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Capítulo 30 de 33
A Destruição Do Templo E O Fim De Israel — parte 3 de 3
Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 2
gênio próprio, à vida natural e terrestre. Isso lhe seu permitiu revelar, por exemplo, as leis imortais do Belo o. Mas, e formula de observaçã r o das ciências s princípios por outro lado, a sua concepção do além diminuiu gra dualmente. Jesus, por sua ampliqão e universalidade, con sidera os dois lados da vida. Na prece dominical, em que se resume o seu ensinamento, ele diz: "Venha o teu rei no na terra como no céu". Ora, o reino divino na terra significa a realização da lei moral e social, em toda a ri queza, em todo o esplendor do Belo, do Bem, da Ver dade. Também a magia da sua doutrina, seu poder de desenvolvimento de algum modo ili°mitado, residem na unidade da sua moral, da sua metafísica, na fé ardente na vida eterna, na necessidade de comunicar-se aqui na terr�, pela ação, pela caridade ativa. O Cristo dizia estar sua alma curvada sob todos os pesos da terra: "Levanta-te, tua pátria está no céu. Mas, para ter fé, para chegar até lá, experimenta desde logo, aqui em bai xo, agindo e amando!"
A promessa e a realização. O templo. "Em trê dias, destruirei o templo. Em três dias, eu s o reconstruirei". Assim falou aos seus discípulos o filho de Maria, o Essênio consagrado Filho do Homem, her deiro espiritual do Verbo de Moisés consagrado Filho do Homem, herdeiro espiritual do Verbo de Moisés, de Hermes, de todos os antigos filhos de Deus. Realizou Ele essa promessa audaciosa, essa palavra de iniciado e de iniciador? Considerando-se as. conseqüências do en sino de Cristo, confirmado por sua morte e ressurreição espirit1=1al, ele realizou-a. Seu verbo e seu sacrifício es tabeleceram os alicerces de um templo invisível, mais sólido, mais indestrutível, do que todos os templos de pedra. Mas ele somente perdura e mantém-se na medida em que trabalhar . nele cada homem, em todo"s os sé culos. Que templo é esse? O da humanidade regenerada. É espiritual. social, moral, O templo moral é a regeneração da alma humana, dos indivíduos pelo ideal humano, ofe mação a transfor o à humanidade na pessoa de Jes como ,exempl us. ecido r nia maravilhosa e a plenitude das suas virtudes A harmo tom Razão equilibrada, intui am difícil a sua definição. ção mística, simpatia humana, potência de verbo e de ação, sensibilidade até à dor, amor estuante até o sacri fício, coragem até à morte, nada lhe faltou. Em cada gota do seu sangue havia bastante sangue para fazer um com que doçura divina! A união ói. Mas profunda do her do amor, da vontade e o e da inteligência, oísm her do Masculino com o Eterno-Feminino, Eterno- fazem dele a humano do ideal . flor a sua moral tem por Toda última palavra o amor rnal e sem limites. frate se dá o mesmo sucesso com o templo social. Já não Este supõe o estabelecimento do reino de Deus, de toda lei providencial, nas instituições orgânicas · da humani-
dade. Estâ ainda por ser inteiramente construído. A hu manidade ainda vive em estado de guerra, sob a le da i Força e do Destino. A lei do Cristo, na consciência moral, ainda não se estendeu às instituições. Referi-me apenas incidentalmente às questões de organização so cial e política, neste livro destinado unicamente a escla recer a questão filosófica e religiosa, em seu centro, me diante algumas das verdades esotéricas essenciais e pela vida dos grandes iniciados. Não tratarei disso mais nesta conclusão. Ela é muito vasta, muito complexa, escapan do à minha competência. Começamos a compreender que Jesus é a mais alta consciência da humanidade, que o Cristo transfigurado abre seus braços amantes aos irmãos, aos outros Messias, seus antecessores, como ele raios do Verbo vivo. Ele abre os braços à Ciência integral, à Arte divina, à Vida completa. Sua promessa não pode executar-se sem o con curso de todas as forças vivas da humanidade. Para a prossecução da grande obra são necessárias hoje duas coisas: por um lado, o adiantamento progressivo da ciên cia experimental e da filos·ofià intuitiva, de modo que se tomem em consideração os fatos de ordem psíquica, os p"rincípios intelectuais e as verdades espirituais. Por ou tra parte, o alargamento do dogma cristão, no sentido da tradição e da ciência esotérica e por conseguinte, uma reorganização da Igreja, segundo a iniciação gradual. Is so mediante um movimento livre, tanto mais irresistível, da parte de todas as Igrejas cristãs, porque são todas, igualmente, filhas do Cristo. É necessário que a ciência se tome relig osa e que a religião se faça científica. i Eis o templo espiritual a ser construido. Eis o coroa mento da obra intuitivamente concebida e des-ejada por Jesus. Poderá o seu verbo de amor formar a cadeia magnética das ciências e das artes, das religiões e dos s povos, tornando- e assim o verbo universal?
GLOSSARio· A ABIRÃO -Le vita que se revoltou Moisés contra . · ABID OS - Cidade do Alto Egito, s um dos antigos centro · . do cu lto de Osíris. ABUL-GH AZI - . (1542/1605) Monarca afamado na 1ndia, · pertencent · e a uma dinastia na. muçulma ACADE MIA -· Denominação da filosofia diri escola de gida po r Platão re� em Atenas, porque o filósofo niase com os amigos e ouvintes no Jardim de Academos, por ele alugado reuniões. Platão para tais morreu em sua cidade natal no 34 ano 7 a.e. · ACASSA - (Akasha) Elemento a primordial da naturez f isica, segundo os sistema de filosofia da 1ndia. s ACRôPOLE - Palavra de origem grega, que significa "cidade alta". Denominação do conjunto de edifícios situados na colina em torno da qual ·estendia-se Ate- · nas, protegidos por uma m4,ralha. ADITI - Termo sânscrito que significa "sem limite". Designa a divindade primordial que personifica a na tureza ou o espaço sem fim do qual sairam os sete Aditias ou deuses maiores do panteão hindu. � Designação da divindade na língua hebrai ADONAI ca, significando senhor. AGAPE - Refeição coletiva durante a qual se reuniam cristãos, na Judéia, na Asia Menor e na os primeiros · Grécia. AGAR - Nome de, uma das mulheres do harém de Abraão. Agar foi a mãe de Ismael, de quem seriam· os Ismaelitas ou Arabes. oriundos (Aganice) - Mulher que, segund AGLAONICE o a len a descobriu a causa e o tempo dos eclipses lu d , nares. AGNI - Divindade cultuada nos sacrifício dos Arias, s na 1ndia antiga, a quem se dirigiam hinos, depois reunidos no "Rig Veda". A chama do sacrifício sim-· bolizava ''Agni", a quem se apresentavam . oferen das. ' , · AGNOSTICISMO - Doutrina filosófica que nega a possibilidade de conhecimento de . Deus. AGNUS-CASTUS - Augusto do gênero vitex, família das ve_rbenâc�as. Supupha-se que as· folhas desse ar busto fossem afrodisíacas: sobre elas deitavam-se as mulheres de Atenas, nas noites em que se cele bravam os sacrifícios de Ceres. AGORA - Mercado, praça pública em Atenas. AGRA - Nome de um lugar que na Grécia antiga serviu para iana nd a D caçar pela primeira vez. Cidade na 1 i Onde estâ o mausoléu que o rei Jahan (1627/1658) mandou construir para sua esposa morta. AHURA-MAZDA - Na mitologia persa, Ahura-Mazda cujo nome significa "sábio vivo" é o criador do uni verso. O seu inimigo é Ahriman ( o mal-intencio nado). AIDONEU - Título de Plutão. AIODIA (Ayodhyâ) - Cidade da lndia bramânica, men cionada na epopéia Ramaiana. AIRIANA-VAIEJA - Nome dado por Estrabão à extensa regiã que compreendi Pérsia, a Média, a Bactria o a a na e· a Sogdiana. AI... - Um dos nomes hebraicos de Deus, sinônimo de EL. AMALECITA - Povo que habitava ·nas fronteiras da Iduméia e que sempre. foi inimigo dos Hebreus. AMARAVATI - um· dos nomes da cidade de Indra, (lndrapasta), n lndia. a AMENTl -· Nome da região onde ·. segundo a religião egípcia as almas aguardavam o julgaµiento proferido · , · ·· · por Osíris. AMOMO - Planta que deu nome à, tribo das Amômeas. AMON-RA - Divindade cultuada inicialmente em Kar k na , foi Amon-Ra · elevado à categoria de deus na cional pelo fundador da XII dinastia. Seu nome si gnificava "o- oculto", s.endo o carneiro um dos ani.:. mais associados ao seu culto. APIS - Touro sagrado de Mênfis, cultuado pelos egíp cios como deus. APOCALIPSE - Palavra grega q\le significa revelação, título de um livro de ·autoria". atribuída ao evangelis-
ta S. João. No· século I, foram · vários os escritos com esse título que circularam n Asia Menor e· no a mun do helênico .. APOLôNIO DE TIANA ·- Taun1aturgo, filósofo pitagó rico, nascido na Capadócia, que viveu no século I da era cristã. Morreu em Ef eso no ano de 7. . . APSARA - Ninfa no céu de Indra. O nome significa: . "que flutua nas águas". ARANl - Nome sânscrito da madeira de que · se utili zavam os hindus para fricção de que resultariam as · cluspas de fogo. . ARCA�JO · - Anjo de ordem superior. ARJUNA - Nome do . terceiro príncipe Pandu,. filho de lndra. Seu nome signitica ''branco'' e ele é o i,nter locutor de Crisna no "tlagavad Gita". · AREôPAGO - Um dos montes em redor da Acrópole de Atenas e onde estava situado o supremo tribunal ateniense. ARGOS - Cidade do Peloponeso, capital da Argélida. üen lhos, segundo a mitologia io que tinha cem o grega, e que 101 morto por Hermes (Mercúrio) . o ARIMA - Na mitologia da Pérsia antiga, princípio d mal, oposto a Ormuz. ARTEMIS - Segundo a mitologia grega, divindade filha de Zeus e de Latona, irmã ae Apolo. Era a deusa que a a lua . difundia o luar. Seu símbolo hsico er · . ASTARTÉ - Deusa cultuada pelos Fenícios e que os Gregos comparavam a Afrodite. ASURA - Demônio de cor negra, espírito maléfico, se gundo a mitologia bramânica. ASVINS - Divindades do panteão .védico e cujo nome significa ·''cavaleiros". São gêmeos, filhos do sol (�uria) e correspondem aos Dióscuros gregos. ATARV _ A� - Sacerdote que e·xecuta o sacrifício, segun do o ritual védico. · AUM. - Palavra sagrada, segundo a mística e a teolo gia bramânica .
B BAAL-Suprema divindade n panteão dos Assírios. o BACANTES - Sacerdotisas de Baco. A grega B CO - Deus do vinho, segundo a· mitologia . BELFEGOR - Divindade cultuada pelos Moabitas. BERESCHITE - Nome hebraico do "Gênesis", o primeiro livro da Bíblia. e · CABALA_ - (Hebraico qabbalah = tradição) doutrina judaica esotérica, a respeito de Deus e do Universo, e que segundo os seus adeptos teve sua origem no ensino sec"reto de iniciados. CADUCEU - Segundo a tradição mitológica ocidental, o caduceu foi uma vareta de · ouro presenteada por Apolo a Hermes (Mercúrio) , em troca da lira de sete cordas. A · entrelaçadas em tor s duas serpentes, no da vareta, simbolizam a reconciliação. · De acordo com a tradição esotérica, o caduceu simboliza a es pinha dorsal com os dois condutos do fogo etérico, adiantasse em que subiria à medida que o iogue se · . sua ascese. CALI (Ser. _negro/a) - Divindade cultuada pelos povos aborígenes .· da 1ndia. Segundo os brâmanes é· uma deusa maléfica. Cali (Kali) é · também a esposa de · Siva. CALIUGA (Ser. Kali-yuga) - Segundo a teosofia bra mârtic�, o Kaliyuga (idade do ferro - idade negra) é a idade atual no _ciclo de involução da humanidade. CARMA (Ser. karrna) - Esta palavra designava, origi� nariamente, o sacrifício . védico (karman) . . Signifi cando "ação ", "ato", do qual decorre um efeito. (o sacrifício produz um ef eito) _ , a. palavra estendeu o seu significado, designando o conjunto de atos, in dividuais ou coletivos, que determinam efeitos pos teriores. Diz-se que a . palavra carma designa a lei de "ação e de reação" ou lei de "causa e efeito".
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