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Capítulo 9 de 30
Parte 9 de 29
Magnetismo Curativo – Volume 2 · Alphonse Bouvier
Certos sonambulizadores imbuídos da mania de especializar, chegaram mesmo a pretender que se podia levar os sonâmbulos até um trigésimo terceiro grau de clarividência. O Conde de Lutzelbourg, mais modesto nos seus escritos, limita-se a fixar em número de sete, os períodos críticos de que os três primeiros seriam reputados meias-crises; distinções especiosas, que os magnetizadores sérios puseram de parte, insinuando os seus adeptos a tirar do sonambulismo tudo quanto ele pode dar, em qualquer grau que atinja. “Que importa o número de degraus de uma escada, se a altura é a mesma?”, dizia logicamente uma sonâmbula, à qual se pedia opinião acerca das classificações em correntes. Na realidade, só as distinções seguintes podem ser estabelecidas: 1ª fase – o sonâmbulo dorme, mas não fala; 2ª fase – fala, porém, concentrado em si mesmo, não sente a vontade do magnetizador e nada vê; 3ª fase – finalmente, sente a vontade do magnetizador e é clarividente. Se o sonâmbulo chega a ver a sua moléstia, a prever-lhe as crises e pode indicar a melhor marcha a seguir para obter prontamente a cura do ponto de vista curativo, não é isto tudo quanto se deve esperar do sonambulismo?
“Quando o doente tem faculdade para tudo isso, que importam as sutilezas de uma classificação científica mais ou menos arbitrária? Agradeçamos à Providência a graça que nos concede, projetando luz tão preciosa no meio das trevas da nossa ignorância, e não caminhemos além! Lembremonos que não magnetizamos para obter uma vã satisfação de amor-próprio, chicanando sobre as idéias e as palavras, porém unicamente para aliviar os sofrimentos do doente que se entrega aos nossos cuidados, à nossa benevolência e à nossa caridade.” (Aubin Gauthier). “O primeiro conselho que posso dar é o de nunca se procurar provocar o sonambulismo, mas deixá-lo vir naturalmente. Seria importuno que um doente pudesse acreditar que só lhe é possível a cura tornando-se sonâmbulo; pois, de cem pessoas apenas dez caem no estado sonambúlico.” (Deleuze).
“Não dependendo a lucidez dum sonâmbulo do magnetizador, há uma multidão de causas para que o sonâmbulo mais clarividente não o seja, quando consultado; e, como não há meio de descobrir quando ele vê positivamente ou quando está sob a influência de uma alucinação, não se deve pensar em utilizar seriamente a lucidez dos sonâmbulos senão quando tiverem sido descobertas as condições que podem torná-la exata. Em geral, o sonambulismo tem sido até aqui antes nocivo do que útil à causa do Magnetismo. Os magnetizadores que se dedicaram particularmente ao sonambulismo causaram, com a exploração que fizeram dele e com a sua ignorância, mais mal ao Magnetismo do que as diatribes dos seus mais encarniçados inimigos.” (La Fontaine).
Tais são as textuais palavras dos magnetizadores justamente considerados como os mais experimentados, e cuja autoridade nesta matéria é incontestável; nunca será de mais insistir nas suas opiniões; uma longa prática levou-me a participar da sua opinião, e convido ardentemente, de parceria com esses homens de bem, todos os que se ocupam do Magnetismo a encará-lo somente sob o ponto de vista terapêutico e a dedicarem-se a uma prática séria, conquanto às vezes fatigante, mas a única que pode fazer promanar a verdadeira utilidade do Magnetismo, e, vulgarizando-o por curas maravilhosas, trazer um benefício real à humanidade. Se o estado sonambúlico só comporta três fases, como acabamos de dizê-lo, e se essas três fases realmente não são mais que graus ascendentes dum todo indivisível, não é menos verdade que o fenômeno se nos apresenta sob aparências complexas, muito próprias a nos enganarem.
São tão diferentes os sonâmbulos, quanto o são as gradações que eles apresentam; do mesmo modo que nenhum ser é igual em a Natureza, assim também sonâmbulo algum é igual a outro sonâmbulo. Cada indivíduo, inversamente influenciado na razão de sua idiossincrasia e temperamento, vê surgir em si, nesse estado misto, toda a ininterrupta sucessão das relações que, sob a influência de condições especiais de tempo, meios ou incitações diversas, podem, incessantemente, se produzir entre as influências internas e externas. É como no caleidoscópio, uma diversidade infinita de combinações e de gradações que se manifestam, da produção do fenômeno; e diante de tal variedade de manifestações, não é de admirar que os experimentadores enganando-se acerca da origem dos fatos, tenham atribuído ao próprio fenômeno aquilo que na realidade é apenas o simples reflexo da idiossincrasia dos sonâmbulos sobre os quais experimenta; daí esses agrupamentos artificiais e essas classificações que, longe de esclarecerem o problema, apenas conseguiram dificultá-lo.
Quando ao magnetizar-se um indivíduo, não com a intenção de sonambulizá-lo, porém de curá-lo ou aliviá-lo, sobrevêm bocejos acompanhados de tremores dos olhos, batimento e fechamento de pálpebras, inclinação da cabeça e dormência mais ou menos profunda parece querer invadi-lo, pode-se favorecer esse estado sonolento conservando as mãos ou impondo os polegares sobre o epigástrio; depois, quando os olhos cessarem de rolar sob as pálpebras e o movimento de deglutição, por momentos acelerado, tiver diminuído, levanta-se as duas mãos sobre a cabeça do paciente, faz-se uma imposição sobre o cérebro e desce-se depois por meio de passes longos, muito lentos, na extensão dos braços, até à extremidade dos dedos. Repetem-se passes semelhantes em frente ao tronco, até à altura do epigástrio, onde se faz uma parada de cada vez, apresentando-se os dedos em ponta; também se fazem passes impondo as mãos sobre o cerebelo e descendo-as por trás das orelhas e das espáduas, para voltá-las sobre os braços, de maneira a envolver completamente o paciente com passes de grande corrente.
É a melhor maneira de agir para produzir normalmente o estado sonambúlico e desenvolver subseqüentemente a lucidez, podendo toda a incitação direta e violenta, sobre o cérebro, acarretar os inconvenientes que já assinalamos. Depois de haver operado desse modo, durante alguns momentos, interroga-se delicadamente o paciente sobre o seu atual estado: “Está dormindo?” Se ele estiver apenas num estado de sonolência, despertará; susta-se então a operação, dispersam-se os fluidos, transferindo para outra ocasião uma tentativa que, em benefício do próprio doente, nunca deve ser levada ao extremo. O sono pode ser tão profundo que nenhum barulho, nenhuma sensação venha perturbar o paciente; interroga-se e ele não responde; toca-se e nem sequer pestaneja. Este é o primeiro passo para o estado sonambúlico. Pouco a pouco, esse estado se acentua sob o impulso da ação magnética prolongada; o paciente acaba por perceber o som da voz; nesse momento, entretanto, não o instigueis a falar; é-lhe necessário tempo para habituar-se à sua nova situação: conservase num torpor, num aniquilamento corporal de que carece e em que se compraz; daí a poucos instantes, vos responderá por um sinal de cabeça ou de mão, e indicará o momento em que deseja ser despertado.
Por vezes, a pergunta: “Dormis?” – toca-o como faísca elétrica e ele responde. É um sinal manifesto de que o paciente se acha em estado sonambúlico completo; cumpre, então, evitar assoberbá-lo de perguntas; deve-se ficar limitado a perguntar-lhe como se sente, o que há a fazer em seu benefício e quanto tempo podemos deixá-lo nesse estado.
Desperta-se o paciente em seguida, utilizando as dispersões, as insuflações frias a distância sobre a testa e os olhos, tocando vivamente os supercílios, desde a sua origem até as têmporas. É importante, após o estado sonambúlico, dispersar bem, a fim de evitar o peso da cabeça e a dormência das pernas, que poderiam persistir. O estado sonambúlico produz, no físico e no moral dos sonâmbulos, perturbações mais ou menos profundas, na razão do seu temperamento e da sua idiossincrasia. Efeitos físicos – Sob o ponto de vista físico verifica-se, geralmente, que o magnetizador se torna senhor dos movimentos voluntários do seu sonâmbulo: fá-lo levantar, baixar ou virar a cabeça; erguer os braços e andar, tudo isto por uma espécie de atração, apresentando a mão do lado para o qual deseja arrastar o membro; há, porém, sonâmbulos móveis como ímãs, enquanto que outros, pelo contrário, só lentamente obedecem àquelas ações e são quase insensíveis à atração magnética.
Em geral, o sonâmbulo não percebe mais as formas, as imagens, os sons, o odor, o sabor, pelos órgãos em que residem essas percepções. Ouve, vê, sente, sem o socorro dos sentidos, pelos dedos, testa, occipital, epigástrio; entretanto, enquanto certos sonâmbulos são completamente isolados, não ouvem nem vêem senão o seu magnetizador e só com ele comunicam, outros só ficam isolados em parte, e alguns há que de todo não o ficam. O estado sonambúlico é quase sempre caracterizado pelo reviramento da pupila e por uma insensibilidade absoluta, que permite atravessar as carnes com agulhas e fazer sem dor toda a espécie de operações cirúrgicas; mas há casos de sonambulismo em que esses caracteres faltam, absolutamente; nem há reviramento da pupila, nem insensibilidade. Seria um erro acreditar, finalmente, que os sonâmbulos são sempre insensíveis; quase todos que se vêem nesse estado servem geralmente de ponto de mira nas experiências públicas, e, sua disposição particular provocada é devida a uma magnetização muito intensa e mal dirigida.
Os verdadeiros sonâmbulos, isto é, aqueles nos quais o estado sonambúlico tem sido normalmente desenvolvido por ações progressivas, sentem, pelo contrário, muito vivamente, as emanações físicas dos seres vivos que os cercam; algumas vezes, são mesmo profundamente sacudidos e afetados pelo menor contato; um animal que inopinadamente passe por eles, mão estranha que os toque, sem que para isso estejam preparados, podem mergulhá-los instantaneamente em crises nervosas muito dolorosas, difíceis de ser acalmadas; e essa grande delicadeza de sensibilidade, que as ações a distância também compreendem, é uma das maiores causas das perturbações que muitas vezes se manifestam nos sonâmbulos, quando se acham num meio hostil ou pouco simpático. Depois de haver verificado vários casos em que a insensibilidade era confirmada pelos médicos, Deleuze acrescenta: “Os meus sonâmbulos nunca a manifestaram; pelo contrário, a sensibilidade deles é mais delicada do que no estado de vigília; o contato de um corpo não magnetizado lhes é desagradável, o toque de pessoa estranha lhes faz muito mal.
Tenho mesmo a certeza de que certos sonâmbulos experimentaram convulsões e despertaram, devido a terem sido tocados bruscamente por alguém que não estava em relação com eles.” (Deleuze – Inst. prát.). Efeitos psíquicos – O estado sonambúlico exalta as faculdades intelectuais e morais. Nesse estado, o sonâmbulo apresenta ao espírito tudo quanto sabe, e pode perceber o que não sabe. Lê no pensamento, ouve e responde sem que se lhe tenha falado. Vê através dos corpos opacos e a distâncias mais ou menos consideráveis. Experimenta momentaneamente a moléstia das pessoas com as quais foi posto em relação; vê, muitas vezes, a origem das moléstias e pode indicar os meios mais acertados para curálas. Vê o seu próprio mal, prevê as suas crises e as dos outros e anuncia a maneira e época do termo final.
Encontra-se nele, ao mesmo tempo, clarividência e precisão, mas em graus muito diferentes; e é raro que, fazendo-se a síntese das faculdades, não consiga o sonambulismo harmonizá-las completamente; se tal se desse, o passivo em estado sonambúlico atingiria um estado muito superior ao da natureza humana, de que ele participa mais ou menos; nele, certas faculdades aumentam, se não a expensas das outras, pelo menos mais do que elas; admiravelmente lúcido acerca dum ponto, conserva-se absolutamente obscuro sobre outros: a fantasia parece alternar-se nele com a realidade. E a lucidez sonambúlica é instrumento de uma fragilidade inaudita, que o menor incidente pode falsear; varia indefinidamente de um sonâmbulo para outro, e num mesmo indivíduo esta volubilidade pode patentear-se com grande franqueza; as mulheres, por exemplo, perdem geralmente toda a sua clarividência nas épocas catameniais. Essa preciosa faculdade requer desenvolver-se com arte, por meio do exercício, e exige uma direção prudente e bem compreendida. Não basta encontrar um sonâmbulo: é também necessário formá-lo e velar principalmente para que as suas qualidades, dificilmente adquiridas, não cheguem a perder-se ou desviar-se.
Isto constitui assunto que exige cuidados; um sonâmbulo exercitado por diversos magnetizadores não sente a vontade de nenhum, nem tão pouco se pertence; se tiver, desde o começo algumas qualidades, em breve as perde; seu espírito de concentração enfraquece, exterioriza-se e perde as faculdades sintéticas. Conseqüentemente, um sonâmbulo se aperfeiçoa ou se transvia, conforme a direção que recebe; e se fizerem do sonambulismo um emprego diuturno, objetivando um lucro qualquer, não tardará chegar à simulação consciente ou inconsciente. O sonâmbulo é suscetível de receber também impressões morais, que podem modificar, até certo ponto, o seu caráter; recebe o que se chama sugestões, e estas persistem após o despertar. Em geral, o sonâmbulo perde completamente a memória dos seus atos; quando desperta, está numa ignorância absoluta de ter visto, agido e falado. Entretanto, certos sonâmbulos, fazendo exceção a esta regra, conservam, senão a lembrança, ao menos uma impressão vaga e instintiva do que experimentaram durante o sono.
Finalmente, no estado sonambúlico, há este fato muito importante, a saber: a maior parte dos sonâmbulos sensitivos vêem as irradiações magnéticas. A árvore nervosa com seus centros, verdadeiros acumuladores da força livre, com seus cruzamentos, seus gânglios, seus plexos, suas inúmeras vias que se entrecruzam em todos os sentidos e vão perder-se em filamentos capilares infinitos, na massa de nossos tecidos, aparece nos sensitivos como o ponto de apoio de uma força essencializada, que corre luminosa, vibrátil, radiante, ao longo de todos esses canais, desenhando um regato de fogo, uma carpintaria ideal, espécie de fosforescência vaporosa, em cujos contornos a matéria obediente parece modelar-se por atração. Nossa forma material na aparência tão pesada, tão grosseira, tão opaca, lhes aparece tão luminosa como a poeira de fogo que branqueia a Via-Láctea; a nossa sombra destaca-se no espaço, não menos vaporosa e diáfana, qual o tecido que forma a cauda dos cometas.
Eles vêem, das extremidades dos dedos do magnetizador, quando este vai lentamente descendo-os ao longo do seu corpo, sem tocá-lo, jorrar longas agulhas brilhantes, que parecem envolvê-los em suas cintilações fosforescentes. Todos os corpos da Natureza, qualquer que seja o reino a que pertençam, homem, animal, planta, mineral, brilham igualmente para eles, com esse fogo divino; são todos luminosos e diáfanos, e seus reflexos variam desde o branco leitoso da opala, até os múltiplos matizes das irradiações do espectro. Os corpos orgânicos, vivos, são mais brilhantes do que os vegetais e os minerais; nos primeiros, as luminosidades mais vivas existem nas antenas, no pistilo e nos ovários; entre os minerais, são os metais e o cristal de rocha que primam em incandescência. Pareceria que o estado luminoso acompanha o grau de vitalidade dos corpos e a sua ordem hierárquica na Natureza; a morte é mais sombria do que a vida, a moléstia apaga o fogo dos órgãos que já não funcionam, e é por isso que os sonâmbulos podem reconhecer as partes doentes: são as que no organismo lhes parecem mais escuras.
Os matizes brilhantes diferem conforme os indivíduos: variam do jovem ao velho, do sangüíneo ao bilioso, do homem são ao doente. Para certificar-me, repeti muitas vezes a experiência seguinte, em sonâmbulos: apresentava-lhes, primeiramente, um copo d’água pura e perguntava-lhes: “Que vedes?” Admirados da minha pergunta, respondiam, geralmente, num tom de indiferença notável: “Pois que há de ser? – um copo d’água!” Afastandome, fazia alguns passes na água e no copo, apresentava-os novamente, tornando a perguntar. Era raro que o sonâmbulo não manifestasse espontaneamente sua admiração, exclamando: “Oh! como é lindo! Como brilha! Dir-se-ia água fosforescente!...” Se, depois, fazia passar o copo às pessoas presentes pedindolhes que o magnetizassem cada um por sua vez, o sonâmbulo, chamado a pronunciar-se acerca do estado da água, percebia muito bem outras tantas camadas de matizes diferentes, quantos tinham sido os magnetizadores, como se cada um de nós tivesse armazenado sucessivamente, nessa água, irradiações de qualidades diversas, as quais se haviam superposto sem se confundirem.
O brilho aumenta com o movimento; varia conforme se está de pé ou deitado, imóvel ou andando; uma viva contensão da vontade é bastante para aumentar sensivelmente a intensidade luminosa das irradiações e a atividade da sua emissão. Qualquer choque determina verdadeiras descargas e clarões fulgurantes: uma campainha, vibrada pelo som, torna-se brilhante; o arco que atrita as cordas de uma rabeca ilumina as cordas, a parte anterior do instrumento, e é tanto mais viva a luz, quanto mais agudo é o som; o que permite dizer que cada som tem, para o indivíduo sonambulizado, a sua cor luminosa. Uma garrafa de champanhe, que se abre, produz uma chuva de fogo colorido, que dá a imagem dum verdadeiro fogo de artifício.
Esta faculdade particular que possui a maioria dos sonâmbulos, de ver as irradiações magnéticas dos corpos, parece, à primeira vista, um tanto extraordinária e seríamos tentados a crer, ou que os sonâmbulos são vítimas de uma ilusão dos sentidos, ou que obedecem a alguma influência sugestiva; mas, quando observamos a concordância existente entre eles, em todos os pontos, e recolhemos a unanimidade do testemunho dos experimentadores sobre esse assunto;4 quando, por outro lado, comparamos esses fenômenos com os obtidos pelo Barão Carlos Reichenbach em suas pesquisas acerca do dinamismo em suas relações com a força vital, somos obrigados a convir que existem relações íntimas entre a maneira de ver dos pacientes sonambulizados e a dos sensitivos encerrados na câmara escura; uns e outros estão de acordo, porque cada um por seu lado demonstra a existência de uma força universal, penetrando todos os corpos e imprimindo-lhes vibrações luminosas e coloridas.
“Existe, sem dúvida, na Natureza alguma coisa de infinitamente sutil, que os sensitivos percebem, mas cuja essência não se conhece; essa alguma coisa se assemelha a uma chama e se escapa dos corpos; as propriedades desse agente demonstram que ele é diferente dos agentes dinâmicos conhecidos, tais como a eletricidade, o magnetismo terrestre, o calor, a luz; essa alguma coisa, que apresenta ao exame propriedades variadas, tanto em sua própria maneira de ser como no conjunto dos fenômenos que se relacionam com ela,
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