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Capítulo 20 de 30

Parte 20 de 29

Magnetismo Curativo – Volume 2 · Alphonse Bouvier

Em vez, portanto, de atribuir a essa matéria, a que se deu o valor de uma entidade, propriedades especiais que forças múltiplas colocadas nela ou fora dela viessem diferençar sob os nomes diversos de atração, afinidade, coesão, gravidade, força centrífuga, força centrípeta, eletricidade, calor, luz, magnetismo; em vez de confinar toda a idéia de movimento nos limites estreitos dum fenômeno vulgar de deslocamento de sólidos e comparar a matéria a “um coche ao qual, à guisa de cavalos, pode-se colocar ou retirar alternadamente as forças”, – parece-nos mais lógico admitir a idéia de uma força imaterial criadora, existindo fora do Universo Visível, e cuja existência nos permite fundar, sem indignação, a unidade fenomênica sobre a anterioridade e onipotência da força.

“Só há um princípio, só há um efeito – diz Jean Reinaud – ; a própria fixidez desse efeito é a ordem inalterável das suas mutações; sua incorruptibilidade é a sua permanência; sua imaterialidade é a imensidade da sua extensão; se quisermos elevar-nos ao verdadeiro sentimento da natureza do Universo, é mister deixar de parte qualquer comparação com os objetos materiais; a ciência do Universo precisa desenvolver-se atraindo ao domínio que cultiva a idéia mágica da vida”. Essa idéia mágica da vida, a unidade das forças da Natureza permite-nos concebê-la; porque, em lugar de nos mostrar os organismos vivos como o conjunto arquitetônico de múltiplos órgãos, ela no-los mostra em sua unidade sintética, uniformemente regidos pelas leis fixas e imutáveis da série, da limitação e da tonalidade; repetindo-os na renovação de cada fenômeno: só há uma vida, porque só há uma força; só há uma vida, porque só há uma lei encarregada de especializar, de individualizar, de organizar a força, de tonalizá-la enfim.

Se Mésmer, procurando com afinco atribuir os fenômenos físicos a um só e mesmo princípio e desembaraçar desse modo as veredas da Ciência das numerosas entidades que nela se cumula, tivesse partido da hipótese de uma força primordial em vez de apoiar-se, como fez, sobre a divisibilidade infinita da matéria, teria, com certeza, conseguido com mais proveito fazer compreender a imponderabilidade do Magnetismo e de suas irradiações. Mas, estabelecendo na décima terceira proposição de sua primeira Memória sobre Magnetismo, em 1779, o princípio: “Observa-se pela experiência o fluxo de matéria cuja sutileza penetra todos os corpos sem perder notavelmente a sua atividade” materializou, efetivamente, com esta comparação, aquilo que longe de ser um fluxo de matéria, não é mais que manifestação da força, e deu assim origem a esse equívoco da substancialidade fluídica, de que tem sido o Magnetismo mais ou menos vítima, e que ainda ultimamente lhe atraía da parte de um dos nossos modernos sábios esta crítica indébita: “Nunca compreendi como um homem inteligente e conhecedor dos princípios fundamentais da Fisiologia possa admitir uma tal transmissão fluídica.” (Brown-Séquard).

Não. Magnetismo não é um fluido, por mais sutil que o suponhamos, como não o é a eletricidade, a luz, o calor, e o som. Esses fenômenos são, em diversos graus, simples modalidade da força una, indivisível, que sob o império de uma lei una e imutável qual ela, se seria, se limita e se tonaliza, desdobrando na Natureza todas as modalidades de dispersão e de condensação realizáveis, e em suas mutações incessantes, criando correntes contrárias, chave de todas as metamorfoses. Essa força universal, protéica, era bem conhecida dos antigos; os hindus chamavam-lhe akasa, os hebreus, aôr; é o telesma de Hermes, o azoth dos alquimistas, a serpente da Bíblia; é a luz astral de Martinez e Eliphas Lévi, o od de Reichenbach, a força psíquica de Crookes; é o fluido de Mésmer. Atribuíam-lhe geralmente quatro manifestações sensíveis: – calor, luz, eletricidade, magnetismo, e, ainda mais, a propriedade de imantar todos os corpos por uma dupla polaridade antagonista, que repele e atrai.

CAPÍTULO III Só há uma Saúde A Analogia e a série são os princípios de primeiro plano, que dão às nossas premissas e conclusões o caráter de universalidade que devem ter. – Tudo na Natureza é tonalidade. – Identidade analógica dos fenômenos acústicos, óticos, calóricos, elétricos, químicos, fisiológicos. A tonalidade acústica tomada como modelo típico. – A música ou teoria do som, considerada por todos os filósofos como o símbolo da organização das forças. (Newton, Rumford, Kleper, Euler, Euclides, Descartes, Mersenne, Platão, Hoëné Wronski, Louis Lucas).

– Elementos fundamentais da tonalidade musical: tônica, dominante, mediante, sensível. – Ressonâncias fisiológicas correspondentes: cérebro, aparelho genital, coração e fígado. – A resultante da vida está na relação tonal desses quatro termos. Ondulações do Enormon. – Na faculdade que o ser possui de mais ou menos se estender e se equilibrar, é que reside sua força ou sua fraqueza.

– A tensão equilibrada é a salvaguarda dos organismos. – A bolha de sabão, protótipo da célula viva, é a imagem rudimentar da forma oclusa. – Movimento de volatilização e de sucção. – Eliminação e absorção. – A saúde é a resultante dum equilíbrio.

– Só há uma saúde, pois que só há um ponto de equilíbrio. Dissemos que só há uma força oriunda da Idéia Primordial, una e trinitária, ponto de partida de todos os movimentos e geradora de todas as formas. Só há uma lei fenomênica, realização substancial da Idéia Primordial, una e trinitária, como o princípio abstrato do qual ela promana. Não somente essa lei abraça num mesmo amplexo todos os fenômenos da Natureza, como os rege soberanamente, conduzindo-os invariavelmente a um estado combinado de seriação, limitação e tonalização. Tudo quanto existe na Natureza encontra, pois, uma solução nesta lei, que, fazendo-nos conhecer as relações de coexistência e sucessão das coisas, nos dá a noção da gradação e continuidade dos fenômenos.

Abre-nos ainda mais vastos horizontes, os da analogia; porque na passagem regular de um termo para outro, permite-nos apanhar entre cada termo a existência necessária de certas afinidades de essência, que nos dão uma concepção mais perfeita da unidade de composição da Natureza, mostrando-nos todas as criações como sendo a realização mais ou menos completa dum plano comum. Então, à proporção que mais os penetramos, os objetos mais heterogêneos, na aparência, desdobram suas relações de analogia e conexão; todas as dissonâncias, indo fundir-se numa relatividade comum, caminham, por um movimento de resolução gradual, para uma harmonia solúvel e definitiva; as causas, consideradas até aqui como não tendo relação alguma de similitude ou, pelo menos, como muito afastadas, se aproximam insensivelmente e se confundem à nossa vista, num só feixe, que a analogia esclarece.

“A contemplação dos fenômenos desenvolvidos pela lei de série – diz o Dr. Castle (fisiologista muito distinto) – desvenda a existência de uma lei correlativa: a da afinidade universal ou de reprodução, em graus diversos, de um fenômeno ou de uma ordem de fenômenos em outros; esta concepção das afinidades universais é a da analogia ou das relações recíprocas.” A analogia, que os tratados de lógica mencionam como simples concepção do experimento, não tendo aos olhos da Ciência o valor de um processo regular, nem por isso com a idéia serial, deixa de ser o único princípio de primeiro plano, que permite dar às nossas premissas ou às nossas conclusões o caráter de universalidade que elas devem ter. Fora da série e da analogia, o laço dos fatos se rompe, a concepção científica do múltiplo na unidade se desvanece, e à ordem da hierarquia progressiva sucede a obscura confusão de elementos não tributários.

Se quisermos conseguir a interpretação da lei que liga entre si os fenômenos observados, se quisermos ter a percepção nítida do encadeamento dos fenômenos pelo fluxo perene de um no outro, é-nos absolutamente necessário usar do método analógico. “Há dois gêneros de analogia – diz Geoffroy Saint- Hilaire –: a que se revela pela observação direta e a que é evidente em virtude da conseqüência; uma analogia que não é facilmente evidente aos olhos do corpo pode tornar-se evidente para a vista do Espírito.” A analogia é que nos permite estabelecer, a priori, que tudo é seriado, limitado e tonalizado; é pelo fato da unidade característica da lei fenomênica e da analogia que une os fenômenos entre si, que o estado de tonalização da força nos aparece como termo final de resolução, trazido pelos efeitos de seriação e de limitação, desaparecendo estes no segundo plano, depois de terem preparado o estado de tonalização.

Tudo na Natureza se apresenta, portanto, aos nossos olhos, sob um só e mesmo aspecto: a tonalização da força; as formas, os corpos são a expressão de uma tonalização; os fenômenos acústicos, óticos, químicos, calóricos, elétricos, magnéticos, fisiológicos, são produtos diversos da tonalização da força. E, como a força só possui um modo de ser e de tonalizar-se; como a lei na sua expressão é una, conhecer uma tonalização no jogo de suas partes é conhecer todas. A acústica, sendo entre todos os ramos da Física aquele cujos fenômenos são mais bem conhecidos, poderá mais que qualquer outra ciência servir-nos de ponto de comparação; é para ela que apelaremos, a fim de explicar as tonalizações da força e especialmente a tonalidade fisiológica que mais importa conhecermos.

A teoria do som, ou a música, foi em todos os tempos considerada pelos filósofos como o símbolo da organização das forças; pelo estudo de suas combinações penetramos quase o âmago da criação do movimento, e assim nos tornamos aptos para penetrar o encadeamento das coisas. Objeto constante da atenção dos grandes matemáticos e dos filósofos, a música preocupou sempre os investigadores e muitas vezes lhes abriu novos caminhos. Newton hauriu nela as bases da sua Ótica; Rumford associa-lhe a teoria do frio e do quente; Kepler descobre nela as leis astronômicas; Euler serve-se dela para explicar as auroras boreais e as caudas dos cometas; Euclides, Descartes, Mersenne e Kepler compuseram tratados de música; Platão fez gravar na fachada do pórtico da Academia: Ninguém aqui entra sem ser geômetra e músico. Mais recentemente, um sábio moderno, Hoëne Wronski, para demonstrar a universalidade da lei de criação, tirou da tonalidade musical considerações de que alguns compositores belgas distintos como o Conde Camille Durutte, Ernest Britt e Coegaert se utilizaram, e lhes permitiu dar à arte um novo alcance.

Charles, professor na Sorbona, procurou por seu lado interpretar certas modificações fisiológicas pela música; finalmente Louis Lucas, apoiando-se na identidade típica entre as tonalizações luminosas, elétricas, calóricas, químicas e as ressonâncias acústicas (a exemplo de Herder, que é fervoroso discípulo) estabeleceu o princípio de conexão que faz encontrar, por toda parte e sempre (quer se trate de som, luz, eletricidade, calor, ou permutas químicas) a lei simples, única, eterna, imutável, que tudo movimenta em torno de um centro comum, tanto a simples molécula como os poderosos astros do céu; tomando a música como ponto de partida, Louis Lucas estabeleceu a anatomia comparada das forças, lançando assim os primeiros alicerces das leis do movimento em sua acústica, sua química e sua medicina novas.

Para Louis Lucas, “a vida se deve à tonalização dos elementos que constituem o nosso ser material; como em acústica, a tonalidade fisiológica só existe pela dependência exata de ressonâncias múltiplas, sujeitas à direção de uma movimentação equilibrante única, que se chama tônica. O equilíbrio fisiológico depende da relação tonal que existe entre as três ressonâncias fundamentais, que caracterizam toda a hierarquia sonora; a tônica, a quinta ou dominante e a terceira ou mediante. A tônica é o ponto de apoio. A dominante, sua antagonista, é o ponto culminante em que vêm fundir-se e absorver-se todas as harmonias da tonalidade. A mediante é o ponto indiferente (de algum modo neutro) prestes a seguir a tônica, ou a dominante, conforme a tendência ao predomínio de uma ou de outra.

Sob o ponto de vista da importância de sua funcionalidade, um quarto termo deve ser também considerado no equilíbrio tonal: é a sétima ou sensível. A sensível é o ponto de resolução da tonalidade. É ela que fecha o círculo da tonalidade, levando-a ao ponto de partida: a tônica. Invariavelmente composta de um semitom, a sensível está sempre pronta a fazer sair a tonalidade do seu equilíbrio tonal, sob a influência de determinantes que a arrastam então para modulações novas. Se nos referirmos a uma figura já conhecida, ao esquema do equilíbrio vital que demos algures, encontraremos ali as quatro ressonâncias fisiológicas, que correspondem aos quatro termos fundamentais da tonalidade acústica, e que são chamadas a representar o mesmo papel na tonalidade orgânica; são o cérebro, o aparelho genital, o coração e o fígado.

Detenhamo-nos por momentos no papel fisiológico que cada uma dessas ressonâncias desempenha no equilíbrio vital: O cérebro, colocado na caixa craniana, na culminância do edifício, é o ponto de partida e chegada de todas as séries sensitivas; é ele que determina a natureza das sensações em relação a si mesmo; é ele que dá o som; o cérebro, em uma palavra, é a tônica orgânica. É nele que se elabora o pensamento e seus trabalhos reflexos; é nele que a sensação, depois de ter passado o orifício occipital, é apresentada por órgãos especiais ao espelho formado pelos dois hemisférios, onde ela se julga e realiza esse ato singular do pensamento em presença de si mesma, ato a que tão acertadamente se chamou reflexão. Mas seria desarrazoado dar ao cérebro um papel preponderante, considerando-o como a sede da vida. A vida não reside nele nem fora dele. Não esqueçamos que ela é uma resultante e o cérebro não é, como os seus congêneres, os outros órgãos, senão um comparsa no equilíbrio vital; um simples instrumento de relação, do mesmo modo que é a vista que percebe o obstáculo, o ouvido que pressente o perigo, o tato que desvia o ferimento.

O cérebro, bem considerado, não é mais do que um sexto sentido – o da razão. Aparelho seriador por excelência, o cérebro contém, efetivamente, o prisma nervoso destinado a julgar as sensações; de um lado, recebe as sensações externas pelos sentidos, do outro as sensações internas viscerais; aquelas já estão devidamente preparadas à seriação final, porque a força percorre os nervos com uma diferenciação realizada, que varia para cada um deles, tanto o nervo como o prisma, angulando o movimento que o atravessa. A disposição anatômica do sistema espino-ganglionar, que representa uma espécie de harpa estendida no meio do corpo vivo, e o próprio cordão medular, que é em forma prismática, favorecem singularmente essa marcha serial da força para o cérebro; mas, como toda sucessão de angulação cria diferenças seriais, existe em fisiologia, como em ótica e acústica, uma conseqüência fatal desses desvios: é o que se chama cromatismo.

O cromatismo orgânico, originado da angulação dos tecidos, do mesmo modo que o cromatismo ótico, nasce da disposição mais ou menos regular dos aparelhos de detalhe, engendra o fantástico, a desigualdade de percepção e o erro; é à lente focal do cérebro que cabe o papel de reerguer os desvios seriais do organismo; as vísceras vêm procurar na caixa cerebral os contatos que lhes convêm, enquanto que os sentidos externos trazem as impressões do exterior; desse duplo conflito nascem as idéias gerais, as idéias abstratas, os juízos, os raciocínios, as deduções que hierarquizam os indivíduos e os especializam. Essas ressonâncias especiais, nascidas da série, despertam no ser o sentir, eretismo objetivo, e o querer, eretismo subjetivo; do choque destes dois eretismos saem o livre-arbítrio e a consciência, que imprimem ao equilíbrio vital a sua cor tonal, a sua individualidade.

A vontade, essa balança sensível do indivíduo e da humanidade, como tão acertadamente lhe chama Hoefer, é de fato a nossa verdadeira característica tonal; é ela que, determinando todos os nossos atos, determina a nossa motilidade: “A vontade – diz o Comandante Jouffret, em sua Teoria da Energia – é uma força que imprime às moléculas do cérebro movimentos que, por intermédio dos nervos, transformam em energia dinâmica uma parte da energia potencial reunida no organismo, como o artilheiro que, puxando o cordel de um tira-fogo, transforma a energia potencial armazenada na carga e produz um desenvolvimento formidável dessa energia dinâmica, ou qual o mecânico fazendo girar um botão a lançar por sobre os trilhos um trem com o peso de muitas centenas de toneladas.” A vontade é o agente especial da nossa potência tensional; ela age igualmente sobre a matéria organizada, sensível, e sobre a matéria inorgânica, insensível. “Educar uma criança – diz Hoefer – é levantar uma vontade; instruir um homem é dirigir, esclarecer uma vontade; a vida é a educação da vontade.” Descartes disse: “Penso, logo existo.” “Eu quero, logo existo” – é o que devemos dizer.

O cérebro, sede da vontade ativa é, pois, certamente, a nota moral característica da tonalidade fisiológica, isto é, a sua tônica. O aparelho genital, antagonista do cérebro, é a dominante da tonalidade fisiológica. Construído do mesmo modo que o cérebro, segundo a lei dos desfiladeiros, representa a mais alta das vibrações harmônicas do ser, tendendo à procriação e à perenidade da espécie.

Enquanto o elemento vital se centraliza no pólo superior em substância medular, vemo-lo dividir-se no pólo oposto em zospermas; de um lado o elemento nervoso se concentra, fortificando a unidade individual; do outro expande-se, criando o múltiplo, por via de renovamento ou reprodução. O encéfalo representa o mais alto grau de elaboração no reino animal; o aparelho genital, antagonista do encéfalo, representa o primeiro grau de organização da substância, isto é, o elemento protoplasmático reprodutivo. Pilha orgânica viva, cujos dois pólos se comunicam pelo cordão medular dos ráquis, o sistema nervoso resolve, pela oposição cérebro-genital, todas as relações de antagonismo ou de simpatia existentes entre o espírito e a matéria, o uno e o múltiplo, a inteligência e o instinto. No pólo cérebro-bucal se manifesta a atração; no pólo gênito-anal, a repulsão; o primeiro atrai e condensa no organismo todos os elementos da nutrição intelectual ou substancial, pensamento e alimento; o segundo rejeita do organismo os produtos excrementícios e exonera-o de tudo quanto o cumula. As paixões exultantes, alegria, cólera, admiração, dominação, aspiram e sobem para o pólo cerebral, colocado na parte superior e anterior, e na face dorsal.

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