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Capítulo 2 de 30
Parte 2 de 29
Magnetismo Curativo – Volume 2 · Alphonse Bouvier
Liébault, Bernheim e Beanis, aparecia em Nancy pelo ano de 1884; em Nice, em Rochefort, no Havre, em Brest, por toda parte em que passava o fascinador Donato, os Drs. Barety, Baurru, Burot, Gibert e Bremaud faziam numerosas experiências sobre o sonambulismo, a influência dos medicamentos a distância e a sugestão. No estrangeiro os Drs. Heidenheim, Grütaner, Fritche, Berger, Baumler, Preyer, Schneider, Ladame, Tamburini, Seppili, Lombroso, Opitz, Ruhlmann e muitos outros entregavam-se com ardor a esses novos estudos. Livros, brochuras, artigos de jornais tratavam diariamente dos mais árduos problemas da psicofisiologia; institutos, jornais especiais foram fundados; e, fora dos nomes já citados, vários médicos distintos publicaram os resultados de suas observações e de suas investigações: os Drs.
Binet, Feré, Berillon, Gilles de La Tourette, Babinski, Fernand Botteym, Cullerre, Regnier, de Grandchamps, Paul Richer, Charles Richet, Chararain, Foveau de Courmelles, Jules Héricourt, Pitres, etc. Os médicos não foram os únicos a discutir o alcance dos fenômenos hipnóticos: independentemente do lado médico, o Hipnotismo se apresentava sob aspectos que também interessavam à jurisprudência e à psicologia; numerosos sábios das Faculdades de Direito e outros, entre os quais podemos citar em primeira linha os Srs. Liégeois, de Nancy; Delboeuf, de Lièfe; Raoul e Emele Young, de Genebra; Ochorowicz, de Lamberg; Focachon, de Charmes (Moselle); e em Paris: os Srs. Paul e Pierre Janet, Victor Meunier, Pierre Veron, o padre de Meissas, o Coronel de Rochas, tomaram partido pró ou contra os fenômenos hipnóticos. Não tentaremos analisar o que se tem dito e escrito acerca do Hipnotismo; o quadro restrito em que voluntariamente nos confinamos não no-lo permite; o que importa saber e tornar aqui conhecido, é que no meio das inúmeras divergências desta literatura complexa, os fundadores da doutrina hipnótica se encontram neste ponto essencial que decorre de suas próprias definições: “O estado hipnótico é um estado particular do sistema nervoso, determinado por manobras artificiais, tendendo, pela paralisia dos centros nervosos, a destruir o equilíbrio nervoso.” (Braid).
“Esse estado fisiológico consiste num acúmulo anormal da força nervosa no cérebro, acúmulo provocado por meios artificiais ou resultante de um estado patológico particular.” (Durand de Gros). Hipnotizar é, portanto, segundo os próprios mestres, desequilibrar a força nervosa, dirigindo-a de maneira anormal ao cérebro, ou aproveitar-se de uma congestão cerebral já existente, em conseqüência de um estado patológico qualquer. Em outras palavras, hipnotizar é aproveitar uma falta de equilíbrio nervoso, ou produzi-la. Eis aqui uma confissão que conservamos preciosamente, nós os magnetizadores, que, pelos processos que empregamos, só temos em mira uma coisa: o restabelecimento do equilíbrio nervoso. Quanto aos hipnotistas – são eles mesmos que no-lo dizem – por suas ações diretas e violentas sobre o encéfalo, provocam continuamente bruscos deslocamentos ou alternâncias na força nervosa, que engendram contraturas musculares, paralisias e catalepsias parciais ou totais, anestesia ou hiperestesia dos sentidos, afonia, afasia, mudez: privação ou exaltação do gosto, surdez ou exaltação do ouvido; depois, imitações automáticas e inconscientes, tanto em palavras como em gestos, ilusões sensoriais, transposições reais ou supostas, dos sentidos; a perda ou a exaltação da memória; as sugestões falazes e as alucinações contrárias à verdade ou à natureza, como as alterações provocadas da personalidade; as sugestões de atos imediatos ou a prazos mais ou menos remotos, os sonhos em ação; a exaltação das idéias e dos sentimentos, fenômenos estes certamente bem curiosos de estudar-se sob o ponto de vista fisiológico e psicológico, divertidos mesmo, quando dados em espetáculo, porém profundamente perigosos de manejar, pelo fato de possuírem uma tendência absoluta para deslocar o equilíbrio físico e moral, e a substituir numa certa medida o automatismo, o desdobramento e a inconsciência do eu consciente e sintético, que forma a personalidade humana, unidade de que só podem decorrer saúde e razão.
Desse ponto de vista, nunca é demais levantarmo-nos contra o abuso que se cometeu e que ainda se comete todos os dias pelos processos hipnóticos; esse abuso é um perigo e esse perigo Mésmer o pressentiu quando, reagindo com todas as suas forças contra a divulgação dos processos para provocar o sono nervoso, cujo emprego julgava perigoso, ou pelo menos inútil, assim se explicava numa de suas memórias: “Depois que o meu método de tratar e de observar os doentes foi posto em prática nas diferentes partes da França, diversas pessoas, quer por um zelo imprudente, quer por uma vaidade sem cabimento e sem consideração pelas reservas e as precauções que eu julgara necessárias, deram publicidade prematura aos efeitos e principalmente à explicação deste sono crítico; não ignoro que tenham daí resultado abusos, e observo com sentimento que voltaram com ardor os antigos preconceitos!” A fim de reforçar a opinião do mestre, da qual compartilhamos por completo, e que nos leva à exclusão dos processos hipnóticos, de qualquer método curativo, esforçamo-nos, no capítulo seguinte, por tornar bem salientes as linhas divisórias que separam os dois sistemas. CAPÍTULO II Das diferenças existentes entre o Magnetismo e o Hipnotismo Processos de Braid para produzir o sono provocado. – Processos do Dr. Durand de Gros. – Processos da escola atual.
– Processos dos fascinadores. – Manobras hipnóticas comparadas aos processos magnéticos. – Diferenças notáveis entre os sonâmbulos formados por um e outro método. – Concentração dos sonâmbulos magnéticos. – Exteriorização dos sonâmbulos hipnóticos.
– Negação, pelos hipnotistas, da existência dos fenômenos psíquicos. – Causas dessa negação. – Meio magnético de pôr-se em relação. – Regularização que daí resulta. – Ressonância magnética ideoplástica.
– Causa de apreciações confusas. – Individualidade psicofisiológica do experimentador. – A ação direta sobre o encéfalo e a ação direta sobre o epigástrio diferenciam o Hipnotismo do Magnetismo. O Hipnotismo, dizem os partidários dessa doutrina, é “um estado particular do sistema nervoso determinado por manobras artificiais, tendendo, pela paralisia dos centros nervosos, a destruir o equilíbrio nervoso.” Em que consistem, pois, essas manobras? Braid, no começo de suas experiências, ligava uma rolha de garrafa à testa do paciente e fazia com que ele a olhasse atentamente; a obrigação de conservar constantemente os dois olhos dirigidos sobre um objeto tão próximo, convulsionava a vista e fatigava consideravelmente os sonâmbulos, o que muitas vezes forçava-os a abandonar a experiência antes do fim.
Foi necessário modificar esta maneira de praticar. Eis o processo definitivamente adotado, e que é ainda hoje geralmente seguido: conservase um objeto brilhante qualquer (um instrumento de aço, por exemplo) entre o polegar, o indicador e o médio da mão esquerda, numa distância de 25 a 45 centímetros dos olhos, em posição tal acima da testa, que seja necessário o maior esforço do lado dos olhos e das pálpebras, para que o paciente encare fixamente o objeto. O Dr. Durand de Gros, conformando-se quase ao mesmo princípio, mas concedendo na produção do fenômeno uma parte mais importante à fixação da atenção e à concentração do pensamento do que à fadiga visual resultante da convergência dos olhos, empregava um disco de zinco, de dois centímetros de diâmetro, cujo centro era formado por um prego de cobre encravado em outro metal: ele conservava esse botão a 45 centímetros, mais ou menos, do corpo, na altura da cintura, como um ponto de mira, sobre o qual devia o paciente fixar os olhos durante quinze ou vinte minutos sem pestanejar e concentrando toda a sua atenção. Logo que o via absorvido nessa contemplação sem oscilar as pálpebras, fechava-lhe os olhos por meio de brandas e suaves fricções e punha-lhe uma das mãos sobre a cabeça, aplicando-lhe fortemente o polegar à testa.
Os hipnotistas da escola atual usam dos mesmos processos, com ligeiras variantes: à fixação do olhar sobre objetos brilhantes, juntam projeções de luz elétrica, pressão dos globos oculares ou dos polegares, fricções do vértex e violentas pancadas de “tã-tã”, que atacam e fazem vibrar o sentido do ouvido; empregam também o vulgar fole das nossas lareiras e certo espelho chamariz de toutinegras, aperfeiçoado e formado de fragmentos de espelhos encaixados em dois pedaços prismáticos, feitos de madeira e dispostos em cruz, a que se imprime um movimento de rotação que traz em breve ao paciente perturbação e fadiga do aparelho ótico, fazendo-o cair no estado de sonambulismo provocado.
Enfim, os fascinadores, apesar das sua pretensão de não quererem confundir-se com os hipnotistas, não se afastam de modo algum dos processos empregados por estes últimos: desde o padre Faria que, colocando os seus pacientes em poltronas e fazendo-os concentrar-se, dava-lhes rapidamente e em voz de estentor esta ordem imperativa: “Dorme!”, – até Donato, que sobre as mãos abertas e espalmadas, fazia colocar as do seu paciente, dizendo-lhe que fizesse peso sobre elas, e depois, inesperadamente, lançava-lhe um olhar acerado como a ponta de uma espada; todos, sem exceção, por uma ação violenta e imprevista sobre o sentido do ouvido ou da vista, procuram produzir o mesmo efeito que os hipnotistas com suas pancadas de “tãtã” e suas projeções de luz, esforçam-se por provocar a vibração dos centros nervosos que lhes deve entregar, inconsciente e sem defesa, o paciente inteiramente aparelhado às suas variadas experiências.
Hipnotistas e fascinadores estão manifestamente de acordo acerca da finalidade dos seus processos: “É em conseqüência dum excesso de fadiga de que sofre um sistema particular de músculos, estado resultante da posição incômoda e forçada dos olhos – diz o Dr. Braid –, que se desenvolve no cérebro e em todo o sistema nervoso esse estado particular a que eu chamo hipnotismo.” “Imponho as minhas convicções pela força – diz Donato, na exposição do método que dá em sua Revista Fisiopsicológica –, e para isso recorro a um processo rápido, de algum modo violento, que nada tem de comum com o Hipnotismo, porque não provoca nem a oclusão dos olhos, nem o sono; destruo instantaneamente a vontade dum homem desperto e consciente, e depois provoco o estado de inconsciência sem sono.” Quer haja sono, quer não, pouco importa: os dois métodos, como se vê, convergem para o automatismo, a inconsciência, e o desequilíbrio do ser, pela surpresa, fadiga ou violência.
Se compararmos essas manobras com os processos magnéticos, não é dubitável que elas diferenciem-se absolutamente; enquanto hipnotistas e fascinadores, dirigindo-se especialmente ao cérebro, procuram lançar fora do seu equilíbrio os centros nervosos por ataques violentos ou por jato contínuo, os magnetizadores, poupando cuidadosamente o encéfalo e concentrando toda a sua ação sobre o epigástrio e o sistema nervoso ganglionar, empenham-se em equilibrar da melhor maneira, a corrente nervosa, de modo a obterem a mais elevada expressão da autonomia funcional do ser.
Uns destroem o eu consciente, os outros elevam-no ao seu mais alto grau sintético. Demais, são notáveis as diferenças que se destacam entre os sonâmbulos formados por um ou outro método, quando, sob a influência benéfica e equilibradora das imposições e dos passes magnéticos, vêem naturalmente surgir o estado sonambúlico. No sonâmbulo magnético, as três condições essenciais à expressão normal do fenômeno se desenvolvem: isolamento, concentração, mobilidade. O isolamento, nulificando todas as sensações que vêm do exterior, dá ao sonâmbulo mesmérico a faculdade preciosa de concentrar sua atenção melhor ainda do que no estado de vigília; seus sentidos, de algum modo sintetizados numa exaltação do eu sensorial, dão-lhes uma sensibilidade singular que o estado de relação põe exclusivamente à disposição do seu magnetizador: só pode ser tocado por ele, só a ele ouve, só a ele obedece, e só por ele pode ser despertado.
A concentração, permitindo que a atividade funcional se condense e se equilibre por dentro, faz do sonâmbulo mesmérico um instrumento de delicadeza inaudita, que só poderíamos comparar a uma balança de precisão, na qual o mais tênue peso desloca o centro de gravidade; respondendo maravilhosamente às menores incitações daquele que o pôs em ação por meio da relação, o sonâmbulo mesmérico lê no pensamento do seu magnetizador, responde a todas as suas sugestões mentais, tanto de perto como de longe, fora da vista, através das paredes, e goza dessa extrema mobilidade magnética, de que fala Puységur, mobilidade que consiste em ceder a todas as atrações à distância.
Esse estado de condensação interna, avivando os focos nervosos, permite ao sonâmbulo mesmérico projetar suas faculdades sintéticas sobre todos os pontos que lhe são designados ou que ele escolhe, à maneira de um refletor que une num só feixe os raios luminosos. É deste modo que ele vê em si e fora de si, que descreve os seus próprios órgãos ou os de seus vizinhos, que precisa o estado das partes doentes, o gênero, a origem, a duração e o êxito das moléstias; é também assim que a sua força de irradiação vai até lhe permitir a estranha e misteriosa faculdade de ler no espaço, de predizer e vaticinar. O sonâmbulo formado por processos hipnóticos está longe de possuir essas numerosas e eminentes qualidades. Não está isolado nem concentrado; suas faculdades, longe de serem condensadas num feixe interno, são, pelo contrário, exteriorizadas. Ele pode ser tocado por qualquer pessoa e, se por acaso experimenta algum embaraço, este fato é manifestado para com todos.
Ouve a todos ou não ouve a ninguém; obedece a todos; pode ser adormecido e despertado pela primeira pessoa que aparecer; todos os condutos que levam as impressões sensoriais ao cérebro, em lugar de estarem fechados, conservam-se abertos às sensações que partem do exterior, o que coloca os sonâmbulo em instabilidade permanente, que o faz flutuar entre estes dois extremos: catalepsia e letargia. No primeiro caso, catalepsia, os sentidos da audição, do paladar, do olfato e do tato tomam uma agudeza tal que o sonâmbulo pode apanhar as palavras pronunciadas muito baixo e quase sem movimento dos lábios; percebe o mínimo odor, os gestos, conhece a presença e a natureza dos objetos afastados, mas num raio restrito. No segundo caso, letargia, essa agudeza dos sentidos se extingue e o cérebro, atacado instantaneamente de inércia, parece privado de todo o funcionamento.
Em um ou outro desses extremos o sonâmbulo hipnótico não é apto para receber nenhuma sugestão mental; distraído, por um lado, pela agudeza dos seus sentidos hiperestesiados, que o colocam à mercê de todas as impressões do exterior, ou, por outro lado, mergulhado no estado comatoso letárgico que o separa daquilo que o cerca, ele se conserva indiferente às transmissões de pensamentos e aos efeitos a distância, tal como, num meio ruidoso que nos traz sensações múltiplas ou num sono profundo que nos absorve, as nossas faculdades se conservam igualmente insensíveis a qualquer percepção delicada. O sonâmbulo hipnótico, assim exteriorizado ou nulificado, representa um instrumento imperfeito, só responde às incitações físicas e às sugestões verbais e não deixa acesso a nenhuma reação psíquica.
Demais os hipnotistas, não tendo tido jamais ocasião de averiguar em seus sonâmbulos os fenômenos psíquicos, sempre negaram a existência destes. “Se abrirmos um livro acerca do Hipnotismo – diz o Dr. Ochorowicz –, encontraremos nele facécias sobre a sugestão mental; os hipnotistas nunca a estudaram, porém certificam a exatidão de sua opinião negativa, baseando-se no testemunho de outros sábios, que também não a estudaram.” De que modo teriam estudado esses experimentadores turbulentos a sugestão mental, se os processos artificiais empregados visam principalmente o efeito perante uma reunião mais ou menos numerosa, quando o fenômeno só se pode obter por meio de processos que eles propositadamente desconhecem e procuram ridicularizar? Em Hipnotismo, o que chamamos entrar em relação, não existe; esta constitui um processo exclusivamente mesmérico, e é somente por ele, quando inteligentemente graduado, que se pode chegar a regular um sonâmbulo. Diremos regular, porque, efetivamente, precisa-se proceder a uma verdadeira regularização; regula-se um sonâmbulo como se procede com um instrumento de precisão: um telescópio, um cronômetro, um telefone.
Pelas imposições e os passes, acionam-se mais ou menos o cérebro e o epigástrio e procura-se manter um justo equilíbrio entre esses dois centros de vida nervosa; pelos passes longitudinais e imposições, carrega-se; pelos passes transversais e o sopro frio a distância, dispersa-se; aumenta-se ou diminui-se assim, à vontade, a profundez do estado sonambúlico, que apenas deve ser produzida por ações graduadas com paciência e tato indefiníveis; e é assim que se chega, progressivamente, a estabelecer entre magnetizador e magnetizado esse estado de simpatismo que o Dr. Ochorowicz tão perfeitamente descreveu: “Não é só – diz ele – uma relação puramente física: é principalmente, e antes de tudo, o efeito de uma ação reflexa psico-nervosa, que produz a associação das idéias, sentimentos e volições, tanto como a das sensações físicas e dos movimentos, e que, mostrando mais uma vez a estreita solidariedade que une no organismo o físico e o moral, dá a explicação dessas associações ideo-orgânicas, em que a idéia basta para produzir a inflamação dum órgão, sua secreção, sua hiperestesia ou sua paralisia; faz sustar uma hemorragia ou renascer uma perturbação biológica qualquer.”
No estado de relação bem equilibrado, o sonâmbulo magnético, achando-se num estado de tensão suficientemente elevado, não necessita, como no estado ordinário, de fazer passar as sensações pela análise do seu cérebro; ele sofre como que espontaneamente as impressões que recebe, do mesmo modo que uma corda vibra simpaticamente por igualdade de tensão; é, pois, necessário em toda experiência ter em vista esta sensibilidade de ressonância magnética ideoplástica, que, na realidade, é a origem de inúmeros erros de apreciação, de que se acha cheio o estudo desses fenômenos. “Não é mais motivo de dúvida entre os sábios hipnotizadores – diz o Dr. Ochorowicz – que ao fazer-se experiências num sonâmbulo sensível se possa incutir-lhe suas teorias, seus conhecimentos, seus temores, suas suposições mesmo, e que deste modo, sem nos precatarmos, conseguimos divertir, acreditando fazer descobertas. O que diríeis dum físico que, desejando fazer uma medida galvanométrica delicada, enchesse os bolsos de fragmentos de ferro ou de ímãs?
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