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Capítulo 128 de 234

A Cada Um Será Dado, Segundo As Suas Obras –

Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro

Na Eternidade e no Tempo, na Terra e nos Infindos Mundos, uma é a Lei de Harmonia e ninguém a derrogará. Uma Justiça Divina a tudo preside. Juiz Absoluto é Deus. Juiz Relativo é a consciência de cada filho de Deus, que através de livre arbítrio age e se responsabiliza. Somente com a própria consciência é que o Espírito se apresentará perante a Justiça Divina a fim de responder pelas próprias obras. Ninguém responderá, perante espíritos encarnados ou desencarnados, metidos a donos da Verdade e da Doutrina, ou perante religiões, sectarismos, mas sim perante a Justiça Divina, que não lacaia de religiões, seitas, raças, povos etc. Jamais autorgou a quem quer que seja delegações intermediárias, para fazer ou desfazer aquilo que a Ela e a mais ninguém compete em termos de julgamento e cominação. Desencarnar é sempre enfrentar a Justiça Divina, que remete o Espírito ao lugar certo, ao nível justo, melhor ou pior, luminoso ou trevoso, glorioso ou doloroso em seus matizes vastíssimos, pelo principio de Equidades Vibracionais ou do peso específico, que reflete as obras praticadas e o comportamento social, jamais a religião ou seita admitida na encarnação. Depois de inteligentizado o Espírito Filho jamais desencarnará, sem que tenha de prestar contas à Divina Justiça, por aquilo que tenha estado ou não com a Lei de Deus. Cada um apresenta ao desencarnar a sua ficha de conduta, e com ela irá para o lugar nela indicado, e ninguém tirará jamais dos semideuses o direito de serem juízes em causa própria, os construtores de seus respectivos destinos, bons ou ruins. E nos reinos espirituais, nos lugares onde habitam os desencarnados de um planeta, que a Justiça Divina mais se apresenta patente, porque a situação de cada um, ou dos paralelos, é a prova dos resultados das obras praticadas. Quem fizer por habitar reinos de luz e glória, isso terá. Quem fizer Por habitar os lugares de prantos e ranger dos dentes, isso terá. A Justiça Divina desconhece pretextos humanos, mas conhece as obras sociais. A ninguém dá pelo que sabe, mas sim pelo que produz. Os lugares de prantos e ranger dos dentes estão cheios de cientistas, filósofos, religiosos e fazedores de discursos. Infeliz daquele em que ela não encontrar Verdade, Amor e Virtude. A Justiça Divina sonda os atos sociais, as práticas entre irmãos, porque é por elas que todos serão julgados. Perante a Justiça Divina, o que vale são os pronunciamentos da consciência nas ações para com Deus e para com o próximo.

Com pasmosa facilidade viveis dogmatizando sobre conceitos e preconceitos, homens e livros, instituições e estatutos inventados por homens. Com muito ardor viveis inventando modos de culto, e a eles atribuindo valores salvacionistas; mas a Justiça Divina, sabei-o bem, sonda os vossos atos sociais, as práticas entre irmãos, porque por elas que sereis julgados, e não pelos formulismos vendidos ou comprados nos vossos fartos e tolos mercados religiosistas. Jamais a Justiça Divina perguntará pela religião de quem quer que seja. Jamais homens encarnados ou desencarnados, religiões ou seitas, simulações, rituais, livros ou qualquer realidade exterior terão o direito ou o poder de ingerir na Justiça Divina e, portanto, quando o Espírito disso se compenetrar passa a comandar seus atos, fora, acima da aparência de cultos ou fingimentos religiosistas. A Justiça Divina nunca mandou alguém ter uma religião, apenas mandou e manda Conhecer a Verdade e Praticar o Bem. Quem garante regalias celestiais é o Amai-vos uns aos Outros, essa realidade que não se escraviza a bandeiras religiosistas quaisquer. Fora do Amai-vos uns aos Outros, não há obra alguma que dignifique o seu autor. Vide como proclama o capítulo 22 do Apocalipse sobre as obras de cada um. A todos os segundos aporta no mundo espiritual recém-chegados da carne, grande quantidade de irmãos que se apresentam e se julgam especiais perante Deus, por terem tido esta ou aquela filiação religiosa ou sectária, por terem conhecido Filosofias, Iniciações, Ciências Teológicas etc. Chegam a reclamar aos altos brados os seus pretensos direitos adquiridos. Mas a Justiça Divina considera as boas obras praticadas, o Amor dinamizado em termos de Bondade, e os avisa sobre as novas oportunidades que o Céu lhes concederá, para que voltem ao plano carnal, onde terão possibilidade de pensar, sentir e agir como quem realmente deseja vir a ser Espírito e Verdade.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.