No livro de Enoque, o Senhor dos Espíritos representa o Pai; o Eleito, o Filho; a Outra Força o Espírito Santo.

que se um raio auroral, passou uma fenda na montanha brancas das expandiu sobre fachos e as longas vestes os raio atin­ quando o Essênias Elas estremeceram, . também transpa­ giu uma grande tristeza o jovem Galileu. Pois , se à distância receu em seu belo rosto. Seu olhar perdiao seu até entrevia ele ia os enfermos de Silóe. Já caminho? às rnar- Naquele João Batista estava pregando tempo, do profeta pogens Jordão. Não era Essênio, mas um / pular impelido da raça de Judá: fora viver no deserto ­ por uma rezando, mace piedade incoercível, jejuando, rando-se. Sobre a pele tostada de sol, usava um pano tecido de fios de pelo de camelo, como sinal de penitên- ( eia dele e do seu povo. Segundo a idéia judaica, ele estava convencido da próxima vinda do Messias. Este seria um novo Macabeu, levantaria o povo, expulsaria os ro­ manos, castigaria os culpados. Depois triunfalmente en­ traria em Jerusalém, restabeleceria o reino de Israel, aci­ ma de todos os povos, na paz e na justiça. Anunciava às multidões, a próxima vinda do Messias. Mas era neces­ sário um preparo prévio pelo arrependimento. Tomou aos Essênios o costume das abluções, transformando-o à sua maneira, e imaginou o batismo no Jordão como símbolo da purificação interior que ele exigia. Para ouvir o santo do deserto que anunciava a vinda do Messias, acorria . Não faltavam gente de todas as partes da Judéia aque­ les que esperavam apenas uma ordem para se armarem, a fim de fazerem a guerra a Herodes Antipas e aos sa­ cerdotes em Jerusalém. Aliás, havia maus indícios na­ quela situação da sociedade. Tibério com setenta e qua­ tro anos estava terminando a velhice, nos deboches de Capri. Pôncio-Pilatos redobrava as violências contra os Judeus. No Egito, os sacerdotes tinham anunci�do que a Fênix iria renascer das suas cinzas. (TÁCITO, Anais, V , I 28, 31). Jesus sentia crescer a sua vocação. Mas buscava ainda o seu caminho. Foi à margem do Jordão, acompa­ nhado de alguns· Essênios que o seguiam como seu mes­ tre e quis ver o Batista, ouvi-lo, batizar-se. Queria co­ meçar por um ato de humildade e de respeito ante o profeta que ousava levantar a voz contra os poderosos do tempo e despertar a alma de Israel.

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