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Capítulo 199 de 234
Reencarnação - Chave De Todas As Oportunidades –
Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro
As verdadeiras oportunidades quem dá é Deus! Porque ninguém teria coisa alguma, se Deus não tivesse feito ou não concedesse! A chave de todas as oportunidades reside na lei de encarnar, cuja reincidência é reencarnar, lei à qual todos estão sujeitos, tendo a ela se sujeitado Jesus, o Cristo. Deus não tenta, porém, testa através de suas Leis Ele oferece oportunidades no seio da criação e da família espiritual, para que o filho, individualmente, cresça em Amor e Sabedoria. E também as culpas do passado estão a forçar as oportunidades do presente. Não pensemos em lavagem de pecados pelo sangue de Cristo, nem na salvação de graça, tudo quanto será dado é em base de oportunidades de trabalho ressarcitivo: No tempo e no espaço, e através das vidas, o espírito defronta-se e trabalha intimamente, tentando tantas, quantas vezes sejam necessárias. O Espaço, o Tempo e as vidas com suas ofertas, estão ao nosso dispor, embora sob o peso e medida, pois tudo nos é ofertado, mas na razão direta de nossas possibilidades. Todos encarnam e reencarnam, ou repetem a encarnação, porém bem poucos sabem ainda tirar da encarnação, o melhor dos proveitos. Jesus fez da encarnarão o instrumento de vitória do espírito, enquanto que muitos fazem da encarnação o instrumento de escravização do espírito. É grande o número de almas gravemente comprometidas, que transita pelos séculos e milênios sem conseguir reparar as faltas, quando não calha de aumentá-las pela falta de elementos instrutivos, pelo desconhecimento das leis regentes. O Reino do Espírito, diziam as Iniciações Antigas, é o avesso do Reino do Mundo. Ninguém ganha de um sem perder do outro; e é feliz quem sujeita o Reino do Mundo ao Reino do Espírito. Mas multidões de espíritos encarnam e desencarnam centenas e milhares de vezes consecutivas sem aproveitar pelo menos o mínimo, em virtude do descaso para com a Imortalidade e suas decorrências. A grande procissão humana que devia encarar a encarnação como bendita oportunidade de serviços autoiluminadores, como fonte natural de esplendorosos desenvolvimentos, uma vez imerso no seio da penumbra carnal, apenas atende aos imperativos dos mais imediatos interesses, dos instrumentos menos edificantes, quando não calha de se entregar totalmente aos atos que consolidam a rebeldia contra os Mandamentos da Lei. Fecha os olhos para o trabalho de solidariedade imediata; não reconhece mais do que a sua pança, o seu bolso, o seu orgulho, a sua vaidade, os seus familiares imediatos.
A chaga, a lepra, a cegueira, o pranto, a viuvez, o analfabetismo, tudo enfim que deveria servir de alerta, de advertência, de conselho, de realidades, que a Sabedoria Divina espalha a frente de uns, enquanto fornece elementos de ressarcimento para outros, tudo isso não lhe constitui observação, não se lhe fala do porvir inelutável, nada lhe importa como escola de aprendizados práticos e indispensáveis ao serviço de harmonização. E ao deixar a veste grosseira, a ferramenta de tantos recursos triunfantes, para quem sabe valorizála, o que acontece é tenebroso, porque ao fechar dos olhos carnais, muito mais ainda se fecham os do espírito. Como tudo é por peso específico, porque a Justiça Divina não vem de fora, mas atua de dentro para fora; eis que temos o descuido transformado em trevas; eis que vamos encontrar a Oportunidade de Edificação transmudada em oficina de pranto e ranger dos dentes. A grande culpa cabe aos falsos conceitos religiosos, As lesões ruins, aos maus cursos, e ao péssimo trabalho preparativo, mas também muita culpa cabe, e está cabendo, ao desleixo daqueles que se afirmam religiosos, visto como têm aceito e estão aceitando errôneas concepções, também erram aqueles que por comodismo, por pusilaminidade, vão aceitando tudo quanto sabem estar fora da Doutrina do Senhor. Se ninguém come o pão envenenado, porque sabe que lhe fará mal, por que razão não faz o mesmo para com o pão do espírito que é de muito maior importância? No dia em que a humanidade for deveras Divinista, quando as religiões tenham deixado de existir, para a Verdade ser de fato vivida ou ser a Religião, todos terão para com as oportunidades o máximo respeito. Por ora elas são ocupadas para transgressões a valer! Quem vive sobre o chão terreno poucas vezes lembra-se de quantas graças oferece Deus, através das multidões de alegrias que as circunstâncias da vida conjugam, porque se o homem ainda continua revel aos ensinamentos fundamentais; ou pronto a corromper os ensinamentos, e a estabelecer na Terra o império da maldade, certo é que a vida carnal é cheia de oportunidades e alegrias. E se considerarmos que os Grandes Espíritos têm motivos de queixa porque se ressentem das diferenças vibratórias e das companhias menos sintonizantes, também podemos afirmar que o número deles não dá para formar a regra geral, ao passo que os demais, os noventa e cinco por cento restantes, se a isso podemos atingir, devem dar graças a Deus de poderem estar encarnados na Terra. De tal forma as condições do encarnado são favoráveis, pela falta de valores psíquicos ou vibratórios, ou das qualidades de libertação, que aquele número acima indicado mal desencarnando, procura meios de voltar à carne, assim que se coloca em condições de ponderar a diferença entre altos e baixos. Se durante a encarnação se julgava uma vítima dos erros de Deus, pois é assim que muitos grandes errados se imaginam, logo que se compenetram dos fatos procuram movimentar meios, amizades e fatores, para novas e benditas oportunidades entre os laços da carne. Formam filas, aguardando com angústia até a hora do ingresso no mundo físico. Aqueles que se julgam vítimas durante a encarnação, quando se retratam no espelho de nossas realidades, se reconhecem os grandes verdugos. E como a pressão da Lei de Harmonia ou atividade da Justiça Divina se torna logo patente, a exvítima segundo suas impressões procura movimentar recursos para uma nova oportunidade. Lembra o chão prodigioso, os melhores irmãos de jornada, os entes queridos, que foram mal servidos, os deveres falcatruados, o ar, o Sol, a Lua, a chuva etc. no calidoscópio que a vida espiritual lhe apresenta, a ele que muito pode ir para baixo, e nada tem para ingressar nos planos superiores, vê o quanto foi ingrato para com a grande escola carnal, desprezando as dádivas do Bom Deus que fluíram generosamente diante de suas liberdades, e liberdades de uso que não soube aproveitar.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.