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Capítulo 15 de 33
Segundo Grau — parte 5 de 17
Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 2
I mente e abusar. e:ra simbo Nos Mistérios, essa doutrina licamente representada pelo esfacelamento de Dionisos. Um véu impenetrável ocultava aos profanos o que se chamava os sofrimentos de deus. A filosóficas tratam s maiores discussões religiosas e da questão da origem do bem e do mal. A doutrina eso térica possui as chaves de seus arcanos. Outra questão capital, da qual depende o problema social e político, é a da desigualdade das condições humanas. O espetáculo do mal e da dor é de algum modo terrível. Sua distribui ção arbitrária e injusta está na origem de todos os ódios, de todas as revoltas e negações. Ainda aqui, a doutrina nos traz em nossas trevas terrestres, a soberana luz da paz e da esperança. A diversidade das almas, das condições, dos destinos, só se explica pela pluralidade das existências e pela doutrina da reencarnação. Se alguém nasce pela prim,eira vez, como explicar os males que lhe advêm, aparentemente por acaso? Como admitir uma eterna justiça, . se uns nascem em condição fatalmente miserável, humilhante, ao passo que outros são afortu nado Mas se for verdade que já tivemos s e vivem feliz.es? outra existências, que viveremos ainda outras mais, que s através de todas essas existências reina a lei da recor rência e da repercussão - então as diferenças de mente, de condição, de destino serão os efeitos das vidas ante riores e as· múltiplas aplicações da referida lei. As diferenças de condição provêm de um desigual emprego da liberdade, em vidas precedentes. As diferenças intelec tuais provê·m da desigualdade nos graus da evolução nos indivíduos. Na realidade a terra parece .um navio.-Todos nós -somos. os viajantes que vêm de países distantes e dis · persam-se em vários pontos da escala do navio. Segundo , \ a justiça e a lógica eternas, a lei da reencarnação explica os males mais terríveis e as felicidades mais invejáveis. Todas as nuanças de sofrimen�os físicos ou morais, de felicidade, de desgraça, em suas inumeráveis variedades, aparecerão como florescências naturais, sabiamente gra duadas, dos instintos, das ações, dos erros, das virtudes, em um longo passado, pois a alma conserva em suas pro fundezas ocultas tudo o que ela acumula em suas diver sas existências. De acordo com a hora e a influência, às antigas causas aparecem e desaparecem. O destino, ou
dirigem, proporcionam o gê os espíritos que · melhor, o nero de reencarnação, seu grau, sua qualidade. Nos Ver· sos Aureos, LISIS. expriine essa verdade: Verás que os males que devoram os homens São frutos escolhidos por infelizes Que procuram os bens que eles têm consigo. de fraternida Em vez de enfraquecer o séntimento fortifica-o. Há de -e humanas, essa doutrina solidariedade �ssên entre uma diversidade proveniente da os homens diversidade pro cia primitiva dos indivídups. Uma outra Assim, os vém do grau de evolução que eles atingiram. classes, que comprehomens podem situar-se em quatro '. endem todas as subdivisões e todas as nuanças. 1. Na maioria do__s. __ homen�s, a vontade age sobre � São º -s�intivos;, Prestam-se não somen .. tudo no corpo mas-'ainda exercício e ao te aos trabalhos corporais- - ao desenvq_lvim-ento da inteligência no mundo físico, por ·conseguinte servindo para o comércio · e para a in dústria. 2. No segundo grau do desenvolvimento human·o, a vontade conseqüentemente a' consciência re�ide ·.na e, , alma, ou s-eja, na sensibilidade reativada pel��inteligên� . eia, que constitui o entendimento. São os ,aii.ímfoos ,ou· os passionais. Segundo o temperamento, se"rão . guerreiros, · artistas ou poetas. A grande maioria dos literatos e dos cientistas são desta espécie. Vivem pelas idéias relativas, modificadas pelas paixões ou circunscrita em um hori s zonte limitado, sem se elevarem até à Idéia pura e à Universalidade. 3. Em uma. terceira classe de homens, muito mais , a vontade age soberanamente, no raros, , principalmente, tirania .- a inteligência da. intelecto puro. Trata de d�sligar das paixões e.,. dos limjtes da matéria, o que confere a to das as suas concepções, _ um c,arâter de universalidade. São J:sses homens dão os heróis· mártires os intelectuàis. c da pâtria, -os···1foetas de primeira ordem, os verdadeiros filósofos, os sábios, aqueles que, segundo Pitágoras e Platão, deveriam governar a humanidade. Neles, a paixão não se extinguiu, pois sem ela nada se faz. ·No mundo
· moral, a paixão é como o· fogo e a eletricidade. Mas nele, a a. Na cate paixã inteligênci o torna-s a serva da e goria anterior, a inteligência é, na maioria das vezes, serva das paixões. . 4 O mais alto ideal humano é realizado por uma quarta classe de homens. Neles, a realeza da inteligên cia sobre a alma e sobre o instinto foi acrescentado da realeza da vontade sobre todo o ser. Pelo domínio e pel posse de todas as demais · faculdades, eles exercem a o grande poderio. Realizaram a unidade na trindade hu mana. Graças a esta concentração maravilhosa, que reú ne todas as potencialidades da vida, a vontade deles, projetando-se nos outros, adquire força quase ilimitada, uma magia irradiante e criadora. Na história, esses ho mens receberam diversos nomes. São os homens primor diais, os adeptos, os grandes iniciados, · gênios sublimes, que se podem contar no decurso da história. A Provi- . dência s-emeia-os no tempo, com longos intervalos, como
1 ) ( os astros no firmam_ento. É evidente que esta última categoria escapa a qual quer regra, a qualquer classificação. É apenas exterior, inorgânica a constituição da sociedade que não considera as três categorias, não proporcionando a cada uma de las sua função normal e os meios necessários ao seu desenvolvimento. É claro que em uma sociedade primitiva, que remonte provavelmente aos tempos védicos, os brâ manes da lndia estabeleceram a divisão da sociedade em castas sobre o princípio· ternário. No decorrer do tempo, essa divisão tão justa, tão fecunda, mudou-se em privi légio sacerdotal e· aristocrático. As castas fechadas aca baram petrificando-se e seguiu-se a irremediável deca� · dência da lndia. O Egito conservou, sob todos os faraós, a constitui ção ternária com as castas móveis e abertas, o princípio da iniciação aplicado ao sacerdócio e o exame em todas as funções civis e militares prolongou-se inalterável du rante cinco ou seis. mil anos. Quanto à Grécia, seu tem- ·
c: ) Esta classificação corresponde aos quatro graus da ini . ciação pitagórica. · Ela fundamenta todas ·as iniciações, inclusive a dos primitivos maçons� Estes possuiam alguns rudimentos da dou trina esotérica.
peramento instável fê-la passar rapidamente da aristo cracia à democracia e desta à tirania. Ela esteve nesse círculo vicioso como o doente que vai da febre à letar gia, e volta da letargia à febre. Talvez sentisse necessi dade �essa excitação para produzir sua obra inigualável: a tradução da sabedoria profunda mas obscura do Orien te em linguagem clara· e universal; a criação do Belo pela Arte, a fundação da ciência aberta e racional, suce dendo à iniciação secreta e intuitiva. N en1 por · isso dei xou de dever ao princípio da iniciação a sua organiza ção religiosa e suas mais altas inspirações. Social e · poli ticamente falando, ela viveu sempre no provisório, no excessivo. Na qualidade de adepto, no ápice da inicia ção, Pitágoras compreendera os princípios eternos que regem a sociedade e prosseguiu no plano de uma grande reforma, segundo esses princípios. Veremos como ele e seus discípulo naufragaram nas tempestades da demo s cracia . Dos puros cimos da doutrina, a vida dos mundos de senrola-se segundo o ritmo da Eternidade. Esplêndida . , epifânia! Deve-se redescobrir o infinitamente grande no, · infinitamente pequeno, para sentir-se a presença de Deus. Era isso que sentiam os discípulos de Pitágoras, quando o mestre, para coroar. o seu ensino, mostrava -lhes como a eterna Verdade manifesta-se na união do Homem e da Mulher, no casamento. A beleza dos núme ros sagrados, que eles tinham ouvido e contemplado no Infinito, iam encontrá-la agora, no próprio coração da vida. Para eles, Deus emergia do grande mistério dos Se xos e do Amor. A antiguidade compreendera uma verdade capital, que as idades subseqüentes desconheceram. Para bem cumprir as funções de esposa e de mãe, a mulher neces sita de um ensino, de uma iniciação especial. Daí a ini ciação puramente feminina, ou seja, inteiramente reser vada às mulheres. Nos tempos védicos, ela existia na 1ndia, quando a mulher era sacerdotisa no altar dom.és tico. No Egito, ela remonta aos mistérios de Isis. Orfeu organizou-a na Grécia. Até à extinção do paganismo, nós a vemos florescer nos mistérios dionisíacos, nos templos de Juno, de Diana, de Minerva, de Ceres. Consistia. em ritos simbólicos, em cerimônias em festas noturnas, de- ,
sacerdo pois em um ensino especial, . ministrado pelas tisas idosas ou . pelo grão-sacerdote, e que tratava das coisas mais íntimas da vida conjugal. Davam-se conse lhos ou regras, relativamente às relações entre os sexos, às épocas do ano ou do mês ·favoráveis às concepções felizes. Dava-se a maior importância à higiene física e moral da mulher, durante a gravidez, para que a obra sagrada · a criação do menino, seguisse as leis divinas. , Em uma palavra, ensinava-se a ciência da vida conju gal e a arte da: maternidade. Até os sete anos, os rneninos · ficavam no gineceu, onde o marido não entrava, sob a exclusiva direção ma terna. Na sábia antiguidade, o menino era uma planta delicada, e necessitava para não se atrofiar, da cálida· atmosfera maternal. O pai deformaria a planta, que para expndir-se necessitava de beijos e carícias da mãe. Por isso ela cumpria sua . missão com plena consciência. A mulher era considerada a sacerdotisa da família, a guar diã do fogo sagrado, a Vesta do lar. A iniciação femi nina pode ser considerada como a verdadeira razão da beleza da raça, da força das gerações da duração das ,
famílias, na antigü�dade greco-romana. ( ) Estabelecendo uma seção para as mulheres, Pitágo ras purificou e aprofundou o que havia antes dele. As mulheres. iniciadas por ele recebiam com os ritos, os pre ceitos e os princípios supremos da sua função. Dava às que · fossem dignas, a consciência da · sua . função. Reve� lava-lhes a. transfigúração do amor, no casamento per feito, que é a penetração de duas almas, no próprio cen tro da vida e da verdade. Na sua força, não é o homem o representante do princípio e · do espírito criador? Em toda a sua potencialidade, não é a mulher a personifica i;ão da natureza, em sua força plástica, em suas realiza -maravilhosas, terrestres e divinas? Então, esses dois ções· seres formarão um resumo do universo, quando se pene . trarem completam.ente, corpo, alma, espírito. Mas, para crer em Deus, a mulher necessita de vê-lo viver no ho mem. Para isso é necessário que o h<?mem seja iniciado.
( ) ONTESQUIEU e MICHELET são quase que os únicos M autores que notaram as virtudes das esposas gregas. Mas não indi caram as causas.
\ Somente ele, por sua profunda compreensão da vida, por sua vontade criadora, pode f alma feminina, ec�ndar a transformá-l a pelo ideal divino. ideal, mulher Esse a amada devolve-lhe em multiplicado em seus pensamentos, suas sensações, vibrantes, sutis, intuições profun m suas e das. Ela lhe · �ntu envia sua pelo · imagem transfigurada sias mo , ela torna-se potên seu, ideal. Ela realiza-o pela eia do amor em sua tor \·. própria alma. Para ela, o homem · na-se � vivo e visível, homem - faz-se carne sangue. Se o e cria pelo te, · desejo e pela vontade, a mulher, fisicamen espiritualmente,· gera pelo amor. · O amor reina como senhor na literatura moderna, desde dois séculos. Não é o amor puramente sensual que se ilumina à - beleza do corpo, como nos poetas antigos. Não é o culto insípido de um ideal abstrato e convencia-- nal, como na Idade Média. Não! É o amor ao mesmo tempo sensual e psíquico, que segue o seu caminho, em toda liberdade, em plena· fantasia individual. Na maioria ·das vezes, os dois sexos �e guerreiam no próprio amor. ,; Revoltas da mulher contra o egoísmo e a brutalidade do homem. Desprezo do homem pela falsidade e vaidade da " mulher. Gritos da carne, cóleras impotentes das vítimas da volúpia, dos escravos do deboche. No meio disso, pai- ,� xões profundas, atrações terríveis, tanto mais podero sas quanto mais entravadas pelas convenções mundanas e instituiç_ões sociais. Daí esses amores tempestuosos, com as ru1nas morais, as · catástrofes trágicas, enredo \ quase exclusivo do romance e do drama modernos. Dir- 1; -:-Se-ia que o homem, fatigado, não encontra Deus nem na ,, ciência nem na religião e por isso busca-o na . mulher. E faz bem, mas somente através da iniciação nas grandes verdades, ele. irâ encontrá-lo nela e ela nele. Quando o (1omem e a mulher se· encontrarem· um ao outro, pelo mor profundo, pela iniciação, a união de ambos serâ a o rça irradiante e criadora, por excelência. . i ---- · · Sõm·erte hã poucó-tempó fói que o amor-paixão da alma ·entrou na literatura e por esta na consciência universal. Mas tem sua fonte na iniciação antiga. Se a lite ratura grega apenas se refere a ele, acidentalmente, isso se explica por ser ele, naquela época, uma exceção ra ríssima. Isso também decorre do profundo segredo dos mistérios. Mas. a tradição religiosa. conservou os traços
/' da mulher iniciada. Por trás da poesia e da filosofia ofi- '/ ciais, aparecem algumas figuras de mulheres, veladas mas luminosas. Já conhecemos a Pitonisa Teocléia, ins piradora de Pitágoras. Mais tarde virá a sacerdotisa Co rina, muitas vezes rival feliz de Píndaro, que foi, ele também, o mais iniciado dos líricos gregos. Afinal, a misteriosa Diótima, aparecendo no banquete de Platão, para apresentar a supre,na revelação do Amor. Ao lado dessas missões excepcionais, a mulher gre ga exerceu seu verdadeiro sacerdócio, no lar e no gine- . ceu. Sua criação própria foram, justamente, os heróis, os artistas, os poetas que admiramos em suas esculturas, em seus cantos, em suas ações sublimes. Para o homem e para a mulher verdadeiramente iniciados, a criação do filho tem um sentido infinitamente mais belo, um alcan ce maior do que para nós. Sabendo que a alma do filho preexiste ao nascimento, para o pai e para a mãe a pro criação toma-se um ato sagrado, o apelo de uma alma à encarnação. Entre a alma encarnada e a mãe há quase sempre um profundo grau de similitude. Se as mulheres
\ 1hás e perversas atraem os espíritos demoníacos, as mães ternas atraem os espíritos divinos. Não é algo divino essa alma invisível, .. que esperamos, que vai chegar, que está vindo misteriosamente, seguramente? Pois se fica aber to entre ela e o céu de onde vem um véu grosseiro, se ela deixa de lembrar-se, nem por isso deixa de sofrer! Santa e divina é a tarefa da mãe, que vai criar-lhe uma nova morada, abr�ndar sua prisão, facilitar-lhe a pro vação .. Assim, o ensinamento de Pitágoras, que começara nas profundezas do Absoluto, pela trindade divina, ter minava no centro da vida pela Trindade humana. No Pai, na Mãe, no Filho, o iniciado reconhecia agora o Es Alma, o Cora pírito, a ção do universo vivo. Esta última iniciação constituía para ele o fundamento da obra so cial, concebida segundo toda a beleza do ideal, edifício para o qual cada iniciado trazia a sua pedra.
Entre a familia e a escola Entre as mulheres que seguiam o ensino do mestre encontrava-se uma moça de grande · beleza. Seu pai, mo rador em Crotona, chamava-se Brontinos. Ela chamava -se Teano. Pitãgoras tinha sessenta nos. Conservara-se a intata sua virilidade, graças ao domínio das paixões e à vida pura, consagrada inteiramente à sua missão. A mo cidade da alma, chama imortal que o iniciado alimenta em sua vida espiritual, usando das , forças ocultas da natureza, brilhava nele e subjugava a todos os que com ele conviviam. O mago grego não estava no declínio e . sim n-o apogeu da potência. Teano foi atraída para Pitá goras pela irradiação quase sobrenatural que irradiava · da sua personalidade. Grave, reservada, ela · tinha pro curado junto do mestre a explicação dos mistérios, que ela amava sem compreender. Mas, quando à luz da ver dade, ao doce calor que a envolvia aos poucos, ela sen tiu a alma expandir-se, como a rosa mística de mil pé talas, quando ela sentiu que essa · eclosão provinha dele e da sua palavra, nasceu nela um entusiasmo sem }imi tes e um amor apaixonado. Pitãgoras não pensou em atrai-la. Sua afeição per tencia a todos os discípulos. Só pensava em sua escola, na Grécia, no futuro do mundo. Como outros adeptos, ele renunciou à mulher para dedicar-se à sua obra. A posse espiritual de tantas almas, o perfume suave da sim patia humana, unindo os irmãos pitagóricos - tudo is so para ele valia como volúpia, felicidade, arnor. Um dia, ele meditava sozinho sobre o futuro da sua Escola, na cripta de Proserpina. Viu então aproximar-se aquela vir gem, bela, grave, resoluta, a quem ele jamais falara em particular. Ela ajoelhou-se e de cabeça baixa pediu-lhe que a livrasse de um amor impossível e infeliz, que con sumia o seu corpo e devorava sua alma. Pitãgoras quis saber o nome do aIDiado. Depois de longas hesitações, ela confessou-lhe que era ele mesmo, mas que estava dis-
posta a submeter-se à sua vontade. Pitágoras .nada res pondeu. Encorajada pelo silêncio, ela levantou os olhos e dirigiu-lhe. um olhar suplicante, em que havia a seiva de uma vida e o perlume de uma alma, oferecida em holocausto ao mestre. O sábio ficou perturbado. Sabia vencer os sentidos. Subjugava a imaginação. Mas o fulgor daquela alma pe netrara o seu ser. Naquela virgem amadurecida pela · paixão, transfigurada por um pensamento de absoluto devotamento, ele encontrara a companheira, entrevendo uma realização mais completa para sua obra. Pitágoras levantou-a cmn um gesto comovido e Teano pôde ver nos olhos do mestre que seus destinos estavam para sempre unidos. Pelo seu casam.ento com Teano, Pitágoras apôs· o selo da realização em sua obra. Foi integral a associa ção, a fusão das duas vidas. Um dia perguntaram à es posa do mestre, quanto tempo é necessário a uma mu lher para manter-se pura, após o contato com um ho mem. Ela respondeu: "Se for o marido, ela é pura na mesma hora. Se for outro, não será nunca." Muitas mulheres, sorrindo, dirão que para falar dessa maneira, há necessidade de ser a mulher de Pitágoras e amá-lo como. o amava Teano. · Elâs têm razão. Não é o casamento que santifica o \á or. _ 9 amor é. que justifica o_ casamento. eano "entrou
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