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Capítulo 183 de 234
Responsabilidade E Evolução –
Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro
Para cada fase evolutiva há a sua responsabilidade. Primeira autoconquista é o início da Consciência Individual, que resultará, um dia, na Intuição Plena. Com aumento da Consciência Individual e da Intuição, surge o aumento da noção de importância da liberdade individual, e conseguintemente, noção maior dos direitos e deveres, chave de todas as Responsabilidades Individuais. Formação da Unidade Consciencional ou autocristificação sem noção de Responsabilidade, nunca será possível.
O mais dotado de evolução é sempre o mais responsável. Tem que ser o pai ou tutor dos menos evoluídos, nunca, porém, o escravizador e o explorador. Jesus, o fulcro vivo do Profetismo passou a vida lembrando a todos essa condição essencial de conduta. "O maior que se torne o servo, porque mais será exigido àquele que mais tenha." Considerando que a Responsabilidade cresce com o desabrochamento em geral do espírito, afirmamos que a maior responsabilidade é a de ordem moral, de comportamento social, pelo que contém de pessoal e de coletivo, como exemplo dado. Quem dá exemplo condenável já está por si mesmo condenado. A Responsabilidade cresce nos espíritos sempre em correspondência com o crescimento em conhecimento de causa. Quem mais sabe é apenas mais responsável, nada mais. A Evolução faz conhecer e o conhecimento importa em responsabilidade. Uma palavra a mais sabida, é uma responsabilidade a mais adquirida. Sejam pelo menos inteligentes aqueles que chegaram aos mais fundamentais conhecimentos, porque eles nunca chegam por acaso, sempre trazem responsabilidades equivalentes, das quais ninguém poderá fugir. Quando vier a ter conhecimento da Lei de Deus, terá aumentado a sua dose de responsabilidade. E quanto mais subir na escala dos conhecimentos, tanto mais terá de ser responsável. Enquanto informamos, responsabilizamos. Pingo por pingo, tudo será contado. Por toda palavra proferida o homem responderá, e com mais rigor, por causa da evolução nos conhecimentos gerais, e dos grandes benefícios advindos das conquistas científicas. Durante a infância do espírito, prevalecem dirimências, desculpas, mas com o desabrochamento, a evolução, prevalece o aumento de responsabilidades. Não se pode exigir da criança o que se exige do adulto, assim mesmo, não se pode querer que o espírito infantil proceda com superioridade. Existem pelo menos três condições de erros: a) Erros por negligência, quando a criatura pouco sabe e usa mal do pouco que sabe, por desconhecer o montante de efeitos calamitosos no porvir dos tempos, das vidas e das provas expiatórias. b) O erro espontâneo, quando a criatura por não ter conhecimento de causa, pode produzir o mal pensando que está produzindo o bem. Virá a responder, é claro, mas lhe serão levados em conta a ignorância e o bom ânimo. c) O erro proposital, calculado, daquele que se deixa arrastar pelos aranzéis do mundo. Esse erro será julgado a rigor, porque mais será exigido, como ensina Jesus, daquele que mais conhece. Mais será exigido a quem mais tenha sido dado... todos sabem dizer isso... aos outros. Quem vier a conhecer a Verdade, faça coisas de bom conhecedor. Se vier a cometer faltas, não atire a culpa sobre terceiros. Quem é capaz de tomar a iniciativa de conhecer, que se responsabilize pelo seu mesmo proceder.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.