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Capítulo 18 de 33

Segundo Grau — parte 8 de 17

Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 2

A ·iniciação de Platão. Três anos depois de Platão tornar-se discípulo de Só­ crates, este foi condenado à morte e morreu bebendo cicuta, rodeado dos seus discípulos. Poucos eventos his­ tóricos têm sido tão discutidos quanto esse, poucos têm tido suas causas tão mal compreendidas. Diz-se hoje que o Areópago teve razão . em condenar Sócrates, como ini­ migo da religião do Estado. Negando os deuses, ela aba­ lava as bases da república ateniense. Vamos demonstrar que nisso hã dois erros profundos. Na introdução da APOLOGIA DE SÓCRATES, Vitor Cousin oúsou escre­ ver: "Anita - deve-se dizê-lo - era um cidadão recomen­ dâvel, o Areópago um tribunal eqüânime e moderado. Se hovesse algo de admirâvel, seria Sócrates ter sido acusa­ do tão tarde e ser condenado por uma pequena maioria de votos." O filósofo, ministro da Instrução Pública, não viu que se tet"ia de condenar ao mesmo tempo a filoso­ fia e a religião, para glorificar unicamente a política da mentira, da violência, do arbítrio, se ele tivesse razão em suas palavras. Se a filosofia arruina as bases do estado social, esse estado serâ uma loucura pomposa. Se a re­ Iigiãe só pode subsistir suprimindo a pesquisa da verda­ de, ela é apenas uma tirania funesta. Sejamos justos para com a religião e a filosofia gregas. A maioria dos historiadores e · filósofos modernos notado que, na Grécia, foram rara não têm s as persegui­ ções aos filósofos e que elas jamais sairam dos templos e sim dos meios políticos. A civilização helênica não co­ nheceu a guerra entre os sacerdotes e os filósofos, a qual tem desempenhado um grande papel na nossa, desde a destruição do esoterismo cristão, no segundo século.- da nossa era. Tales pôde ensinar, tra�qüilamente, que o mundo provém da água. Heráclito dizia que o mundo sai do fogo. Anaxágoras afirmava que- o sol é massa de fogo incandescente. Demócrito pretendia que tudo vem dos átomos. Nenhum templo inquietou-se com essas afir-

mativas. Nos templos, os sacerdotes sabiam disso e de mais alguma coisa.. Sabiam que os neg_adore dos deuses s não podiam destrui-los na consciência nacional. Os ver­ dadeiros filósofos acreditavam nos deuses, à maneira dos iniciados, e viam neles os símbolos. das grandes catego­ rias da hierarquia espiritual, do Divino que penetra toda a Natureza, do Invisível governando o Visível. A doutri­ na esotérica servia de laço entre a verdadeira filosofia e a verdadeira religião. Esse era o fato profundo, primor­ dial, final, que explica o secreto entendimento entre am­ bas na civilização helênica. · Quem acusou Sócrates? Os sacerdotes de Eleusis, . que tinham a maldiçoado os ·. autores da guerra do ·Pelo­ poneso, não·. pronunciaram umc1 palavra contra ele. Quan­ to ao templo de Delfos manifestou o mais elevado elogio a um homem. Consultada sobre o que Apolo pensava de Sócrates, a Pítia respondeu: "Não hã ninguém mais li- · vre, mais justo, mais sensato".(*) Eram estes os dois .pontos da acusação: corrução da mocidade e descrença nos deuses. Ambos eram apenas um pretexto. Quanto à descrença nos deuses, disse Só­ crates:· "Se eu creio em meu espírito familiar, com mais . razão devo acreditar nos deuses, que são os grandes es­ píritos do universo". Então, por que o ódio implacável ao sábio? Tinha combatido a injustiça, desmascarado a hi­ pocrisia, demonstrado a falsidade de tantas pretensões vãs. Os homens não perdoam aqueles que os desmasca-· ram. Por isso, os verdadeiros ateus, que estavam no Areópago, · justo e inocente à morte. condenaram o Sócrates deu a seguinte explicação com perfeita sim­ plicidade: "Foram minhas pesquisas infrutíferas, em bus- . ca de sábios em Atenas, que excitaram tantas inimizades contra mim. Daí todas as calúnias· a meu respeito. Aque­ les . que me ouvem Supõem que eu sei · das coisas, a res­ peito das quais eu desmascaro a ignorância dos outros .. Intrigantes, ativos, numerosos, falam ·de mim segundo um plano combinado, com eloqüência capaz de seduzir e há n1uito tempo vêm enchendo os vossos ouvidos com boatos pérfidos, prosseguindo em seu si�tema calunioso. ( *) XENOFONTE: Apologia de Sócrates.

Entre eles sobressaem Melito, Anito, Lico. Melito repre­ senta os poetas, Anito os políticos e artistas, Lico, os oradores". Um, poeta trágico, sem talento. Outro, um ricaço mau e fanático .. O terceiro, um demagogo desavergonha­ do. Eles conseguiram a . condenação à morte do melhor dos homens .. Essa morte irnortalizou Sócrates. Ele pôde dizer al­ tivamente aos juízes: "Creio mais nos deuses do que qualquer um dos meus acusadores. Está na hora de nos separarmos; eu para morrer, os senhores para viverem. Quem teve a melhor parte? Ninguém sabe, exceto Deus". A serena imagem de Sócrates, morrendo pela verda­ de, na sua última hora conversando com os discípulos sobre � imortalidade, gravou-se no coração de Platão co­ mo o mais belo espetáculo e o mais sagrado dos misté­ rios. Mais tarde, iria estudar a física e · a metafísica, sem no entanto deixar de ser o discípulo de Sócrates. Platão

recebeu de Sócrates o grande impulso, o princípio ativo \ e masculino da sua vida, a sua fé na justiça. e na verdade. / Quanto à ciência e à substância das suas idéias, ele as recebeu em sua iniciação nos Mistérios. O seu gênio está na nova forma, poética e dialética, que ele lhe deu. A iniciação não lhe foi proporcionada somente em Eleusis. Ele recorreu a outros centros iniciáticos no mundo antigo. Depois da morte de Sócrates, ele viajou. Recebeu li­ ções de vários filósofos da Asia Menor, esteve no Egito, entrou em contato com us seus sacerdotes e com a ini-

ciação de lsis. Não atingiu como Pitágoras o grau de / tercei Ficou no ro grau, que pto. confere a perfeita cla­ ade reza intelectual com a realeza da inteligência, a reger a alma e o corpo. Depois dirigiu-se à Itália meridional. Conversou com os pitagóricos, ficando então ciente de que Pitágoras foi o maior sábio grégo. Adquiriu a preço manuscrito do mestre. Recebendo de ouro um , a tradi­ sotérica de Pitágoras, na própria fonte, ele recebeu ção e dessa tradição as idéias mães, a ossatura do seu sis­

tema. ( )

( ) S PROCLO, o que · Orfeu afirmou em obscuras ale­ egundo gorias Pitágoras ensinou, depois de iniciado nos mistérios órficos e Platão conheceu pelos escritos órficos e pitagóricos.

Atenas, Platão fundou sua célebre esco­ Voltando a la: a Academia. Para continuar a obra de Sócrates, ele devia difundir ·a verdade. Mas Platão não podia ensinar, publicamente, os princípios que os pitagóricos recobriam por um tríplice véu. Os juramentos, a prudência, seu próprio objetivo, não permitiam isso. t a doutrina esoté­ rica que encontramos nos seus DIALOGOS, dissimulada, minimizada, envolta em dialética raciocinadora, algo es­ tranha ao conteúdo, mas ela mesma disfarçada em legen­ da, em mito, em parâbola. Não se trata de um conjunto imponente como o de Pitágoras que tratamos de recons- · tituir, edifício alicerçado numa base imutável, com as partes fortemente cimentadas. Ela apresenta-se em frag­ mentos analíticos. Como Sócrates, Platão coloca-se no mesmo plano dos moços atenienses, dos mundanos, dos reitores, dos sofistas. Combate-os com as próprias armas deles. O seu gênio . estâ sempre nos diâlogos. De vez . em quando rompe como águia a rede da dialética, para ele­ var-se em vôo audacioso às verdades sublimes, que são o seu ambiente e pátria. Nada mais fâcil do que encontrar as diferentes par­ tes da doutrina esotérica em Platão e também descobrir as fontes. A doutrina das idéias típicas das coisas, "'� Fedro, é um corolârio da doutrina dos Números de PI­ TAGORAS (jâ exposta no livro precedente). Hã no Ti­ meu a exposição muito confusa e muito embrulhada da cosmogonia esotérica. Quanto à doutrina da alma, das suas migrações, da sua evolução, ela atravessa toda a obra de Platão, mas em nenhuma parte ela transparece tão claramente como no Banquete e na Legenda de Er, no fim desse diálogo. Vimos no livro precedente que a chave do cosmos, o segredo da sua constituição, de alto a baixo, encontra­ -se no princípio dos trés mundos, refletidos pelo micro­ cosmo e pelo macrocosmo, no temário humano e divino. Esta opinião da escola alexandrina sobre a filiação das idéias platônicas está confirmada pelo estudo comparativo das tradições órficas e pitagóricas com os escritos de Platão. A filiação, manti­ da em segredo durante séculos, só foi revelada pelos filósofos alexandrinos, os primeiros a publicar o sentido esotérico dos mis­ térios.

PITAGORAS tinha magistralmente formulado e resumi­ do essa doutrina sob o símbolo da Tétrada sagrada. Essa doutrina do Verbo vivo, eterno, constituia o grande ar­ cano a f ante da magia, o templo de diamante no inicia­ , do, sua cidadela inexpugnável acima do oceano das coi­ sas. Platão não podia nem queria revelar esse arcano em seu ensino público. De início, o juramento dos mistérios fechava-lhe a boca .. Depois, não o compreenderiam. O vul­ go teri.a profanado indignamente esse mistério teogôni­ co, que contém a geração. das coisas. Para combater a corrução dos costumes e o desencadeamento das paixões políticas, era necessária outra coisa. Com a grande ini­ ciação, ,iria fechar-se a porta do" além, a porta que aliás só se · abre, luminosamente, · aos grandes profetas, aos raríss�mos, aos verdadeiros iniciados. · Platão substituiu a doutrina dos três mundos por três conceitos. Na falta da iniciação organizada, eles fica­

ram sendo durante dois mil anos os três caminhos aber­ tos para o objetivo supremo. Esses três conceitos relacio­ nam-se igualmente com o mundo humano e com o mun­ do div o. Hã vantagem, de algum modo, em uni-los, in embora de maneira abstrata. Aqui s� exibe o gênio vul­ gari�ador e criador de Platão. Lançou torrentes de luz sobre o mundo, colocando na mesma linha as idéias do Verdadeiro, do Belo e do Bem·. Demonstrou que são três \ os raios que partem do mesmo centro e que se reúnem \ nesse mesmo centro, ou seja, em Deus. A alma purifica-se na busca do Bem, isto é, do Jus­ to, preparando-se assim para conhecer a Verdade, pri­ meira e indispensável condição do seu progresso. Pros­ seguindo, alargando a idéia de Belo, ela atinge o Belo intelectual, a luz inteligente, mãe das coisas, ánimadora das formas, substância e órgão de Deus. Mergulhando na alma do mundo, a alma humana sente nascerem-lhe asas. Prosseguindo na idéia do Verdadeiro, ela atinge a pura Essência, os princípios contidos no · Espírito puro. Reconhece sua imortalidade pela identidade do seu prin­ cípio com o princípio divino. P�rf eição: epifãnia da alma. Abrindo essas grandes vias ao espírito humano, fora dos sistemas estreitos e das religiões particulares, Platão criou a categoria do ideal, que, durante séculos e ainda

hoje, devia substituir a iniciação orgânica e completa. Abr.iu três vias sagradas, que conduzem a Deus, como a via sagrada de Atenas conduzia· a Eleusis · pela porta do Cerâmico. O conhecimento da Iniciação dá-nos a justifi­ cativa e a razão de ser do Idealismo. O Idealismo é a afirmação ousada pela alma das'! verdades divinas, quando se interroga na solidão e f arma \ um juízo a respeito das realidades celestes, mediante suas faculdades íntimas e suas vozes interiores� A Ini- \ . ciação é a penetração dessas mesmas verdades pela experiência da alma, pela visão direta do espírito, pela ressurreição interior. No grau supremo, é a comunicação da alma com o mundo divino. O Ideal é uma moral, uma poesia, uma filosofia. A Iniciação é uma ação, uma visão, uma sublime presença da Verdade. O ideal é o sonho e a saudade do mundo / divino. A Iniciação, templo dos eleitos, é a lembrança

clara, a própria posse. Construindo a categoria do · Ideal, o iniciado Platão criou um refúgio, abriu o caminho da salvação a milhões de almas, que nesta existência não podem alcançar a ini­ ciação direta, mas · dolorosamente aspiram à Verdade. Assim, Platão fez da· filosofia o vestíbulo de um santuá­ rio futuro, para o qual convidou todos os homens de boa vontade. O idealismo dos seus numerosos filhos, pagãos . ou cristãos, aparece como a sala de espera da grande iniciação. Isso explica a imensa popularidade e a força irradas idéias platônicas. Essa força est diante á no seu fun-) do esotérico. Por isso, a Academia de Atenas, fundada . por Platão, durou séculos, prolongando-se na grande es­ cola de Alexandria. Por isso, os primeiros Padres da Igreja renderam homenagem a Platão. Por isso, Santo . Agostinho tomou dois terços da sua. teologia. · Dois mil anos decorreram desde que o discípulo de Sócrates sol­ tou· o último suspiro, à sombra da Acrópole. O cristia- . nismo, as invásões bárbaras, a idade média, tinham pas­ sado pelo mundo. Mas a antiguidade renascia das suas . cinzas. Em Florença, os Medieis quiseram fundar uma academia. Para organizá-la, chamaram um sábio grego, exilado de onstantinopla. Que nome · lhe deu . Marcilio C .

F•cino? Chamou-a academia platônica. Hoje, estão des­ feitos em · · poeira muitos sistemas filosóficos. Hoje, a ciência investigou a matéria em suas últimas transforma­ ções, mas está em face do inexplicado e do invisível. E Platão volta para nós. · Sempre simples e modesto, mas irradiando mocidade eterna, ele nos oferece ·o sagrado ramo dos Mistérios, o ramo de mirto e de cipreste, como o narciso, a flor da alma, que promete o divino renascimento em uma nova Eleusis.

Os mistérios de Eleusis · Na antigüidade greco-latina, os mistérios de Eleusis eram objeto de veneração especial. . Os próprios autores que· ridicularizaram as fábulas mitológicas não o�sarani toca r no culto das "grandes deusas". O seu reinado era menos ruidoso do que o dos Olímpicos,· sendo, porém, mais s,eguro e eficaz. Na alta antigüidade, uma colônia de egípcios trouxe para a tranqüila baía de Eleusis, o culto da grande lsis, sob o nome de Demeter ou mãe universal. Demet.er e sua filha Perséfona presidiam os grandes e os pequenos mistérios, daí advindo o seu prestígio. Se o povo reve­ renciava em Ceres, · a terra mãe e a deusa da agricultura, os a iniciados viam nela a luz ·celeste, mãe das almas,· Inteligência divina, mãe dos deuses cosmogônicos. Ofi­ ciavam. nesse culto, os sacerdotes da mais antiga famí­ lia sacerdotal da Atica. Diziam-se filhos da Lua, a saber, nascidos para medianeiros entre a Terra e o Céu, oriun­ dos da esfera onde está a ponte entre as duas r,egiões, pela qual ás almas descem e sobem. Sua função foi sem­ pre "cantar neste abismo de misérias, as delíciàs da man­ são celeste ensinando os meios de encontrar o: caminho." Daí o nome Eumolpidas ou "cantores das melodias bené­ ficas", doces regeneradoras dos homens. Os padres de Eleusis sempre ensinaram a doutrina proveniente do Egi­ to. No decurso dos tempos revestiram-na do encanto de uma mitologia plástica e encantadora� Mediante uma ar­ te sutil, aqueles homens utilizaram"".se das paixões ter­ restre expressão das idéias celestes. Em s para a nenhuma outra região, os mistério.s apareciam sob forma tão hu­ mana tão viva e colorida. , O mito de Ceres e de sua filha Proserpina forma o núcleo do culto de Eleusis, conforme· se verifica pelo hi-

no homérico a Demeter. Em seu significado interno esse mito representa, simbolicamente a história da alma, da sua descida na matéria, dos seus sofrimentos nas trevas do esquecimento, depois sua reascensão e sua volta à vida divina. Pode-se afirmar que para· o ateniense culto e iniciado do tempo de Platão, os mistérios de Eleusis ofe­ reciam o compiem,ento explicativo, a contraparte lumino­ sa. das representações trágicas em Atenas. No teatro "éíe Baco, diante da multidão ululante e inquieta,· as encan­ tações terríveis de Melpomene evocavam o homem ter­ restre, cego pelas paixões, perseguido por Nemesis de­ vido aos seus crimes, pisoteado por um Destino impla­ cável, muitas vezes incompreensível. Lá · ecoavam as lu­ tas de Prometeu, as imprecações das Erínias, rugiam os desesperos de Edipo, os furores de Orestes. Lá reinavam o Terror sombrio e a Piedade _ lamentáv,el. Em Eleusis, no recinto de Ceres, tudo se esclarecia. A vida explicava-se como expiação ou provação. Aquém e além do seu pre­ sente, o hom,em descobria as zonas estreladas de um passado, de um futuro divino. Depois da agonia da mor­ te, esperanças, liberações, alegrias elusinas, através dos órticos do templo aberto, s cantos dos bemaventura­ p o . dos, a luz de· .um maravilhoso além Eis o que eram os Mistérios, diante da Tragédia: o drama divino da alma completando, explicando o drama terrestre do homem. Os pequeoos Mistérios celebravam­ �se no mês de fevereiro,· em Agrae, burgo próximo de Eleusis. Os aspirantes tinham se subm,etido a um exame prévio, apresentado as provas de nascimento, · de · educa­ ção, de honradez. Eram r-ecebidos na entrada do recinto . hierocerix ou por um sacerdote chamado arauto sagrado, assimilado a Hérm,es, com um chapéu denominado pet�­ so e empunhandO' o caduceu. Era o guia, o mediador, o intérprete .. dôs-····mistérios .. Conduzia os postulante para s · um grande templo de colunas jônicas, dedicado a Koré, a grande Virgern Perséf ona. O santuário escondia-se no furido de um vale, no meio de um bosque sagrado. As sacerdotisas de Proserpina saiam do templo em um pe-

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