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Capítulo 96 de 234

Para Controlar –

Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro

bolso, estômago, sexo, orgulho e egoísmo. O Espírito carece dos mundos e das formas como escola, como elementos de aprendizado. E através dos mundos e das vidas, é através das condições e situações, que ele vai subindo na escala evolutiva. E terá que se defrontar com estes fatores: bolso, estômago, sexo, orgulho e egoísmo. Bolso, estômago, sexo, orgulho e egoísmo sempre foram os grandes instrutores de experiência das almas em todos os mundos. Cumpre saber usar tudo, transmudar tudo para os devidos fins, enobrecer os elementos de trabalho e de lutas, de experiências e de conquistas imorredouras. Mas não é tão fácil assim, para as criaturas irem aprendendo a fazer funcionar tais instrumentos de lutas e de conquistas. Quem quiser encontrar o satanás que Jesus encontrou, procure no bolso, no estômago, no sexo, no orgulho, no egoísmo. Enquanto um filho de Deus estiver sujeito a tudo isso como provas, que tenha muito cuidado. Vencer o mundo é muito importante, mas de um salto não é possível. Os mundos e as vidas farão o serviço de contribuição, e a responsabilidade varia com o grau de conhecimento de causa. O Céu é longínquo e hipotético, enquanto, o bolso, o estômago e as veleidades do mundo são bens imediatamente reclamantes e confortantes. Não confundir os meios com os fins é coisa para gente mais crescida em valores íntimos. Converter os vícios em Virtudes é com muito custo que se consegue. Mas, no dia em que todos souberem o que são tais fatores como instrumentos de aprendizado, todos saberão usar do mundo, sem se escravizar ao mundo. O reino do mundo e o reino do Céu são, normalmente, antípodas. Entretanto é lidando no seio do mundo que os filhos de Deus terão que realizar em si mesmos o Reino do Céu. A tremenda variação mesológica e biológica é a grande Escola de Deus. Que os homens, os de boa intenção, saibam aprender na Escola da Vida. Mas, sem restringir o império do mundo, como realizar o Reino do Céu? Como vir a ser, um dia, acima de mundos, formas e transições sem lutar com todo o ardor para vencer o Mundo? A porta estreita significa a trilha certa. Todos os que sabem governar o mundo ou aqueles fatores que resumem todos os demais, muito ganharão. E quem for muito maior, muito mais dominará o que é inferior, ganhando, por sua vez muito mais. Entretanto, que cada um observe o que realmente pode, para não pretender dar passos mais largos do que tenha as pernas, vindo assim a cometer falta ainda maior. O método a ser aplicado é o da serenidade e

ponderação. Quem não fizer assim, por certo, corre o risco de esbarrar em sérios percalços, cair em contradição e chafurdar no regime de aberrações e dores. Os homens, infelizmente, continuam pretendendo que a função do Reino do Céu é garantir a valia aos engodos do reino do mundo. Não querem fazer do que é material, do que é do mundo, forma e transição as ferramentas do triunfo celestial, assim como o Divino Mestre dera exemplo; querem a todo custo o reino do mundo, relegando a plano inferior o Reino do Céu. Esquecem que o Espírito continua e que a matéria passa. Em um mundo inferior como a Terra, bem poucos são os que encaram a Verdade de frente. O corpo ordena mais que o Espírito; o instinto ainda está longe de se transformar, totalmente em plenitude intuitiva; o homem carne escraviza o homem psíquico. O sagrado objetivo da existência, não são bolso, sexo e mundanismo, isto são ferramentas, há uma Sagrada Finalidade para o Espírito. A questão é não ser egoísta, e não assentar a fortuna material sobre a fome dos outros, sobre o analfabetismo e a miséria do próximo. Quem se prende ao inferior, como virá a gozar do que é superior?

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.