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Capítulo 8 de 30

Parte 8 de 29

Magnetismo Curativo – Volume 2 · Alphonse Bouvier

P. o mesmo acolhimento; ele estava sentado e inquieto com a minha pequena demora; temia, por momentos, que não me visse: falou-me dos salutares efeitos obtidos, prestou-se a tudo com rara complacência, creio até que esboçou um gracioso sorriso. Que diferença dos dias precedentes, em que me fazia tão má cara! Jamais ousaria esperar êxito tão rápido e completo: duas sessões, as de 25 e 26, tinham bastado para trazer uma melhora; a terceira, a de 27, devia acentuá-la consideravelmente. De fato, quando no dia 28 à tarde fui visitar o doente, ele tivera desde a véspera várias dejeções, e, coisa muito notável, os vômitos não tinham reaparecido. Por esse motivo, cada dia eu crescia na estima do doente e dos serviçais, e o meu amor-próprio satisfeito tomou larga desforra dos primeiros tempos.

Mas esqueci-me de que a Rocha Tarpéia não dista do Capitólio! No dia 30, uma tempestade formidável devia desabar-me sobre a cabeça!... Nesse dia, à minha chegada, o porteiro e sua mulher receberam-me consternados: “Ah! Senhor, exclamou ele, o doente está numa situação desoladora! Desde ontem às cinco horas da tarde, faz-se necessário colocá-lo à banca de 2 em 2 horas; ele não evacua.

Diz que vai morrer e que o querem matar. Minha mulher e eu estamos numa dobadoura; com estas idas e vindas e o serviço da casa, compreende que se isto durar muito tempo, não podemos continuar. Que fazer?” E levantavam os braços ao céu como desesperados, entregando-me a chave do aposento. Durante a subida dos quatro andares, preparei-me para o acolhimento que aquelas palavras faziam prever. Mas não me passava ainda pela idéia a cena trágico-cômica que me aguardava.

Encontrei o doente sentado, porém muito superexcitado; já não era a atonia prostrada e choramingas dos primeiros dias; sob as mechas rebeldes dos cabelos brancos, o olhar brilhava com o fogo, com o ardor da febre; o sangue tingia levemente a região saliente do seu rosto; o pescoço estava agitado dum tremor convulso e ele, com os braços tensos para mim, parecia querer fulminar-me com a sua maldição. Com a voz que, pelo esforço visível que fazia para dominar-se, tornava-se sepulcral, dirigiume as mais acerbas censuras, acusando-me de haver muito liberalmente aberto à Natureza as saídas desde muito fechadas, e por ter desse modo abusado, por vaidade, sem dúvida, da minha força magnética, para pôr nesse estado um pobre velho que só tinha respiração. Por mais que me defendesse desta imputação, explicando-lhe que a Natureza, ao chamar a si os seus direitos, age como lhe apraz e que nenhuma autoridade possuímos para regularizar o curso das coisas, ele não me quis atender. “Sim, senhor, repetia ele; sim, abusastes dos vossos meios. E fizestes mal.

Não podíeis contentar-vos com o maravilhoso resultado obtido em duas sessões? Não vos bastava ter sustado esses vômitos horríveis, que não conseguíamos parar? As dejeções naturais não estavam restabelecidas? Os meus conhecidos, o próprio Dr. X., todos finalmente faziam-vos justiça, assim como ao vosso tratamento, reconhecendo-lhe a eficácia incontestável!

Que queríeis mais? “Por que razão escravizar-me a esta perpétua necessidade que, dia e noite, não me deixa tréguas nem repouso? Já não posso mais, estou extenuado e sinto-me morrer.” E, deixando cair a cabeça no travesseiro: “Não, é demais, é demais!” repetia com voz dolente. Não era oportuno pensar em lutar contra essa excitabilidade nervosa e injustas prevenções; o alvitre mais prudente, no próprio interesse do doente, era retirar-me. Foi o que fiz.

Passaram-se dias, e, na faina de minhas ocupações diárias, quase me esquecera desse doente original, quando recebi um bilhetinho da Baronesa D. P. “Cheguei, dizia-me ela, de uma viagem de alguns dias; encontrei o Sr. P. tão melhorado, que me senti satisfeita e quero agradecer-vos; vi-o há pouco e rogou-me exprimir-vos o desejo que tem de vos tornar a ver. Ainda há dores bastante agudas, mas o pior mal está conjurado.

Crede na minha gratidão e na sinceridade dos meus sentimentos.” Ao mesmo tempo, encontrei em casa a carta do Dr. X... com estas palavras traçadas a lápis: “Amigo e Sr.: Apelo para vossa dedicação, a fim de irdes a casa do Sr. P.... Ele deseja ver-vos.” Não podia eximir-me de dois convites tão precisos, sem que fizesse acreditar haver conservado rancor pelo passado, o que estava muito longe do meu coração. Fui de novo visitar o Sr.

P. Pouco a pouco, as dores foram-se acalmando; as dejeções, cuja freqüência era moderada, tornaram-se normais e o Sr. P. recomeçou a sua vida ordinária. Em 25 de maio, a Baronesa D. P. endereçava-me a seguinte cartinha: “Envio-vos agradecimentos sinceros pelos cuidados eficazes que dispensastes ao Sr.

P. Efetivamente, ele se acha em vias de restabelecimento. Agradeço-vos, principalmente, as últimas visitas, que a meu pedido, lhe fizestes, e certificovos da sinceridade dos meus sentimentos e reconhecida lembrança.” De que moléstia se achava atacado o Sr. P., e de que maneira se curou? Tal é a questão, que se pode naturalmente levantar.

O Sr. P. era reumático; mas, além das dores reumáticas de que sofria, é provável que existisse no intestino uma hérnia do apêndice cecal, como era atestado pelos vômitos de matérias estercorais. O Magnetismo, provocando um movimento das fibras nervosas, determinou, certamente, contrações peristálticas que desprenderam o intestino da pressão herniária que o comprimia; o que prova a abundância dos gases e o impulso prodigioso das matérias líquidas que tão fortemente o inquietaram. O Barão du Potet, no livro intitulado Manuel de l’Etudiant magnétiseur, pág. 59, cita um caso de cura idêntico a este. 3o caso As relações que melhor resistem aos contactos e atritos da vida são, certamente, as que se contraíram nos bancos da escola. Essas suaves flores da amizade, nascidas na primavera da existência, na livre expansão do seu desenvolvimento, possuem a magia de conservar indefinidamente o seu perfume; e quando o nosso coração, um tanto desconfiado pela idade, não mais se expande a novos afetos, elas não cessam de encantá-lo e regozijá-lo como viva e indelével lembrança.

O nome apenas de um dos meus velhos camaradas, pronunciado ao acaso, muito tempo depois da nossa retirada da escola, despertou-me sempre esses longínquos ecos dum passado que me apraz reviver. Assim se dá, acredito, com cada um de nós; dir-se-ia que uma espécie de maçonaria do coração entretém em nós, mesmo a distância, simpáticas lembranças que não poderiam ser enfraquecidas pelo tempo. Dentre os meus velhos camaradas de infância, existe um que habita em Paris, e a quem vejo uma vez ou outra: é o Marquês de V. O Sr. de V. me é duplamente caro por suas qualidades naturais, que fazem dele ao mesmo tempo um amigo dedicado e o homem mais honesto que conheço. Se a sua modéstia não igualasse à sua bravura, com toda a certeza traria hoje, como seu pai, antigo ajudante de campo do Rei Luiz Felipe, as dragonas de três estrelas; mas depois de ter conquistado, durante o ano sangrento, gloriosas feridas nos membros e na face, abandonou prematuramente o Exército como coronel, achando-se (ao contrário de muitos outros mais ambiciosos) suficientemente recompensado com a satisfação do dever cumprido.

No estado celibatário em que se conservara, consagra os lazeres ao alívio de todos os infortúnios; onde haja um sofrimento moral ou físico a aliviar, temos a certeza de encontrá-lo, levando consolações discretas e pressurosas; a camaradagem é para ele um culto; a cabeceira dos doentes o atrai; e se já não fosse o tipo do mais perfeito fidalgo, não se poderia melhor descrevê-lo senão representando-o como modelo de irmãs de caridade, pois possui tanto a dedicação como a paciente bondade. Uma noite, esse velho amigo, muito triste, veio procurar-me. Ao sentar-se, disse, sem mais detença: “Conheces bem C., o Comandante do Regimento de Caçadores, que faz a guarnição de Rambouillet? Pois bem, esse infeliz está à morte.” C. (como se adivinha) era um dos nossos camaradas, com o qual tínhamos feito todo o curso da Escola Militar de Fléche, na de Saint-Cyr. Éramos unidos pelos laços da mais íntima camaradagem e esta notícia veio entristecer-me; e surpreendi-me tanto mais quanto, pouco tempo antes, tinha recebido notícias de C. e julgava-o de perfeita saúde.

C. (pelo que me disse o Sr. de V.) estava doente havia alguns meses; mas não deu importância ao que ele acreditava ser uma simples indisposição devida a um resfriado, a uma coriza mal curada, quando sobreveio a inspeção geral do seu Regimento; a fadiga que suportou nessa ocasião, uma dolorosa decepção que experimentou, invalidaram-no completamente; guardou leito com febre, declarando-se uma grave albuminúria. Apesar dos maiores cuidados, a moléstia progrediu rapidamente e, depois de uma conferência de três médicos, entre os quais se achava uma notabilidade parisiense, o prognóstico foi fatal; não havia mais esperança; os rins profundamente lesados não funcionavam; o edema, invadindo os membros inferiores, chegara rapidamente até os pulmões e o coração, ameaçando as próprias fontes de vida. “Venho de Rambouillet – disse-me o Sr. de V. –, estou acabrunhado com o espetáculo que se me apresentou aos meus olhos; a dor daqueles que cercam o nosso pobre amigo é muito grande; quanto a ele, meio sufocado, dispnéico, sentindo o edema que lhe sobe ao coração e o afoga, luta passo a passo contra a morte, admirando-se da impotência da medicina, não compreendendo como seja impossível encontrar remédio para o seu mal. Quando a moléstia lhe dá um pouco de trégua, revoltase contra os doutores e a Faculdade.

Há dias quis prender o médico do Regimento, por isso que não o curava prontamente. Seria cômico. Coitado. “Ontem, em conversa, foi por acaso pronunciado o teu nome. Creio que C. conhece as experiências magnéticas a que te entregas há muitos anos e exclamou imediatamente: “Sim.

Só Bouvier não me deixaria sofrer assim; tenho a certeza de que se ele aqui estivesse eu ficaria bom.” E insistiu vivamente para que eu viesse buscá-lo; prometi-lhe, aqui estou. “Não acredito, acrescentou o Sr. de V., que possas livrá-lo da moléstia, infelizmente ele está condenado. Mas estou bem certo (como conheço o teu coração) que corresponderás ao desejo dum moribundo e não recusarás ao nosso pobre amigo este último testemunho da tua amizade.” Apertei a mão do Sr. de V., afirmando-lhe que não se enganava sobre a natureza dos meus sentimentos e combinamos partir no primeiro trem, o qual, no dia seguinte pela manhã, devia deixar-nos em Rambouillet, às oito horas. Era domingo; eu estava desocupado toda manhã e prometi seriamente, apesar do prognóstico desesperador que haviam feito sobre o meu velho camarada, utilizar todo o tempo e todos os recursos do Magnetismo num supremo e último esforço para salvá-lo. Ao chegarmos a Rambouillet, encontramos C. no seu leito de dor, cercado de travesseiros, ofegante e quase sufocado: não podia estar pior; dificilmente deu-nos sinal de vida ao entrarmos, e, quando lhe apertei silenciosamente a mão, aproximando-me do leito, disse-me: “Ah! meu amigo, estou perdido!” – e correspondendo ao meu aperto de mão, uma grossa lágrima rolou-lhe dos olhos, já um tanto mergulhados no vácuo.

Não era ocasião azada para longos discursos: plantei-me à sua cabeceira e, sem preâmbulos, pus-me a magnetizá-lo: estando o pescoço fora do travesseiro para facilitar a respiração, tornava a minha tarefa bastante fácil, pondo ao meu alcance a coluna vertebral e os rins, sobre os quais queria, precisamente, operar. Deste modo, podia fazer insuflações ao longo de todo o eixo cérebro-espinhal, sem obrigar o doente a tomar uma posição nova que o fatigasse. “Se os rins não estão inteiramente perdidos, dizia a mim mesmo, tenho probabilidades de despertar a função renal, concentrando toda a minha ação sobre a rede do grande simpático, esse rio poderoso que vai levar a inervação e a vida a todos os gânglios e aos plexos das vísceras; demais, será o caso tão desesperador como se pretende? A experiência demonstrou, muitas vezes, que não se deve ter confiança absoluta nos juízos firmados pela douta Faculdade.” Empenhei-me na luta com toda a tenacidade e ardor que me davam a amizade ao velho camarada, o desejo de salvá-lo, a inteira e profunda confiança que tenho no Magnetismo. Cerca de meio-dia, o Sr. de V. e outro dos nossos camaradas, que veio com a esposa saber notícias de C., arrastaram-me, um tanto contra minha vontade, para fora do quarto do doente e levaram-me para o hotel.

Efetivamente, era-me necessário um momento de repouso: almocei com eles muito sumariamente, e, apesar do cepticismo que nutriam, voltei a toda pressa para o meu posto, a recomeçar minhas insuflações, com as quais eu contava mais do que nunca, por isso que uma melhora já se havia manifestado no doente, depois da minha chegada. Pouco depois, essa melhora acentuou-se rapidamente: a vida parecia renascer sob o meu sopro, a respiração, menos curta, tornava-se mais livre; o cérebro acordava, o pensamento surgia, e com ele a lembrança, a palavra e quase a alegria: já não estava o pobre amigo, como pela manhã, absorvido, ofegante, indiferente a tudo quanto se passava ao derredor: conversava agora, mudava de posição, agitava-se; certa ocasião, reportando mesmo as suas lembranças para os nossos tempos de colégio, cantarolou, risonho, uma canção inglesa, com a qual, naquela época, eu havia alcançado alguns aplausos! Que transformação! E quanto me sentia pago dos meus esforços, vendo-o alegrar-se pelo alívio que experimentava nos seus sofrimentos! Estávamos todos jubilosos!

Um só ponto negro subsistia no horizonte: a função renal, inteiramente suprimida desde muitos dias, ainda não reaparecera, e, enquanto não se manifestava, mantinha-me inquieto. Eu era o único a premunir-me de esperança, porque sabia por experiência, ser necessária à reação vital um certo tempo para que ela se produzisse; todos os sintomas indicavam-me uma solução próxima, mas os minutos, que se iam passando, tinham trazido o fim do dia, a hora de partir havia soado. Com grande pesar tive que deixar o velho camarada. Entrei em casa à meia-noite, alquebrado, extenuado por essas longas horas de ansiedade e fadiga, ficando o meu velho amigo V. pouco confiante nas minhas afirmações, e pouco seguro de, por seu turno, ocupar futuramente o seu domicílio. No dia seguinte, ao despertar, tive a indizível alegria de receber este lacônico mas confiante telegrama: “O vosso amigo experimentou esta noite uma melhora muito grande: urina, eis o principal!

Obrigado pelo grande benefício que lhe concedestes!” Portanto, não havia perdido o meu trabalho e o meu tempo. Julgava-me bastante recompensado da tenaz perseverança que me fora necessário desenvolver, a fim de reagir contra a deplorável influência da opinião emitida pelos médicos e também contra a atmosfera de incredulidade no meio da qual tinha operado. C. restabeleceu-se muito rapidamente: todos os dias punham-me ao corrente das melhoras que se manifestavam no seu estado, e no dia 31 de março seguinte, dez dias depois desse famoso domingo em que eu o encontrara expirante, recebi do seu próprio punho este bilhete de agradecimento: “Meu caro Bouvier. Sou muito grato pela tua bondosa missiva; senti bastante que não pudesses vir a Rambouillet no domingo; porque, é aos teus bons cuidados que devo a melhora que se manifestou no meu estado, desde a tua primeira visita; esta melhora, felizmente, tem continuado. Espero entrar hoje em vias de completo restabelecimento.

Teria satisfação em ver-te de novo, agradecer-te, dizer-te quanto estou reconhecido pela prova de afeição que me deste; espero que cumprirás a promessa, vindo ver-me em Garges, aonde vou acabar minha convalescença; estou ansioso por deixar Rambouillet, terra em que me viste num estado tão deplorável. Até mais ver, portanto, e fica certo da minha inolvidável e sincera amizade.” Se escolhi este exemplo de cura entre tantos outros, não foi, certo, com a idéia mesquinha de engrandecer-me aos olhos dos que me lerem; como o dom de curar pelo Magnetismo não é apanágio exclusivo de ninguém e qualquer homem de boa vontade pode repetir o que fiz, espero que não se me faça a injustiça de uma opinião errônea. Citando este fato, quero simplesmente mostrar que, ao contrário dos decretos da Faculdade e nas circunstâncias aparentemente as mais críticas, o desejo ardente e profundo de aliviar o seu semelhante, revestido de imperturbável tenacidade, pode triunfar de qualquer obstáculo, trazendo inopinadamente a reação vital; e, para edificação de todos, acrescentarei que, em muitas circunstâncias graves, tenho tido a inestimável fortuna de experiências coroadas de bom êxito, tanto com minha mulher como com meu próprio filho... CAPÍTULO VI Do Sonambulismo Definição do Sonambulismo. – Falsa denominação.

– Classificações arbitrárias. – O fenômeno realmente só apresenta três fases distintas. – O sonambulismo tem sido mais nocivo do que útil à causa do Magnetismo: opiniões de La Fontaine, Deleuze e Aubin Gauthier. – Aparências complexas do fenômeno devido à idiossincrasia dos sonâmbulos. – Processos para favorecer a eclosão do sonambulismo e fazê-lo cessar.

– Efeitos Psíquicos: Atração magnética, nulificação dos sentidos, reviramento da pupila, insensibilidade. – Efeitos Psíquicos: exaltação das faculdades intelectuais, transmissão do pensamento, clarividência, vista a distância, percepção das moléstias, previsão. – Fragilidade da clarividência. – Necessidade de uma boa direção. – Impressões morais transmitidas.

– Sugestões. – Perda da lembrança ao despertar. – Percepção luminosa das irradiações luminosas. – Irradiação dos corpos. – Variações resultantes da idade, do temperamento e do estado de saúde.

– Experiência do copo d’água. – Aumento da refração luminosa pelo movimento e pelo choque. – Acordo entre a maneira de ver dos sonâmbulos e dos sensitivos, na câmara escura. – O Od do Barão Reichenbach. – As vibrações de A.

Gauthier. – A Força radiante de Crookes. – Relações entre a Força e a Matéria, segundo Lodge. Sob a influência das irradiações magnéticas, produz-se às vezes espontaneamente, no organismo, um estado particular, que impropriamente se chama sonambulismo; esta expressão se aplica com maior acerto à ação de caminhar dormindo, dos notâmbulos naturais. O sonambulismo magnético, estado misto que não participa da vigília nem do sono, difere essencialmente do notambulismo; uma espécie de concentração interior das faculdades parece imprimir no sonâmbulo uma mudança radical entre as relações ordinárias da alma e do corpo: o fenômeno, sob o duplo aspecto psicofisiológico, nos aparece como dependendo de duas condições essenciais: “a suspensão mais ou menos absoluta da ação dos sentidos externos e uma disposição nova e especial de sintetizar interiormente todas as percepções.” Procurou-se estabelecer nesse estado particular classificações e graus.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.