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Capítulo 16 de 33

Segundo Grau — parte 6 de 17

Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 2

� � completamente no pensamento do seu mando e de tal maneira que, ·depois da morte dele, ela serviu de centro à ordem pitagórica. Um autor grego cita a sua opinião sobre a doutrina dos Números, como sendo de uma auto­ ridade. Ela teve dois filhos com Pitágoras: Arinesto e Telauges; e uma filha: Damo. Telauge·s foi mais tarde o mestre de Empédocles, transmitindo-lhe os segredos da dout11ina. A família de Pitágoras foi um modelo para a ordem. · A sua residência chamava-se o templo de Ceres e o pá­ tio, o templo das Musas. Nas festas domésticas e reli­ giosas, a mãe dirigia o coro feminino e Damo o coro das . inas. Sob todos os pontos, Damo foi digna do men seu pai e da sua mãe. Pitágoras confiara-lhes alguns escritos, · proibindo-lhe que os mostrasse a quem quer que fosse, .

não da família. Depois da dispersão dos pitagóricos, que Damo ficou em extrema pobreza: ofereceram-lhe gran­ de quantia pelo precioso manuscrito. Fiel à vontade do pai, ela recusou. Pitâgoras viveu trinta anos em Crotona. Em vinte -adqtiiriü tal prês"tígio -que·· o chàmàvam semi-deus, anos, parecendo não haver exagero nessa qualificação. O pres­ tígio não se circunscrevia à escola de Crotona, mas es­ tendia-se a outras cidades italianas, com repercussão na vida política dos pequenos Estados. Pitágoras era um . reformador, . palavra na inteira acepção da . Crotona, que fora fundada pelos Aqueus, tinha uma constituição aristocrática. O Conselho dos Mif, compos­ to de grandes famílias, exercia o poder legislativo e

Havia assembléia populares, o poder executivo. vigiava s atribuiçõe o Es­ mas com Pitágoras queria que s restritas.

tado da gostava Não e uma harmonia. ordem uma fosse Acei­ do caos da demagogia. compressão nem oligárquica

tando no­ um de introduzir tratou a constituição dórica,

era ousada. Seria criado acima A idéia vo mecanismo. delibe­ com voto pod�r científico, do poder político um da o cimo nas questões vitais, sendo rativo e consl,.\ltivo do Estado. Acima do supremo abóbada , o regulador o Conselho dos Trezen­ ele organizou Mil, Conselho dos

recrutados somente primeiro, mas tos, escolhidos pelo

pelos suficiente à sua fun­ O seu número era iniciados. renunciaram a dois mil cidadãos que Porfírio conta ção.

habitual de viver, para se reunirem formando modo seu mulheres e filhos, depois de suas uma comunidade com terem os pró­ comum com patrimônio constituído um go­ queria, à frente do Estado, um Pitágoras bens. prios na mes­ colocado mas misterioso, verno científico, menos

ma O que estivera o sacerdócio egípcio. altura em que de o sonho ficou sendo naquele momento ele executou de política. se ocuparam que todos os iniciados O Conselho dos Trezentos constituiu-se, portanto, de

especíe religiosa, em uma e ordem política, científica de ele Assumia-se perante o chefe. Pitágoras era que solene e terjuramento mediante um compromisso, . um nos Misté­ absoluto, como se manter o sigilo rível, para

onde desde Crotona, hetairias, ou. sociedades Essas rios. s achava a sede-rriãe, disseminaram-se por todas as cie

dades da Grande Grécia, onde exerceram poderosa ação política. A ordem pitagórica tendia a tornar-se o órgão central do Estado, em toda a Itália meridional. Tinha ramificações em Tarento, Heracléia, Metaponto Regium, , Rimera, Catania, Agrigento, Sibaris, e, egundo Aristo­ s xene, até a Etrúria. Quanto à influência de Pitágoras sobre o governo dessas grandes e ricas cidades, era de cunho elevado, liberal e pacificadora. Onde ele aparecia, restabelecia a ordem, a justiça, a concórdia. Chamado por um tirano da Sicília, bastou a eloqüência do mestre para convencê-lo à renúncia das riquezas mal adquiridas e a abdicar de um poder usurpado. Era tão benéfica a sua ação que, indo às cidades, dizia-se que "não era para ensinar e sim para curar." A influência de um grande espírito, de um grande caráter, a magia da alma e da inteligência, excita inve­ jas tanto mais terríveis, . ódios tanto mais violentos, quanto mais inatacável ela for, O prestígio de Pitágoras durava havia vinte e cinco anos e o adepto atingia a .. idade de noventa anos, quando veio a reação. A fagu­ lha saiu de Sibaris, rival de Crotona. Houve lá uma re­ volta popular e o partido aristocrático foi vencido. Qui­ nhentos· exilados refugiaram-se em Crotona, mas os Si­ baritas pediram a sua extradição. Temendo a cólera da cidade inimiga, os magistrados de Crotona iam atender àquele pedido, quando Pitágoras interveio. Por sua soli­ citação, foi recusada a extradição daqueles refugiados aos seus implacáveis inimigos. Então Sibaris declarou guerra a Crotona, cujo exército, comandado por um dis- / cípulo de Pitágoras, o célebre atleta Milo, derrotou com- - pletamente os Sibaritas. A · cidade de Sibaris foi tomada, saqueada, destruída inteiramente, transf armada em de­ serto. Pitágoras não aprovou essas represálias. Elas con­ trariavam seus princípios e os de todos os iniciados. Mas, nem ele nem Milo puderam refrear a paixões covardes s de um exército vitorioso, atiçadas por antigas rivalidades excitadas por um ataque injusto e . vingança, individual ou coletiva, resulta em Toda choque de retorno das paixões desencadeadas. A Nême­ sis dessa foi terrível e as conseqüências atingiram Pitâ­ goras e sua ordem. Depois da tomada de Sibaris, o povo exigiu a divisão das terras. Além disso, o partido demo-

crático propôs uma alteração na constit.uição. Seriam anulados os privilégios do Conselho dos Mil, suprimido o Conselho dos Treezntos, admitida uma única autorida­ de: a do sufrãgio universal. Naturalmente, opuseram-se a essa reforma os pitagóricos. Essa reforma, contrária aos princípios deles, solapava pela base a obra paciente do mestre. Ora, elas já estavam sendo visadas pelo ódio surdo . que o mistério e a superioridade excitam sempre na multidão. Essa atitude suscitou os furores da demagogia e o ódio pessoal ao mestre. Anos atrás, um certo Cilo tinha se candidatado à es ­ cola. Pitágoras não o aceitou, pois era muito exigente, em se tratando da admissão de discípulos. Cilo tornou­ -se um inimigo rancoroso. Quando se iniciou a oposição a Pitãgoras, ele organizou uma sociedade visando ao mesmo fim. Conseguiu atrair os principais chefes popu­ lares e, nas suas reuniões, começou a preparar uma re. volução que deveria começar pela expulsão dos pitagó.à ricos. Certa vez, diante da multidão exasperada, Cilo subiu à tribuna e leu trechos do livro secreto de Pitágo­ ras, intitulado A PALAVRA SAGRADA' (HIEROS LO­ GOS) . Os trechos lidos eram cópias do original alterado. Alguns .dos presentes tentaram defender a ordem pita­ górica, mas foram vaiados. Cilo sobe à tribuna outra vez e demonstra que o catecismo dos pitagóricos é atenta­ tório à liberdade. E acrescenta: -Não basta isso! Quem é esse mestre, esse preten­ so semi-deus, a quem todos obedecem, cegamente? Quem é ele que basta dizer uma palavra para que todos os seus irmãos digam "Ele disse"? Não é o tirano · de Crotona? O pior dos tiranos, o tirano oculto? De que se faz essa. ami­ zade indissolúvel, que une todos os membros das hetai­ rias pitagóricas, se não é o desdém e o desprezo ao povo? Repetem sempre a frase dé Homero: "o príncipe deve ser o pastor do seu povo". Será que para eles o povo é um vil rebanho? Sim, a própria existência da ordem é uma. conspiração permanente contra os dir�itos popula­ res. Enquanto não for destruída, não haverá liberdade em Crotona! Animado por um sentimento de lealdade, um dos membros da assembléia popular gritou:

Permita-se pelo menos a Pitágoras e aos discí­ :- pulos virem just�ficar-se em nossa tribuna, antes de se­ . rem condenados. Mas Cilo respondeu com altivez; -Esses pitagóricos não vos tiraram o direito de julgar e decidir nos negócios públicos? Com que direito eles solicitariam hoj-e que fossem ouvidos? Eles não vos consultaram, quando vos despojaram dos vossos direi­ tos. Pois bem, agora é a vossa vez de puni-los, sem dar­ -lhe s atenção . Atro'aram aplausos e todos se exaltavam cada vez inais. Uma tarde, quando os quarenta principais membros estavam reunidos em casa de Milo, o tribuno amotinou. os seus bandos. Cercaram a casa. Os pitagóricos refor­ çaram as portas, pois o mestre estava com eles. A multi­ dão furiosa ateou fogo no prédio. Morreram trinta e <'\ oito pitagóricos, os primeiros discípulos do mestre, a _, flor da ordem, incluindo o próprio Pitágoras. Alguns morreram queimados, outros foram trucidac!os pela mul­

tidão. ( . ) Somente Arquipo e Lisis escaparam. Assim morreu aquele grande · sábio, aquele homem divino, que tentou aplicar a sabedoria no governo dos homens. A matança dos pitagóricos foi o sinal de uma revolução democrática em Crotona e no. golfo de Taren­ to. As cidades da Itália expulsaram os discípulos do mestre. A ordem foi dispersa. Os remanescentes espa­ lharam-se pela Sicília e pela Grécia, semeando a pala­ vra do mestre. Lisis tornou-se mestre de Epaminondas. Nem por isso, entretanto, deixaram de estar unidos por uma comovente fraternidade. Consideravam-se membros de uma só família. ( 14) Esta é a versão de Diógenes Laercio. Segundo Dicearco ' , Porfírio, o mestre teria escapado ao massac citado por re, com Lisis. Errante de cidade em cidade, chegou a Arquipo e Metaponto, onde teria morrido de fome, no templo das Musas. Mas os habitantes daquela cidade pretendiam que ele morres­ se tranquilo. Eles mostraram a Cícero a casa do mestre, süa ca­ deira, seu túmulo. É de notar que as cidades que mais o perse­ guiram, depois da reviravolta democrática, pretendiam ter-lhe dado asilo e proteção. As cidades do golfo de Tarento disputavam as cinzas do filósofo. Esses fatos são discutidos no livro de M. CHAIGNET, Pitágoras e a Filosofia pitagórica.

Um deles, na miséria e doente, foi acolhido por um estalajade iro. Antes de sinais morrer, desenhou alguns . misterioso s na porta da casa, dizendo ao dono da esta­ lagem: -Fi pagará que tranqüilo irmãos . Um dos meus minha dívida! . Um ano depois, um estrangeiro, aque­ passando por la estalage m, viu os sinais iro: e disse ao estalajade · -Eu sou pitagórico . Um dos meus irmãos morreu aqui. Diga quanto estou devendo por ele. · Foi ime nsa a influência regeneradora Pitágoras,· de na Grécia. Nós o vimos em Delfos reabilitar a ciência atória�_ � reafirmar a -ªµtoridad.e saç_��d__otal, educar __ uma Pitonisa. Essa ação de Pitágoras reanimou os san­ tuários, estimulando os iniciados. Mais do que nunca, Delfos tornara-se o centrõ" �mora da Grécia, como se ve­ rificou durante as guerras - médicas. Trinta anos depois da morte de Pitágoras, o ciclone da Ásia, predito pelo sábio de Samos, irrompeu no litoral da Hélade. Naquela Q J luta épica da Europa contra a Ásia bárbara, a Grécia, representando a liberdade e a civilização, tem o apoio da ciência e do gênio de Apolo. Est� suscita o ânimo patriótico e religioso, silencia a rivalidade entre Esparta e Ate­ nas, inspirando os Milcíades e os Temístocles. Em Ma­ ratona, o entusiasmo é tal que os Atenienses supõem ver dois guerreiros brancos como a luz combaténqo em suas fileiras. Uns reconhecem Teseu e Equetos, outros Castor e Pólux. Quando a invasão de Xerxes, dez vezes mais formi­ dável do que a de Dario, avança pela Termópilas e sub­ merge a Helade, foi a Pítia que em seu tripé indica a sal­ vação aos enviados de Atenas, ajudando Temístocles a vencer nos navios. Nas página� de Heródoto repercute a palavra da Pítia: -Saiam de casa, afastem-se das altas colinas da cidade construída em círculo... O fogo e o temível Marte, montado num carro sírio, arruinarão as vossas torres ... Os templos abalam-se... Das suas paredés escorre um suor frio ... A vossa muralha inexpugnável será uma pa­ rede de madeira. Fujam! Dêem as costas aos infantes . e

aos cavalarianos inumeráveis! ô divina Salamina, serás

funesta aos filhos da mulher!. .. ( ) Na narrativa de Ésquilo, a batalha começa por um grito semelhante ao peão, ao hino de Apolo. "Em breve, o dia com os corcéis brancos,. espalha sobre o mundo sua luz resplandecente. Nesse instante, um clamor imen­ so, modulad s o como cântico sagrado, eleva-se nas fileira dos Gregos. Os . ecos da ilha respandem em mil vozes vibrantes.· Não é de admirar, portai;ito, que· embriagados pelo vinho da vitória, diante da Asia vencida, tenham es­ colhido como brado para a união estas palavras: "Hebe, a Eterna Juvéntude". Sim, o espírito de Apolo atravessa -essas extraordinárias guerras médicas. O entusiasmo re­ ilumina os ligioso faz milagres, anima vivos e mortos, troféus e doura os túmulos. Todos os templos foram sa­ queados. Mas o de Delfos ficou incólume.· O exército persa aproximava-s para espoliar a cidade santa. O e próprio deus solar declarara ao pontífice: "Eu mesmo me defenderei". Por ordem do templo, a cidade esvazia-se. Os habitantes refugiam-se· nas grutas · do Parnasso. So­ mente os sacerdotes ficam na entrada do santuário com a guarda sagrada. O exército persa entra na cidade, muda como um túmulo. Só as estátuas vêem-no passar. Uma nuvem negra surge no fundo da gargante. Retumba o tro­ vão, o raio cai sobre os invasores. Rochedos enormes ro­ lam do cimo -dq Parnaso e esmagam grande número de

Persas ) Ao mesmo .. ( tempo, ouvem-se clamores no tem­ Minerva, . plo de chamas erguem-se do chão sob os pas­ sos dos sores. Diante de inva tais prodígios, aterrorizados

( ) Na linguagem dos templos, a expressão filho da mulher a o grau inferior da iniciação. designav A mulher significav a a na­ tureza. Acima estavam os filhos do homem ou iniciados do Esp[­ Alma, os filhos rito e da . dos deuses ou iniciados das ciências cos­ mogOnicas e os filhos de Deus ou iniciados . da ciência suprema. A Pitia chamava os Persas filhos da · mulher, designando-os pelo carãter da sua religião. Tomadas ao pé da letra, estas expressões não teriam sentido. '',:'- (

) H ERôDOTO refere-se ao fato no livro VIII, 90. A inva­ · são gaulesa, 1200 anos mais tarde, foi repelida com os mesmos prodígios. Parece que os sacerdotes de DeJfos possuiam a ciência do fogo cósmico e sabiam empregar a eletricidade. AMADEU° THIE�Y, História dos Gauleses, I, 2�6.

fogem os bárbaros. O seu exército foge. O deus def en­ deu-se, ele mesmo. Se trinta anos antes, Pitágoras não estivesse no tem­ plo de Delfos, para reanimá-lo, teriam ocorrido tais ma­ ravilhas, tais vitórias que a humanidade considera suas? � lícito duvidar. Uma palavra ainda a respeito da influência do mes­ tre na filosofia. Antes dele, tinha havido físicos de um outro lado e moralistas do . Pitágoras· inçlui -. a moral, __ ª ciência e a religião em sua-vasta síntese. Essa vasta - síntese nada mais . é do que a doutrina esotérica, da qual já cuidamos de encontrar a plena luz no fundo mes­ mo da iniciação pitagórica. O filósofo de Crotona não foi o inventor, mas o ordenador luminoso dessª. _ v_er�ªdes s primordiais, · na ordém .... cien1íffoã: Escolhemos o seu sistema como o quadro mais favorável a uma exposição com­ pleta da doutrina dos Mistérios e da verdadeira teosofia. Aqueles que acompanharam o mestre através destas páginas terão compreendido que, no fundo dessa doutri­ na, brilha o sol da Verdade Una. Encontram-se os seus raios esparsos nas filosofias e nas religiões, mas o cen­ tro permanece lá. Que é necessário para alcançá-lo? A NT) O pitagorismo é uma sabedoria que se exerce em to­ ( dos os domínios, o do conhecimento filosófico, o da religião, o da estética, o da política. O recrutamento dos adeptos submetia-se a diversos critérios, entre os quais o do aspecto facial, do andar, dos hábitos e das inclinações dos candidatos. A primeira iniciação durava de dois a cinco anos, durante os quais o noviço submetia-se a provas como a do silêncio. Ele tinha de ouvir as palavras do mestre sem pedir explicação. Durante essa primeira iniciação, · os alunos não viam o mestre, que lhes dirigia a palavra por trás de uma cortina. Depois dessa iniciação, os alunos eram promovidos à posição de matemáticos. As mulheres podiam ser admitidas na escola de Pitãgoras. A seita apresentava as características de uma· ordem monás­ tica, com jejuns freqüentes, proibição de qualquer alimento de carne e de feijões, e usavam um uniforme de linho ou de lã brancos. Relativamente aos pitagóricos, hã o problema de serem os seus ensinamentos oriundos do Orfismo ou se este, em fase tardia, adotou princípios pitagóricos. Uma tradição tardia �firma que os membros da organização de Pitágoras dividiam-se em duas clas­ ses: a dos matemd.ticos possuidores de conhecimentos superiores. e a dos acusmd.ticos (ouvintes) que possuiam só os rudimentos da doutrina.

observação e o raciocínio não bastam. lt necessário ainda e acima de tudo· a intuição. Pitãgoras foi um adepto, um iniciado · de primeira ordem. Possuiu a visão direta do espírito, . chave das ciências ocultas e do mundo espiri­ a tual. Ele a beberava-se na fonte primeira da Verdade. A essas faculdades transcendentes da alma, intelectual e espiritualizada, ele acrescentava a observação minuciosa da natureza física e a classificação magistral das idéias pela sua alta razão. Assim, ninguém melhor do que ele estava habilitado para a construção do edifício da ciência do cosmos. Para. dizer a verdade, esse edifício jamais foi des­ · truído: Platão, que tomou a Pitágoras toda a sua meta­ física, teye a idéia ·completa. desse edifício, embora a · expusesse com menos rigot e riitidez. A escola alexan­ drina ocupou-lhe os. pavimentos superiores. A ciência mo­ derna. tomou o rés-do-chão e consolidou os alicerces. Muitas escolas filosóficas, seitas místicas ou religiosas, ocuparam diversos compartimentos.· Mas nenhuma filo­ sofia jamais tratou do conjunto. Esse conjunto, nós tra­ t�mos de reencontrar aqui em sua harmonia e sua uni. dade.

Livro VII .PLATÃO Os Mistérios de Eleusis Os homens chamaram o Amor de Eros, porque ele tem asas deuses chamaram-no ·Pteros porque . Os ele pode dá-las às criaturas. PLATÃO - · O Banquete No céu, aprender é ver. Na terra, é. lembrar-se. Feliz quem atravessou os Mistérios E conhece a origem e o fim da vida. PfNDARO

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.