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Capítulo 175 de 234

Imortalidade

Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro

Em Deus e suas manifestações nada morre, Devemos afirmar a Imortalidade essencial de tudo, porque em Deus tudo é Vida Eterna; em nada existe a morte real. Jesus falou muitas vezes que para Deus não há mortos e que todos são vivos, ou como os anjos dos céus. A Imortalidade é normal no que deriva de Deus. A morte é mero acidente transitivo. A morte é a vida que se apresenta com vestes um tanto diferentes, por isso mesmo que parece novidade, feia ou bonita, segundo o estado de merecimento e segundo o estado mental da pessoa. Diremos que ela é igual para todos, mas nem todos são iguais para com ela e suas decorrências. Ela é simples funcionária da vida, faz apenas sua parte, mas as decorrências dão ou podem dar muito o que falar, porque a síntese da vida é muito simples, mas as minúcias se desdobram ao infinito. É muito fácil dizer o que é um grão de areia, mas não é fácil dizer de onde vem, para onde vai, COMO realmente é, e para o que serve, bem como onde poderá vir a estar, e como, no curso dos milênios ou da Vida Eterna, que tudo em Deus tem. A Imortalidade comporta todas as regalias e todos os deveres, porque encerra a Origem, o Plano Evolutivo e a Sagrada Finalidade. Nascer e morrer é o comum da vida. A morte não causa abalos de morte, mas muda repentinamente o panorama exterior, pondo em sérios embaraços o mundo dos reflexos exteriores, das impressões imediatas e irrefreáveis. É uma lição tremenda de autodomínio ver a família reunida defronte ao cadáver, chorando pelo parente vivo, diante do corpo inerte, sem poder dizer coisa alguma, remetido, irremediavelmente, a outro continente vibratório. Os sentimentos prendendo família, a mente ligada aos destinos do espírito, e a novidade da morte, fazendo tremer o campo das esperanças, defronte ao infinito dos fenômenos, porvindouros, daquilo que é simples na ordem natural, mas que as incertezas do momento fazem parecer sonhos indecifráveis. A humanidade pouco se tem importado com seus reais interesses... Marcha distraída para a morte, sem levar em conta a tremenda significação da imortalidade do espírito, da Imortalidade e de suas inelutáveis consequências! A humanidade está mergulhada nas aparências, vive duas facetas; mas perante o Senhor, não podem prevalecer aparências. For isso mesmo que grandes pompas e fartos rótulos, acompanham os indivíduos até a morte, até o túmulo quando muito. A seguir, as coisas mudam, as luzes do mundo se apagam... E as criaturas estão cheias de entulhos, de rótulos, mil e uma aparências de espiritualidade, enquanto que a centelha, o

espírito, está submerso nas profundezas do materialismo, está achatado debaixo de um mundo de animalismos e brutalidades. Poucos se erguem de fato acima das conjunturas da aparência, e aqueles que o fazem, certamente não são os que viveram para glorificar a idolatria; porque em verdade, enquanto um espírito fizer da matéria instrumento intermediário de adoração a Deus, que é Espírito e Verdade, não conseguirá ser mais do que medíocre. E quando calha de merecer paz, ainda assim é mediocremente, porque aos viciados e idólatras não se fazem acessíveis Os altos planos da erraticidade. Se bastassem as farturas do plano temporal, certamente os ricos do mundo teriam garantido o Reino de luz no pós morte. Como, porém, ninguém vai ao Reino de Luz exterior sem ser pela força projetora do reino de luz interior, eis que a medida certa, justa e necessária é conhecer e realizar a Verdade no íntimo.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.